• No results found

Tro og tanke

Del 1 ”Religionskunnskap og religionskritikk”

A análise proposta para a realização desta pesquisa centrou-se em investigar os seguintes itens disponíveis na RAIS, a saber:

• Distribuição geográfica: foram consideradas as grandes regiões geográficas ao longo dos vinte anos do estudo. Para se avaliar a evolução do emprego entre capital e interior selecionou-se o número de PI’s que atuavam nas vinte e seis capitais e o Distrito Federal. Os profissionais que não atuavam nas capitais ou no Distrito Federal foram classificados como atuantes no interior.

• Natureza jurídica dos estabelecimentos: este item foi considerado para averiguar basicamente se os PI’s estavam na iniciativa pública ou privada. Foram feitos cruzamentos entre as regiões geográficas e a natureza jurídica, nestes cruzamentos utilizou-se o nível mais agregado, com 7 categorias. Nos cruzamentos desta variável com os setores de atividades econômicas optou-se, para se ter uma visão mais completa do tipo de instituição em que os profissionais atuavam, pela utilização do nível mais desagregado, composto aproximadamente por 47 tipos de organizações.

• Tamanho do Estabelecimento: considerou-se a distribuição qüinqüenal por tamanho dos estabelecimentos empregadores, por serem os anos mais representativos para análise.

• Setor econômico de atuação dos PI’s: para fins de identificação dos setores de trabalho dos PI’s foi utilizado o subsetor IBGE com 25 atividades econômicas, por representar o nível mais desagregado desta classificação e por permitir uma análise histórica de evolução do emprego. Após a desagregação, os setores foram reorganizados e novamente agregados em 6 atividades econômicas, de acordo com a classificação CNAE 1.0.

Quanto ao vínculo: tempo de emprego e renda. Principalmente a renda é uma variável de análise que merece um cuidado na interpretação, já que os dados

representam a média. Assim, para se averiguar se a renda condiz com realidade, comparou-se os dados com os de outras profissões, escolhidas de forma intencional, da seguinte forma: profissão regulamentada, com a duração dos cursos de graduação de quatro anos. Esses parâmetros foram observados para avaliar se a renda da categoria está boa ou ruim;

• Características individuais do PI’s: sexo e idade.

Embora a RAIS esteja disponível na Web, optou-se por utilizar a sua versão em CD- ROM, por dispensar conexão à Internet e, também, porque nestes as informações são mais completas que as disponíveis on-line. Para consolidar os dados foi utilizado o software próprio do Ministério do Trabalho e Emprego, SGTmicro, versão 7.0.1, depois o Microsoft Office Excel, versão 2003, na elaboração dos gráficos e tabelas. Para a elaboração dos gráficos 6 e 11 utilizou-se também, o software estatístico Minitab, versão 15.0, para Windows.

CAPÍTULO 5

A EVOLUÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO DO PROFISSIONAL

DA INFORMAÇÃO

Com base na proposta metodológica discutida nas páginas anteriores, este presente capítulo apresenta os resultados da pesquisa realizada com base nos dados da RAIS. O capítulo divide-se em nove seções, a saber: a primeira denominada a

inserção dos profissionais da informação no mercado de trabalho, na qual se

trabalha em termos numéricos a quantidade de vínculos dos profissionais da informação ao longo dos vinte anos (1985 a 2005); a segunda seção apresenta as

características individuais dos profissionais da informação, através das variáveis

apresentadas são gênero e faixa etária dos profissionais da informação; a terceira seção trata da distribuição geográfica dos profissionais da informação no Brasil, onde se discute a composição dos vínculos por grandes regiões e a evolução dos vínculos nas capitais e interior do Brasil; a quarta seção aborda a natureza jurídica

dos estabelecimentos para discutir qual a natureza jurídica dos estabelecimentos

empregadores e também a composição dos vínculos por estados da federação; na quinta seção analisa-se os setores de atividade dos profissionais da informação descrevendo primeiro os grandes setores, e, em segundo, nos anos de 1995 e 2005, uma maior desagregação dos setores versus a natureza jurídica dos estabelecimentos também desagregada; já na sexta seção, observou-se o tipo de

vínculo empregatício dos profissionais da informação no sentido de caracterizar as

principais formas de contratação e também o cruzamento do vínculo empregatício com os grandes setores de atividade econômica nos anos de 1985, 1995 e 2005; a sétima seção apresenta o tamanho dos estabelecimentos empregadores dos

profissionais da informação e também o cruzamento desta variável com os grandes

setores de atividade econômica; a penúltima seção, trata do tempo de emprego dos

profissionais da informação, ao longo dos vinte anos; já a última seção, discute a renda dos profissionais da informação, comparando-a com outras profissões,

nas capitais e, finalmente, a comparação da renda versus a natureza jurídica dos estabelecimentos empregadores em 2005.

5.1 A inserção dos profissionais da informação no mercado de

trabalho

Esta seção mostra a efetiva evolução do número de profissionais da informação possuidores de vínculo empregatício formal, ao longo de vinte anos, ou seja, no período de 1985 a 2005, segundo dados da RAIS.

Conforme o gráfico 3 o número de bibliotecários ocupados em 1985 era de 9.172, de um universo de 28.811.320 vínculos formais de emprego. Este número representava apenas 0,03% do total de vínculos formais no Brasil naquele ano. Dez anos depois, em 1995, o número de bibliotecários passou a ser 11.125 de um total de 35.526.390 vínculos com representação ainda de 0,03% do total da força de trabalho ocupada. Vinte anos depois, em 2005, como profissional da informação, o número aumentou para 13.941, representando pouco mais de 0,02% do total de 47.657.099 vínculos formais. Assim, embora o número de profissionais tenha aumentado em torno de 52% ao longo de vinte anos, a sua representatividade no mercado de trabalho formal brasileiro permaneceu bastante pequena.

10.212 11.052 11.125 12.113 12.764 10.020 9.483 10.403 10.040 10.007 9.781 10.955 10.717 11.741 11.735 12.050 11.726 11.297 11.631 13.941 9.172 0 2.000 4.000 6.000 8.000 10.000 12.000 14.000 16.000 198 5 1986 1987 198 8 198 9 199 0 199 1 1992 1993 199 4 1995 199 6 199 7 199 8 199 9 2000 2001 200 2 200 3 200 4 200 5 PI's empregados

GRÁFICO 3 - Evolução do número de profissionais da informação no mercado formal de trabalho brasileiro.

Em números absolutos os PI’s aumentaram 4.679 vínculos formais de emprego nos últimos vinte anos. O gráfico 3 demonstra ainda que essa variação não foi linear. O crescimento acentuado, entre 1985 e 1986, de 2.459 vínculos pode ser atribuído à aplicação e generalização do uso e do fornecimento de dados à RAIS, após o seu primeiro ano de vida. Observa-se entre 1986 e 1993 que a fase de crescimento apresentou poucas variações. A fase entre 1994 e 1999 apresentou uma queda relativamente acentuada, culminando em 1999 com 9.483 vínculos, sendo este o menor número de vínculos formais de emprego durante todo o período analisado. Contudo, a partir de 2000 o número de vínculos formais cresce a cada ano, com um acréscimo em 2005 de 3.921, totalizando nesse último ano 13.941 vínculo formais de emprego.

É fato que o mercado de trabalho como um todo apresente períodos de aceleração e desaceleração, mas é notória também a influência negativa das políticas econômicas neoliberais na inserção do profissional da informação no mercado de trabalho, sobretudo nos anos noventa que apresentam índices ainda piores de inserção que os anos oitenta, período denominado, conforme revisão de literatura, de década perdida. A recuperação e elevação da inserção dos PI’s no mercado de trabalho, a partir dos anos 2000, se deve às políticas governamentais mais compromissadas com o desenvolvimento da educação e da cultura. Tal fato pode ser ainda confirmado pelos dados (Tabela 2) do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) nos quais se observa que, em todos os anos observados, houve um número de contratações maior que o número de demissões, com destaque para o ano de 2005, ano em que houve um saldo positivo de 665 novos contratos de trabalho, quase o dobro dos demais anos considerados.

TABELA 2 – Movimentação de entradas e saídas do mercado de trabalho dos PI’s.

2000 2001 2002 2003 2004 2005

Total de entradas 1.860 1.806 1.661 2.055 2.524 2.798 Total de saídas 1.507 1.468 1.372 1.754 2.130 2.133

Saldo 353 338 289 301 394 665