Kapittel 10 samler trådene fra den foregående lesningen, og organiserer dem etter tre motsetnings- eller spenningsakser som løper gjennom hele Den jødiske Historie:
4. Historie og narrasjon
4.3. Fortelling og temporalitet
4.3.3. Resepsjon og kritikk av Time and Narrative
A teoria e prática8, quando interligados geram o conhecimento, sendo que da prática emergem reflexões que conduzem a novos conhecimentos, ampliando a teoria (MOREIRA, 2013). A articulação entre as duas formas de saber (teoria e prática), proporciona uma ação reflexiva, emancipatória e discussões racionais, necessárias ao perfil de qualquer profissional e, em especial ao contador, pois segundo Moreira (2013), o mercado cada vez mais exige deste profissional a capacidade de estabelecer relações entre o conhecimento teórico e prático. Conforme a teoria que embasa o presente estudo entende-se que a prática não está desvinculada da teoria nem vice-versa. A teoria sozinha não possui capacidade para mudar o mundo, porém tem contribuição para sua transformação se assimilada pelas pessoas que podem ocasionar a transformação (VÁZQUEZ, 1968). Para Guedes (2009) o conhecimento do aluno não ocorre num momento teórico e em outro prático: esse conhecimento é ao mesmo tempo teórico-prático. Cabelleira (2007) afirma que a prática deve possuir memória e preparar novas informações, sendo que o seu conceito aborda o conhecimento explícito e tácito.
Em conformidade com Pietrocola, Alves Filho e Pinheiro (2003) grande parte das necessidades das pessoas que recorrem ao serviço de um profissional tem caráter prático, ou seja, o prestador de serviço deve estar capacitado para fornecer ações eficientes a essas
8 Reckwitz (2002), ao referir-se à prática, menciona que esta pode ser oriunda de dois vocábulos: Praxis e
Praktiken. Praxis tem como significado descrever uma ação do homem, enquanto que Praktiken tem origem na teoria das práticas sociais, e busca mostrar um tipo rotineiro de comportamento baseado em diversos elementos, que estão conectados. Nesta pesquisa a prática a ser discutida será no sentido de aplicação dos conhecimentos da teoria. A prática presume um jogo de formas socialmente deliberados de fazer coisas em domínio específico e consiste num conjunto de “frameworks, ideias, ferramentas, informações, estilos, linguagem, história e documentos” (WENGER; MCDERMOTT; SNYDER, 2002, p. 29).
pessoas. No contexto da profissão docente há uma tradição de conceituar ‘prática’ como uma atividade ou ação prática realizada pelos discentes (GUEDES, 2009).
Entende-se, por conseguinte, que o discente estará realizando atividades práticas ao resolver exercícios em sala de aula (LAFFIN, 2002), mas também quando realizar estágio supervisionado, ou quando desenvolve seu Trabalho de Conclusão de Curso, visto que essas atividades compreendem, em sua essência, o esforço do discente. Nessa perspectiva, algumas disciplinas com carga teórica prática, quando desenvolvidas em ambiente de laboratório para simulação da prática contábil, podem ser inseridas no contexto de atividade prática.
A necessidade de se criar artifícios que conectem teoria e prática, levou a legislação relativa ao ensino de Ciências Contábeis, ao longo dos anos, a propor alternativas que buscam consolidar os desempenhos profissionais desejados referentes ao perfil do egresso. Compete ao colegiado de curso de cada instituição de ensino aprovar, mediante regulamento, as formas de operacionalização da prática, de forma a integrar teoria e prática (BRASIL, 2004a).
Desde 1992, a Resolução n° 3 determinou as atividades obrigatórias de natureza prática, sendo que de 1992 a 2004, observa-se a influência do meio, aqui considerados os aspectos sociais, empresariais, tecnológicos e internacionais (convergência a padrões), na legislação que trata do ensino contábil. Sobre o ensino de contabilidade, em nível superior, entende-se ser importante evidenciar na legislação que o regulamenta as recomendações e obrigatoriedade da oferta do ensino prático, como observado no Quadro 1.
Quadro 1 – Cronologia dos aspectos legais atinentes à prática no ensino de Ciências Contábeis
Ano Legislação Contribuição sob o aspecto do ensino prático 1992 Resolução nº 3
Determina atividades obrigatórias de natureza prática, como: jogos de empresas, laboratório contábil, estudo de casos (com simulação da realidade empresarial), trabalho de fim de curso, estágio supervisionado realizado em condições reais de trabalho.
1997 Edital nº 4 Cria atividades que integrem o saber acadêmico à prática profissional.
1997 Parecer CNE/CES nº 776 Incentivar, durante o curso, a experiência profissional considerada relevante à formação; Fortalecer a articulação entre teoria e prática.
2002 Parecer CES/CNE nº 146 Estabelecer modos de integração entre teoria e prática; Prática em laboratório de informática utilizando softwares atualizados para contabilidade.
2003 Parecer CNE/CES nº 67 Sólida formação básica e uma formação profissional fundamentada na competência teórico-prática.
2004 Resolução CNE/CES nº 6 Estabelecer modos de integração entre teoria e prática; Prática em laboratório de informática utilizando softwares atualizados para contabilidade.
2004 Resolução CNE/CES nº 10
Estabelecer modos de integração entre teoria e prática; Prática em laboratório de informática utilizando softwares atualizados para contabilidade.
Atualmente, no curso de Ciências Contábeis, como estabelece a Resolução nº 10/2004, as atividades de natureza teórico-prática compreendem o “Estágio Curricular Supervisionado, Atividades Complementares, Estudos Independentes, Conteúdos Optativos, Prática em Laboratório de Informática utilizando softwares atualizados para Contabilidade” (BRASIL, 2004a, p. 3). Assim, as atividades docentes consideradas como práticas, além de exercícios em sala de aula englobam as aulas práticas em ambiente de laboratório.
Sobre as atividades práticas, o entendimento decorrente da análise da Resolução nº 10/2004, é de que estas podem ser introduzidas em disciplinas curriculares com carga horária teórica. Atividades práticas também podem ser realizadas em disciplinas com carga horária prática onde simulações busquem a reprodução de situações ocorridas em contexto real ou, ainda, mediante a experimentação proporcionada pelo estágio. Tais previsões são objeto de discussão pela legislação como se observa pela cronologia dos aspectos legais atinentes à prática no ensino superior de Ciências Contábeis, já evidenciados no Quadro 1.
Na interface teoria e prática, no ensino de contabilidade, Laffin (2002) cita técnicas que podem ser usadas e classificadas como usuais para desenvolver atividades de natureza prática em disciplinas teóricas, destacando o trabalho em grupo, estudo de caso, discussão em sala de aula, processos interativos professor-aluno e aluno-aluno. Para a aplicação das técnicas as principais ferramentas usadas pelos docentes são os artigos e textos extras, apostilas, retroprojetor/transparência e audiovisuais. As atividades desenvolvidas pelos alunos são: trabalhos em grupos, estudo de caso, trabalhos individuais, resolução de problemas e exercícios, pesquisa e apresentação em sala.
No entanto, ainda conforme Laffin (2002), o uso de técnicas é uma busca pela aproximação da prática como forma de aprender a prática contábil, mas não se configuram como atividades de natureza prática. Engel, Vendruscolo e Bianchi (2015, p. 2) mencionam que para muitos professores há uma confusão entre teoria e prática, pois os “exercícios e trabalhos realizados em sala de aula eram entendidos como exercício da prática profissional”. Laffin (2002, p. 138) menciona que a “prática contábil no ensino da contabilidade faz parte de outra realidade ainda ausente no ensino superior”. Na visão do autor as atividades usadas pelos professores no processo de ensino-aprendizagem estão inseridas num campo teórico- prático, com a escrituração de movimentações contábeis.
Quando a prática é realizada em um componente curricular, no ambiente institucional, atenção deve ser dada à utilização à estratégia de laboratório, pois Bordenave e Pereira (2004, p. 152) citam que a mesma é adequada para o objetivo de “aprender fazendo e resolvendo
problemas com intervenção de recursos humanos competentes [...]”. Assim, tanto os recursos físicos quanto humanos devem apresentar condições para retratar o mais fielmente possível o contexto organizacional e as situações contábeis cotidianas. Nessa perspectiva, quando observados os eixos de formação previstos na Resolução nº 10/2004, que têm como objetivo integrar o ensino teórico e prático, as competências decorrentes da formação serão constituídas pelo trinômio conhecimento-habilidades-atitudes, necessárias ao contador.