devem ser contemplados pelo plano de gerenciamento de resíduos sólidos das empresas. São eles:
• Diagnóstico dos resíduos sólidos gerados ou administrados, contendo a origem, o volume e a caracterização dos resíduos, incluindo os passivos ambientais a eles relacionados.
• Explicitação dos responsáveis por cada etapa do gerenciamento de resíduos sólidos. Isso inclui:
3 Designação de técnico devidamente habilitado responsável pela elabo- ração, implementação, operacionalização e monitoramento de todas as etapas do plano de gerenciamento de resíduos sólidos, nelas incluído o controle da disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. Orientações
Conteúdo adaptado de: • PNRS - lei 12.305/2010 • ICLEI- Planos de Gestão de Resíduos Sólidos: Manual de Orientação • Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável - Resíduos Sólidos Urbanos e a Economia Verde
• Ethos - Política Nacional de Resíduos Sólidos:
Desafios e Oportunidades
para as Empresas cont... ...
Inspir aç ões e subsídios 2. Empresa| Operação Público-alvo Desafios
(identificados na 2ª Oficina ISCV)
Oportunidades
(identificadas na 2ª Oficina ISCV)
Casos e fontes
Áreas e departamentos envolvidos com o tema (Ex: Meio Ambiente, Sustenta- bilidade, Qualidade, Segurança do Trabalho, QSMA, Administrativa, Industrial, Suprimentos, Logística).
n Descentralizar o tema e levá-lo a diversas áreas da organização.
n Pesquisar, desenvolver e implementar novas tecnologias de concepção de
produtos e para gestão dos Resíduos Sólidos Industriais (RSI).
n Criação de ferramenta de rastreabilidade na gestão de resíduos pós-consumo. n Criação de um banco de dados de resíduos das empresas: identificação
de resíduos potenciais.
n Simbiose industrial.
n Criação de banco de dados de boas práticas
n Oi (destaque para parceria com a Descarte Certo para destinação adequada
de resíduos eletrônicos).
n Sociedade Ponto Verde (Portugal).
n National Industrial Symbiosis Programme - NISP (Inglaterra). No Brasil, o programa
é representado pelo Programa Mineiro de Simbiose Industrial - PMSI (MG).
n Fiat (destaque para planta de Betim - MG com as iniciativas de tratamento
de efluentes e a Ilha Ecológica).
n Votorantim Metais (destaque ao “Projeto Resíduo Zero” da unidade Morro
Agudo, em Paracatu, que através da mudança nos processos transformou o que antes era resíduo em produto e em fonte de renda).
n Vulcan (destaque para a fábrica de reciclagem da empresa, onde
50 toneladas de sobras das plantas industriais são recicladas e vendidas).
n Renault (destaque para prática de modelo de produção sustentável na fabri-
cação de automóveis no País, utilizando 46% de material reciclado, com 25 quilos de fibras naturais e dois quilos de plástico reciclado, o equivalente a 14% do total. Além disso, 97% dos materiais utilizados na fabricação do veículo são passíveis de reciclagem).
3 A constituição de equipes técnicas capacitadas bem como planos de capacitação
• Definição dos procedimentos operacionais relativos às etapas do
gerenciamento de resíduos sólidos sob responsabilidade da empresa.
3 Os responsáveis por planos de gerenciamento de resíduos sólidos manterão atualizadas e disponíveis ao órgão municipal competente, ao órgão licenciador do Sisnama e a outras autoridades, informações completas sobre a implementação e a operacionalização do plano sob sua responsabilidade.
• Ações preventivas e corretivas a serem executadas em situações de gerenciamento incorreto ou acidentes.
• Metas e procedimentos relacionados à minimização da geração de resíduos sólidos e, observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama (Sistema Nacional do Meio Ambiente), do SNVS (Sistema Nacional de Vigilância Sanitária) e do Suasa (Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária), à reutilização e reciclagem.
• Medidas saneadoras dos passivos ambientais relacionados aos resíduos sólidos. • Periodicidade de sua revisão, observado, se couber, o prazo de vigência da respectiva licença de operação a cargo dos órgãos do Sisnama.
3 implementação de mecanismos de auditoria, controle e fiscalização. • O plano de gerenciamento de resíduos sólidos é parte integrante do processo de licenciamento ambiental do empreendimento ou atividade pelo órgão competente do Sisnama.
• Para os empreendimentos e atividades não sujeitos a licenciamento ambiental, a aprovação do plano de gerenciamento de resíduos sólidos cabe à autoridade municipal competente.
O plano de gerenciamento deve endereçar ou analisar cuidadosamente, questões relevantes como:
• Redução da emissão de CO2 no transporte, assim como a diminuição do transporte de resíduos em geral.
• Redução da emissão de metano na destinação dos resíduos com forte carga orgânica, como os resíduos urbanos úmidos e os agrosilvopastoris. • Aproveitamento energético (geração de energia elétrica, vapor etc.) dos gases produzidos na biodigestão/ queima de resíduos.
• Promoção do aumento do consumo e índice de conteúdo com material (insumo) proveniente da reciclagem com aplicação em seus produtos e/ou meios para execução de serviços.
• Promoção do aumento do volume de resíduos sólidos reciclados ou processados por empreendimentos solidários.
• Priorização de cooperativas enquanto fornecedoras locais, visando o seu fortalecimento.
• Adoção de critérios para a seleção das cooperativas como fornecedoras e prestadoras de serviço compatíveis com a realidade dessas organizações. • Priorização de fornecedores que compram e/ou apoiam cooperativas e outras associações de catadores.
• Apoio a projetos de cooperativas e outras associações de catadores. cont... Orientações
Conteúdo adaptado de: • PNRS - lei 12.305/2010 • ICLEI - Planos de Gestão de Resíduos Sólidos: Manual de Orientação • Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável - Resíduos Sólidos Urbanos e a Economia Verde
• Ethos - Política Nacional de Resíduos Sólidos: Desafios e Oportunidades para as Empresas • Cidades Sustentáveis: Guia para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos nos municípios brasilei- ros de forma efetiva e inclusiva
• Estabelecimento de programas de educação e engajamento para o público interno, fornecedores e parceiros de educação ambiental rela- cionados a resíduos sólidos.
• Programas e ações de capacitação técnica voltados à implementação e à operacionalização do plano.
• Detalhamento das informações sobre produção de materiais e geração de resíduos de forma a se superar as inconsistências dos sistemas de informação. • A troca de informação com diferentes atores da cadeia, como estímulo à inovação e à evolução do tema.
• Aprimoramento da coleta de informações para cálculo dos índices de reciclagem pré e pós-consumo.
• Rastreamento de matérias-primas e produtos.
• Sistema de acompanhamento e auditoria de processos internos, de fornecedores e parceiros.
• Revalorização dos resíduos, retornando-os como matéria secundária para novos ciclos produtivos.
• Ampliação da vida útil dos produtos manufaturados e o design para facilitar a recuperação, desmontagem de componentes e reciclagem. • Desenvolvimento de produtos com menor impacto ambiental tendo como base análise de ciclo de vida, considerando:
3 seleção de materiais, insumos e fornecedores mais adequados; 3 aprimoramento de processos criativos e produtivos;
3 desenvolvimento de design e de iniciativas que levem à redução da geração de resíduos e também ao menor consumo de energia, água e outros recursos naturais;
3 minimização de emissões atmosféricas e efluentes.
• Fomento à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias limpas e economicamente viáveis para a cadeia de reciclagem.
• Estímulo à entrada de novos players que tragam soluções a barreiras operacionais.