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5. La entrada y registro

5.2. Requisitos

Filatro (2009) destaca, nesse sentido, dois elementos para a especificação de produtos e processos educativos no design didático, os quais buscarão traduzir o que o autor/criador deseja que seja concretizado pela equipe multidisciplinar e especializada: os roteiros e os storyboards.

O roteiro é um documento textual que deve informar “[...] os conteúdos a serem apresentados (textos, imagens, atividades), a sequência da apresentação e as indicações

técnicas destinadas à equipe de produção.” (FILATRO, 2009, p.59) e irá variar de acordo com a complexidade de cada projeto.

O storyboard é recomendado para especificar projetos educativos que envolvam muitos elementos que precisam ser visualizados, como interações e animações, funcionando “[...] como uma série de esquetes (cenas) e anotações que mostram visualmente como a sequência de ações deve se desenrolar.” (FILATRO, 2009, p.61) e como “(1) documentação das decisões relacionadas ao design instrucional, (2) base para a gestão, o controle e a comunicação do projeto e (3) demonstração do produto final para os diversos interessados.” (FILATRO, 2009, p.60-61), podendo se desenvolver de forma mais simples ou mais elaborada e detalhada “[...] representando cada cena e cada ação em uma linha do tempo acompanhada do texto do áudio/locução correspondente (se houver) e oferecendo todo o tipo de informações técnicas complementares, com efeitos visuais, efeitos sonoros e animações.” (FILATRO, 2009, p.60-61).

Conforme já mencionado, ao se elaborar um storyboard deverá ser considerada a complexidade e o contexto do projeto educativo, entretanto, na figura abaixo são apresentados alguns elementos fundamentais dessa ferramenta de especificação:

Quadro 2: Elementos fundamentais do storyboard. Elementos fundamentais do Storyboard

Elementos O que o SB deve conter

Informações gerais

(metadados) • Data •Versão

•Responsável

•Título da instituição (Logotipo)

•Título do programa, módulo, unidade de estudo, atividade ou tela •Copyright(créditos)

Tela principal ( a área que efe- tivamente aparecerá para o aluno), dentro da qual há uma mancha exclusiva à exibição dos conteúdos, descontadas as margens e os elementos de

orientação

•Títulos (veja o item anterior) e rodapés (se houver) •Planos de fundo e margens •Controles de navegação (avançar, recuar, executar, parar) •Identificadores de navegação (numeradores de tela, trilhas ou

'migalhas de pão' (breadcrumbs) •Controles de mídia (ajuste de volume, tamanho da tela, resolução) •Botões, textos e ícones que tenham ação diferente dos controles de navegação •Menus

Títulos e textos •Tamanho e tipo das fontes •Espaçamentos entre linhas •Alinhamento •Posionamento da tela •Uso de bullets ou listas numeradas

•Recursos gráficos (textos explicativos, balões de fala, mouseover) •Efeitos de animação associados

Imagens prontas ou

orientações para ilustração •Posicionamento na tela •Efeitos de animação associados •Integração texto-imagem

•No caso de ilustrações criadas especificamente para o curso, descrição em detalhes do que se deseja

Animações •Movimentação de elementos •Surgimento e desaparecimento de objetos •Mudança de forma, cor e textura

•Fusão de elementos •Movimentos de câmeras e de foco de luz

Sons •Texto dos diálogos/da narração em off

•Sincronização com textos, imagens e animações •Efeitos sonoros ou música de fundo

Interação •Opções de resposta •Resultados da seleção a cada opção •Número de tentativas para realização ou envio de atividades

•Tipo de feeback( veja o item seguinte)

Feedback •Formato( janelas, marcas, ícones, sons)

•Conteúdo(texto oral ou escrito) •Condições de exibição ( por exemplo, após determinada ação ou

input do aluno)

Âncoras e hiperlinks •Tipo de identificação (realce ou inversão, negrito ou sublinhado,

moldura, mudança de cor, mudanças no formato do cursor) •Direcionamento ( para onde o hiperlink aponta) •Textos e/ou ícones associados (figura em miniatura, video ou

animação, anotações marginais ou títulos, rotulos ou etiquetas) Transição entre telas ( se

houver) •Definição da forma de entrada (e, em alguns casos, de saída) Velocidade •Telas mostradas por segundo, velocidade da locução

Documentação de apoio •Versão para impressão •Hiperlinks externos

•Referências bibliográficas

Fonte: quadro retirado do livro “Design Instrucional na Prática”, de Andrea Filatro, 2009, p. 62-63.

Desse modo, o roteiro e o storyboard servirão como planejamento da narrativa e de todos os elementos que a concretizarão, com detalhes técnicos e artísticos, contribuindo assim na organização/sistematização do processo de ensino-aprendizagem e da respectiva mediação

pedagógica. Esse documento também auxiliará para que as atividades sejam realizadas de forma coerente com a ideia do projeto educativo e, para que se tenha uma visão integral de todo o projeto e de suas fases/etapas/áreas/linguagens respectivas, que deverão ser pensadas em conjunto em busca de harmonia.

Assim, o roteiro deverá deixar claro quem somos, onde estamos, o que queremos realizar e onde almejamos chegar.

3.2.2.4.3.2 Fases do processo de concepção/produção

O processo de concepção/produção de uma videoaula envolve três fases que possuem atividades características, mas não excludentes, considerando que o processo é um só e deve ser criado e pensado observando-se sua totalidade. Segue abaixo cada uma dessas fases e suas atividades e elementos que devem ser considerados.

A fase em que tudo começa é a pré-produção. Nela, vêm os primeiros sentimentos, pensamentos, ideias. Nessa fase, o imaginado necessita de elementos que o planifiquem para sua concretude. A pré-produção constitui a etapa mais abrangente da concepção de uma videoaula, envolvendo, portanto, os princípios do projeto, o seu planejamento por meio de roteiros e storyboards, planejamento da estrutura (estúdio, cenário, etc) e equipamentos, a capacitação dos profissionais envolvidos na fase seguinte de produção/gravação (principalmente os professores sobre comose vestir, falar, portar diante das câmeras e para a utilização correta e proveitosa das ferramentas disponíveis).

Nesse sentido, Vargas, Rocha e Freire (2007) afirmam que a pré-produção

consiste na preparação, planejamento e projeto do vídeo a ser produzido. Essa etapa abrange todas as demais atividades que serão realizadas, desde a concepção da ideia inicial até a filmagem:

- Sinopse ou storyline: resumo geral do que vai ser exibido no vídeo;

- Argumento: passo intermediário entre a sinopse e o roteiro cujo objetivo é descrever, de forma breve, como se desenvolverá a ação.

- Roteiro: detalhamento de tudo o que vai acontecer no vídeo. O roteiro tem uma linguagem própria - que se destina a orientar a equipe de produção nas filmagens – e divide o vídeo em cenas com o objetivo de informar – textualmente - o leitor a respeito daquilo que o espectador verá/ouvirá no vídeo.

- Storyboard: é a representação das cenas do roteiro em forma de desenhos seqüenciais, semelhante a uma história em quadrinhos. Tem o objetivo de tornar mais fácil, para a equipe de produção, a visualização das cenas antes que sejam gravadas. (VARGAS; ROCHA; FREIRE, 2007, p.3).

No material didático da oficina de produção de vídeos da TV Escola77 (p. 14-18) é apresentada a seguinte análise técnica e check list a serem realizados na pré-produção:

Quadro 3: Check list pré-produção.

PERSONAGENS OS PERSONAGENS JÁ ESTÃO

SELECIONADOS?

Todos os atores (ficção) ou entrevistados (documentário) já foram selecionados e aceitaram participar do projeto?

ENSAIOS

Os atores (ficção) estão com suas falas decoradas?