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8 Empiri- Resultat presentasjon

8.3 Resultater

Tendo em vista as comparações entre os eixos teóricos adotados neste trabalho e as evidências empíricas, bem como as evidências de novos componentes teóricos, a Figura 19 apresenta o ajuste da aplicação do modelo inicial de pesquisa.

A representação reforça a influência do contexto específico, nesse caso a educação executiva brasileira, no que se refere ao uso e à força das variáveis, bem como à execução das etapas do processo de composição de equipes. Esse argumento é aderente às evidências dos casos e suporta as variações encontradas em diferentes contextos.

Figura 19: Aplicação do modelo teórico ajustada conforme as evidências empíricas Fonte: Elaboração própria.

Nota: P = Construto com aderência parcial nas evidências empíricas; n = Número de casos aonde o construto/variável foi observado(a); M = Membro; G = Gestor.

No que diz respeito ao processo de composição de equipes, todas as etapas se mostraram totalmente aderentes aos dados (Observadas em todos os casos), com exceção da etapa de “Definição de Subgrupos” (Observada em 1 caso). Uma possível explicação é a de que os cursos de educação executiva se encontram em subestruturas organizacionais que primam exclusivamente pela atividade de docência e, portanto, não sentem a necessidade de dispor de outras subdivisões como as encontradas em cursos de graduação, por exemplo (Extensão, Iniciação Científica e etc.). A retroalimentação dos resultados de avaliações também foi manifestada nos casos. Em geral, os alunos avaliam os cursos e a instituição e, desta forma, essa informação passa a servir como heurística para o planejamento do novo ciclo de atividades, incluindo a composição das equipes dos cursos. Deste modo, infere-se que a Proposição 1 do estudo (O processo de composição de equipes docentes é composto por múltiplas etapas, ajustadas conforme a estrutura da instituição) foi confirmada.

Quanto ao agrupamento sugerido “Membro”, que agrupou variáveis das linhas teóricas de composição de equipes, e educação, os construtos “CCHOs de Trabalho em Equipe” e “Contribuições aos Resultados” foram observados em sua totalidade. As demais variáveis listadas inicialmente foram observadas de forma parcial junto às evidências dos casos. Assim,

infere-se que há base para proposição do agrupamento. Adicionalmente, as variáveis Relações Pessoais e Profissionais com Gestores e Professores da Instituição (4 casos), Vocação (1 caso), Melhoria Contínua (1 caso), e Gestão de Expectativas (1 caso), foram observadas e aprofundam o entendimento acerca das variáveis consideradas para escolha dos membros docentes das equipes de educação executiva.

No que diz respeito ao agrupamento “Gestor”, que também agrupou variáveis das linhas teóricas de composição de equipes, e educação, os construtos “CCHOs de Trabalho em Equipe” e “Habilidades de Avaliação” foram observados em sua totalidade. O outro construto listado inicialmente (CCHOs Individuais) foi observado de forma parcial junto às evidências dos casos. Além destes, os construtos “TPCK/TPACK” (Parcialmente – 2 casos), “Características Tradicionais” (Parcialmente – 4 casos), e “Características Comportamentais” (Parcialmente – 3 casos), originalmente agrupados no construto “Membro”, também se mostraram proeminentes. Dessas evidências infere-se que a gestão de cursos de execução executiva também pode demandar habilidades inerentes às atividades de docência. Uma vez feitas as últimas ponderações, entende-se que há bases para proposição do agrupamento “Gestor”. Adicionalmente, as variáveis Relações Pessoais e Profissionais com Gestores e Professores da Instituição (3 casos), Capacidade de Captação e Retenção de Alunos (2 casos), Reputação (1 caso), e Proficiência Cultural (1 caso), foram observadas e também aprofundam o entendimento acerca das variáveis consideradas para escolha dos gestores das equipes de educação executiva.

Por fim, mas não menos importante, há o agrupamento “Equipe”, que considerou as variáveis das linhas teóricas de composição de equipes, de combinação social, e educação. Nesse caso, os construtos “Contribuição Relativa”, “Fatores Temporais”, “Atração Interpessoal”, “Influência do Ambiente Social”, e “Motivação para Participação em Grupos”, foram observados em sua totalidade. As demais variáveis listadas inicialmente foram observadas de forma parcial junto às evidências dos casos. Além da necessidade de considerar as variáveis de composição de equipes específicas do contexto, essas evidências trazem à tona a necessidade de inclusão das variáveis de combinação social nos modelos tradicionais de composição de equipes. Isso também fundamenta o agrupamento “Equipe”. Adicionalmente, a variável Gestão de Expectativas (1 caso) também foi observada e aprofunda o entendimento acerca das variáveis consideradas para montagem das equipes de educação executiva.

De forma geral, a identificação apenas parcial de algumas variáveis é compatível com a lógica encontrada nos SI. Neste sentido, os modelos contemplam variáveis que são importantes em certos contextos, enquanto que em outros não o são. Se tomados como

exemplos os SI mais robustos como os ERP (Enterprise Resource Planning), pode-se observar que seus algoritmos possuem um extenso número de variáveis que não são utilizados por uma empresa, mas que são utilizadas em outros contextos. A ideia é a de que se tenha uma ferramenta com grande poder de generalização/capilaridade.

6 CONCLUSÕES

Considerando a questão de pesquisa deste trabalho (Como ocorre a construção de equipes na educação executiva brasileira e quais variáveis são consideradas relevantes no processo?), este trabalho apresentou uma representação processual que contempla as respectivas respostas e que, portanto, está endereçada aos seus objetivos inerentes.

Em primeiro lugar, essa representação processual, denominada neste trabalho como modelo teórico, permite a integração e consolidação de variáveis utilizadas para compreensão do mesmo fenômeno, a composição de equipes docentes. Tais elementos teóricos são oriundos de diferentes áreas de conhecimento (Estudos Organizacionais, Ciências da Computação, e Educação) e, juntos, apresentam maior poder de explicação.

As variáveis de combinação social, apresentadas principalmente no trabalho de Terveen e MacDonald (2005) apresentaram-se relevantes para o processo de composição de equipes. São variáveis que afetam o processo de composição, essencialmente, nas questões que envolvem as dinâmicas de equipes. Adicionalmente, as variáveis de composição específicas do contexto, nesse caso, a educação executiva brasileira, também se mostraram importantes ao longo dos resultados do estudo. Essas evidências trazem implicações para os modelos matemáticos das teorias de composição de equipes, que foram consolidadas por Mathieu et al. (2014). Dada a relevância de variáveis que não foram previstas, infere-se a necessidade de revisão destas métricas.

Segundo, esta pesquisa contribui ao identificar os elementos do processo e as variáveis que são consideradas para a composição de equipes na educação executiva brasileira. A identificação da forma em que as variáveis foram encontradas empiricamente (Estruturadas e Não Estruturadas) permitiu a identificação do potencial de aplicação das variáveis que ainda não se encontram em formato estruturado nas instituições.

Em termos gerais, o estudo demonstra que as instituições da educação executiva brasileira possuem potencial de estruturação de variáveis para seus processos de escolha e seleção de profissionais que atuam em equipes docentes.

Versando especificamente sobre as variáveis consideradas para escolha de professores, foi identificado que as universidades federais, representadas pelo caso 4, possuem um maior nível de estruturação de variáveis. Isso ocorre devido ao fato de que a maior parte dos professores de educação executiva, nessas instituições, são também professores do quadro permanente. Para se tornar um professor do quadro permanente, é necessário que o profissional