Del I Årsrapport
Kapittel 7 Formidling av resultater
7.1 Resultater tilbake til deltakende fagmiljø
A oferta turística resulta de um conjunto de bens e serviços adquiridos ou utilizados pelos visitantes bem como aqueles que são criados com o fim de satisfazer uma determinada necessidade, que por vezes é difícil ou mesmo impossível de definir com rigor. Estão incorporados não só hotéis, restaurantes mas também recursos naturais e atividades recreativas. O critério que define a oferta prende-se com a utilização pelos visitantes ou seja, onde haja uma ação referente ao consumo de um bem ou serviço (Cunha, 2003). Sendo o turismo um fenómeno complexo, composto por políticas, atividades, serviços, envolvendo outras indústrias e outros atores na cadeia de experiências proporcionadas aos turistas, existe a necessidade de segmentar o fenómeno
turístico do lado da oferta física do turismo (Goeldner e Ritchie, 2012). Os autores apresentam esta divisão em 4 grandes categorias:
Meio ambiente e recursos naturais, como por exemplo o clima a fauna e flora, o terreno, a beleza natural e paisagística, água, praias ou mesmo o ar;
Ambiente construído ou seja infra-estruturas e superestruturas, relativamente às infra-estruturas correspondem a construções subterrâneas e de superfície, gás, electricidade sistema de saneamento básico entre outras. No que consiste às superestruturas turísticas os autores referem que estas correspondem a equipamentos que possibilitam o usufruto do conjunto de recursos que estão para oferta, como por exemplo, aeroportos, parques, marinas, estradas, hotéis, resorts, restaurantes, centros comerciais entre outros;
Setores operacionais, estes sectores são relevantes no desenvolvimento podendo ser utilizados pelo público em geral e são constituídos por todos os meios de transporte desde aviões, automóveis, comboios, barcos entre outros, pois sem eles as pessoas não poderiam planear a sua deslocação, por último a categoria;
Espírito de hospitalidade e recursos culturais. Neste último ponto os autores focam a importância da fundação social do destino. A cultura, a língua, os usos e costumes, a religião dos residentes fazem parte também de uma oferta, isto se os habitantes locais e os visitantes possam coabitar e sobretudo serem bem recebidos. Relativamente aos recursos culturais, remete-nos para literatura, musica, arte dramática, desportos ou outras atividades.
A procura turística por outro lado é o conjunto de bens e serviços que as pessoas adquirem antes, durante, e após a sua deslocação, expressa em termos quantitativos. A procura pode ser subdividida sob 4 formas: física, monetária, geográfica e global. A procura física corresponde à deslocação efetiva dos indivíduos de um determinado ponto para outro, diferente daquele que habitualmente reside ou realiza algum tipo de trabalho profissional remunerado. No que concerne à procura monetária o mesmo autor define como sendo o conjunto de consumos efectuados pelos indivíduos/turistas, através da aquisição de bens e serviços por causa da sua viagem. A procura geográfica do ponto de vista da procura turística expressa a origens dos turistas, ou seja a sua proveniência e os locais para onde se deslocam com vista à satisfação das suas motivações.
46
Por último, a procura global é considerada toda aquela gerada num país ao nível interno e externo ou seja a soma da taxa de partida dos residentes com a taxa de chegada dos visitantes, ambos com fins turísticos (Cunha,2003).
A procura é um factor crucial para o entendimento do comportamento de um destino turístico. Os dados da procura são necessários para perceber o número de chegadas de turistas, qual o meio que utilizam para se locomoverem, o tempo de permanência e o tipo de alojamento que escolhem num determinado destino, e por último o valor monetário gasto antes durante e após afeto diretamente à sua permanência e deslocação para um destino. (Goeldner e Ritchie 2012).
No caso em concreto, resta agora fazer um enquadramento entre a oferta e a procura direcionada para a região do Douro.
Em termos da oferta turística, a região do Douro possui um conjunto de recursos que fazem desta região uma área impar, detentora de conjuntos patrimoniais, naturais, e artísticos de elevado valor. Segundo a Agenda Regional para o Turismo e o Plano de ação até 2015, a região do Douro tem conjunto de recursos estratégicos; o Alto Douro Vinhateiro – Património Mundial, Rio Douro como canal navegável, vindimas e tradições associadas, aldeias vinhateiras e quintas, parques naturais e albufeiras, gastronomia e vinhos do Douro e do Porto, património histórico e cultural e o Parque Arqueológico do Vale do Côa. O mesmo Plano refere como atributos diferenciadores da região o enoturismo, associado à zona demarcada mais antiga do mundo, as vindimas e tradições associadas e o turismo náutico através do canal navegável do rio douro possibilitando os cruzeiros desde da cidade do Porto.
No âmbito das acessibilidades e transportes, a região do Douro sofreu alguns avanços nestas áreas, nomeadamente na rede de transportes fluvio-ferroviário-rodoviários, a requalificação do cais do Pocinho e da Régua (Anexo I, Imagem 5), a par da requalificação da EN222, estão sobretudo vocacionados para a função turística. Também a construção do IP2, do IC5 e de outras ligações, completam a rede de acessibilidades intra e inter regionais (Anexo I, Imagem 6) (CCDRN, 2013).
No que concerne às superstruturas mediante o raciocínio levado acabo anteriormente, a evolução foi bastante positiva, “No que respeita à área do Turismo salienta-se o facto de o número de empresas ligadas ao alojamento, restauração e similares existente no Território Douro Alliance corresponder a 45% das existentes na NUT III Douro” (Observatório económico e social, 2013:2-3).
Ainda dentro deste capítulo é importante caracterizar algo diferenciador e de extremo valor, a hospitalidade. O elemento hospitalidade é considerado como um dos fatores mais importantes em turismo. O acesso físico às melhores instalações será útil para que o turista se sinta bem recebido. É sugerido que se faça uma receção de boas vindas e uma atitude favorável no acesso aos serviços públicos e à informação disponível sobre uma determinada área ou serviço (Goeldner e Ritchie 2009).
Ora no seguimento deste conceito é de considerar que:
“as gentes do Douro partilham com os visitantes a calorosa convivialidade duriense e por vezes, dos mais aprazíveis e tradicionais segredos da cozinha regional e doçaria conventual. Nas casas das Quintas do Douro (turismo em Espaço Rural), a hospitalidade dos anfitriões não lhes fica atrás; o afecto e a cordialidade com que recebem os visitantes são amiúde testemunhados pelo rubro cintilar dos cálices contendo o mais generoso dos néctares - o Vinho do Porto.” (Matos, 2014)3
É neste sentido, que entendemos a região do Douro, como uma região diferenciadora capaz de por um lado dispor de um conjunto de recursos únicos e por outro o cariz hospitaleiro e acolhedor capaz de despertar a atenção dos turistas.
5.3.1.1. Tipo de turistas da região do Douro
Antes de traçar um perfil do visitante ou turista na região do Douro, parece de enorme interesse, fazer um pequeno enquadramento sobre as motivações do turista em geral. Existe um conjunto infinito de motivações que levam as pessoas a viajar, no entanto esse conjunto poderá ser agregado em vetores. Cunha (2003), considera que o efeito da globalização desencadeou um aumento da procura potencial, uma intensificação da concorrência entre destinos, a emergência de uma cultura turística universal e sobretudo uma profunda alteração do estilo de vida das pessoas. Já para (Barreto, 2006), é necessário distinguir o tempo livre do lazer. Associado ao tempo de lazer o autor reforça que este poderá depender do tempo disponível, do dinheiro disponível, do seu background cultural, o seu ramo profissional, local da sua residência, sexo e idade, situação familiar, motivações, psicológicas e pressões externas.
Para se traçar um verdadeiro perfil do turista é necessário perceber sobretudo as suas motivações. Existem pessoas que por natureza são entusiastas pelas viagens e férias realizadas ou a realizar. No entanto cabe aos profissionais com interesses diretamente na
3
48
área de turismo estudar e perceber as tendências de consumo dos turistas através das suas necessidades básicas, como pertença social, cultural ou biológicas. Um entendimento profissional sobre o consumidor poderá ser a chave do sucesso para um destino turístico ajustando-se à procura através de todas as variáveis básicas que um turista procura (Goeldner e Ritchie 2009).
Mediante este enquadramento, é possível apresentar uma visão sobre o perfil do turista que visita a região Porto e Norte de Portugal. No ano de 2012 os turistas que visitaram esta região tinham como principal motivo lazer/férias, seguindo-se negócios e visita a familiares. Dentro do segmento lazer/ férias a principal atração destacada pelo turista recai sobre a beleza natural, o preço do destino, gastronomia e o vale do Douro. Os quatro principais mercados emissores foram a França, Espanha e Reino Unido. O modo de deslocação entre os países de origem e a cidade do Porto foi pela via aérea sendo que as companhias aéreas mais utilizadas foram a Ryanair, TAP e Easyjet. Relativamente à frequência do destino, observa-se no estudo 40% dos inquiridos afirmaram deslocarem-se 2 a 3 vezes à região por ano ao Norte e as principais atividades praticadas centram-se na Gastronomia, Paisagem e Artesanato. Este estudo teve por base 4119 inquéritos validados, a turistas estrangeiros na sala de embarque do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, mensalmente entre 2011 e 2012 (IPDT, Entidade Regional de Turismo do Porte e Norte de Portugal & ANA, 2013).
Na região do Alto Douro Vinhateiro os dados referentes ao perfil do turista, nesta região, em 2009, demonstram que este corresponde a uma faixa etária situada nos 35/44 anos (24,1%), seguindo-se a faixa etária entre os 25/34 anos de idade (23,02%) e em terceiro lugar a faixa etária entre os 55/64 anos de idade, correspondendo a 20% dos inquiridos. A proveniência dos turistas varia entre Portugal, França Bélgica, Alemanha e Espanha (Anexo I, Imagem 7), em maior percentagem. Relativamente às habilitações literárias a amostra revela que 65% dos visitantes possuem pelo menos o nível superior de ensino, demostrando aqui um dado que à partida é relevante na segmentação do mercado. A maioria dos inquiridos gastou em média entre 50 a 100€ por dia, por pessoa na região do ADV, chegando ao norte de Portugal principalmente através de agências de viagens e prevalecendo na região em média 1,5 noites. O meio de transporte utilizado varia entre o carro, barco e comboio. Este estudo teve por base 252 inquiridos validados (Carvalho, 2009).
Após esta visão geral do perfil do turista do Porto e na Região do Douro é necessário refletir sobre a imagem que criaram e que levam sobre o próprio destino.
5.3.2. Elementos centrais no desenvolvimento turístico na região do Alto