6.3 Kategori 2: Blod er tykkere enn vann
6.3.1 Relasjon til nye omsorgspersoner
No intuito de discorrer acerca da abordagem de stakeholder no Brasil voltadas para o turismo, buscou-se explanar um pouco sobre os estudos realizados entre os anos de 2007 e 2013 (ver Quadro 1). Nesse sentido, de cada ano apresentou-se um trabalho no que se refere aos seus objetivos e considerações. Vale esclarecer que, na base de dados utilizados, não foram identificados, no ano de 2008, trabalhos que relacionassem turismo e stakeholder.
Assim, Vieira (2007) realizou seu estudo com o objetivo de analisar os elementos de competitividade das destinações turísticas de Santana do Livramento e Uruguaiana a partir do modelo de Dwyer e Kim (2001, 2003). Os stakeholders selecionados para este estudo foram os hotéis, restaurantes e o comércio de duas cidades. Os resultados demonstraram que apesar das semelhanças, as cidades são competitivas distintivamente, ou seja, uma valoriza aspectos de forma positiva que a outra não percebe dessa forma.
Entende-se que cada município, ou ainda, cada localidade, mesmo com semelhanças, apresentam suas próprias características, o que vai influenciar em quais aspectos irão ser considerados com maior ou menor importância para se trabalhar a competitividade do destino.
Já Vieira (2010) analisou a atuação dos stakeholders no desenvolvimento de atividades estratégicas da Secretaria de Estado do Turismo do Paraná (SETU). Neste estudo, o autor observou que os membros da SETU têm clareza sobre quem são os stakeholders, bem como os recursos que os mesmos possuem. Dentre as conclusões do trabalho, pode-se citar que a atuação dos stakeholders junto à definição das políticas e estratégicas da SETUR ocorre por meio do Conselho Consultivo do Turismo; que muitos dos membros do Conselho ainda possuem baixa participação nestes órgãos de colegiado, mesmo tendo havido uma evolução nas participações. A partir do trabalho, foi proposto um modelo conceitual de análise de
stakeholders, em uma perspectiva processual, para ser utilizados em órgãos públicos do
turismo.
Nota-se a finalidade e, portanto, a importância do Conselho Consultivo de Turismo para uma localidade no que se refere à definição de políticas e estratégias para o desenvolvimento do turismo, bem como verifica-se a baixa participação dos entes que deveriam compor o colegiado de maneira efetiva. Acredita-se que estimular a participação dos grupos de interesse do turismo nessas instâncias é relevante para que se construam diretrizes capazes de beneficiar a todos os envolvidos no processo do turismo.
Coradini (2011) buscou compreender a atuação e interação dos stakeholders no ambiente do planejamento do turismo, uma vez que tal ambiente é envolto de interações e também norteador para as atividades do setor. Tratou-se de uma análise comparativa de casos entre os municípios de Santo André e São Bernardo do Campo que demonstraram pontos convergentes no tocante à identificação dos principais grupos de interesse, bem como pontos divergentes entre a mobilização, formalização e gestão de stakeholders.
Percebe-se que os stakeholders, de um modo geral, se reconhecem e se identificam enquanto grupos importantes para o desenvolvimento do turismo, contudo apresentam diferentes posturas no tocante às questões de mobilização e formas de gestão. Dessa forma, acredita-se ser pertinente incentivar a participação e articulação entre os
stakeholders de um destino, haja vista as aspirações e necessidades diferenciadas de cada um
deles.
Lyra (2012) com o objetivo de analisar as percepções dos stakeholders sobre as práticas da Responsabilidade Social Coorporativa (RSC) do Parque Beto Carreiro World, utilizou os modelos teóricos de Carrol (1991) e Schwartz e Carrol (2007), ou UBA, que compreende os termos valor, equilíbrio e responsabilidade com transparência. Para tanto, os resultados revelaram que a comunidade local possuía uma visão positiva das ações de RSC do parque, similar a dos órgãos governamentais, que da mesma forma exaltaram a dimensão filantrópica. Os gestores demonstrarão ainda certa centralização no planejamento e desenvolvimento das ações de RSC do parque.
Em se tratando dessa centralização, pensa-se ser adequado envolver outros grupos de interesse nas ações voltadas para uma Responsabilidade Social Corporativa, haja vista essas questões não serem necessárias apenas no empreendimento em questão, mas em todos os lugares onde há relações humanas. E que além da participação dos gestores nessas ações, é importante inserir os outros entes (funcionários, fornecedores, clientes, entre outros) que compõem a empresa.
Já Cintra (2013) buscou delinear o campo organizacional do turismo de Londrina – PR, compreendendo o órgão gestor do turismo (Diretoria de Turismo do Instituto de Desenvolvimento de Londrina – DT – CODEL), assim como os demais stakeholders que foram identificados pela diretoria. Nesse estudo, observou-se que a configuração do campo organizacional do turismo está alinhado a 17 instituições tomadas como as principais, e ao aprofundar as relações verificou-se que a participação do Londrina – C&VB (Centro de Convenções), Acle (Associação Cultural e Esportiva de Londrina), Abrasel, Sebrae, Unopar, DT – Codel (Companhia de Desenvolvimento de Londrina) e Setu (Prefeitura Municipal e de Londrina e Diretoria de Turismo) detém o ritmo do campo local, sendo stakeholders importantes de londrina.
Em se tratando da identificação dos stakeholders importantes do destino como consta no resultado do estudo, pensa-se que a comunidade local deveria estar sendo
identificada como stakeholder importante do município, que contribui para o desenvolvimento do turismo, tendo em vista esse ser o maior grupo existente e ser ele a sofrer, em um primeiro momento, os aspectos negativos de um turismo que não leva em conta os anseios da população.
3 METODOLOGIA