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4. Beskrivelse av tiltak og effekter

4.3 Rensesystemer

Quadro 4

Novamente, ninguém repara em Éder.

Quadro 5

ACHO QUE É MELHOR IR CHAMANDO EM GRUPOS MENORES, TIPO QUATRO OU CINCO. DÁ MAIS TRABALHO, MAS A GENTE PODE SE REVEZAR.

SENÃO ELES DISPERSAM.

Quadro 6

Éder percebe num canto dois dos três garotos do tráfico, o de boné do UFC (agora desarmado, lógico) e o garoto negro. Eles estão jogando bola de gude com outros meninos.

Quadro 7

Éder, afastando-se à esquerda do quadro, diz para Luciana:

BOA IDEIA!

Quadro 8

Agora Éder está novamente diante de Luciana, na porta do clube de mães. Tem 6 garotos à sua volta, entre eles os dois já mencionados. Éder diz para Luciana:

VOU COMEÇAR COM ESSAS FERINHAS AQUI!

Quadro 9

Quadro pequeno. A porta se fecha.

Quadro 10

Plano aberto, mais afastado. Dá para ver que Luciana agora organiza uma fila de crianças junto à goleira, mostrando que ela tem liderança. Da porta do clube de mães, sai este balão de fala:

ENTÃO, GAROTADA, AGORA VOCÊS VÃO APRENDER A CONSTRUIR UMA MÁQUINA FOTOGRÁFICA COM UMA CAIXINHA DE FÓSFOROS.

Outros dois balões de fala, presumivelmente das crianças, dizem:

CARAMBA, O SOR É O MACGAYVER !

HA HA HA

Páginas 18, 19, 20 e 21

Essas duas páginas duplas serão um infográfico sobre o processo de construir a câmera pin-hole a partir da caixinha de fósforoS. O objetivo é inserir um recurso comumente associado ao papel didático das histórias em quadrinhos (em jornais, em materiais institucionais, em folders instrutivos etc) dentro de um contexto narrativo. No fim da sequência, Éder diz:

AGORA É SÓ IR PRA RUA FAZER ESSAS FOTOS, GAROTADA!

Página 22

Quadros 1

Mostra a porta do clube de mães, que foi aberta e jogada pra trás abruptamente. O grupo de garotos (destaque para os dois do tráfico) sai lá de dentro correndo desesperado, jogando-se um por cima dos outros, de tanta empolgação. Gritam:

EBAAAAA!

Quadro 2

Éder sorri satisfeito para Luciana.

Quadro 3

Éder se abaixa e conversa com o grupo de meninas (com diferentes tipos físicos) que está no início da fila. Diz:

AGORA É A VEZ DESTAS LINDAS PRINCESAS AQUI APRENDEREM A FOTOGRAFAR.

É claro que elas ficam sorridentes.

Quadros 4, 5 e 6

Quadros pequenos, de transição. Mostram, do alto, a fila em frente à goleira. Ela vai diminuindo de quadro em quadro. No terceiro, já é apenas um fiapo de quatro crianças. Destacar que muda o adulto que está monitorando a fila, ou seja: no primeiro quadro, Luciana está ali, e a fila está ordenada; no segundo, Éder a substitui, e aí a fila já está mais bagunçada, com grupos de dois e três em círculo, em vez de um atrás do outro - também há espaços vazios; no terceiro quadro, Luciana está de volta, apoiada com as costas na trave, cansada, enquanto espera o último grupo ser chamado.

Quadro 7

A atenção de Luciana é atraída por uma voz ao seu lado.

EI.

Quadro 8

Plano americano. O menino de chapéu do UFC diz, autoritário, mostrando a câmera pro leitor:

EU QUERO VER AS FOTOS.

Um passo atrás dele, quieto, à direita, está o menino negro.

O quadro mostra Luciana e o menino de boné de lado, um de frente para o outro. Luciana apoia as mãos nos joelhos para ficar na altura dele. Diz:

QUERIDO, A GENTE VAI REVELAR AS FOTOS DE TODO MUNDO ASSIM QUE TERMINAR A OFICINA. TEM QUE TER UM POUQUINHO DE PACIÊNCIA...

Ao que o menino diz, agressivo (os balões intercalam-se):

QUÊ?! NÃO DÁ PRA VER A FOTO AGORA? ENTÃO PRA QUE SERVE ESSA PORCARIA?!

Luciana tenta ser paciente:

SÃO SÓ ALGUMAS HORAS. À NOITE A GENTE JÁ VAI EXPOR TUDO, AÍ VOCÊ VAI PODER VER, JUNTO COM TODO MUNDO.

E o menino replica:

MAS QUE DROGA DE OFICINA! MELHOR FAZER FOTO COM O CELULAR!

Quadro 10

Mostra os dois meninos se afastando, de costas para o leitor. O de boné do UFC atira a câmera no chão. Do seu balão de fala saem símbolos gráficos simbolizando que ele está falando palavrões. O menino negro o acompanha, submisso, mas dá uma olhadinha pra trás, inseguro e com vergonha. Ele deixa a câmera cair também, suavemente, com o braço estendido ao lado do corpo, sem ter certeza de que queria fazer isso.

Quadro 11

Quadro 12

Luciana recolhendo as duas câmeras do chão.

Página 23

Quadro 1

Quadro grande. Outra parte da favela, à noite. Um grupo grande de pessoas, entre elas muitas crianças, está se empurrando na entrada de um beco, como quem quer ver algo. Dá para entender que o beco está cheio de gente. Pessoas gritam:

DEIXA EU OLHAR!

EU QUERO VER!

MEU PÉ!

AI, NÃO ME EMPURRA!

Quadro 2

Foco em Éder, dentro do beco, falando com a multidão. Há pessoas nas janelas. Atrás de Éder, tem uma parede larga, a do fundo do beco, coberta com um lençol. Ele diz:

JÁ CHEGOU TUDO MUNDO?

Quadro 3

A multidão responde:

SIIIIIIIIIIIIIIM

Quadro 4

Éder, virando-se para a parede, com uma mão no lençol:

Quadro 5

Éder vira-se novamente para a multidão, nitidamente tirando sarro.

NÃO TÁ FALTANDO NINGUÉM?

Quadro 6

A multidão responde, agoniada:

NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO

Quadro 7

Éder, de novo com a mão no lençol. Faz o gesto como se começasse a revelar o que tem embaixo.

Quadro 8

Ele interrompe o gesto e vira-se para a multidão:

VOCÊS TEM CERTEZA DE QUE NÃO QUEREM ESPERAR MAIS UM POUQUINHO?

Quadro 9

Close numa mulher histérica, que grita, em efeito cômico:

AI, ÉDER, MOSTRA LOGO ESSAS FOTOS SENÃO EU VOU TER UM