• No results found

Representation learning with a latent variable model

Disentangled Representations in VAE

4.1 Representation learning with a latent variable model

A definição de um objetivo geral para o trabalho é uma forma de dar maior foco à pesquisa e facilitar sua realização no sentido de estabelecer limites ao que se está pesquisando. Esta pesquisa, em especial, foi realizada com base em quatro objetivos específicos e em um principal.

Com relação ao objetivo principal, mais abrangente que os específicos, este foi atendido pela realização da pesquisa, em que se analisou o processo de implantação da gestão em cadeias de suprimentos da indústria automotiva do Rio Grande do Sul. O primeiro e o segundo objetivos específicos – (i) identificar os principais fatores teóricos que influenciam a implantação da cadeia de suprimentos e sua gestão e (ii) propor uma estrutura de análise visando à implantação da gestão da cadeia de suprimentos – também foram atendidos já na primeira etapa da pesquisa, em que se buscou criar uma estrutura de análise com base nos fatores teóricos levantados junto à bibliografia existente sobre o tema.

Quanto ao terceiro objetivo específico – (iii) testar esta estrutura de análise em cadeias de suprimentos selecionadas na indústria automotiva –, foi atendido através da realização de 20 entrevistas sobre a implantação da gestão em 4 cadeias de suprimentos diferentes no Estado do Rio Grande do Sul. O quarto e último objetivo específico – (iv) identificar ações necessárias na prática para o processo de implantação da gestão nas cadeias de suprimentos estudadas – também foi atendido, através da avaliação prática da estrutura de análise proposta. Assim, os objetivos geral e específicos foram todos atendidos pela pesquisa, o que deu origem a uma estrutura que pode servir de apoio para a implantação e aprimoramento da gestão de cadeias de suprimentos. Além desta estrutura, ao longo das entrevistas também foi possível identificar algumas características das cadeias de suprimentos estudadas com relação à implantação da gestão em suprimentos. Estes resultados são apresentados a seguir.

Foi possível identificar na prática a existência de 21 ações básicas necessárias para a implantação da gestão em cadeias de suprimentos deste setor. Estas ações são apresentadas no Quadro 18 deste trabalho. É importante destacar que dependendo das características de cada uma das cadeias estudadas, naturalmente foi possível identificar diferenças com relação à frequência com que cada uma destas ações é realizada. Essas diferenças estão relacionadas com uma maior ou menor importância dedicada a uma ação em determinado momento da gestão de suprimentos. Além disso, mesmo que as cadeias estudadas participem de um mesmo setor, algumas diferenças tem origem também nos diferentes tipos de negócios e nos diferentes produtos fabricados nas cadeias analisadas. Assim, cada cadeia acaba assumindo características próprias resultantes das exigências impostas pelo seu tipo de negócio.

Com relação ao que foi visto durante a revisão bibliográfica, era esperado encontrar na prática a existência de diferenças entre as cadeias estudadas. Na verdade, as características de uma cadeia de suprimentos e de sua gestão são diferentes dependendo do local onde as empresas participantes estão posicionadas. Há cadeias com mais ramificações para o lado dos fornecedores, em outras, mais ramificações para o lado dos clientes (LAMBERT, 2006).

Com relação às dimensões apresentadas na estrutura do Quadro 18, estas foram identificadas na prática como sendo importantes para a implantação da gestão em uma cadeia de suprimentos. Ao realizar a divisão das ações em diferentes dimensões, foi possível identificar a existência de uma ordem que facilita a implantação da gestão em cadeias de suprimentos.

Assim, iniciando pela dimensão social com o estabelecimento de confiança entre os participantes, partindo para a definição dos fatores estratégicos e gerenciais, até chegar na definição de parâmetros operacionais, a gestão da cadeia de suprimentos, pode ser mais facilmente implantada. Já a tecnologia da informação surge como uma dimensão a parte por estar presente em todas as outras dimensões em maior ou menor grau, servindo de facilitadora para a gestão de suprimentos em todas as dimensões.

O processo de implantação da gestão de suprimentos deve iniciar pelas ações da dimensão social, seguindo com as ações das dimensões estratégica, gerencial, tecnológica e por fim a dimensão operacional. Ainda assim, é importante destacar que a real implantação das ações acaba ocorrendo de maneira conjunta, respeitando-se na prática apenas esta ordem para implantação das dimensões.

Do ponto de vista teórico, Fawcett, Magnan e McCarter (2008) já defendiam em seu modelo de três estágios para a implantação da cadeia de suprimentos, que o primeiro estágio para esta implantação deveria abranger a criação de um compromisso e compreensão em

torno da cadeia de suprimentos. Assim, algumas referências já indicavam a existência de uma ordem para implantação da gestão de suprimentos com início na dimensão social, ainda que a maioria dos autores do tema restrinjam-se em sugerir atividades e processos.

Todos os entrevistados da cadeia C destacaram que, como previsto na dimensão social, inicialmente deve haver uma preocupação conjunta com o estabelecimento de confiança entre os participantes e a adoção de ações coletivas. Se não houver confiança entre os participantes é muito complicado estabelecer uma parceria de sucesso.

Ainda com relação à implantação da gestão em cadeias de suprimentos, foi possível identificar na prática que uma vez que a cadeia tenha sido completamente implantada, seu processo de gestão passa a ser constante. Assim, para efetivamente implantar uma cadeia de suprimentos, não basta realizar apenas uma vez as ações propostas no Quadro 18, mas sim é necessário que estas ações sejam realizadas de forma rotineira dentro da cadeia. É importante destacar que foi possível observar na prática a existência de uma implantação inicial muito trabalhosa e complexa, mas que uma vez completa passa a ser mais facilmente gerenciada.

Além disso, os entrevistados em sua totalidade destacaram a dificuldade em estabelecer uma maior ou menor importância para cada uma destas ações, uma vez que estas atividades alteram sua importância devido a vários fatores, como o nível de estruturação em que a gestão da cadeia de suprimentos se encontra, o seu estágio de implantação e as características do produto fabricado.

Por fim, também foi possível observar na prática que a implantação da gestão de suprimentos deve preferencialmente ser realizada de forma conjunta com o desenvolvimento de novos produtos, visto que isso facilita muito sua implantação. É necessário um esforço muito maior para implantar a gestão nos produtos que já estão em produção. Observa-se normalmente determinada resistência, uma vez que fornecedores e clientes quase que inevitavelmente são forçados a alterar seu modo produtivo para se inserir no contexto da gestão de suprimentos.

Do ponto de vista do que foi visto durante a revisão bibliográfica sobre a indústria automobilística no Brasil, já era previsto por Pires (2007) a existência de uma preocupação em torno do desenvolvimento conjunto da cadeia de suprimentos. Arranjos produtivos como os condomínios industriais, em especial na indústria automotiva, são uma das formas que as cadeias de suprimentos encontraram para viabilizar a implantação de sua gestão dentro deste conceito.

Donk, Akkerman e Vaart (2008), destacam ainda que sob o ponto de vista das operações realizadas em uma cadeia de suprimentos industrial, o sistema de produção parece

relativamente simples. No entanto, um aumento na quantidade de processos ou de produtos fabricados pode aumentar significativamente a complexidade uma vez que aumentará as conexões e relações entre diferentes empresas.

Desse modo, esperava-se identificar na prática uma elevada complexidade envolvendo a implantação da gestão da cadeia de suprimentos. Todas as cadeias estudadas destacaram que apesar de atualmente realizarem sua gestão de maneira estruturada, foi bastante difícil atingir este estágio. Foi possível identificar que é comum o aparecimento de problemas que dificultem essa gestão com maior frequência durante o período de implantação.

Com relação aos principais problemas enfrentados, as cadeias estudadas apontaram para a existência de um alto custo existente em torno da implantação da gestão de suprimentos. Outro problema, também comum a todas as cadeias, foi encontrar fornecedores dispostos a participar de maneira conjunta dessa implantação. Dificuldades para gerenciar o relacionamento entre os participantes, bem como para evitar um aumento da complexidade da cadeia, também foram identificadas na prática.

Por fim, através das opiniões obtidas nas 4 cadeias de suprimentos estudadas e nas 20 entrevistas realizadas, acredita-se que a estrutura de análise inicialmente proposta, de uma forma geral, foi capaz de identificar as características e necessidades para a implantação da gestão de suprimentos. O Quadro 19 resume os principias resultados apresentados desta pesquisa como segue.

Quadro 19: Principais resultados da pesquisa.

P ri nc ip ai s R es ul ta do s

Existem 21 ações básicas, dividias em 5 dimensões. (Quadro 18)

A importância de cada uma das ações varia dentro das cadeias estudadas. Existe uma ordem para implantação das dimensões propostas.

Uma vez implantada, a gestão da cadeia deve ser realizadas de forma constante. Há um processo inicial mais trabalhoso para implantação da cadeia.

A gestão da cadeia de suprimentos pode ser mais facilmente implantada em conjunto com o desenvolvimento de novos produtos.

Fonte: Elaborado pelo autor.