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In document Årsrapport 2019 (sider 24-27)

Inic ia lm ente f oi f eita aná lis e descr iti va das var iá ve is uti l i zadas no est udo. Para as var iá ve is categ óricas, f oram f eitas tabela s de distri bu ição de f req üência s. Já para as variá ve is q uantit ati vas f oram uti li zad as m edi das d e tendên ci a centra l e varia bi l ida de.

Foram verif icad as a s ass oc iaçõ es das variá vei s d e inter ess e (categ óri cas e q uantitati vas) c om as var iá ve is respo stas (ób ito, d ose d e noradre na li na e tem po de us o de nor adrena l ina).

A vari á ve l respo sta óbito (c las sif ica da com o var iá ve l categ órica) f oi com parad a com as var iá ve is in dep end e ntes. Na com p araçã o com var iá ve is categ óricas (se xo, cl ín ica de or ig em , síti o de inf ecçã o, in suf iciê nci a ren a l ag uda e m onitor i za ção com CA P, PV C e PIA) f oi util i za do o teste Q ui- q uadrado d e Pe arso n, q ue é o ind ic ado para com par ar g rupos ind epe nde ntes q uanto à proporçã o de ocorrên ci a de det erm ina do e ve nto. No s casos em q ue ocorreram val ores e sperad os m en ores q ue c inc o f oi ut i li zad o o te ste e xato

de Fi sher. Na c om paraçã o com vari á veis q uant itati vas (i dade, índ ice d e APA C HE II, núm er o de doenças associadas, tem po de UT I, tem po de intern ação hos pita la r, tem po de nor adr ena li na e e xpa nsã o vo l êm ica com crista ló ide e co ló ide) , f oi uti li zad o o teste não-param étr ico d e Man n-W hitney. Foram verif ica dos f atores assoc iad os tanto à dose em preg ada de noradre na li na q ua nto ao tem po de uso d e nor adren al in a. F oi uti li zado o t este não-par am étric o de Man n-W hitney (co m paração de do is g rupos) ou teste Krusk al l-W allis (ap l i cado a d ados pr o veni entes d e três ou m ais am ostras ind epe nde ntes), q uando se trata va de va riá ve is c ateg órica s. Na com par açã o com variá ve is q ua ntitati vas c ont ínua s , f oi em preg ado o coef icie nte de correl ação de S pe arm an. O ptou-se p or uti li zar testes n ão-param étr icos de vido a o caráter as sim étric o das vari á veis testa das.

Foi uti l i za da ai nda a aná l ise de reg ress ã o l og ísti ca b in ári a p ara de scre ver a relaç ão e ntre as v ariá vei s de int eres se ( vari á ve is in dep ende ntes) e a var iá ve l resposta (ó bito). Esse t ipo de a nál is e tem com o van tag em controlar poss íve is f atores de conf usão, isto é, f atores q ue pod em inf l uenc iar no ef eito de o utras vari á ve is da a ná li se. Para ent rada das var iá ve is i ndep end entes no m odel o log ístic o, uti li zou-s e um val or de p de até 0,20 e p a ra perm anên ci a da var iá vel no m od elo f in al f oi adota d o n íve l de 5% de s ig nif icân ci a. Fo i estim ad a a od ds rat io, c om seu i nter va l o de 95%. Para a va li ar o aj uste do

m odel o f oi uti li zado o teste de H osm er & Lem esho w.

Para def ini ção do m elh or po nto d e corte da d ose de nora dre nal in a em pre ver o óbito, f oi util i zad a a m etodolog i a d a curva RO C (Rec eiv er Operating Chara cterist ic). A curva RO C é um a representa ção g ráf ica da sens ib i li dad e versus um m enos a espe cif ic ida de, pr o porci ona ndo a e sco l ha d o po nto de

corte m ai s a propr ia do p ara se def in ir um teste p osit i vo. A área aba i xo da cur va vari a entre zer o e um e é i nd ica dor do pod er do teste. Um a áre a d e 0,5 (li nha d iag ona l) i nd i ca q ue o índ ice n ão tem poder de pred iç ão, e o va lor um ind ic a perf eito po der de pred içã o.

Foi ut il i zada a oc orrênc ia de ób ito para def iniçã o de um teste posit i vo, o u sej a, de um va lor de corte da dos e de n o radrena l ina.

Ness a a ná lis e, c alc u lou-s e a áre a a ba i xo da cur va e os pont o s de corte com suas res pect i vas se nsi bi l ida de e esp eci f icidad e, para aná l is e e esc o lha do pesq uis ador q ua nto ao m e lhor pont o d e corte. Foram desta c ados os ponto s de corte cuj os val ore s têm m aior som a de sensi b il id ade e e sp ecif ic ida de.

Foram selecionados os eventos com emprego de doses mais elevadas de noradrenalina naqueles 66 pacientes que tiveram eventos repetidos. Para verificar se esta estratégia proporcionou viés de seleção forçando a análise para doses mais elevadas de noradrenalina, foi também construída a curva ROC para a dose de noradrenalina como preditora do óbito incluindo apenas o primeiro evento de cada paciente, independente da dose de noradrenalina empregada. Para se ana l isar o tem po até a ocorrê nci a do óbit o na U T I dos pacientes estuda dos e com par ar poss íve is pred itor es para esse e vento , f oi util i za da a m etodol og ia d e an á li se d e sobr e vi vênc i a. Essa é um a téc nic a em preg ada q uando se d esej a e studar o tem po at é a ocorrên ci a do e ve nto de i nteress e (nesse c aso o ób ito ). Nesse t ip o de an ál ise a pr inc ipa l c ar acter íst ica é a presenç a d e ce nsur a, q ue é a obs er va ção p arci al da resp osta. Isto é, por alg um a ra zão, o aco m panham e nto do pa cie nte é interrom p id o. Nesse estu do, as censur as ocorrer am apenas d e vi do à não ocorrênc i a de óbito até o f ina l do e studo. O m étod o de an ál is e d e s ob revi vênc ia poss ib i l itou inc orporar na aná li se estat íst ica a inf orm ação cont id a n os dad os cen surad o s.

Para aná l ise dos da dos em q uestão, f oi uti l i zad o o m étodo de K ap lan- Me ier para con strução da c urva de so bre vida.

Na f orm a de anál ise uni var ia da, f oi util i zado o m ode lo un i variad o de Co x. N a aná li se m u lti var iada , para estim ar os risco s re lat i vos (ha zard rat ios), f o i

uti li zado o m od el o de reg ressã o de Co x. Para entrad a das vari á ve is pred itoras no m od el o de Co x, ut il i zou-s e um va lor de p d e até 0,20 e para perm anên ci a da va riá ve l n o m ode lo f ina l f oi adot ado n íve l d e 5% de sig nif icâ nci a.

Para avaliar a adequação do modelo de cox e a suposição básica de riscos proporcionais, foi empregada técnica gráfica envolvendo o logaritmo da função de sobrevida versus o tempo.

T odos os resu lta dos f oram cons idera dos sig n if icati vos para a pro bab i li dad e de sig nif icâ nc ia inf erior a 5% (p < 0,05), tendo, portanto, pe lo m enos 95% de conf iança nas co nc lu sões apr esent adas.

In document Årsrapport 2019 (sider 24-27)