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4.2 T ESTING SCC MIXTURES FROM READY - MIX CONCRETE PLANT

4.2.2 Results

Na análise preliminar de documentos, verificou-se a diversidade como um dos pontos mais tocados pelos participantes39

: “do ponto de vista da representatividade foi excelente” (Pastor Lindomar Alves de Souza, presidente da Ordem dos Pastores de Alagoas) e “houve uma grande diversidade nas organizações que participaram. Tivemos um público bem representativo” (Karina Figueiredo, secretária executiva do CECRIA). De acordo com Gilda Cabral (2003), participaram no DF: “movimentos populares, religiosos, sindicalistas, ambientalistas, indígenas, negros, de defesa de direitos das crianças e adolescentes, de jovens, da terceira idade, de empresários, de direitos humanos, de pessoas portadoras de necessidades especiais, feminista e muitos outros movimentos”.

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A fim de nos certificarmos se tal característica marcou os Fóruns, em especial o do DF, optamos por questionar (pergunta nº. 5) não diretamente acerca da diversidade, mas quanto à baixa representação de segmentos relevantes da sociedade civil. Chegamos às seguintes respostas:

Tabela 9 - A diversidade das organizações contatadas e convidadas da sociedade civil Segmento relevante

pouco representado Governo

Sociedade Civil Total Comitê Convidados Sim 5 4 2 11 Não 1 4 3 8 Não se lembra 0 0 1 1 Total 6 8 6 20

Fonte: Elaboração da autora.

A maioria dos entrevistados (11) afirmou ter pelo menos um segmento da sociedade civil pouco representado nos Fóruns. Entretanto, das quatro pessoas do Comitê de Mobilização que responderam positivamente, três acrescentaram que, dentro dos segmentos determinados na metodologia (seis mundos), houve boa representatividade. Já as outras quatro pessoas restantes afirmaram não ter sido visível qualquer ausência. Por sua vez, os três entrevistados membros convidados da sociedade civil apontaram ter prevalecido a diversidade.

Foram citados como segmentos menos presentes, principalmente: a academia, o setor privado/produtivo, e os segmentos mais populares (tabela 10). A crítica do governo se volta primordialmente para o segundo, enquanto a da sociedade civil, para o último.

Quanto ao empresariado, albergado no mundo do capital, uma das possíveis explicações para sua menor representatividade se volta para a atuação prévia desse em outros espaços e esferas do governo (Entrevistado n. 5). Embora isso tenha acontecido em alguns Estados e não ter sido característica geral dos Fóruns, mesmo naqueles casos sub- representados, havia alguém do setor privado (Entrevistados n. 5, 9 e 16), pois todas as entidades mais tradicionais desse segmento foram contatadas, convidadas e incentivadas (Entrevistado n. 5).

Tabela 10 – Segmentos sociais pouco representados nos Fóruns Setores menos

representados

Governo Sociedade civil Total

Comitê Convidados Academia 2 0 0 2 Setor privado/produtivo 5 0 0 5 Segmentos mais populares 0 4 2 6 Total 7 4 2 13

Fonte: Elaboração da autora.

Obs: Das 11 pessoas que apontaram a baixa representatividade de algum segmento relevante da sociedade civil, 2 do governo responderam mais de uma opção.

Tendo em vista que tal crítica partiu dos entrevistados membros do governo, cuja perspectiva aborda os Fóruns em geral, pensamos em verificar tal aplicação ao caso

distrital. Se por um lado, o empresariado estava representado no Comitê de Mobilização

pela FIBRA; por outro, ao comparar a proporção dos participantes desse mundo com a dos outros cinco (tabela 8), é visível sua menor ocorrência (7%), apenas maior que a dos movimentos sociais. Entretanto, deve-se levar em consideração que não houve descaso no convite a tal setor, conforme a resposta de uma das pessoas responsáveis pelo acompanhamento desse segmento no Fórum do DF:

Observou-se a presença de diversos segmentos, como o de mulheres, igrejas e setor produtivo (indústrias). Se algum setor ficou de fora, não me lembro de qualquer reclamação (...) É claro que nem todos os setores do segmento produtivo estavam presentes, até porque ficaria um Fórum enorme, mas havia uma representação geral da indústria40

.

Quanto aos segmentos mais populares citados por seis membros da sociedade civil, trata-se de uma designação não inserida nos primeiros cinco mundos, restando seu enquadramento no campo Outros Setores Sociais Parceiros (OSSP). Possíveis razões para tal sub-representação se encontrariam na restrição para o número de pessoas a serem convidadas (Entrevistados n. 4 e 18); tempo curto para a mobilização (Entrevistados n. 4 e 12); e maior dificuldade desse tipo de segmento em se mobilizar (Entrevistados n.15 e 17).

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Dos exemplos mais comentados, cabe destacar: associação de mulheres, de moradores e de bairro; catadores de lixo; e agricultura familiar. Ao analisar os 53 OSSP (anexo 2), foram contabilizados 16 casos que correspondem aos exemplos mais comentados, totalizando 30% dos OSSP. Com isso, há um contingente não expressivo, porém não está ausente.

Quanto ao setor acadêmico, citado apenas por duas pessoas do governo, a participação também foi mínima, porém, foram encontrados 6 casos, 11% dos OSSP.

Apesar da constatação sobre a sub-representação desses três segmentos no Fórum do DF, a diversidade prevaleceu para os entrevistados (11), pois além dos oito que responderam negativamente à quinta pergunta, um do governo e dois do Comitê de Mobilização confirmaram a articulação entre diferentes segmentos:

O encontro foi marcado por diferentes segmentos (...), tivemos a oportunidade de conviver com movimentos de gênero, religioso e empresarial (...). A experiência de convivência foi muito enriquecedora porque devido as diferentes lutas dos movimentos, se tinha muito preconceito (...). A iniciativa foi muito boa para compartilhar a diversidade da sociedade civil, pois enquanto se tinha uma proximidade anterior maior com alguns segmentos, o encontro com outros, naquele momento, foi inédito. Aqui se teve diversidade e pluralidade (...). (Entrevistado n. 4).

Além de não ter sido impedida a participação de terceiros interessados (Entrevistado n. 5), procurou-se convidar diferentes segmentos (Entrevistados n. 4, 5, 7, 11, 17, 18 e 20). Por fim, outra informação relevante trata do fato de que 23 (43%) dos OSSP pertenciam a redes, articulações e conselhos, cuja característica a priori é a reunião de diferentes e diversas organizações da sociedade civil. Portanto, é possível que indiretamente outras pessoas tenham se envolvido ou tomado conhecimento do processo e dos resultados dos Fóruns.

Desta forma, embora tenha ocorrido a sub-representação de alguns segmentos, o Fórum no DF, pelo menos conforme o público participante selecionado na metodologia, foi marcado pela diversidade. Após esse entendimento, cabe-nos verificar se a escolha da ABONG e do Inter-Redes para a organização dos Fóruns foi bem aceita pelos membros contatados e convidados da sociedade civil.