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Resistivitetsmåling i laboratoriet

3.5 Laboratoriemålinger

3.5.4 Resistivitetsmåling i laboratoriet

A formulação desta teoria, que teve seus primeiros passos dados na década de 1950 (Bowlby, 1969 [2002]) e requereu mais de 20 anos de estudos e pesquisas para ser completada (Bowlby, 1979 [2006]), manteve sua preocupação e interesse sobre a contribuição do meio ambiente de uma pessoa ao seu desenvolvimento psicológico.

De maneira abrangente, Bowlby (1969 [2002], 1973 [2004a], 1973 [2004b], 1979 [2006]) buscou explorar pelo viés da carência as consequências da perda temporária ou permanente da figura materna, esclarecer como as crianças e os adolescentes reagem à perda de um dos genitores e traçar uma comparação destas reações com as dos adultos que perdem o cônjuge. Além disso, deu uma atenção especial às perturbações do luto observadas em

diferentes idades e condições percebendo que os padrões de resposta e a consequente perturbação ou não do comportamento são semelhantes em todas as idades e não dependem deste fator.

Suas concepções integram tanto a base psicanalítica quanto a etológica definida como estudo do comportamento animal , utiliza o método de observação sobre o comportamento de crianças com uma abordagem prospectiva que parte das primeiras fases da vida até a idade adulta considerando em suas análises a possibilidade de transformação, substituição e rompimento dos vínculos com as figuras de apego, ao longo da vida (Bromberg, 2000, Parkes, 2006 [2009]).

Até meados da década de 1950, os estudos psicológicos atuavam na investigação científica sobre crianças e, apesar do fato de todas as ciências do comportamento reconhecerem a importância vital de uma relação estável e permanente da criança com uma mãe (ou substituta amorosa), tinham enfoques diferentes (Sroufe, 2005). A corrente de pensamento representada pelo movimento geneticista via a criança como uma construção essencialmente genética e acreditava que a raça humana poderia ser aperfeiçoada se seus membros menos favorecidos deficientes, aqueles com baixa inteligência, ou com baixa moral pudessem ser ceifados do nosso meio. Para isso, tinham a proposta de esterilizar os humanos julgados fracos de corpo e mente, e de raças inferiores (Karen, 1994 [1998a], 1994 [1998b], Guerra, 2006). Do outro lado, os behavioristas acreditavam que as crianças eram produtos do seu meio sendo que os pais e a sociedade poderiam moldá-las na sua forma final (Karen, 1994 [1998a]).

Existia uma outra posição assumida pelos psicanalistas que enfatizava a construção da criança por via da hereditariedade, em particular, a força dos aspectos sexuais, agressividade, pulsão e a influência dos eventos ocorridos na primeira infância como influentes nos problemas psiquiátricos posteriores (Parkes, 2006 [2009]). Deste último grupo, destacamos John Bowlby, o criador da Teoria do Apego (1969 [2002], 1979 [2006]) que, muito embora tenha utilizado inicialmente a referência desta ciência, pois a mesma tratava dos laços afetivos, ansiedade de separação, pesar e luto, processos mentais inconscientes, defesa e trauma (Karen, 1994 [1994a]), incluiu em sua postura uma crítica à psicanálise que só estudava a infância a partir do discurso de adultos em processo de análise e das suas queixas. O foco dessa teoria era voltado à fantasia individual e levantava hipóteses sobre a história infantil a partir do relato de adultos (Parkes, 2006 [2009]). Como alternativa, surgiam as ideias e observações diretas das crianças em situação de sofrimento mental (Bowlby, 1969 [2002]).

Anteriormente à Teoria do Apego, a ideia era de que a formação e manutenção dos vínculos afetivos eram baseadas na necessidade de satisfazer os impulsos de sobrevivência e prazer, tais como a alimentação na infância e o sexo na vida adulta. Nesse período, eram postulados dois tipos de impulsos, o primário e o secundário, sendo o alimento o primário e a relação pessoal o secundário. No entanto, com a integração da fundamentação etológica, a qual atribui a cada espécie um repertório próprio e peculiar de padrões de comportamento, estabeleceu-se a grande divergência e base para uma mudança conceitual (Sroufe, 2005).

Para isso, Bowlby (1969 [2002]) resgatou dos estudos darwinianos os fundamentos sobre padrão instintivo que se desenvolve de um modo característico em todos os indivíduos de uma espécie, até nos casos em que a criação ocorre isoladamente, pois é herdado e não aprendido. Portanto, tanto hereditariedade como meio são pontos importantes nos padrões de comportamento. A hereditariedade ocupa o lugar de pedra fundamental e a forma como cada um a adquire dependente da natureza deste meio ambiente.

Postulou então, a existência de uma tendência inata, instintual, para o contato físico com um ser humano, ou seja, a existência de uma necessidade de se apegar a um indivíduo em especial, disponível, que tenha disponibilidade interna a se relacionar com ele, independente do alimento. Esta tendência, tão primária quanto à necessidade de alimento e conforto (Bowlby, 1969 [2002], 1979 [2006]), fundamenta um novo modelo teórico de desenvolvimento e de funcionamento da personalidade, que retrata a ideia de que o psiquismo humano se constitui por uma sobrevivência permeada pela necessidade do contato e manutenção da proximidade de um outro (Parkes, 2006 [2009]).

Na maioria das comunidades humanas, os primeiros vínculos são estabelecidos de maneira mais intensa e sistemática com a mãe ou figura substituta e é com ela também que se desenvolvem os padrões de comportamento e a qualidade destes primeiros laços, responsáveis por imprimir no bebê uma experiência positiva ou negativa servindo como base de resposta para suas relações futuras (Parkes, 1996 [1998], Casellato, 2004). Este comportamento é uma resposta que se estabelece também com outros adultos familiares, os quais se constituem figuras secundárias de apego.

Ao estudar os aspectos do vínculo mãe-filho, ou cuidador-criança, sua força, como se formam e se desenvolvem, como podem ser corrompidos ou reparados e quais os impactos em caso de separações, perdas ou privações destes (Karen, 1994 [1998a]), Bowlby (1969 [2002]), Bowlby concluiu que o apego é um sistema de comportamentos com base biológica, ou seja, um instinto, organizado para manter ou restaurar a segurança por meio da proximidade de uma pessoa específica. Neste sentido, o comportamento de apego é um modo operante que

pertence a um sistema voltado para a preservação da espécie e busca organizar o comportamento do indivíduo de modo a estabelecer uma ligação para manter ou aproximar um cuidador considerado mais apto a lidar com o mundo (Bowlby, 2002 [1969]). Uma importante função deste objeto de vínculo é oferecer uma base de segurança que permita à pessoa a possibilidade de explorar o meio (Bromberg, 2000).

Do ponto de vista evolucionista, as funções primárias do comportamento de apego são: a proteção das figuras parentais ou substitutas e a reprodução da espécie, já as funções das figuras de apego são o oferecimento de proteção e conforto para a figura apegada. Com esta teoria, Bowlby (1979 [2006]) contribuiu com a conceituação da propensão dos seres humanos estabelecerem fortes vínculos afetivos com alguns outros e de explicar as múltiplas formas de consternação emocional e perturbação da personalidade, incluindo ansiedade, raiva, depressão e desligamento emocional a que a separação e perda involuntárias dão origem (Bowlby, 1969 [2002]).

Com a perda do objeto de amor perdemos também a base segura onde nos refugiaríamos diante do perigo e podemos viver experiências de sofrimento aterrorizante (Bromberg, 2000).