3.1 Fokusgrupper som datainnsamlingsmetode
3.2.2 Rekruttering av informanter
“Medir e avaliar podem ser definidos como a atribuição de números para categorização de pessoas, objetos ou eventos, de acordo com formulários ou regras” (SAX, 1989 apud in BURTON e MILLER, 1998). Assim, quando avalia-se ou mensura- se habilidades motoras no contexto da psicologia do desenvolvimento e/ou educação física, foco de nosso estudo, busca-se mensurar o estado de “funcionamento” do indivíduo frente a algumas tarefas. Com base nos resultados, diagnostica-se, caracteriza-se o nível de funcionamento motor e elicia-se indicativos para orientar a intervenção.
Burton e Miller (1998) identificaram cinco propósitos/objetivos, que segundo estes autores, servem de base para avaliação motora, sendo elas:
- Categorizar ou identificar, segundo os autores, é o objetivo mais comum. - Planejar estratégias de tratamento ou de instrução.
- Avaliar mudanças ao longo do tempo.
- Comunicar ou fornecer feedback para o indivíduo avaliado e/ou comunidade suportiva.
- Gerar prognóstico.
Quando falamos em deficiência, métodos de identificação ou avaliação estão, geralmente, envolvidos (SUGDEN e WRIGHT, 1998). Isso porque, através da avaliação deve ser possível conhecer melhor a deficiência. Usamos o termo “deve” porque, como discutiremos um pouco mais adiante, uma das grandes questões relacionadas à avaliação é se esta realmente mostra através de seus resultados o que se propõe a avaliar. Então, a avaliação de deficientes intelectuais, que são o foco de nosso estudo, deve nos ajudar a conhecer melhor, no nosso caso, nosso aluno, para, assim, sermos capazes de planejar uma intervenção eficiente.
Os testes motores são em geral baseados em medições de um conjunto de itens/tarefas pré-estabelecidos (que compõem o teste em questão) para os quais são atribuídos escores de acordo com a performance ou característica apresentados por cada indivíduo em cada item (BURTON e MILLER, 1998).
A análise do valor de qualquer teste está baseado no julgamento de dois constructos: validade e confiabilidade (BURTON e MILLER, 1998).
A confiabilidade refere-se essencialmente ao fato do teste ter representabilidade em termos estatísticos e ausências de viés. Há duas categorias básicas de confiabilidade a serem cumpridas para tal: a) confiabilidade absoluta indica em que nível as medições mantém a mesma magnitude em valor absoluto em diferentes medições, também chamada de equivalência; b) confiabilidade relativa indica em que nível as medições mantêm a mesma posição relativa entre si em diferentes medições, também chamada de confiabilidade clássica ou consistência. A confiabilidade precisa ainda cumprir os requisitos de estabilidade (valores consistentes em situações de teste- reteste, separados por intervalo de tempo) e de não viés para mudança do aplicador do teste (BURTON e MILLER, 1998 & SUGDEN e WRIGHT, 1998)
De uma forma geral, os principais testes motores reconhecidos e utilizados pela comunidade científica já passaram por processo de validação estatística e cumprem esse critério de confiabilidade.
Validade refere-se a se o teste de fato avalia aquilo a que se propõe ou não. De um ponto de vista teórico, o teste deve se mostrar apropriado para que seus resultados possam ser considerados válidos e, portanto, úteis. Ou seja, ainda que um determinado teste cumpra os requisitos de confiabilidade estatística, ele não necessariamente será válido (BURTON e MILLER, 1998). Há pelo menos duas categorias de validade a serem cumpridas: validade de conteúdo e validade teórica/constructo, detalhadas abaixo:
- validade de conteúdo: refere-se ao fato do teste considerar corretamente os itens que representem adequadamente cada elemento de conteúdo no teste e não elementos estranhos (BURTON e MILLER, 1998).
“Por exemplo, em que nível os itens no teste de postura e coordenação motora fina de jovens (CASE-SMITH, 1991) refletem os elementos relevantes de postura e coordenação motora fina em jovens, e não nenhum outro elemento?” (BURTON e MILLER,1998, p. 111).
Dentro da validade de conteúdo há ainda três outros aspectos que são, como nos colocam Burton e Miller (1998), chamados de validades relacionadas a critérios. São elas:
a) validade concomitante: observação de elevada correlação entre os resultados do teste com alguma outra medida aceita como padrão de referência para medição de um mesmo fenômeno. Segundo exemplo de Burton e Miller (1998, p 112 e 113), inferências sobre a resistência cardíaca de um indivíduo medidas através da distância caminhada ou corrida em 12 minutos podem ser comparadas às inferências baseadas em valor máximo de oxigênio coletadas, uma medida universalmente aceita para resistência cardiovascular.
b) validade preditiva: uso dos resultados do teste para inferir outras características esperadas nos indivíduos testados, observando a correlação entre as inferências pelo teste e as características de fato observadas. Dentro da validade preditiva, devem ser considerados sensitividade (% de verdadeiros positivos no teste) e especificidade (% de verdadeiros negativos no teste), ambos esperados elevados (próximos de 100%) para serem cumpridos. (BURTON e MILLER, 1998, p. 114).
c) validade prescritiva: observação de elevado índice de sucessos de tratamento/intervenção prescrita com base nos resultados do teste. (BURTON e MILLER, 1998, p. 115).
- validade teórica/constructo: refere-se ao fato do teste estar fundamentado em uma base teórica e conceitual para o uso de determinado tipo de medida (item) em uma determinada proporção (peso) dentro do teste.
“Validade teórica/constructo é a unificação do conceito de validade que integra considerações de conteúdo e critério em um mesmo modelo para testar hipóteses racionais sobre relações que são relevantes do ponto de vista teórico”
(MESSICK, 1980 apud in BURTON e MILLER, 1998).
Ou seja, validade teórica/constructo deve ser entendida como o marco zero na construção de qualquer teste, exatamente porque é ela que garante que o teste em questão está fundamentado em bases teóricas para responder aquilo a que se propõe.
Sugden e Wright (1998) colocam um exemplo que deixa isso mais claro: Se um teste de performance motora está subdividido em quatro componentes (equilíbrio, locomoção, manipulação e habilidades com bola), qual é a racionalidade por trás dessa divisão? O quão forte é a literatura teórica que suporta essa composição como uma boa cobertura do que é performance motora de uma forma geral? (SUGDEN e WRIGHT, 1998, p. 37).
Segundo Burton e Miller (1998), o teste precisa ter confiabilidade estatística para que seu uso não seja imediatamente descartado. Mas não basta somente ter confiabilidade, é preciso que o teste tenha validade para que atinja o objetivo a que se propõe de forma adequada.
Vale ressaltar que nosso objetivo não é analisar a validade teórica do teste KTK, que consistiria em discutirmos se, como nos coloca Gorla (2001), o estado de coordenação corporal que é formado pelo equilíbrio, o ritmo, a lateralidade, a velocidade e a agilidade, formam uma base teórica consistente com o teste apresentado e se estes itens são realmente analisados através do KTK. Mas nosso objetivo é analisar a adequação do teste em relação ao modelo da ETA e a classificação de DI segundo o manual da AAIDD (2010).
4.4 DESCRIÇÃO DO KTK (TESTE DE COORDENAÇÃO CORPORAL PARA