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Reiselitteraturen som sjanger: konvensjoner og overskridelser

A estratégia metodológica em que apoiamos o desenvolvimento da ação educativa e investigativa de que dá conta este relatório, foi a alguns autores caraterizam de investigação-ação (Máximo-Esteves, 2008; Sousa, 2005).

Para realizar um projeto de investigação-acção, segundo Máximo-Esteves (idem) “é necessário efetuar um conjunto de procedimentos, de acordo com os objetivos do mesmo: encontrar um ponto de partida, coligir a informação de acordo com padrões éticos, interpretar os dados e validar o processo de investigação” (p.79). Trata-se de aspetos a que procurámos atender e recorremos a diferentes procedimentos para os levar a cabo e poder investigar e refletir sobre a nossa prática educativa.

Começámos por aprofundar conhecimentos através de diversas consultas bibliográficas, quer quanto à problemática em estudo, quer às metodologias de recolha e análise a informação, bem como por conhecer as caraterísticas do contexto de intervenção. Inscrevendo-se o nosso estudo numa perspetiva de investigação qualitativa (Bogdin & Biklen, 2013), enveredámos pelo recurso a técnicas e procedimentos de recolha de informação que nos permitissem analisar e interpretar a informação necessária para encontrar resposta às questões e objetivos formulados.

Discutindo questões ligadas à escolha da metodologia, Sousa (2005) lembra que, “como são as metodologias que devem depender, adaptar-se e servir os propósitos da investigação e nunca o contrário, as estratégias metodológicas passaram a servir as necessidades da investigação e não as dificuldades, gostos ou tendências dos

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investigadores” (p. 32). Por sua vez, Máximo-Esteves (2008) sublinha, que a investigação-ação, à semelhança da investigação qualitativa, é um processo dinâmico, interativo e aberto, que pode ser reajustado mediante as análises efetuadas e o que está a ser estudado.

Por conseguinte, entendemos que esta seria a metodologia que melhor se adaptaria ao trabalho que pretendíamos desenvolver, uma vez que nos permitiria registar e analisar dados que nos ajudassem na compreensão dos modos de pensar, agir e de interagir das atitudes e atender a informação de natureza diversa. Permitia-nos ainda recorrer à observação participante, o que se torna fundamental numa ação investigativa que incide sobre a própria ação e que, por isso, possibilita ir reorientando a prática educativa em ordem a uma continuada melhora da resposta formativa proporcionada.

Ao nível da prática educativa começámos por observar as crianças e o ambiente educativo atentamente. Desta forma recolhemos dados que nos permitiram atribuir um olhar reflexivo e crítico à forma como se apresentava e como poderiam ser criadas oportunidades alternativas de valorização da ludicidade.

Com base nesse dados e revisão da bibliografia delineámos um plano de investigação e ação, constituindo-se como elemento orientador do processo, mas flexível à integração de dinâmicas e informações que pudessem emergir no decurso da prática educativa. Nesta linha, corroboramos a opinião de Sousa (2005), quando o autor afirma que:

Uma investigação é um procedimento que procura encontrar qualquer coisa. Quando se parte para uma investigação dever-se-á saber para onde se vai, ou seja, o que é que se vai procurar. A formulação do problema é a definição daquilo que se procura: a resposta para esse problema (p. 44).

Ao iniciar um trabalho de pesquisa o educador/professor confronta-se com

muitas dúvidas e algumas angústias, pelo que, como refere Máximo-Esteves (2008), é importante refletir sobre algumas atitudes a tomar, que a autora carateriza como: focar ou selecionar o que investigar; tornar familiar o estanho; utilizar um diário, dar tempo ao tempo e ser realista. Importa deter-nos sobre cada estas ideias para melhor compreendermos o sentido que lhe é atribuído.

Em primeiro lugar é preciso ter em conta que a investigação deve focar aspetos específicos da prática educativa, pelo que requer selecionar, ou seja, decidir o que escolher investigar. Dai as primeiras dificuldades surgem em torno de decidir o que escolher investigar, aspeto com o qual nos confrontamos e que durante algum tempo foi motivo de reflexão.

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No que se refere a tornar o familiar estranho significa, de acordo com a autora (idem), que se torna importante que o professor:

aprenda a ver no interior do que lhe é familiar e indiferente, procurando descobrir o que sustenta a sua rotina, e desocultar o que se esconde sob gestos, que sem refletir, dia a dia repete; a intenção desse olhar atento e p das ações que pratica (p. 85)

Importa utilizar um diário, enquanto instrumento fundamental para registar as notas de campo que ressaltaram das observações efetuadas. Este serve também para anotar tudo que seja pertinente para a investigação. Além disso serve para anotar leituras, reflexões e ideias que vão surgindo ao longo da investigação e para a pilotagem do trabalho desenvolvido. As anotações devem ser analisadas para posterior troca de opiniões com outros investigadores ou intervenientes. Dar tempo ao tempo é, no entender da autora (idem), necessário ter em conta que, normalmente, as primeiras ideias são confusas e imprecisas, indo sendo refinadas à medida que vai havendo troca de opiniões e de conhecimentos com outras pessoas e vão sendo analisados os dados

recolhidos. Assim, “as tarefas realizadas durante o período exploratório, isto é, as

primeiras consultas de opinião, as experiências de leitura, a observação e análise, as formulações e reformulações de ideias e planos, necessariamente requerem tempo” (p.86). Por último, a autora refere que o professor deve ser realista, no sentido de pensar e agir com clareza, pois nem sempre é fácil mudar o contexto onde se está inserido. Como afirma Máximo-Esteves (idem), é mais fácil começar por mudar-se a si

próprio do que pretender mudar o contexto onde trabalha. Isto porque, dado que “as

acções educativas que o professor efectua se inserem em sistemas de interacções múltiplas e cruzadas, as mudanças que o professor conseguir para si mesmo hão-de ter

impacto nos outros e influenciar os seus contextos de trabalho” (Máximo-Esteves, 2008;

p. 86).

Todavia, a previsão do tempo, a focagem e a delimitação do que se pretende fazer e de como se vai fazer são aspetos, como também refere a autora, a ter em conta.