2.2 Sammenhengen mellom utdanning og holdninger til innvandrere
2.2.2 Relativ deprivasjon
O teste de esforço ergoespirométrico ou teste de esforço cardiopulmonar é um procedimento não-invasivo de análise dos gases expirados, que objetiva medir e avaliar o desempenho físico ou a capacidade funcional de um indivíduo. Este tipo de teste oferece a única forma de se estudar simultaneamente às respostas dos sistemas celular, cardiovascular e ventilatório em condições controladas de estresse metabólico (WASSERMAM et al., 1999).
Colantonio et al. (2003) afirmam que a medida do consumo de oxigênio, por permitir o acesso à potência aeróbia e também ao contexto metabólico, deve ser utilizado para investigar o desempenho de esportistas, por meio de testes de campo e de laboratório, com intuito de observar as repostas fisiológicas e funcionais particularmente nestas condições. Mas pode ser utilizado também, no diagnóstico cardiovascular de patologias e anormalidades ventilatórias (WASSERMAM et al., 1999).
O teste de esforço ergoespirométrico é identificado como calorimetria indireta. Em condições favoráveis de temperatura ambiente, as frações de ar atmosférico inspiradas são analisadas por meio de equipamentos sensores polarográficos na análise do consumo de oxigênio. Já o dióxido de carbono tem sua detecção baseada na maior ou menor absorção dos raios infravermelhos, por meio de células
apropriadas. A medida consta da análise das diferenças entre os gases inspirados (constantes na atmosfera até determinada altitude) e os expirados (YAZBEK et al., 2001).
A calibração do aparelho precedendo o exame é necessária, pois algumas variáveis são analisadas na presença de vapores de água em condições de temperatura, pressão e umidade padronizadas. Outros parâmetros são analisados em condições de temperatura e pressão corporais saturadas em vapor de água, que corresponde à situação de 0oC de temperatura e à pressão de 760 mmHg ao nível do mar e, em condições de ausência de vapor de água. Esses equipamentos podem utilizar o sistema “ciclo-respiratório por ciclo-respiratório”. Ambos permitem a medição segura das variáveis ergoespirométricas (WASSERMAM et al., 1999; YAZBEK et al., 2001).
A ventilação é obtida em condições de vapores de água com temperatura, pressão e umidade padronizadas. Nas relações em que o volume de oxigênio consumido e o volume de dióxido de carbono produzido em condições de temperatura e pressão corporais saturadas em vapor de água são os equivalentes ventilatórios, ou seja, os dois parâmetros sendo divididos pelo valor da ventilação minuto, lê-se o numerador em vapores de água em condições de temperatura, pressão e umidade padronizadas e o denominador em condições de temperatura e pressão corporais saturadas em vapor de água (WASSERMAM et al., 1999; YAZBEK et al., 2001).
Para a análise dos dados de um teste de esforço ergoespirométrico é necessária a interpretação adequada e criteriosa dos parâmetros ventilatórios obtidos. Os principais parâmetros envolvidos são: volume de oxigênio consumido (VO2), volume máximo de oxigênio consumido (VO2MAX), volume de dióxido de
carbono produzido (VCO2), razão de trocas gasosas (QR), equivalentes metabólico
de oxigênio (VE/VO2) e equivalentes metabólico de dióxido de carbono (VE/VCO2),
fração expirada de oxigênio (FeO2) e fração expirada de dióxido de carbono (FeCO2)
e ventilação pulmonar (VE).
Volume de oxigênio consumido é a capacidade de um indivíduo captar,
transportar e absorver oxigênio, ou seja, a maior capacidade de realizar trabalho aeróbio, que é dado pelo produto do débito cardíaco e da diferença arteriovenosa em testes exaustivos (ÅSTRAND; RODHAL, 1980). Seus valores absolutos são expressos em litros/minuto e, para facilitar as comparações entre indivíduos, podem
ser expressos em mililitros por quilograma de massa corpórea (ml/kg/min-1). Pode ser classificado em: consumo máximo – maior valor obtido após um platô; consumo de pico – maior valor obtido sem que haja um platô. Segundo Hodges et al. (1999) o volume máximo de oxigênio consumido é a medida mais importante em fisiologia do exercício.
Volume de dióxido de carbono produzido reflete a ascendência da
formação de gás carbônico, em proporção quase linear à magnitude da carga empregada durante o esforço progressivo. Existe estreita relação entre a eliminação do dióxido de carbono e diversos parâmetros fisiológicos do esforço, como freqüência cardíaca, ventilação e consumo de oxigênio.
Razão de trocas respiratórias é um modelo matemático que traduz a
relação entre a produção de dióxido de carbono e o consumo de oxigênio. Durante a oxidação biológica de carboidratos, proteínas e lipídeos formam-se grandes quantidades de dióxido de carbono, podendo-se estimar a participação proporcional do substrato energético que está sendo utilizado. Ao realizar exercício com QR próximo do valor 1,0, estará sendo consumindo mais carboidrato, 0,80 mais proteínas e 0,70 mais lipídeos. Os valores dependem da intensidade do exercício, do nível de treinamento e das condições metabólicas do sujeito.
Equivalentes metabólicos de oxigênio e dióxido de carbono são razões
matemáticas que traduzem a relação da ventilação com a produção de dióxido de carbono e o consumo de oxigênio. Estas relações, mantendo-se a ventilação com vapores de água em temperatura, pressão e umidade padronizadas e o VO2 e VCO2
com temperatura e pressão corporais saturadas em vapor de água, indicam quantos litros de ar por minuto são necessários e devem ser ventilados para consumir 100 ml de oxigênio (normal entre 2,3 L/100ml e 2,8 L/100ml) ou para produzir dióxido de carbono.
Essa relação pode ser expressa em 23 litros a 28 litros de ar ventilado para 1 litro de oxigênio consumido. Durante o esforço crescente, as relações VE/VO2 e VE/VCO2
diminuem progressivamente, para depois aumentar até o final do esforço. A VE/VO2
atinge valores mínimos (limiar anaeróbio I) precedendo a relação VE/VCO2 (limiar
anaeróbio II).
Frações expiradas de oxigênio e dióxido de carbono são medidas das
frações expiradas de oxigênio e dióxido de carbono. Da condição de repouso, transitoriamente, logo após o início do exercício, tendem a diminuir, desde que o aumento da ventilação seja mais lento que o incremento no consumo de oxigênio.
Ventilação Pulmonar representa o de volume de ar inspirado e expirado
pelos pulmões, sendo expressa no produto da freqüência respiratória pelo volume corrente. No repouso os valores de referência estão entre 6 e 9 L/min enquanto no
esforço máximo pode atingir os 150 L/min.
Segundo Wassermam et al. (1999) o comportamento destas variáveis durante o teste de esforço ergoespirométrico decorre do aumento das cargas de trabalho, onde o VO2, a VE e o VCO2 devem aumentar de forma linear. Em níveis de
intensidade acima do limiar anaeróbio o incremento do VO2 permanece linear,
contudo, seu o estado estável tende a ser retardado ou não atingido antes que o indivíduo entre em fadiga. Nesta mesma intensidade de exercício a VE acelera em função de uma maior FeO2, enquanto que a FeCO2 não diminui reciprocamente.
Ademais, o VE/VCO2 tende a não se alterar, ao contrário de FC e VE/VO2 que
tendem a aumentar vertiginosamente, o que reflete o aumento da modulação simpática, do débito cardíaco e do tamponamento metabólico. Em conseqüência, o pH sanguíneo tende a diminuir acarretando uma queda no desempenho, até a interrupção do teste por exaustão voluntária. Paralelamente a PSE responde aumentando de acordo com os níveis crescentes de esforço.