A pesquisa entre os auditores da CGM foi desenvolvida em duas etapas. Na primeira etapa, utilizou-se de todo o quadro de auditores, qual seja, vinte e um. Na segunda etapa utilizou-se das respostas de quinze auditores. Abaixo apresentam-se opiniões tecidas por estes, quanto ao papel da CGM nesse processo de institucionalização da própria CGM e da sua atividade de auditoria.
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¾ QUESTIONAMENTOS A RESPEITO DA SATISFAÇÃO DOS AUDITORES: Observou-se, conforme tabela 16 e gráfico 7, que aproximadamente 60% dos auditores afirmaram desempenhar atividades incompatíveis com as próprias de auditoria, cerca de 85% deles afirmam faltar um planejamento na CGM para a execução dos trabalhos a serem desempenhados nos órgãos e 100% acreditam que falta normatização no procedimento dos trabalhos.
Desta forma, entende-se como uma falha que dificulta a consecução do trabalho de auditoria a contento, impedindo um crescimento nos trabalhos de maneira eficaz e eficiente. Isso abre uma lacuna para fortificar os grupos contrários, dificultando a institucionalização da CGM.
Tabela 16: Questionamentos a respeito da satisfação dos auditores. Fortaleza-
CE, jan./fev., 2006.
QUESTIONAMENTOS SIM NÂO ÀS VEZES TOTAL
a) Você acredita executar algumas atividades
incompatíveis com as próprias de auditoria? 12 9 - 21
b) Você acha que falta planejamento para os trabalhos
a serem desenvolvidos pelo auditor nos órgãos? 18 3 - 21
c) Você acha que falta normatização de
procedimentos nos trabalhos dos auditores? 21 - - 21
d) Você acredita que falta receptividade aos trabalhos
de auditoria nos órgãos? 5 2 14 21
e) Acredita estar atingindo o resultado esperado pelo
seu trabalho? 6 15 - 21 57% 86% 100% 24% 29% 43% 14% 0% 10% 71% 0% 0% 0% 67% 0%
a) Você acredita executar algumas atividades incompatíveis com as próprias de auditoria? b) Você acha que falta planejamento para os trabalhos a serem desenvolvidos pelo auditor
nos órgãos?
c) Você acha que falta normatização de procedimentos nos trabalhos dos auditores?
d) Você acredita que falta receptividade aos trabalhos de auditoria nos órgãos?
e) Acredita estar atingindo o resultado esperado pelo seu trabalho?
SIM NÂO ÀS VEZES
Gráfico 7: Questionamentos a respeito da satisfação dos auditores. Fortaleza-
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¾ QUESTIONAMENTOS SOBRE A ATUAÇÃO DA CGM NOS ÓRGÃOS: Aproximadamente 70% dos auditores consideram regulares os trabalhos da atividade de auditoria desenvolvidas nos órgãos, consequentemente a resposta de cerca de 80% deles consideram que os retornos advindo dos órgãos são regulares (50%) e ruins (30%), conforme observado na tabela 17 e o gráfico 8. Os trabalhos desenvolvidos pela auditoria ainda passam por dificuldades em virtude da falta de divulgação sobre a finalidade desse órgão de controle interno, de forma a disseminá- la no seu campo organizacional.
Tabela 17: Questionamentos a respeito da atuação da CGM nos órgãos.
Fortaleza-CE, jan./fev., 2006.
QUESTIONAMENTOS ÓTIMO BOM REGULAR RUIM TOTAL
a) Como você tem percebido a
atuação da CGM nos órgãos? - 7 14 - 21
b) Como você vê o feedback dado
pelo órgão auditado? 1 3 10 7 21
0% 5% 33% 14% 67% 48% 0% 33%
A) COMO VOCÊ TEM PERCEBIDO A ATUAÇÃO DA CGM
NOS ÓRGÃOS? B) COMO VOCÊ VÊ O FEEDBACK DADO PELO
ÓRGÃO AUDITADO?
ÓTIMO BOM REGULAR RUIM
Gráfico 8: Questionamentos a respeito da atuação da CGM nos órgãos.
Fortaleza-CE, jan./fev., 2006.
¾ A CGM INVESTE NA CAPACITAÇÃO DE SEUS PROFISSIONAIS DE QUE
FORMA?
Analisando as respostas dos quinze auditores respondentes da segunda etapa da coleta de dados, conforme exposto na tabela 18 e gráfico 9, observa-se que estes encontram-se insatisfeitos com a forma como a CGM está investindo da
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capacitação dos seus profissionais, haja vista as respostas tenham convergido, quase que 50% delas, para o nível de menor relevância ou importância.
Tabela 18: A CGM e a capacitação dos seus profissionais. Fortaleza-CE,
jan./fev., 2006.
+ relevante
- relevante
QUESTIONAMENTOS 5 4 3 2 1 TOTAL
a) Cursos em nível de pós-graduação. - 3 - 4 8 15
b) Treinamentos diversos em seminários,
palestras, etc. 3 3 3 3 1 15
c) Atividades de mentoria, com profissionais da
própria organização. - - - 7 8 15
d) Estágio em outras Controladorias ou em
outros órgãos do mesmo campo de atuação. - - - 2 13 15
0% 20% 0% 0% 20% 20% 0% 0% 0% 20% 0% 0% 27% 20% 47% 13% 53% 7% 53% 87%
a) Cursos em nível de pós-graduação. b) Treinamentos diversos em seminários,
palestras, etc.
c) Atividades de mentoria, com profissionais da própria organização. d) Estágio em outras Controladorias ou em outros órgãos do mesmo campo de atuação.
5 4 3 2 1
Gráfico 9: A CGM e a capacitação dos seus profissionais. Fortaleza-CE,
jan./fev., 2006.
6.5 CONFRONTO DAS PERCEPÇÕES DOS GESTORES E AUDITORES RESPONDENTES ACERCA DA CGM
Abaixo relacionou-se as percepções dos gestores e dos auditores respondentes da primeira etapa da coleta de dados, utilizando-se os questionamentos aplicados a estes quando da pesquisa.
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¾ COMO VOCÊ ACHA QUE É VISTA A CGM NA PREFEITURA MUNICIPAL
DE FORTALEZA?
Observando-se a tabela 19 e o gráfico 10, ver-se que aproximadamente 20% dos auditores consideram irrelevante a atuação da CGM na Prefeitura Municipal de Fortaleza. O que caracteriza a existência de grupos contrários, resistências, que caracterizam a etapa de sedimentação do processo de institucionalização da CGM em Fortaleza. A propagação da prática de controle interno por meio de treinamentos, tanto na CGM como nos órgãos municipais, é extremamente necessário para diluir essas oposições de forma que os mesmos introduzam essa prática no seu dia-a-dia de trabalho.
Os gestores consideram que a CGM é um órgão fundamental e necessário. Assim, por meio da realização de tarefas de teorização pelos grupos defensores, esta, cada vez mais, vai se desenvolvendo e diminuindo a variação na forma que as diferentes estruturas adotam nos órgãos, objetivando atribuir uma legitimidade cognitiva e normativa geral (TOLBERT; ZUCKER, 1998 apud FREITAS, 2005).
Tabela 19: Como a CGM é vista na PMF. Fortaleza-CE, jan./fev.,
2006.
OPÇÕES GESTOR AUDITOR
a) fundamental 14 3 b) necessária 6 14 c) irrelevante - 4 Total 20 21 14% 67% 19% 70% 30% 0% A) fundamental B) necessária C) irrelevante AUDITOR GESTOR
Gráfico 10: Como a CGM é vista na PMF. Fortaleza-CE, jan./fev.,
153
¾ O QUE VOCÊ ACHA QUE PODE TER INTERFERIDO OU ESTAR
INTERFERINDO NA EXECUÇÃO DAS AÇÕES ESTRATÉGICAS DA CGM?
Aproximadamente 35% dos auditores convergem para a opinião de que existe incerteza, insegurança por parte dos usuários e que cerca de 40% desta interferência decorre da cultura forte existente neste meio, conforme apresentado na tabela 20 e no gráfico 11. Além dessas duas dificuldades apontadas, tem-se que 20% dos auditores também acreditam que falta divulgação das ações da CGM, de sua finalidade, de sua existência, dificultando, assim a institucionalização da mesma.
Pode-se constatar também que 30% dos gestores admitem que existe incerteza, insegurança de enfrentar algo novo. A CGM é um órgão novo e junto a ela mudanças estão sendo implantadas na administração pública municipal. Toda mudança é difícil, haja vista estar arraigada a uma cultura forte dominante, conforme é observada pela opinião de 55% dos gestores entrevistados. Além dessas duas dificuldades apontadas, tem-se que 15% dos gestores também acreditam que falta divulgação das ações da CGM, de sua finalidade, de sua existência, dificultando, assim a institucionalização da mesma.
Tabela 20: Interferências na execução das ações estratégicas da CGM.
Fortaleza-CE, jan./fev., 2006.
OPÇÕES GESTOR AUDITOR
a) Descaso por parte dos seus usuários - 2
b) Insegurança, incerteza dos usuários em enfrentar algo novo 6 7
c) Cultura forte dominante nos órgãos 11 8
d) Falta de divulgação do órgão e da sua finalidade 3 4
Total 20 21 10% 33% 38% 19% 0% 30% 55% 15%
a) Descaso por parte dos seus usuários
b) Insegurança, incerteza dos usuários em enfrentar algo novo
c) Cultura forte dominante nos órgãos d) Falta de divulgação do órgão e da sua
finalidade
AUDITOR GESTOR
Gráfico 11: Interferências na execução das ações estratégicas da CGM.
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¾ COMO VOCÊ VÊ O TRABALHO DE AUDITORIA DESENVOLVIDO PELOS
AUDITORES?
Observando-se a tabela 21 e o gráfico 12, tem-se que a visão dos gestores é desvirtuada do real objetivo da atividade de auditoria, onde 55% deles avaliam como uma atividade fiscalizadora, porém este não é fundamento desta atividade. O trabalho dos auditores tem caráter educativo, corretivo, observado por 71% das respostas destes (52% para corretivo e 19% para educador), talvez esse seja o gargalo de sua aceitação por parte de seus usuários, favorecendo a formação de grupos contrários, pois ao definir o trabalho dos auditores como fiscalizador, gera certa insegurança, medo, incerteza aos seus usuários.
Tabela 21: Como é visto o trabalho de auditoria desenvolvido pelos
auditores. Fortaleza-CE, jan./fev., 2006.
OPÇÕES GESTOR AUDITOR
A) Fiscalizador 11 6 B) Punitivo - - C) Corretivo 7 11 D) Educador 2 4 Total 20 21 29% 0% 52% 19% 55% 0% 35% 10%
A) Fiscalizador B) Punitivo C) Corretivo D) Educador AUDITOR GESTOR
Gráfico 12: Como é visto o trabalho de auditoria desenvolvido pelos
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6.6 A CGM E A EVOLUÇÃO DO PROCESSO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO DE