4.3 Reflektansmålingene
5.2.1 Resultater fra optimering av geometri, volum og form
O agendamento das entrevistas para a coleta dos dados foi feito com base no cadastro fornecido pelo GID, sendo contatado cada usuário e marcado um horário de acordo com a sua conveniência, para que cada um deles se sentisse confortável durante a entrevista.
As entrevistas foram realizadas no período de outubro a dezembro de 2012, e as respostas foram gravadas em áudio, com autorização do entrevistado para posterior transcrição e análise dos dados.21
Conforme mencionado no item 4.2, o universo é composto por 27 usuários da BDS. Neste cadastro há 27 componentes, sendo que dois usuários participaram do pré-teste e cinco usuários não participaram da pesquisa.
Foram realizadas 20 entrevistas, das quais 11 foram presenciais, oito por telefone e uma pelo skype, e conseguidos os dados necessários para alcançar os objetivos da pesquisa. Cinco usuários não participaram da pesquisa pelos seguintes motivos: problema sério de saúde (o usuário foi gentil ao se justificar e se interessou
21 A transcrição das entrevista foi feita por Luiza Callafa
nge, que seguiu o “Modelo de transcrição de entrevistas narrativas e grupos de discussão”, organizado pela Profa. Dra. Wivian Weller, Faculdade de Educação da Universidade de Brasília.
pelo acervo e em manter contato com a BDS); problemas psicológicos; viagem; cirurgia de visão; mudança de endereço e consequente perda de contato.
Como resultado da avaliação dos convites, chegou-se à seguinte conclusão: dois usuários não receberam o convite por terem mudado de endereço; seis receberam, mas não leram por motivos diversos, tais como, falta de tempo, o leitor de tela não consegue ler pela diferença de formatos, por não saber manusear o computador, e um deles gostaria de ter sido avisado antes do envio;12 receberam o convite, leram e avaliaram o envio como uma iniciativa positiva pela questão da acessibilidade e autonomia, e o texto e a gravação foram avaliados como claros e objetivos.
A avaliação de alguns dos usuários, por meio de suas falas, serão relatadas a seguir. A us 422 disse: “[...] o áudio estava muito bom né tava:: bem audível né? E dava pra en- entender bem o que:: o que tava querendo ser passado [...]”, em relação ao formato: “[...] com certeza com certeza porque como o arquivo texto o leitor não conseguiu ler então eu- [usei] o recurso do áudio foi né? [...]”. O arquivo enviado foi em mp3, que poderia ser ouvido na maioria dos equipamentos, mesmo assim no caso da usuária o leitor de tela não conseguiu ler, mas ela teve a opção do áudio. O us 10 deu a seguinte opinião: “[...] Ah eu achei ótimo a iniciativa (.) principalmente que o convite veio direcionado e ele veio no formato acessível e isso foi muito já deu uma sensação muito boa [...]”. Quanto ao envio do convite antes do contato para marcação ou não da entrevista, a usuária 19 diz: “[...] É acho que sempre o melhor é isso (.) que você já vem mais ou menos (1) pensando naquilo que você vai colocar (.) sabendo do enfoque eh você não improvisa (.) você acaba eh (.) digamos assim dando uma resposta (.) mas bem elaborada não é uma coisa assim superficial que você tem como resultado desse tipo de iniciativa [...]”. O us 25 opinou sobre o texto: “[...] bom de forma geral achei muito bom o texto (.) eu achei que ficou claro o objetivo [...]”. A us 19 agradeceu o convite e ressaltou a necessidade de mais pesquisas na área: “[...] agradecer a você pelo convite e dizer que essas iniciativas são importantes para aumentar o acervo bibliográfico em relação a um tema (.) a questão da acessibilidade, a questão do acesso a informação relativa a pessoas com deficiência (.) porque a gente percebe isso até
22 Nesta análise, quando se fizer referência a um usuário específico, será utilizada a abreviação us 5, com o nº 5 em algarismo arábico e não por extenso, como tem sido utilizado no documento, para facilitar a vizualização dos dados.
constatei minha dissertação também de mestrado (1) que o acervo bibliográfico nas universidades é pequeno (1) de produção acadêmica mesmo é baixa [...]”, “[...] a gente tem (1) pouquíssimas teses e dissertações, o que a gente tem até numa quantia razoável é monografia (1) (TCC) mas a nível de pós graduação é muito escasso o acervo então acho que essas iniciativas vem contribuir nesse sentido (1) de formar um referencial [...]”. O us 25, sobre o envio do convite sem aviso prévio, achou que o seu envio deveria ser comunicado para que a pessoa já soubesse do seu envio e o aguardasse: “[...] Achei que poderia poderia entrar em contato comigo primeiro e depois mandar o convite, acho melhor pra saber assim o que é, de que se trata [...]”. Essa é uma colocação importante que pode garantir uma maior participação na pesquisa. O us 17 fez a seguinte avaliação do convite: “[...] Usei (.) li o convite porque normalmente abro meus e-mails no Outlook e uso leitor de telas [...] Mas aí tive a curiosidade de ver (.) achei até que foi uma iniciativa extraordinária da sua parte [...] Se você for fazer convite de casamento (.) por exemplo formatura aí vem aquele CD (.) se abre o envelope pra mim mesmo [...] Eu achei fantástico realmente (.) desde o momento oportuno (.) me fugiu mas a minha intenção na época (.) o nosso primeiro contato era cumprimenta-la por essa atitude [...] O isso é uma idéia realmente (.) como eu disse uma idéia fantástica [...] E que nos faz sentir realmente que a inclusão tá andando [...]”.
Os usuários que não receberam o convite por correio tiveram acesso a ele no momento da entrevista. Como recomendações para o envio do convite em pesquisas futuras, deve-se observar que o formato do áudio também deve ser lido pelo leitor de tela e pelos demais aparelhos, pois pode ocorrer incompatibilidade com o equipamento e, se necessário, devem ser enviados dois CDs, um em mp3 e outro num formato que possa ser lido pelo leitor de tela.
A coleta de dados se deu com tranquilidade. Apenas a entrevista do us 21 teve que ser repetida por problemas com o gravador. A pesquisadora foi sempre bem recebida pelos usuários, tanto pessoalmente como pelo telefone, e estes, ao serem contatados, se mostraram bastante interessados, o que foi um facilitador para a entrevista. Ao serem informados de que a pesquisa tinha como objetivo identificar as suas necessidades de informação para o desenvolvimento do acervo da BDS, sentiram-se prestigiados com a pesquisa, percebendo mais uma possibilidade de ter disponíveis informações de seu interesse.
É importante relatar experiências que resultaram da entrevista e que podem ser úteis a futuros pesquisadores. A preparação do pesquisador para a entrevista é fundamental, a partir daí o resultado pode ser positivo ou não. Entrar na intimidade das pessoas, como entrar em suas casas e falar sobre os seus sentimentos, é um momento delicado e que deve preparado com cuidado. A falta de tranquilidade no início da pesquisa, ou a pressa, são prejudiciais, pois o entrevistado capta esse sentimento e fica constrangido, afinal ele está disponibilizando o seu tempo para isso. Minha experiência como pesquisadora, nas 20 entrevistas, foi sempre positiva, mas eu fiquei atenta a esses pontos. Por esse motivo a entrevista é um instrumento de coleta de dados difícil e demorado. Richardson (2012, p. 218) recomenda que sejam feitas no máximo 20 entrevistas, pois cada entrevista em profundidade, que foi o caso desta pesquisa, proporciona “um material riquíssimo de análise” e o pesquisador deve se preparar para gastar muito tempo nessa análise.
Aplicar a entrevista não é uma tarefa fácil para o pesquisador, pois, ao mesmo tempo em que permite colher uma quantidade grande de dados, também o faz enfrentar situações de estresse e desgaste físico e emocional. Chegar a endereços desconhecidos, distantes, e ambientes desconhecidos são alguns desses fatores. Mas a importância desses fatores vai diminuindo à medida que o pesquisador vai adquirindo mais experiência e confiança no seu trabalho, na receptividade dos entrevistados e na gratificação por estar cumprindo os objetivos da pesquisa por meio de uma coleta rica em dados. Outros pontos devem ser observados, como a pontualidade, o respeito à individualidade de cada um, pois há pessoas que se expressam com facilidade e outras não, umas falam muito e outras, muito pouco. É preciso saber o momento certo de interromper e de estimular as respostas. E concluindo o ponto mais importante citado por vários dos autores de metodologia científica, o bom resultado de uma pesquisa depende de um bom planejamento de todas as suas etapas. O não planejamento acarreta gasto de tempo e dinheiro, pois acarreta um vai-e-vem de tarefas que já poderiam estar prontas.
5 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS
Após a transcrição dos dados, foi iniciada a análise e, para otimizá-la, os dados foram agrupados em três blocos, que são: dados demográficos (Bloco A), dados sobre a condição visual dos usuários (Bloco B) e dados sobre necessidade de informação e acesso à informação digital (Bloco C). Os dados foram analisados individualmente e posteriormente foram agrupados conforme as respostas.
Primeiro foi feita a tabulação dos dados demográficos (sexo, faixa etária, estado civil, local de residência, faixa de renda familiar, declaração se trabalha ou não, profissão, grau de escolaridade própria e dos pais) e, de acordo com a necessidade, foi feito cruzamento de dados para se obter mais resultados. Em seguida tabularam-se os dados sobre a condição visual dos usuários. Por último foram analisados os dados do bloco C. Os dados foram tabulados por meio do software Excel da Microsoft, utilizando-se gráficos, e do software Word, utilizando-se tabelas. Alguns gráficos e tabelas foram baseados no trabalho de Caselli (2007).
A seguir serão apresentados os resultados das análises.