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Kapittel 4. Ekspansjon: Økonomisk motivasjon

4.2 Ressursar av interesse for Han-riket

O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um distúrbio do neurodesenvolvimento mais comumente diagnosticado em crianças na infância (Hommer, Baltz & Hickson, 2000). Esse transtorno tem apresentado variações na sua nomenclatura no decorrer da história, incluindo denominações como “Lesão Cerebral Mínima”; “Reação Mínima” e “Reação Hipercinética da Infância” (Poeta & Neto, 2004).

Naparstek (2004) descreve o Transtorno de Atenção e Hiperatividade como um conjunto de problemas e dificuldades relacionados à falta de atenção, hiperatividade e impulsividade. Esses déficits resultam em conseqüências negativas como, por exemplo, a defasagem no desenvolvimento que causa dificuldades nas suas relações diárias. Segundo a autora, o TDAH interfere na capacidade do sujeito de sustentar a atenção – principalmente em tarefas repetitivas e de conter-se adequadamente aos anseios e ao nível de atividade, de confrontarem-se as conseqüências consistentemente e talvez o mais importante, na habilidade do controle inibitório. Além disso, é importante considerar que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é caracterizado pela

dificuldade do indivíduo em manter a atenção e impedir condutas distraídas que pode ser uma das causas mais freqüentes para dificuldades em leitura e escrita.

Assim, de forma didática, pode-se resumir na história clássica o TDAH nos diferentes níveis de desenvolvimento do ser humano, como descrito por Rohde e Halpern (2004, p. 67):

Lactente : É o Bebê difícil, insaciável, irritado, de difícil consolo, maior

prevalência de cólicas, dificuldades de alimentação e sono.

Pré–escola : Atividades aumentadas ao usual, dificuldade de ajustamento, teimoso, irritado e extremamente difícil de satisfazer.

Escola elementar: Incapacidade de colocar foco, distração, impulsivo,

desempenho inconsciente, presença ou não de hiperatividade.

Adolescência: Inquieto, desempenho inconsistente, sem conseguir colocar foco,

dificuldades de memória na escola, abuso de substância, acidentes.

Desse modo, verifica-se que ao ingressar na escola, o aluno com TDAH pode ter conseqüências severas, dentre elas a dificuldade de aprendizagem como sugere o autor. No entanto, Tonelotto (2000) observa que o processo de diagnóstico é complexo devendo ser analisado minuciosamente.

Conforme critérios de diagnóstico como o DSM-IV-TR (Associação Americana de Psiquiatria, 2002) ou a CID-10 (Organização Mundial de Saúde, 1993), o TDAH pode ser classificado em três subtipos: predominantemente desatento, predominantemente hiperativo-impulsivo, e combinado. É necessário para diagnosticar e classificar o TDAH, que a ocorrência de todos os itens, de A a E, sejam observados durante os últimos 6 meses:

(1) seis ou mais dos seguintes sintomas de desatenção persistirem por pelo menos seis meses, em geral mal adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento:

Desatenção

(a) freqüentemente deixa de prestar atenção a detalhes ou cometer erros por descuido em atividades escolares, de trabalho ou outras;

(b) com freqüência tem dificuldade para manter a atenção em tarefas lúdicas; (c) com freqüência não escuta quando lhe dirigem a palavra;

(d) com freqüência não segue instruções e não termina seus deveres escolares, tarefas domésticas ou deveres profissionais;

(e) com freqüência tem dificuldades para organizar tarefas ou atividades;

(f) com freqüência evita, antipatiza ou reluta a envolver-se em tarefas que envolvam esforço mental constante;

(g) com freqüência perde coisas necessárias para tarefas ou atividades; (h) é facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa;

(i) com freqüência apresenta esquecimento em atividades diárias.

(2) seis ou mais sintomas seguintes de hiperatividade persistirem por pelo menos 6 meses, em grau mal adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento:

Hiperatividade:

(a) freqüentemente agita as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira; (b) freqüentemente abandona sua cadeira em sala de aula ou outras

(c) freqüentemente corre ou escala em demasia, em situações impróprias; (d) com freqüência tem dificuldade para brincar ou se envolver

silenciosamente em atividades de lazer;

(e) está freqüentemente a “mil” ou muitas vezes age como se estivesse a “todo vapor” ;

(f) freqüentemente fala em demasia. Impulsividade

(g) freqüentemente dá respostas precipitadas antes de as perguntas terem sido completamente formuladas;

(h) freqüentemente tem dificuldade para aguardar a vez;

(i) freqüentemente interrompe ou se intromete em assuntos alheios.

B. Alguns sintomas de hiperatividade-impulsividade ou desatenção que causaram comprometimentos estavam presentes antes dos sete anos de idade; C. Alguns comprometimentos causados pelos sintomas estão presentes em dois

ou mais contextos (escola ou o trabalho e em casa).

D. Deve haver claras evidências de um comportamento clinicamente importante no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional.

E. Os sintomas não ocorrem exclusivamente durante o curso de um transtorno invasivo do desenvolvimento, esquizofrenia ou outro transtorno psicótico e não são explicados por outro transtorno mental (transtorno de humor, transtorno de ansiedade, transtorno dissociativo ou transtorno de personalidade).

Toledo (2000) explica que como há dificuldades do diagnóstico adequado para o TDAH, considera importante que a análise seja realizada por profissionais da saúde e

educação. Do mesmo modo, Bromberg (2006) ressalta que os docentes, geralmente, são os primeiros a identificarem que o aluno está tendo algum tipo de dificuldade de aprendizagem, bem como de atenção e ou comportamento, muitas vezes não percebidas pelos pais.

Benzick (2000) considera a utilização de instrumentos imprescindíveis no diagnóstico nos casos de TDAH, o que a levou à construção, validação e padronização de uma Escala para o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, versão para professores, com a finalidade de avaliar os sintomas comportamentais no contexto educacional. A autora construiu uma escala com 49 itens subdivididos em três fatores que avaliam o TDAH no contexto escolar: Fator 1- Déficit de Atenção/Problemas de Aprendizagem (30 itens); Fator 2- Hiperatividade / Impulsividade (12 itens); e Fator 3- Comportamento Anti-Social (7 itens). A validade da escala foi obtida pelo método de validade de constructo, por meio da análise fatorial dos itens apresentados.

Para a padronização da escala de TDAH, a autora realizou um estudo com 1.011 alunos, com idades que variavam entre seis e 17 anos de ambos os sexos de escolas públicas e particulares de duas cidades do interior de São Paulo. Os grupos dos sujeitos em relação ao sexo foram divididos por 535 meninos, representando 52,9% do sexo masculino, e 471 meninas, representando 46,6% do sexo feminino. Os resultados mostraram as correlações de maior intensidade entre a dificuldade para aprender e Problemas de Aprendizagem, entre agitação e Hiperatividade/ Impulsividade e entre dificuldade para aprender e Déficit de Atenção.