4. Oversikt over litteraturen og funn
4.1 Relevanstabell
Sendo que o grande objetivo da Agência é em última instância aumentar a prevalência de notícias de ciência nos vários meios de comunicação portugueses, como já foi referido anteriormente, todos os conteúdos produzidos pelos Gabinetes de Comunicação devem obedecer a critérios de qualidade técnicos e jornalísticos, mais do que a critérios promocionais. Estes critérios promocionais acabariam por aumentar a desconfiança dos jornalistas em relação aos conteúdos, pondo em causa a
credibilidade da Agência, que deve ser vista pelas instituições como uma plataforma de agregação de conteúdos e uma montra da investigação que se produz e não um meio de promoção institucional, já que para isso cada um pode utilizar a sua própria página da internet.
Machill, Beiler & Schmutz (2006) afirmam relativamente a esta questão que existe por parte dos jornalistas e editores algumas reservas sobre os perigos da influência que este material pode exercer. Neste sentido, sobre os jornalistas que fizeram parte do estudo de caso levado a cabo pelos autores para apurar a influência das VNRs na escolhas editoriais de um determinado tema, os autores adiantam que os inquiridos referiram que:
- nas redações onde trabalham existem linhas orientadoras relevantes em relação ao uso de VNRs;
- os VNRs não devem incluir qualquer tipo de abordagem publicitária ou promocional; - só devem ser usados pequenos trechos do VNR por forma a evitar que qualquer influência seja exercida ou para assegurar que a liberdade da apresentação jornalística não é limitada pelo ângulo assumido no VNR;
- o VNR só deve ser usado se não tiver custos monetários nem direitos de autor ou se os custos e os direitos foram à partida clarificados;
- e que só deve ser usado se for muito mais caro para o canal de televisão garantir produção própria do tema em questão. (adaptado de Machill, Beiler & Schmutz, 2006, p. 877)
Como já se viu anteriormente, devido às limitações hoje em dia existentes nas redações em termos de quantidade de jornalistas, a necessidade de produção de notícias rápidas e a cada vez maior dependência da internet, acredita-se que os jornalistas estão abertos a terem à disposição uma plataforma de disponibilização de conteúdos de ciência em língua portuguesa, com agentes e instituições nacionais, desde que o material seja disponibilizado com qualidade suficiente para ser utilizado nos vários meios de comunicação, à semelhança do que acontece com várias agências de notícias nacionais como a Lusa e internacionais como a Associated Press ou a
De referir que se insiste na necessidade da produção de conteúdos com qualidade técnica mínima, porque verifica-se a existência de vários exemplos de instituições, a nível internacional, que depositam conteúdos em plataformas como o
EurekAlert ou AlphaGalileo que não correspondem aos requisitos mínimos técnicos de
qualidade exigidos pelos media, o que muitas vezes acaba por impossibilitar a publicação da notícia mesmo que o conteúdo seja considerado interessante por parte do jornalista e do editor. Uma situação que acontece principalmente ao nível do audiovisual, uma área ainda por se desenvolver na comunicação de ciência em Portugal. No quadro IV.1. apresentam-se algumas das limitações existentes para o uso de VNR:
Limitações para o uso de vídeos nas televisões Ao nível da imagem:
- vídeos captados com camaras amadoras, cuja a qualidade das imagens ou resolução é inferior a 720x576;
- imagens captadas em ambientes com pouca luz, o que normalmente resulta em imagens desfocadas e com grão;
- imagens tremidas devido à ausência de tripé no momento da captação das mesmas (como por exemplo nesta notícia difundida pelo EurekAlert em
http://www.eurekalert.org/multimedia/pub/54526.php)
- Disponibilização de a-roll (peça editada) sem a existência de uma b-roll (imagens em bruto);
- Incorporação de oráculos e material gráfico no próprio vídeo, impossibilitando a utilização do material, já que estação emissora possui o seu próprio material gráfico;
Ao nível do áudio (aplica-se a televisão e rádio):
- Inexistência de faixa de áudio dos entrevistados com qualidade de emissão; - Mistura das faixas de áudio na peça, ou seja, deve-se evitar misturar a faixa de áudio relativa ao som ambiente, com a faixa de áudio relativa à voz off do jornalista, com a faixa de áudio relativa à voz dos entrevistados, com a faixa de áudio relativa a música de pós-produção, o que implica que os sons sejam captados separadamente e editados em faixas de áudio diferentes;
- captação de fontes externas de ruído, pelo que é aconselhável que no exterior, no momento da captação do som, manter a máxima distância possível das fontes externas de ruído. Na impossibilidade de afastamento dever-se-á utilizar recursos que minimizem a amplitude de ruídos, como por exemplo, posicionamento
do microfone adequado, microfones direcionais e supressores de vento;
- no interior, sobretudo quando a gravação é feita em laboratórios onde existe muito equipamento que produz ruídos e na impossibilidade de os suprimir, dever-se-á ter em conta aspetos como, afastamento das fontes, posicionamento do micro, micros direcionais, supressores de ruído, supressores de eco;
- gravação de entrevista com qualidade de som inferior a 44 kHz;
Ao nível do Script:
- inexistência de descrição de imagens a acompanhar a b-roll;
- ausência de script a acompanhar a b-roll, principalmente quando os entrevistados falam em línguas diferentes;
- ausência de shotlist (lista de planos) onde se identifica cada local;
- ausência de informação que permita identificar os entrevistados (nome, cargo, instituição ou empresa);
Nota: Todo o material em vídeo ou áudio deve ser acompanhado do máximo de informação escrita de background e que permita ao jornalista fazer um correto enquadramento da notícia.