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RELACIONES CON LA ADMINISTRACIÓN

6. Estudio del turismo balear en las Islas Baleares

6.1.8. RELACIONES CON LA ADMINISTRACIÓN

Do número, antigüidade, alcance, autoridade e intérpretes dos livros das Sagradas Escrituras

Entendo por livros das Sagradas Escrituras aqueles que devem ser o Cânone, quer dizer, as regras da vida cristã. E como as regras da vida, que os homens são em consciência obrigados a respeitar, são leis, o problema das Escrituras é o problema de saber o que é lei para toda a cristandade, tanto natural como civil. Porque embora as Escrituras não determinam quais são as leis que cada rei cristão deve ditar em seus domínios, não obstante elas determinam quais são as leis que eles não devem ditar. Assim, dado que já provei que em seus domínios os soberanos são os únicos legisladores, só são canônicos, isto é, só constituem lei, em cada nação, aqueles livros estabelecidos como tais pela autoridade soberana. É certo que Deus é o soberano de todos os soberanos, e portanto quando fala a qualquer súdito deve ser obedecido, seja o que for que qualquer potentado terreno ordene em sentido contrário. Mas o problema não é o da obediência a Deus, e sim o de quando e o que Deus disse, e isso só pode ser conhecido, pelos súditos que não receberam revelação sobrenatural, através da razão natural, a qual os levou a obedecer, a fim de conseguir a paz e a justiça, à autoridade de seus diversos Estados, quer dizer, de seus legítimos soberanos. Conformemente a esta obrigação, só posso reconhecer como Sagradas Escrituras, dos livros do Antigo Testamento, aqueles que a autoridade da Igreja da Inglaterra ordenou que fossem reconhecidos como tais. É suficientemente sabido quais são esses livros, sem ser preciso enumerá-los aqui: são os mesmos que são reconhecidos por São Jerônimo, que considera apócrifos os restantes, a saber, a Sabedoria de Salomão, o Eclesiastes, Judite, Tobias, o primeiro e o segundo dos Macabeus (apesar de ter visto o primeiro em hebreu), e o terceiro e o quarto de Esdras. Josephus, um sábio judeu que escreveu na época do Imperador Domiciano, reconhece vinte e dois dos canônicos, fazendo o número coincidir com o alfabeto hebreu. São Jerônimo faz o mesmo, embora ambos os reconheçam de maneiras diferentes. Porque Josephus conta cinco livros de Moisés, treze dos Profetas, que escreveram a história de sua própria época (e veremos depois como concordam com os escritos dos profetas contidos na Bíblia) e quatro dos Hinos e preceitos morais. Mas São Jerônimo reconhece cinco livros de Moisés, oito dos Profetas e nove outros sagrados escritos, aos quais chama Hagiógrofos. Os Septuaginta, que eram setenta sábios judeus, enviados por Ptolomeu, rei do Egito. para traduzir a lei judia do hebreu para o grego, não nos deixaram, como Sagradas Escrituras em língua grega, nada a não ser o mesmo que é reconhecido pela Igreja da Inglaterra.

Quanto aos livros do Novo Testamento, são igualmente reconhecidos como cânone por todas as Igrejas cristãs e por todas as seitas de cristãos que admitem qualquer livro como canônico.

Quanto a quem foram os autores originais dos vários livros das Sagradas Escrituras, é coisa que não foi tornada evidente por qualquer suficiente testemunho ou outra história (que é a única prova em matéria de fato), nem pode sê-lo por quaisquer argumentos da razão natural, pois a razão não serve para convencer da verdade dos fatos, mas apenas da verdade das conseqüências. Portanto, a luz que deve guiar-nos nesta questão

deve ser a que provém dos próprios livros, e embora esta luz não nos mostre o autor de cada livro ela não deixa de ter utilidade para nos dar a conhecer a época em que foram escritos.

Em primeiro lugar, quanto ao Pentateuco, não constitui argumento suficiente para afirmar que foi escrito por Moisés o fato desse lhe chamar os cinco livros de Moisés. Tal como os títulos do livro de Josué, do livro dos Juízes, do livro de Rute e dos livros dos Reis não são argumentos suficientes para provar que eles foram escritos por Josué, pelos Juízes, por Rute ou pelos Reis. Porque nos títulos dos livros o tema é tão freqüentemente assinalado como o autor. A História de Lívio denota o autor, mas a História de Scanderbeg é denominada em função do tema. Lemos no último capítulo do Deuteronômio, versículo 6, a respeito do sepulcro de Moisés, que ninguém conhecia seu sepulcro até este dia, isto é, até o dia em que essas palavras foram escritas. Portanto é manifesto que essas palavras foram escritas depois de seu funeral. Porque seria uma estranha interpretação dizer que Moisés falou de seu próprio sepulcro (mesmo por profecia), afirmando que não foi encontrado até que um dia no qual ele ainda estava vivo. Mas talvez alguém possa alegar que apenas o último capítulo, e não todo o Pentateuco, foi escrito por outrem, e não o restante. Examinemos, portanto, o que se encontra no livro do Gênese, 12,6: E Abraão passou pela terra até ao lugar de Sichem, na planície de Moreh, e então o cananeu estava na terra. Estas têm necessariamente que ser as palavras de alguém que escreveu quando o cananeu não estava na terra, portanto não podem ser de Moisés, que morreu depois de ele para lá ter ido. De maneira semelhante, nos Números, 21,14, o autor cita outro livro mais antigo, intitulado O Livro das Guerras do Senhor, onde foram registrados os feitos de Moisés no mar Vermelho e na ponte de Arnon. Fica assim perfeitamente evidente que os cinco livros de Moisés foram escritos depois de seu tempo, embora não seja manifesto quanto tempo depois.

Mas embora Moisés não tenha compilado inteiramente esses livros, na forma em que os conhecemos, ele escreveu tudo o que aí se diz que escreveu. Como por exemplo o Volume da Lei, que segundo parece está contido no cap. 11 do Deuteronômio, e os capítulos seguintes até o 27, que também foi ordenado que fossem escritos em pedras, na entrada para a terra de Canaã. E isto escreveu-o 0 próprio Moisés, e entregou-o aos sacerdotes e anciãos de Israel, para ser lido todo sétimo ano em Israel inteiro, na assembléia da festa do Tabernáculo. E foi dessa lei que Deus ordenou que seus reis (quando estabeleceram essa forma de governo) tirassem uma cópia para os sacerdotes e levitas, e foi ela que Moisés ordenou aos sacerdotes e levitas que colocassem ao lado da arca, e a mesma que, depois de estar perdida, voltou muito tempo depois a ser encontrada por Hilkiah, que a enviou ao rei Josias, o qual, fazendo que ela fosse lida ao povo, renovou o pacto estabelecido entre este último e Deus.

Que o livro de Josué também foi escrito muito depois do tempo de Josué é coisa que pode inferir-se de muitos trechos do próprio livro. Josué tinha colocado doze pedras no meio do Jordão, como monumento de sua passagem, e sobre isto diz o autor que elas lá ficaram até este dia. Ora até este dia é uma frase que significa um tempo passado, muito além da memória do homem. De maneira semelhante, depois da fala do Senhor, que tinha libertado o povo do opróbrio do Egito, diz o autor que o lugar se chama Gilgal até este dia. O que teria sido impróprio, se dito no tempo de Josué. E também sobre o nome do vale de Achor, pela perturbação causada por Achan no acampamento, diz o autor que ficou até este dia, o qual portanto deve necessariamente ser muito posterior ao tempo de Josué. E há muitos outros argumentos deste tipo, como em Jos 8,29; 13,13; 14,14 e 15,63.

O mesmo é manifesto em argumentos semelhantes do livro dos Juízes, cap. 1, 21.26; 6,24; 10,4; 15,19; 17,6 e Rute, 1,1, mas especialmente Juízes, 18,30, onde se diz que Jônatas e seus filhos eram sacerdotes da tribo de Dan, até o dia do cativeiro da terra.

Que os livros de Samuel também foram escritos depois de seu tempo prova se a partir de argumentos idênticos, 1 Sam 5,5; 7,13.15; 27,6 e 30,25, onde, depois de ter distribuído partes iguais dos despojos entre os que guardaram as munições e os que combateram, diz o autor: Ele fez disso um estatuto e uma ordenação para Israel, até este dia. Além disso, quando Davi, desgostoso por Deus ter dado a morte a Uzzah, por estender a mão para segurar a arca, chamou ao lugar Perez-Uzzah, diz o autor que ele é assim chamado até este dia. Portanto, a época em que o livro foi escrito deve ser muito posterior ao fato, quer dizer, muito tempo depois da época de Davi.

Quanto aos dois livros dos Reis e aos dois livros das Crônicas, por um lado há os trechos que fazem referência aos monumentos que, segundo o autor, permaneceram até seu próprio tempo, como em 1 Reis, 9,13.21; 10,12; 12,19 e 2 Reis, 2,22; 8,22; 10,27; 14,7; 16,6; 17,23.34.41, e 1 Crôn 4,41; 5,26. Por outro lado, constitui argumento suficiente de que foram escritos depois do cativeiro de Babilônia o fato de sua história continuar até esse tempo. Porque os fatos registados são sempre mais antigos do que o registro, e muito mais antigos do que os livros que referem ou citam esse registro, como fazem esses livros em diversas passagens, remetendo o leitor para as crônicas dos reis de Judá, para as crônicas dos reis de Israel, para os livros do

profeta Samuel, do profeta Natan e do profeta Hageu, assim como para a Visão de Jehdo e os livros do profeta Servias e do profeta Addo.

Não resta dúvida de que os livros de Esdras e Neemias foram escritos depois de seu regresso do cativeiro, pois fazem referência a esse regresso, à reconstrução das muralhas e casas de Jerusalém, à renovação do pacto e às ordenações de sua política.

A história da Rainha Ester é do tempo do cativeiro, portanto o autor deve ser da mesma época, ou de uma posterior.

O livro de Jó não mostra nenhum sinal do tempo em que foi escrito, embora pareça suficientemente evidenciado (Ezequiel, 14,14 e Tg, 5,11) que não era uma pessoa inventada; contudo, o livro não parece ser uma história, e sim um tratado sobre uma questão muito discutida nos tempos antigos: Por que freqüentemente os maus prosperam neste mundo, e os bons são afligidos? Parece ser isso o mais provável, porque desde o início até o terceiro versículo do terceiro capítulo, quando se inicia o lamento de Jó, o hebreu é em prosa, conforme testemunha São Jerônimo; daí até o sexto versículo do último capítulo é em versos hexâmetros; e o resto do capítulo volta a ser em prosa. Assim, a discussão é toda em verso, e a prosa só é acrescentada como prefácio no início e como epílogo no fim. Ora, o verso não é o estilo habitual dos que se encontram em grande aflição, corno Jó, nem dos que vão confortá-los como amigos. Mas nos tempos antigos era freqüente em filosofia, sobretudo em filosofia moral.

Os Salmos foram escritos em sua maioria por Davi, para uso dos cantores. A eles foram acrescentados alguns cantos de Moisés e outros homens santos, sendo alguns deles posteriores ao regresso do cativeiro, como 0 137 e o 126, por onde fica manifesto que o Saltério foi compilado e posto na forma atual depois do regresso dos judeus de Babilônia.

Os Provérbios, como são uma coleção de sábias e piedosas sentenças, em parte da autoria de Salomão e em parte da de Agur, filho de Jakeh, e em parte da da mãe do rei Lemuel, não é provável que tenham sido coligidos por Salomão, ou por Agur, ou pela mãe de Lemuel; embora as sentenças sejam deles, a coleção ou compilação de todos num único livro provavelmente foi obra de algum outro homem devoto, que viveu depois de todos eles.

Os livros do Eclesiastes e dos Cânticos não têm nada que não seja de Salomão, a não ser os títulos e inscrições. Porque As palavras do pregador, filho de Davi, rei de Jerusalém, e O Cântico dos Cânticos parecem ter sido feitos para fins de distinção, quando os livros das Escrituras foram reunidos num único corpo de lei, para que também os autores, e não só a doutrina, pudessem subsistir.

Dos profetas, os mais antigos são Sofonias, Jonas, Amos, Oséias, Isaías e Miquéias, que viveram no tempo de Amazias e Azarias, ou Ozias, reis de Judá. Mas o livro de Jonas não é propriamente um registro de sua profecia (a qual está contida em poucas palavras: Quarenta dias e Nínive será destruída), mas a história ou narração de sua rebeldia e desrespeito aos mandamentos de Deus; assim, dado que ele é o tema do livro, há pouca probabilidade de que seja também seu ator. Mas o livro de Amós é sua própria profecia.

Jeremias, Abdias, Nahum e Habacuc profetizaram no tempo de Josias. Ezequiel, Daniel, Ageu e Zacarias profetizaram no cativeiro.

Quanto ao tempo em que Joel e Malaquias profetizaram, não se torna evidente a partir de seus escritos. Mas examinando as inscrições ou títulos de seus livros fica bastante claro que todas as Escrituras do Antigo Testamento foram postas na forma que possuem após o regresso dos judeus do cativeiro em Babilônia, e antes do tempo de Ptolomeu Filadelfo, que as mandou traduzir para o grego por setenta homens, que lhe foram mandados da Judéia para esse fim. E se os livros Apócrifos (que nos são recomendados pela Igreja, embora não como canônicos, como livros proveitosos para nossa instrução) neste ponto merecem crédito, as Escrituras foram postas na forma que lhes conhecemos por Esdras. 0 que se vê no que ele mesmo diz, no segundo livro, cap. 14, vers. 21,22, etc., ao dirigir-se a Deus: Tua lei foi queimada, portanto ninguém conhece as coisas que fizeste, nem as obras que estão para começar. Mas, se encontro graça perante ti, envia o Espírito Santo até mim, e escreverei tudo o que foi feito no mundo, desde o início, todas as coisas que foram escritas na lei, para que os homens possam encontrar teu caminho, e para que possam viver aqueles que irão viver nos dias mais longínquos. E no versículo 45: E veio a acontecer que depois de cumpridos os quarenta dias o Altíssimo falou, e disse: o primeiro que escreveste, publica-o abertamente, para que os dignos e os indignos possam lê-lo; mas guarda os últimos setenta, para que possas entregá-los apenas àqueles de entre o povo que sejam sábios. E isto é quanto basta acerca do tempo em que foram escritos os livros do Antigo Testamento.

Os autores do Novo Testamento viveram todos menos de uma geração depois da Ascensão de Cristo, e todos eles viram nosso Salvador, ou foram seus discípulos, com exceção de São Paulo e São Lucas. Em conseqüência, tudo o que por eles foi escrito é tão antigo como a época dos apóstolos. Mas a época em que os livros dos Novo Testamento foram recebidos e reconhecidos pela Igreja como seus escritos não é uma época

tão remota. Porque, assim como os livros do Antigo Testamento não nos vêm de uma época mais antiga do que a de Esdras, que sob a direção do Espírito de Deus os recuperou, quando estavam perdidos, assim também os do Novo Testamento, cujas cópias não eram muitas, nem facilmente poderiam estar todas nas mãos de uma só pessoa, não podem datar de uma época mais antiga do que aquela em que os dirigentes da Igreja os reuniram, aprovaram, e no-los recomendaram como sendo os escritos desses apóstolos e discípulos por cujos nomes são designados. A primeira enumeração de todos os livros , tanto do terem sido coligidos por Clemente Primeiro (depois de São Pedro), bispo de Roma. Mas como apenas se julga isso, e muitos o contestam, o concílio de Laodicéia é o primeiro que conhecemos a recomendar a Bíblia às Igrejas cristãs, como sendo os escritos dos profetas e apóstolos, e esse concílio se reuniu no ano de 364 depois de Cristo. E nessa época, embora até então a ambição fosse o que dominava entre os grandes doutores da Igreja, fazendo-os deixar de reconhecer os imperadores, apesar de cristãos, como pastores, mas só como ovelhas, e considerar como lobos os imperadores não cristãos, e de se terem esforçado por apresentar sua doutrina, não como conselho e informação, na qualidade de pregadores, mas como leis, na qualidade de governantes absolutos; embora tais fraudes pretendessem tornar o povo mais piedoso e mais obediente à doutrina cristã; apesar de tudo isto estou convencido de que isso não os levou a falsificar as Escrituras, embora as cópias dos livros do Novo Testamento estivessem apenas nas mãos dos eclesiásticos, pois se tivessem a intenção de assim fazer sem dúvida os teriam tornado mais favoráveis do que são a seu poder sobre os príncipes cristãos. Portanto, não vejo qualquer razão para duvidar que o Antigo e o Novo Testamento, tais como atualmente os conhecemos, são os verdadeiros registros das coisas que foram feitas e ditas pelos profetas e apóstolos. Assim, talvez alguns daqueles livros que são chamados Apócrifos não tenham sido deixados fora do Cânone por inconformidade de doutrina com o restante, mas apenas por não terem sido encontrados em hebreu. Porque depois da conquista da Ásia por Alexandre, o Grande, eram poucos os judeus cultos que não conheciam perfeitamente a língua grega. Pois os setenta intérpretes que verteram a Bíblia para o grego eram todos hebreus, e ainda temos as obras de Philo e de Josephus, ambos judeus, por eles eloqüentemente escritas em grego. Mas o que torna canônico um livro não é o autor, é a autoridade da Igreja. E embora esses livros hajam sido escritos por diversos homens, é manisfesto que todos eles estavam imbuídos do mesmo espírito, pelo fato de todos eles conspirarem para o mesmo fim, que era o estabelecimento dos direitos do reino de Deus, do Pai, do Filho e do Espirito Santo.

Porque o livro do Gênese derivava a genealogia do povo de Deus desde a criação do mundo até a ida para o Egito. Os outros quatro livros de Moisés contêm a eleição de Deus como rei desse povo, e as leis que ele prescreveu para seu governo. Os livros de Josué, dos Juízes, de Rute e de Samuel, até o tempo de Saul, descrevem as ações do povo de Deus, até o momento em que se libertaram do jugo de Deus e escolheram um rei, à maneira das nações vizinhas. 0 resto da história do Antigo Testamento deriva a sucessão da linha de Davi, até o cativeiro, linha essa da qual viria a nascer o restaurador do reino de Deus, nosso abençoado Salvador Deus Filho, cuja vinda foi prevista nos livros dos profetas, depois dos quais os evangelistas escreveram sua vida, suas ações e sua pretensão ao trono, enquanto viveu sobre a terra. Por último, os Atos e Epistolas dos apóstolos declaram a vinda de Deus, o Espírito Santo, e a autoridade que ele lhes deixou, e a seus sucessores, para a direção dos judeus e para a conversão dos gentios. Em resumo, tanto as histórias e profecias do Antigo Testamento como os Evangelhos e Epistolas do Novo Testamento tiveram um só e único objetivo, a conversão dos homens à obediência a Deus; 1, em Moisés e nos sacerdotes; 2, no homem Cristo; e 3, nos apóstolos e nos sucessores do poder apostólico. Porque efetivamente estes representaram, em momentos diversos, a pessoa de Deus; Moisés e seus sucessores, os Sumos Sacerdotes e reis de Judá, no Antigo Testamento; o próprio Cristo, durante o tempo que viveu na terra; e os apóstolos e seus sucessores, desde o dia do Pentecostes (quando o Espírito Santo baixou sobre eles) até o dia de hoje.

É uma questão muito disputada entre as diversas seitas da religião cristã de onde as Escrituras tiram sua autoridade. Questão que às vezes é formulada em outros termos: Como sabemos que elas são a palavra de Deus? ou Por que acreditamos que elas o são? A dificuldade de resolver essa questão vem sobretudo da impropriedade das palavras em que a própria questão está formulada. Porque em todo o lado se acredita que foi Deus seu primeiro e original autor, logo, não é essa a questão que está em disputa. Por outro lado, é evidente que só podem saber que elas são a palavra de Deus (embora todos os verdadeiros cristãos em tal creiam) aqueles a quem o próprio Deus o revelou sobrenaturalmente, portanto não é correto colocar a questão em termos de nosso conhecimento de tal fato. Por último, quando se levanta a questão de nossa crença, dado que uns são levados a acreditar por uma razão e outros por outras diferentes, não é possível dar uma respostas geral válida para todos. A formulação correta da questão é por que autoridade elas são tornadas lei.

Na medida em que não diferem das leis de natureza, não há dúvida de que são a lei de Deus, e são