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RESULTATER AV MÅLINGER

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Os Professores, em relação à existência de discussão e partilha de estratégias entre os colegas e existência de trabalho em equipa, parece existir entre os Professores, mas com menos intensidade entre estes e os Professores de Educação Especial e ainda menos com os Técnicos. Apesar da colaboração por parte da Educação Especial com dicas de como lidar com estes alunos, prestar apoio direto nas salas de aula em algumas disciplinas, os Professores apontam a falta de apoio mais direto na implementação das estratégias, como por exemplo que tipo de perguntas colocar no teste, ou se os alunos devem ou não trabalhar a pares, entre outros. Apontam ainda que deveria existir mais formações sobre este assunto, e reuniões periódicas com toda a equipa que envolve o aluno, e não apenas o conselho de turma, mas também com a Psicóloga e os Técnicos. Contudo, existe muito trabalho em equipa entre os Professores na elaboração e partilha de estratégias que sejam adequadas a cada aluno, sejam em reuniões de conselho de turma, quer em grupos de línguas por exemplo. Os Professores dão muita importância à partilha de experiências e estratégias e ao trabalho de equipa para ajudá-los com estes

64 alunos no dia-a-dia, e até antes da decisão de sinalização, é importante esta partilha entre os Professores de forma a perceberem se realmente há algum problema. Contudo um destes Professores vai mais longe e afirma que “(...) em alguns casos deveria haver

mais (...) trabalho de equipa, não há mais por vários motivos por incompatibilidades de horários por/ como é que eu ei de dizer? (...) Não há vontade quer dos professores porque também existe (...) por muito que me custe dizer isto também é verdade/ muitas vezes há professores quer do ensino especial quer dos outros (...) que acham que fazem a sua parte e portanto não têm que ir (...) para além (...) daquilo que lhes é pedido/ é- lhes pedido para darem as suas aulas e portanto dão as suas aulas é-lhes pedido para trabalharem com este aluno dentro daquele horário e é isso que fazem e não estão para se aborrecer com outras coisas (...)” (DT6), refere ainda que não existe mais trabalho

de equipa entre os Professores sobretudo por falta de disponibilidade, justificando que

“(...) para além de professores somos pessoas temos uma vida para além da escola e estarmos dentro do nosso horário de trabalho aqui dentro da escola não significa (...) que fazemos todo o nosso trabalho aqui na escola (...) muito pelo contrário eu diria que se calhar sessenta por cento do nosso trabalho é feito fora da escola (...) e o trabalho colaborativo não me dá uma ficha já feita para eu fazer aos alunos na aula seguinte dá- me outras experiências sem sombra de dúvida tão ou mais importantes que as fichas mas o meu trabalho com a colega em colaboração não apresenta teste para os alunos fazerem (...)” (DT6).

Os Professores de Educação Especial afirmam dar importância à partilha de estratégias e ao trabalho em equipa, tanto dentro da Educação Especial como nos conselhos de turma e com a Psicóloga. Alguns afirmam realizar todos os anos ações de sensibilização sobre a PHDA com convidados Professores especialistas na área, e que

“(...) ainda houve (...) bastante adesão por parte dos docentes porque hoje em dia também é uma problemática que aparece muito em contexto de sala de aula e interessa- lhes” (PEE5). Alguns referem que vão às salas de aula para poderem confirmar que as

estratégias estão a ser postas em prática, mas que infelizmente percebem que não é o caso, que são os Professores que algumas vezes não estão interessados “(...) estamos num conselho de turma (...) estão lá dez professores portanto há sempre um que nunca ouviu há sempre outro que: “hum hum hum hum” e depois no dia seguinte ele quer lá saber ele diz: “olha eu não te disse já que não podes ter aí os playmobile’s e os óculos escuros e o telemóvel em cima da mesa? E então eu já te tinha dito isso mas tu não

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ouves” e vira as costas (...) é preciso fazer ali um acompanhamento de perto e ir percebendo e é aí que nós muitas vezes percebemos que de facto há aulas onde ninguém tem hiperatividade onde tudo está interessado onde tudo participa onde as coisas correm e há aulas onde nada corre (...)” (PEE3).

Afirmam ainda que não fazem tantas reuniões como gostariam porque “(...)

temos quinhentas e trinta e cinco mil coisas para além dos apoios aos alunos/ muitos relatórios muitos papéis muitas leis muita burocracia” (PEE3). Referem que alguns

Professores “(...) uns estão disponíveis para aprender e para fazer e outros não outros não estão claramente/ há professores que educadamente me põem fora da sala quer dizer não me agarram pelo braço e não abrem a porta mas “não não não precisa de cá vir colega não/ está tudo bem” e eu “hum” pronto e depois devagarinho vou entrando devagarinho vou entrando e às vezes também me faço um bocadinho de parva que não percebo que pronto ele ignora-me ali uns tempos e depois aquilo vai correndo/ há outros que nunca corre” (PEE3), mas no caso de terem um aluno com PHDA muito

irrequieto já existe mais interesse e procuram os Professores da Educação Especial porque perturba a dinâmica da sala de aula.

Porém, um destes Professores de Educação Especial afirma que “(...) os conselhos de turma no fundo são excelentes formas de todos os professores (...) passarem informação dos alunos (...)” (PEE4), isto é, como é o seu comportamento, e

critica que “(...) sem este trabalho de parceria nada se faz (...) cada um para seu lado

(...) o professor de educação especial na salinha com o menino (...)” (PEE4), e que a

partir do segundo ciclo como são mais Professores torna-se mais complicado mas que deveriam existir mais espaço e tempos marcados para discussão de estratégias, porém afirma que “(...) dependendo do bom senso e da boa vontade há sempre momentos que nós podemos aproveitar para falar e para partilhar e para pronto até dividir o trabalho para dividir as tarefas portanto eu julgo que há sempre momentos em que isso se pode fazer pronto no intervalo (...)” (PEE4).

Ambos os Técnicos de Saúde concordam com a importância da discussão e partilha de experiências. O Terapeuta concorda também que é importante a existência de trabalho em equipa com todos os elementos que acompanham a criança, com os Professores, os Professores de Educação Especial, com os Técnicos especializados (Psicóloga Clínica), com o Terapeuta da fala, inclusive a família, mas apenas quando esta é estruturada, pois quando não o é pode funcionar como uma barreira. Este afirma

66 que “(...) ainda bem que existem [partilha de estratégias e experiências] (...) porque

são bastante enriquecedoras e até porque alguns de nós têm opiniões divergentes em relação a alguns temas nomeadamente da psicofarmacologia toda a terapêutica do comprimido e é interessante é interesante e muito enriquecedor” (TER).

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