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Resultater økonomien til husdyrgårdene

4 Resultater 17

4.4 Resultater økonomien til husdyrgårdene

Os dados e informações utilizados na análise da Instituição D foram obtidos por meio de entrevistas presenciais e/ou por telefone e de questionários respondidos por meio eletrônico. Ao todo participaram oito servidores de três unidades distintas da instituição (uma centralizada/de apoio e duas descentralizadas – denominadas “descentralizada 1” e “descentralizada 2”).A distribuição dos entrevistados em relação aos níveis hierárquicos foi a seguinte: um no nível institucional (chefe da unidade central), três do nível estratégico/coordenação (um chefe de pesquisa de uma unidade centralizada, um ex-chefe de pesquisa da unidade descentralizada 1 e um supervisor do comitê técnico da unidade descentralizada 1) e quatro do nível pesquisador (dois pesquisadores da unidade descentralizada 1 e dois pesquisadores da unidade descentralizada 2).

5.4.1.1. Aspectos Organizacionais

De acordo com os entrevistados, a estrutura organizacional para o desenvolvimento de projetos na instituição pode ser classificada como matricial. Segundo relatos, a instituição induz e dá preferência ao desenvolvimento de seus projetos em redes, com compartilhamento de capital intelectual, infraestrutura técnica e recursos financeiros entre suas unidades, favorecendo a formação de equipes multidisciplinares entre as unidades para o desenvolvimento de temas específicos.

As unidades possuem autonomia para realizar sua gestão, mas devem estar alinhadas ao planejamento estratégico existente na instituição e possuir autonomia na forma de realizar a gestão de suas estruturas. Com isso, cada uma das unidades adota a estrutura organizacional que achar mais conveniente para seus laboratórios: algumas seguem a instituição e adotam a estrutura matricial; outras, estrutura orientada a projetos.

Conforme visto, a instituição apresenta um sistema próprio de gestão desdobrado em três níveis hierárquicos (estratégico, tático e operacional), alinhados ao plano diretor e ao planejamento estratégico.

A adoção de portfólios e arranjos de projetos iniciou se no final de 2012. O que os diferenciam é a origem dos temas a serem desenvolvidos. O primeiro tem origem na diretoria executiva da instituição e é utilizado para induzir as pesquisas nos temas prioritários e alinhados aos objetivos estratégicos. Já os arranjos são necessidades identificadas pelas unidades da instituição que não são contempladas pelo portfólio e também estão alinhadas aos objetivos estratégicos da instituição. Segundo os entrevistados, um arranjo pode virar um portfólio com o passar do tempo, possibilitando o desenvolvimento de um novo tema.

Devido ao sistema de gestão adotado pela instituição, os entrevistados de nível institucional e estratégico classificaram sua estrutura de governança como sendo um modelo híbrido, combinando e equilibrando as abordagens de portfólio e programas. Isto pode ser identificado pelo desmembramento dos temas centrais de atuação (programas) em portfólios e arranjos para o desenvolvimento de projetos. Já a estrutura adotada pelas unidades e seus laboratórios depende do nível de maturidade de gestão de cada uma. Segundo os entrevistados, podem variar de modelo híbrido à gestão multiprojetos.

Outra estrutura de apoio afetada pela autonomia das unidades descentralizadas é a existência de escritórios de projetos. Como os entrevistados afirmaram, a existência desta estrutura depende das necessidades de cada unidade, podendo ter algumas que não possuam ou que ela não seja desenvolvida a ponto de contribuir para o gerenciamento dos projetos da

unidade. Em nível institucional, existe um escritório de projeto atuante e desmembrado entre as estruturas do sistema de gestão.

Alguns dos entrevistados comentaram a existência de um sistema de informações gerenciais – com foco na gestão da carteira de projetos das unidades –alinhado ao sistema de gestão. Este sistema é integrado aos sistemas corporativos da instituição e se encontra baseado na intranet da instituição. Apresenta diferentes níveis hierárquicos de acesso e permite uma melhor gestão da informação e do conhecimento gerados pelos projetos por meio de indicadores de desempenho, facilitando o planejamento, acompanhamento e a tomada de decisão. Este sistema auxilia na comunicação e divulgação das informações entre as unidades da instituição e o governo federal.

Todos os entrevistados afirmaram que a infraestrutura predial e de equipamentos é atuante e desenvolvida, auxiliando os pesquisadores no desenvolvimento de inovações por meio dos projetos realizados.

Apesar da diferença de desenvolvimento de algumas estruturas de apoio, entre a instituição e suas unidades, todos classificaram como importante a existência delas para apoiar o desenvolvimento de projetos por meio da gestão de recursos, do compartilhamento das informações, da integração das atividades de pesquisa e de outros fatores necessários para o bom funcionamento institucional de todos os laboratórios.

5.4.1.2. Ambiente Institucional

Apesar de oferecer autonomia às unidades na gestão de seus laboratórios, a instituição influencia as mesmas em seu alcance de atuação mediante o desenvolvimento de parcerias e pela obtenção de recursos para o desenvolvimento de projetos maiores e mais amplos.

Como foi reiterado pelos entrevistados, os projetos desenvolvidos em redes são melhores vistos dentro da instituição, pois possibilitam a utilização de maneira mais eficiente dos recursos, evitando a execução de projetos redundantes e compartilhando um maior número de informações e conhecimentos entre os pesquisadores e as unidades da instituição.

Esses fatores, segundo os entrevistados, fazem com que haja uma boa cooperação entre as unidades e pesquisadores da instituição. A forma como a organização gerencia e disponibiliza seus recursos facilita a geração de projetos com maiores sinergias dentro dos portfólios, arranjos e programas estabelecidos.

Devido ao seu vínculo com o governo federal, desenvolve vários programas para fomentar a agricultura nacional, aperfeiçoando políticas públicas para cada vez mais capacitar e melhorar este setor. A instituição apresenta um balanço social com todos os retornos proporcionados pelos projetos, produtos, processos e serviços desenvolvidos em suas unidades. Esses, além de acabar gerando emprego nas cinco regiões do Brasil, impulsionam a produção própria de alguns produtos, reduzindo a importação dos mesmos ou expandindo a exportação de outros. Isto só é possível devido à alta qualificação de seu corpo técnico.

O sistema de gestão possibilita uma transparência nas informações repassadas a todos os níveis hierárquicos, além de disponibilizar as prioridades estratégicas e recursos existentes para o desenvolvimento de projetos de P&D.

5.4.1.3. Identificação, Seleção e Priorização de Oportunidades

O principal meio adotado para a identificação de oportunidades, para o desenvolvimento de novos projetos, são os editais de financiamento da própria instituição. Nestas chamadas, os temas estão priorizados de acordo com o interesse institucional e alinhados ao planejamento estratégico da instituição. A submissão destas propostas se dá por meio do sistema de gestão da instituição.

O pesquisador pode desenvolver uma ideia própria de seu interesse pelos arranjos já existentes ou pelas parcerias para o cofinanciamento de projetos, desde que este atenda às necessidades da instituição. Novos projetos podem surgir também a partir do desdobramento dos que já estão em desenvolvimento da instituição.

Segundo um dos pesquisadores entrevistados, antes de se submeter uma proposta de projeto para as chamadas realizadas pela instituição, a mesma passa por três etapas de avaliação dentro da sua unidade. A primeira é a apresentação da temática que será desenvolvida pelo projeto para um grupo de pessoas da unidade, apesar de ser opcional para os pesquisadores realizarem esta etapa para levantar opiniões de seus pares para um melhor alinhamento do escopo e dos objetivos da proposta. Após esta etapa, caso necessário, o pesquisador realiza os ajustes sugeridos pelo grupo e realiza uma nova apresentação ao núcleo de apoio à programação para mostrar a importância e os benefícios que poderão ser alcançados com o desenvolvimento do projeto proposto. Se aprovado nesta segunda etapa, o comitê interno avalia a disponibilidade dos recursos necessários na unidade e, só então, é encaminhado para que os órgãos responsáveis da instituição (equipe de gerenciamento de programas) avaliem a proposta, conforme apresentado anteriormente.

Os projetos submetidos são selecionados e priorizados pelos órgãos responsáveis da instituição de acordo com seus méritos técnicos e estratégicos. Afirma um dos entrevistados que os critérios mais adotados pela instituição para esta tomada de decisão são as especificações técnicas, infraestrutura necessária, alinhamento estratégico, conhecimento e técnicas já existentes, adequação ao planejamento de longo prazo, impacto sobre a instituição e incertezas e riscos envolvidos.

Já os critérios adotados pelas unidades para selecionar e priorizar as propostas a serem submetidas, segundo alguns dos entrevistados, são os mesmos utilizados pela instituição, acrescido à existência de recursos e ao uso da intuição ou experiência dos tomadores de decisão.

5.4.1.4. Administração de Recursos

Os recursos para o desenvolvimento de pesquisa são originados, em sua maioria, de fontes próprias e, uma pequena parte, de agências de fomento, segundo um dos entrevistados, a proporção aproximada é de 80% e 20%, respectivamente. Conforme apresentado na estrutura do sistema de gestão, os recursos são alocados de acordo com as prioridades estabelecidas e definidas por meio das chamadas de projetos da instituição. Cabe aos membros dos laboratórios das unidades da instituição elaborar uma proposta de projeto e esta ser aprovada em todos os níveis (dentro da própria unidade, pelo comitê técnico institucional e pelo gestor do programa) para que os recursos sejam alocados aos laboratórios executores.

Os projetos selecionados para fazer parte da programação de desenvolvimento da instituição são avaliados periodicamente pela própria unidade e pelos gestores do programa no qual ele foi alocado. A avaliação se dá por meio de relatórios parciais de desempenho e das entregas das etapas propostas pelo projeto.

Os entrevistados afirmaram que, a única forma de a instituição cancelar a execução de um projeto é a não entrega deste relatório dentro dos prazos estabelecidos. Os pesquisadores possuem autonomia para controlar seus projetos, podendo inclusive cancelar um projeto durante a sua execução por não visualizar resultados aproveitáveis ou cortar recursos sobressalentes em seus projetos para evitar seu uso desnecessário.

Segundo um dos entrevistados, caso surja um novo desdobramento do projeto em desenvolvimento, existe a tendência de o pesquisador seguir o escopo inicial do projeto e sugerir um novo projeto para analisar este desdobramento.

5.4.1.5. Desenvolvimento de Parcerias

É comum na instituição, além das parcerias entre as unidades de pesquisa, o desenvolvimento de parcerias com outras entidades públicas e privadas com a intenção de ampliar seu escopo de atuação, proporcionando inovações tecnológicas.

As parcerias também são desenvolvidas por meio de contratos e convênios de cooperação técnica com instituições internacionais. Do total de contratos ativos em 2014, mais de 30% eram internacionais.

A instituição é gestora de uma rede de pesquisa nacional e atua de forma cooperada em diferentes campos do conhecimento científico. Esta é composta por quase 20 instituições de pesquisa e universidades de âmbito federal ou estadual, além de empresas privadas e fundações.

Uma das atividades finalísticas da instituição é a transferência da tecnologia desenvolvida em seus laboratórios para proporcionar melhorias de diversos tipos nas instituições que fazem parte de seu ambiente externo de atuação e são em grande parte as influenciadoras de suas pesquisas. Proporciona o desenvolvimento de inovação a ser aplicado desde um simples produtor até uma grande indústria.

Um dos indicadores da instituição que é beneficiado pela formação de parcerias é o número de publicações geradas, seja por meio de artigos em periódicos ou anais de congressos ou por outras formas de divulgação dos trabalhos desenvolvidos. Não atua como formadora de mão de obra para ser contratada por outras entidades. Os pesquisadores das instituições parceiras podem ser contratados, desde que sejam aprovados nos concursos públicos para o provimento de vaga na instituição.