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Com a finalidade de compreender a conjuntura atual da UFERSA em Mossoró, bem como as perspectivas de crescimento e nova expansão dessa instituição, entrevistamos o seu atual reitor, prof. José de Arimatea Matos, que assumiu o cargo no ano de 2012, substituindo o então reitor prof. Josivan Barbosa. Nessa perspectiva, direcionamos nossos questionamentos para a atual gestão, apesar de também termos realizado uma entrevista com o prof. Josivan Barbosa, que esteve à frente do processo de transformação da ESAM em UFERSA, bem como do processo de implantação dos campi.

O prof. Arimatea Matos contou-nos que, ao assumir a reitoria da UFERSA, o governo federal havia iniciado uma expansão do ensino médico. A UFERSA tinha tentado implantar um curso de Medicina durante a primeira fase da expansão, mas não obteve êxito. No entanto, nessa segunda fase de expansão que a UFERSA vivencia, conseguiu criar o curso de Medicina, com perspectiva de início das atividades em Mossoró para o ano de 2016.

Ainda segundo o reitor, no ano de 2012, aconteceu, na capital do estado, o Seminário de Desenvolvimento no Rio Grande do Norte, que contou com a participação da então deputada Fátima Bezerra, hoje atual senadora pelo estado do Rio Grande do Norte, e com diretores das quatro instituições públicas de nível superior do estado: IFRN, UFRN, UFERSA e UERN. Na oportunidade, foi apresentado o desejo de cada instituição de expansão, “e eu coloquei que a UFERSA tinha o desejo de consolidar o que nós tínhamos e ampliar Mossoró,

mas não tínhamos o desejo como gestor naquele momento de ampliar o espaço territorial, esse era o desejo nosso em 2012”(Prof. Arimatea de Matos, reitor da UFERSA, em entrevista cedida em outubro de 2014).

Como se pode ver, o desejo da atual gestão da UFERSA era de ampliação e consolidação do Campus Central. A Universidade em questão vinha de uma luta pela busca de recursos em Brasília para a construção dos campi e vivenciava o início das atividades sem estrutura adequada. Frente a isso, a atual gestão expôs a decisão de ampliar o crescimento na sede da instituição.

Enquanto isso, o prefeito de Assú27 procurou apoio junto a então deputada Fátima Bezerra, reivindicando um campus universitário na cidade. A esse respeito, o prof. Arimatea relata:

Acredito que a Deputada falou para o prefeito de Assú que a UFERSA não tinha interesse de expandir, e buscou a Reitoria da UFRN. Mas a Reitora chegou e disse: temos um acordo de cavalheiro entre as instituições que nem UFERSA entra na área da UFRN, por exemplo, nós não temos pretensão de entrar no Seridó, nem a UFRN entra na área da UFERSA, que dá de Angicos para cá, colocou muito claramente que tinha que conversar com a UFERSA. Tivemos uma primeira reunião com o grupo de Assú, eles tinham o desejo de implementar engenharias, aí fui muito claro a dizer que nós tínhamos Engenharia Civil em Mossoró e Angicos, num espaço de 100 km tínhamos dois cursos de Engenharia, então, no meio desse intervalo colocar mais um curso, então não tínhamos interesse, mais tínhamos que analisar. Então foi feita audiência pública lá, explicando a possibilidade de chegada de um

campus universitário. [...]a Deputada Fátima conseguiu uma audiência junto

ao Ministério da Educação para apresentar todo esse projeto de expansão que o Rio Grande do Norte queria e fomos quatro reitores. Naquele momento o atual ministro que era secretário executivo que é o ministro adjunto, o Dr. José Henrique Paim, ele rapidamente fez uma análise do estado, ele tem todos os dados num sistema, aí colocou que Assú realmente exigia, por ser uma cidade de 53 mil habitantes e a microrregião 170 mil. Ele disse: aqui cabe realmente um campus é uma lacuna, mais não vai mais Engenharia, ele já conhecia todos os dados, aqui só se for na área de saúde, então caiu assim de repente, já dissemos que aceitava, com poucos dias, aí ficamos aguardando que fosse todo processo (Prof. Arimatea de Matos, reitor da UFERSA, em entrevista cedida em outubro de 2014).

Mais uma vez, percebemos a força política influenciando diretamente na expansão da UFERSA, agora para a chegada do campus em Assú. Embora não fosse interesse da instituição essa nova fase de expansão, fica evidenciado que a pressão política, por parte do

poder público local de Assú, apoiada pela então deputada Fátima Bezerra, foi fundamental para que a UFERSA investisse nesse novo processo de expansão.

Nesse contexto, essa segunda fase de expansão tinha como objetivo inicial buscar recursos somente para Mossoró, o que também era foco na primeira expansão, quando o conselho tinha como meta que todo o dinheiro do REUNI fosse investido na sede. O reitor Arimatea reitera o compromisso que o então reitor Josivan Barbosa assumiu junto ao conselho:

Para aderirmos ao REUNI levamos ao conselho universitário. Na época, o Reitor queria uma expansão também de campi, mas o recurso era pouco e o conselho universitário só autorizou que o REUNI fosse feito para Mossoró, especificamente Mossoró, mas o Reitor pediu para que o conselho autorizasse a criar três campi, independente do REUNI, o que era que ia ser feito trabalhar, buscar dentro do governo federal com apoio político recursos para implantar esses três campi (Prof. Arimatea de Matos, reitor da UFERSA, em entrevista cedida em outubro de 2014).

Diante disso, é pertinente dizer que a expansão dos campi é uma proposta que parte da instituição para buscar recursos junto à classe política. Já a segunda fase dessa expansão, que compreende o Campus de Assú, advém de um interesse da classe política para a instituição. Em face do apoio recebido, a instituição tomou a frente do novo projeto de expansão, agora para a construção do quarto Campus da UFERSA.

Ainda segundo o reitor Arimatea, os dois cursos de Medicina da UFERSA, em Assú e em Mossoró, já foram pactuados. Inicialmente, serão ofertadas sessenta vagas para ambos os campi, com ingresso em 2016, e a partir de 2017 o Campus de Mossoró contará com ingresso de oitenta alunos. Além das vagas para alunos, as vagas de docentes e técnicos também foram definidas. Para o Campus de Mossoró, até 2017, devem ser contratados oitenta docentes e, para o Campus de Assú, sessenta. Quanto aos técnicos, está prevista a contratação de quarenta para o Campus de Mossoró, sendo dezoito deles de classe “E”28 e vinte e dois de classe “D”, também com o prazo até 2017. Com relação ao Campus de Assú, serão doze de nível “E” e dezoito de nível “D”, totalizando trinta técnicos administrativos. Os primeiros professores e técnicos administrativos foram recentemente empossados em concurso público realizado no vigente ano.

Já em relação à construção da estrutura física do novo campus, bem como à ampliação do Campus Central para receber o novo curso, o reitor conta-nos que o curso de Medicina é

um processo diferente do que ocorreu na implantação dos demais cursos ligados à Engenharia, pois, para a elaboração do projeto arquitetônico, necessita-se de uma comissão envolvendo profissionais da área da saúde, que trabalham em conjunto com os arquitetos. No entanto, o projeto já foi finalizado no início de setembro de 2014, com 13.000m2, e está orçado em ordem entre 25 e 29 milhões de reais29. Em Mossoró, o centro de Saúde da UFERSA será construído em uma área livre das dependências do próprio Campus Central e, em Assú, por intermédio da prefeitura municipal, uma família fez a doação de um terreno para a construção do campus. Também já se encontra em fase de conversação no Ministério da Educação para que em 2015 a Universidade apresente um projeto de um hospital universitário com 150 leitos para Mossoró.

Embora o projeto já esteja pronto, houve um atraso na empresa licitada para o início das obras e, possivelmente, somente começarão em meados do corrente ano. Diante disso, as aulas do curso de Medicina devem iniciar sem a estrutura apropriada, conforme relata o reitor:

[...] já conversei com a professora que participou de todo o processo, o que é que vamos precisar, principalmente no primeiro ano em 2016, é de uma sala de aula grande e pequenas salas, pelo menos cinco, pra aglomerar até 10 alunos, porque o processo ele é diferente, e alguns laboratórios nós temos na UFERSA, não temos especificamente pra Medicina, mas nós temos Bioquímica, claro que vamos construir específico para Medicina, mas podemos ter aula nesse de Bioquímica, inclusive foi reestruturado recentemente, Histologia, que é outro laboratório que ela disse, são lâminas, nós temos o de Medicina e Veterinária, mas lá só são microscópios, então levo a lâmina lá da Medicina Humana e vai ver do mesmo jeito, então não vai ser no local específico, mas nós temos espaço. E a outra parte é direto na rede de saúde e isso é fora da universidade. Então assim, o primeiro ano certamente nós vamos trabalhar dessa forma (Prof. Arimatea de Matos, reitor da UFERSA, em entrevista cedida em outubro de 2014).

Esse aspecto demonstra que, embora o projeto de construção da estrutura física já esteja elaborado, alguns professores e técnicos, inclusive já empossados, dos cursos de Medicina tanto em Mossoró como em Assú, devem iniciar suas atividades de forma improvisada, processo semelhante ao que aconteceu com os demais campi criados.

Em nosso entendimento, essa deficiência inicial pode comprometer de certa forma o processo de formação do aluno, já que não há ambiente adequado para a realização das atividades propostas. Sobre esse assunto, o reitor aponta:

29 Assim ocorreu com o projeto dos campi, que foi replicado em 3 unidades, o projeto do centro de saúde vai ser

[...] falava-se muito nos campi, no crescimento do ensino superior, que esse crescimento era só quantitativo não tinha qualidade, mas a UFERSA tem demonstrado que isso não é realidade. Acho que em mais de 95, acho que só um curso até agora recebeu o conceito 3, mais os demais foram conceito 4 e 5, de um limite 5. Inclusive os três primeiros cursos fora da sede que foram avaliados, dois foram conceito 4 e um conceito 5, dois de Angicos e um de Caraúbas. Então Angicos tem conceito 4 e um conceito 5 e um conceito 4 em Caraúbas. A expansão aconteceu com qualidade. Todos os campi começaram sem a infraestrutura concluída, mas, com o passar do tempo, talvez o campus que tenha tido o maior problema de infraestrutura que chegou a ter algumas aulas em Mossoró por falta de laboratório lá ainda não concluídos, mais aí foi um atraso da empresa, foi o Campus de Caraúbas, chegou a ter aula um semestre, os alunos viam pra cá aos sábados pra aula de laboratório, especificamente no laboratório, mas no semestre seguinte já solucionamos tudo, todo laboratório já funcionando e isso está tudo solucionado (Prof. Arimatea de Matos, reitor da UFERSA, em entrevista cedida em outubro de 2014).

Embora, de acordo com o reitor, pautado nos resultados da avaliação do Ministério da Educação (MEC)30, essa falta de estrutura não tenha influenciado na qualidade dos cursos, acreditamos que, apesar de eles terem sido avaliados com nota satisfatória, a falta de estrutura adequada deixa a desejar no processo de formação.

No que tange ao quadro de funcionários da instituição, o reitor afirma que há um déficit maior de técnicos administrativos, pois o fato de a instituição hoje contar com três campi, além do Campus Central, e de todas as aquisições na instituição passarem por contratos, requer um trabalho ampliado. Também é pertinente destacar que algumas demandas vão surgindo, principalmente nos novos campi, como psicólogos, assistentes sociais, as quais de início não estavam previstas e foram surgindo a partir do início das suas atividades. Em face dessa realidade, o reitor coloca: “uma das discussões com o MEC foi exatamente a liberação de técnico administrativo. Tem gente aprovado, mais nós não temos códigos de vagas nesse momento, temos alguns códigos, mas não de concurso feito, nós devemos realizar um concurso, abrir um edital” (Prof. Arimatea de Matos, reitor da UFERSA, em entrevista cedida em outubro de 2014). Com relação ao quadro docente, a instituição conta com alguns professores substitutos, em virtude da qualificação profissional do quadro efetivo.

No que se refere à estrutura de laboratórios, tanto do Campus Central como dos campi, o reitor deixa claro que a UFERSA ainda vive esse momento de expansão I31, que os campi ainda se encontram em processo de conclusão do projeto previsto, conforme mencionamos

30 Os instrumentos que subsidiam a produção de indicadores de qualidade e os processos de avaliação de cursos

desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) são: o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e as avaliações in loco realizadas pelas comissões de especialistas.

anteriormente. Com relação ao Campus Central, também não é diferente. A instituição encontra-se em processo de expansão de sua estrutura física, principalmente na parte de laboratórios, e também da estrutura da fazenda da UFERSA, como bem relata o reitor:

Está sendo construído um prédio com quatro pavimentos, estamos construindo ali de 7 mil m2 três pavimentos só de laboratórios para as

Engenharias, nós já tínhamos alguns laboratórios, mas acho que consolidamos agora com essa construção. Ao mesmo tempo estamos construindo um laboratório para o curso de Engenharia Florestal, que é à parte, não tinha, estamos construindo, já está em execução também um prédio específico para Ciência da Computação, com laboratório de informática, para não ficar espalhado, como tem dentro da instituição hoje. Todas essas obras têm previsão de meados de 2015 concluir. E um hospital veterinário de animais de grande porte, nós tínhamos uma ala, mas era voltada para pequenos animais. Tudo isso foi recurso que conseguimos em 2013, e deve estar concluindo um hospital, que é um laboratório para o curso de Medicina Veterinária. A fazenda experimental é fora, nós investimos lá numa implantação de um poço, nós tínhamos um poço profundo, mas a vazão estava pouca e, com essa ampliação dos cursos, Ecologia, Engenharia Agrícola, Ambiental, nós precisávamos, então, de investimentos, foi um valor R$ 2.200,000,00 num poço novo para deixar o outro para irrigação. Nós investimentos na fazenda, do ano passado para cá, na ordem de R$ 2.800,000,00, para deixar uma estrutura especialmente para pesquisa, porque alguns cursos têm pesquisa, e também das pesquisas de graduação, agronomia, engenharia agrícola ambiental, ecologia, biotecnologia, estão todos trabalhando na fazenda, engenharia florestal, então estamos criando uma estrutura lá a fazenda para darmos melhores condições (Prof. Arimatea de Matos, reitor da UFERSA, em entrevista cedida em outubro de 2014).

Diante das palavras do reitor Arimatea, entendemos que, além dos campi, que continuam recebendo investimento para a construção da estrutura física, no Campus Central também não se faz diferente, assim como na fazenda agrícola. Muitas obras estão em andamento, conforme observamos na Figura 11.

Figura 11: Reformas no Campus Central da UFERSA em Mossoró Fonte: Pesquisa de campo, 2014.

Na primeira fotografia, temos a construção de um novo bloco de salas de aula. Na segunda imagem à direita, a reforma de pavimentação do campus. Abaixo, na fotografia à esquerda, há a construção do laboratório do curso de Ciências da Computação e, na última fotografia, a construção de um bloco de 3 pavimentos para o laboratório das Engenharias.

Atualmente, o Campus da UFERSA em Mossoró oferece os seguintes cursos regulares de graduação:

UFERSA/MOSSORÓ

Administração

Agronomia

Biotecnologia

Ciências da Computação

Ciência e Tecnologia

Ciências Contábeis

Direito

Ecologia

Educação no Campo

Engenharia Agrícola e Ambiental

Engenharia Civil

Engenharia Florestal

Engenharia Mecânica

Engenharia Química

Engenharia de Energia

Engenharia de Pesca

Engenharia de Petróleo

Engenharia de Produção

Medicina Veterinária

Zootecnia

Quadro 4: Oferta dos cursos regulares de graduação no Campus da UFERSA/Mossoró Fonte: Pesquisa de campo, 2014.

É importante destacar que a UFERSA, quando ainda era ESAM, possuía um viés de cursos mais ligados ao setor da agricultura e pecuária, como os de Agronomia, Zootecnia e Medicina Veterinária. Após a fase de expansão I, passou a se destacar pela oferta de cursos mais ligados às Engenharias32.

A partir do ano de 2012, assim como muitas Universidades Federais de todo Brasil, a UFERSA passou a adotar o SiSU como forma de ingresso. De acordo com os dados33 coletados em nossa pesquisa de campo junto à Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicação (SUTIC) da UFERSA, podemos identificar a área de influência do Campus da UFERSA em Mossoró, conforme o total de alunos matriculados34 no ano de 2014.

32 Ao se graduar no curso de Ciência e Tecnologia (CeT), que possui duração de três anos, o aluno ingressa no

segundo ciclo da formação, que corresponde às Engenharias. Nesse sentido, o curso de CeT serve como uma fase para que o aluno possa se identificar e assim escolher a engenharia com que tem maior afinidade, para, então, concluir o segundo ciclo, que possui duração de 2 anos.

33 Destacamos que, de um total de 5244 alunos matriculados, 70 não apresentaram dados no sistema em relação à

origem municipal.

34 Os dados correspondem aos alunos matriculados nos cursos de graduação regular, não incluindo os da pós-

Mapa 10: Distribuição dos alunos matriculados da UFERSA de Mossoró, por estados Fonte: UFERSA (2014).

A partir da análise do mapa, percebemos que a área de influência do Campus da UFERSA em Mossoró estende-se por todo o território nacional, embora com o número de alunos oriundos de alguns estados seja reduzido. No entanto, entendemos que o sistema de ingresso do SiSU trouxe a oportunidade de alunos das mais diversas localidades do país virem a Mossoró em busca de um curso superior em uma Universidade Federal.

Embora o campus possua alunos matriculados oriundos de todos os estados brasileiros, o mapa demonstra que existe uma concentração maior de alunos dos estados do Ceará, da Paraíba, Pernambuco e do próprio Rio Grande do Norte. Acreditamos que esse fato se deve à forma de ingresso passada, que, até o ano de 2011, dava-se por meio de vestibular. Nesse sentido, alunos que residiam mais próximos a Mossoró deslocavam-se para fazer esse exame de seleção. Após o SiSU, no ano de 2012, que tem o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) como forma de avaliação, esse deslocamento para o vestibular tornou-se desnecessário, uma vez que a prova podia ser realizada em uma cidade mais próxima. Os alunos que conseguem aprovação e são originários de uma cidade muito distante acabam se deslocando para o município de Mossoró. Nesse contexto, entendemos que o ingresso pelo SiSU, aliado ao novo foco de formação, na área de Engenharia, que atualmente vem apresentando uma maior procura, tem contribuído para que o Campus da UFERSA em Mossoró passe a atrair alunos de várias partes do país.

Ao avaliar o processo de expansão da UFERSA, o prof. Arimatea de Matos declara:

eu tenho um depoimento dessa expansão do que eu vi, do que eu presenciei no Campus de Pau dos Ferros, e você sabe, você é do interior de Pau dos Ferros [...]. Mas eu tenho um depoimento, que alguns que andam comigo dizem que já decoraram esse depoimento, na realidade, é o seguinte, eu estive em Pau dos Ferros na primeira turma, com aula ainda lá dentro do IFRN, e visitei ela numa sexta-feira e visitei o pessoal da tarde e o pessoal da noite, de lá ia para Portalegre, aproveitar e fazer uma visita ao campus, e o pessoal da noite tinha farda, uma camisa, não é farda, o pessoal faz isso rapidamente, porque vai ter aula todo dia, todo dia, então eles fazem uma farda, fica melhor até pela condição. E quando eu ia no caminho de Pau dos Ferros para Portalegre, você passa em algumas comunidades e eu passei numas primeiras antes de Francisco Dantas, passei numa comunidade rural e vi uma dessas camisas estendidas numa cerca de arame farpado. Então aí você vê realmente a inclusão, onde era que um jovem de uma comunidade rural podia fazer o curso de engenharia a poucos quilômetros de sua casa numa universidade federal? Isso é inclusão (Prof. Arimatea de Matos, reitor da UFERSA, em entrevista cedida em outubro de 2014).

Corroboramos a ideia defendida pelo reitor no sentido de que essa expansão contribui para o acesso, principalmente da população interiorana do estado, que não possuía condições

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