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Ressursbruken til forskning i de fire helseregionene i 2016

A implementação de atividades de prevenção às DST/Aids na AB é uma das estratégias prioritárias propostas pelo Ministério da Saúde para o controle desses agravos. (Brasil, 2004a, 2006c). Dessa forma, investigou-se acerca da disponibilidade de recursos nas unidades para se trabalhar com atividades educativas de prevenção às DST/Aids, como pode ser verificado na tabela abaixo:

Tabela 6 – Disponibilidade de recursos para a realização de atividades educativas nas USF

Recursos Sim Não Não sabe

Espaço Físico 9 10 -

Televisão 18 1 -

Álbum Seriado de DST 17 1 1

Modelo de Pênis 11 6 2

Modelo Pélvico Feminino 9 8 2

Retroprojetor/ Data Show - 19 -

Kit de Planejamento Familiar 15 3 1

Fitas de vídeo/DVD educativos 7 11 1

Folhetos sobre DST/Aids 8 11 -

Observa-se que nem todas as USF possuem espaço físico para a realização de atividades, tendo que contar com espaços de outros equipamentos sociais, como igrejas, escolas, associações, entre outros. Com relação a material educativo, há uma considerável quantidade de unidades que possuem esses recursos, com destaque para os álbuns seriados, porém, com exceção para as fitas/DVD e folhetos sobre DST/Aids, o que dificulta algumas ações, de acordo com os profissionais respondentes. Sobre a disponibilidade de data show, apesar de nenhuma USF tê-lo, todas elas afirmaram que este recurso é disponibilizado pelo seu respectivo DS, sendo necessária a solicitação e o agendamento para conseguir o empréstimo do mesmo.

A realização de atividades externas de prevenção às DST/Aids foram referidas por 13 USF, sendo a escola o local mais citado (11 USF), seguida de atividades na comunidade (5 USF), como intervenções em mercados públicos dos bairros. Também foram citados como espaços onde ocorrem atividades externas, porém por pequena quantidade de USF: empresas (2), igreja (1), associação de moradores (1) e festas comemorativas, como o carnaval (1).

A escola como espaço de intervenção em saúde tornou-se ainda mais frequente com o advento do Programa Saúde na Escola (PSE), unindo os serviços de saúde, especificamente os da AB, com as escolas do território, e potencializando a prevenção, a promoção e a atenção à saúde das crianças, adolescentes e jovens estudantes das escolas participantes. Percebe-se, então, a escola como espaço de integração das ações de

prevenção às DST/Aids e a AB. Para tanto, é necessário que os profissionais de saúde ampliem suas possibilidades de atuação, atentando para os equipamentos sociais que o território possui, como aqueles citados, e observando-os como espaços de práticas de cuidado.

Sobre a realização de algum tipo de atividade preventiva com populações específicas, na própria unidade, 6 USF afirmaram realizar, sendo citadas como população alvo dessas atividades: adolescentes/jovens (4), mulheres (3) e idosos (2). A partir dos relatos dos respondentes, notou-se que essas atividades geralmente consistem na realização de grupos de cuidado, em algumas unidades com frequência semanal, e em outras quinzenal ou mensal, nos quais é discutido sobre diversas temáticas, inclusive as DST/Aids. Esses espaços de cuidado promovem, além da socialização e aproximação/vínculo entre os próprios usuários e entre estes e os profissionais de saúde, maior aproximação de temáticas que permeiam a saúde da população, gerando um cuidado integral à mesma.

Sobre os momentos em que a prevenção às DST/Aids é discutida com os usuários durante a oferta de serviços nas USF, os resultados podem ser melhor observados na tabela a seguir:

Tabela 7 – Momentos em que a prevenção às DST/Aids é discutida com os usuários durante a oferta de serviços na USF

Serviços Sim, sempre Sim, às vezes Não Não sabe

Consulta médica 4 4 9 2

Consulta de enfermagem 8 10 1 -

Atendimento às queixas

ginecológicas 7 8 3 1

Atendimento às gestantes 6 3 8 2

Atendimento aos idosos 3 2 13 1

Atendimento aos adolescentes 3 4 10 2

Exame Citopatológico 5 6 6 2

Entrega de preservativos 1 1 16 1

Acolhimento/sala de espera - 2 17 -

Como pode ser observado, poucos são os momentos em que constantemente a prevenção às DST/Aids é discutida com os usuários, com destaque para a entrega de preservativos, momento no qual poderia ser melhor explorado pela equipe, visto que a efetividade deste insumo dependerá da informação recebida para seu uso adequado. Também poderiam ser mais bem explorados, os espaços de planejamento familiar, tentando produzir o cuidado da dupla proteção que o preservativo fornece, a realização do exame citopatológico e o atendimento às queixas ginecológicas e às gestantes, espaços onde há maior abertura para o profissional discutir questões acerca da sexualidade e, consequentemente, explorar possíveis situações de vulnerabilidade. Percebe-se também a pouca discussão com os idosos, população considerada à margem das campanhas de prevenção às DST/Aids, por serem considerados assexuados e, por isso, invulneráveis a tais doenças (Vasconcelos & Saldanha, 2009).

A condição de participação em campanhas pró-testagem ao HIV foi referida por 14 USF, desde que oferecido disponibilidade de material. Os profissionais que responderam pelas demais (N=5) apontavam as questões estruturais da unidade e a falta de preparo técnico da equipe como principais motivos para a falta de condições de participar de uma campanha desse tipo.

Considerando as observações feitas pelo pesquisador, instrumento complementar do questionário, verificou-se que em 9 USF os preservativos ficavam visíveis e disponíveis no espaço da recepção; apenas em uma unidade havia distribuição de folhetos educativos sobre DST/Aids e em 4 USF havia cartazes informativos com os seguintes temas e respectivas quantidades: hepatite B (3), transmissão vertical (1), preservativo masculino (1) e prevenção do câncer de colo de útero (1).

Dessa forma, pôde ser verificada a pouca presença dessa temática nos espaços das unidades pesquisadas, seja através de cartazes, panfletos ou disponibilização de preservativos para os usuários em local visível, facilitando a identificação com a temática.