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Resultater; DNA-trådbrudd (bufferverdier), PBS-behandlede celler og Alk A 41

5. Diskusjon

5.2 Resultater; DNA-trådbrudd (bufferverdier), PBS-behandlede celler og Alk A 41

Segundo Soares (2005) a terapia cognitiva combina actualmente técnicas de um a diversidade de teorias, é o chamado eclectismo técnico. Utiliza técnicas comportamentais, cognitivas, emocionais, imagéticas.

Seguindo o modelo de Proshasca e Norcross (1994, op. Cit. Soares, 2005) há vários planos em que os problemas psicológicos podem ser abordados terapeuticamente: sintoma/situacional; cognições desadaptadas; conflitos interpessoais actuais; conflitos sistémicos familiares; conflitos interpessoais.

Uma outra realidade do fenómeno da mudança é que, a motivação para a mudança pode oscilar por vários estádios (Anexo XVIII):

- Pré-comtemplação – a fase em que os aspectos negativos da dependência são ignorados ou negados e a pessoa não sente que tem um problema (quando o indivíduo vai nesta fase á consulta é porque se sente pressionado pelo meio);

- contemplação – o indivíduo demonstra consciência do seu problema e começa a pensar fazer mudanças mas sem um sério comprometimento em agir;

- Preparação/determinação - a pessoa pensa em fazer mudanças concretas, ainda que possa sentir como uma perda as restrições que tem de fazer;

- Acção- há tentativa concretas de modificar comportamentos;

- Manutenção – o indivíduo trabalha para evitar a recaída e consolidar os ganhos. Os objectivos e estratégias terapêuticas deve der adaptados a cada fase. Uma abordagem que integra os estádios da mudança é a Entrevista Motivacional (Miller & Rollnick,1991; op. Cit. Soares 2005) que pretende aumentar a consciencialização do problema por parte do indivíduo e ajuda-lo na sua decisão para a mudança, recorrendo á dissonância cognitiva e ao aumento da auto-eficácia. O cliente é levado a examinar os aspectos positivos e negativos do consumo, mostrando o terapeuta empatia quer com as pressões exteriores, quer com as dificuldades que experiência para a mudança. O terapeuta resume o discurso de forma a enfatizar a ambivalência do cliente. Tenta amplificar o seu envolvimento emocional de forma a conseguir o compromisso para a mudança.

De acordo com Soares (2005) o tratamento de toxicodependentes requer um processo desenvolvimental a longo prazo que passa por várias fases. De modo geral preparar a desabituação física é a primeira fase do tratamento (nível do sintoma/situacional). Posteriormente manter a abstinência é o objectivo.

Depois da desabituaçaõ segue-se o confronto com as compulsões de consumir. Nesta fase é recomendada a utilização de estratégias de coping cognitivo-comportamentais para prevenir a recaída: identificação de estímulos de alto risco; resposta aos estímulos de alto risco optando consoante os casos ou a situação por evitamento dessas situações, ou a sua confrontação, neste caso se o evitamento não é possível, preconiza-se a utilização de técnicas de distracção tais como a intervenção imagética de imagens positivas ou como intervenção comportamental o planeamento da exposição a situações de activação das compulsões de consumo. Torna-se importante também a análise das redes de suporte social nas sessões e estimular a participação em grupos de ajuda-mutua, clubes recreativos, grupos desportivos, etc., encorajando-se em simultâneo a redução dos contactos com outros consumidores.

Numa fase seguinte, passa a estar em foco a recuperação gradual das actividades e laços sociais, a reorganização vida da pessoa , confrontação com dificuldades de vida , sobretudo a questão do controlo dos consumos, importa trabalhar no contexto terapêutico mudanças no estilo de vida. Não se descura nesta fase de intervenção a dimensão emocional do indivíduo, impõe-se ao terapeuta facilitar a libertação de sentimentos acerca de experiências passadas bem como promover a aprendizagem de gestão de sentimentos de modo adaptativo e saudável, o que pressupõe um trabalho de identificação, aceitação, e expressão de sentimentos. Podem utilizar-se técnicas como o “trabalho de cadeira vazia” (passa por levar o cliente a expressar os seus sentimentos em relação a conflitos não resolvidos á pessoa a quem estão associados, simbolicamente presente na outra cadeira). Ainda nesta fase, implementa-se uma intervenção comportamental que visa a aproximação gradual ao objectivo (uma vida sem drogas) exigindo do cliente mudanças acentuadas dos seus comportamentos. Por outro lado, será também indispensável o combate ás crenças aditivas. Para Beck (1993, op. Cit. Soares, 2005) a vulnerabilidade para a recaída mantém- se enquanto se mantiverem as crenças aditivas, por isso precisam de ser identificadas e combatidas em termo de trabalho terapêutico.

Numa ultima fase, de pendor mais cognitivo, propriamente dito, promove-se a redefinição do Self. A tendência com a continuação do acompanhamento é para este se orientar mais para questões internas dos clientes, ainda que a propósito da sua interacção

com o ambiente. Impõe-se agora a reestruturação de crenças básicas e esquemas desadaptativos precoces (Young,1990, op. Cit. Soares, 2005) adquiridos na infância, inconscientes e que tendem a prolongar-se ao longo da vida com prejuízo para o próprio e os outros. Quando os esquemas – ideias mais centrais a respeito do Self, são muito disfuncionais tendem a dar suporte á identidade do toxicodependente. Os esquemas podem ser identificados através de técnicas interpessoais e cognitivas como a disputa racional e reestruturação cognitiva, assim como através de técnicas mais pragmáticas e comportamentais tais como registos de auto-monitorização.

Mascetti (1996, op. Cit. Soares 2005) propõe que na fase final da terapia se percorra várias vezes a história de vida da pessoa, ligando-a a outros mais significativos e ás várias etapas do desenvolvimento. “A reconstrução de uma identidade suficientemente coesa deve permitir ao paciente reconhecer-se no passado e perceber a continuidade do Self através de experiências e períodos de vida extremamente diferentes e frequentemente contraditórios ( p. 87).

O modelo Cognitivo-comportamental apresenta-nos modelos de Prevenção da Recaída (Anexo XIII) que comportam instrumentos de avaliação das principais Situações de Risco:

Escalas de prevenção da recaída (AnexoXIII) - são apresentadas por Henriques

(2004) a LOCAD 50 que visa avaliar As 8 categorias de Situações de Grande Risco de Recaída (de Marlatt,1996); e a Escala de Fases e Sinais de Aviso da Recaída (de Gorski,1985), destacando-se também neste contexto os Registos de Auto-monitorização de comportamentos, emoções, pensamentos disfuncionais e pensamentos racionais alternativos.