5 BETYDNINGEN AV ANDRE FORHOLD
5.1 Reinvesteringer
Na fase inicial do trabalho realizou-se o levantamento de campo. Após a decisão dos locais para os estudos de caso, foi necessário definir os pontos exactos de levantamento, e o tipo de levantamento, uma vez que este iria determinar o material a utilizar e a periodicidade das visitas de campo. Estas decisões foram fundamentais para a formação de uma base de dados que fosse representativa e suficiente para a análise a que nos propomos.
Levantamento
de Campo Tratamento de Dados Análise
Fotografias Paleta de Cores Programa Auxiliar Tabelas Excel Momento Conjunto dos momentos Comparação dos estudos de caso Escolha do Local Levantamento Fotográfico Periodicidade Material Ficha de Campo Programa Auxiliar Conclusões Estudos de Caso Metodologia
MARIA VERÓNICA FERNANDES . 2005 I 48 As fases do levantamento de campo, são também interdependentes e estão descritas no organigrama do levantamento de campo.
Fig. 41 - Organigrama de Levantamento de Campo
4.1.1.1. ESCOLHA DO LOCAL
Depois de algumas visitas aos locais propostos para os estudos de caso – reconhecimento de campo – foi possível definir pontos de experimentação que começaram por ser três, em cada caso.
Após essas visitas e com o desenvolvimento do trabalho e definição do tipo de levantamento a realizar (fotográfico panorâmico), determinou-se um ponto estratégico de levantamento, com boa representatividade do local.
Para identificação desses pontos de levantamento, e repetição dos trabalhos, foram colocadas no terreno estacas pintadas, a fim de serem executados sempre no mesmo local, ou tão próximo quanto possível.
4.1.1.2 LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO
Foi a dificuldade de obtenção das cores da paisagem com os cartões NCS que levou a questionar a sua aplicabilidade neste tipo de trabalho. Primeiramente deparámo-nos com a dificuldade em registar a cor de todos os elementos com relevância cromática da paisagem, seguidamente colocou-se o problema da escolha da proximidade ao objecto a levantar.
Definiu-se o levantamento fotográfico como o tipo de levantamento mais adequado para o registo da cor, tão fiel quanto possível, da paisagem observada como um todo. Pela necessidade de recolha do campo visual do observador, em pé, e encarando os problemas da multiplicidade de campos visuais, e
Material
Ficha de Campo
Levantamentos ao longo de um ano em intervalos irregulares; Levantamentos ao longo de um dia.
Definição dos campos de registo e de informação de uma ficha auxiliar de campo.
Máquina fotográfica digital Canon 300D; Tripé; Cartão cinzento, Cartão de Cores KodaK; Ficha de Campo.
Reconhecimento de campo; Escolha de pontos de experimentação; Definição do tipo de levantamento; Definição do Local de registo;
Levantamento fotográfico
Periodicidade Escolha do local
MARIA VERÓNICA FERNANDES . 2005 I 49 consequente multiplicidade de cor de cada objecto, fomos conduzidos ao registo em duas posições: horizontal e vertical. Desta forma é possível a descrição da paisagem observada enquanto se anda – registo vertical, e enquanto se contempla – registo horizontal.
Por isso as fotografias foram tiradas numa série para montagem de 360º (fotos “coladas” na horizontal) e duas séries de 90º (fotos “coladas na vertical”). Este último procedimento revelou ser bastante elucidativo em relação à realidade. Para escolha dos enquadramentos de registo 90º procuraram-se os dois pontos relevantes mais próximos do ponto de registo e com ângulo entre si aproximadamente de 180º.
4.1.1.3. PERIODICIDADE
Foi objectivo primeiro o levantamento cromático ao longo do ano de forma a registar as alturas de maior mudança da cor na paisagem. Quanto ao trabalho de campo fez-se um total de 12 levantamentos, 6 para cada estudo de caso. Uma vez que os critérios para recolha e selecção do material de análise final foram sendo afinados a par da realização do levantamento, nem todo o material recolhido foi seleccionado. Foi também realizado, para cada estudo de caso, um levantamento de um dia, em períodos de 2h30m. Esta observação permitiu ter especial atenção às mudanças de luz.
4.1.1.4. MATERIAL
Para o levantamento fotográfico foi utilizada uma máquina digital Canon 300D, em qualidade Raw (formato CRW)123. A abertura utilizada foi constante bem como a altura do tripé. Usou-se também o cartão cinzento a 18%, da Sekonic e o cartão de cores da Kodak. O processo do cartão cinzento consiste em utilizar um cartão standard que corresponde ao cinzento médio atribuído pelo homem124 e realizar duas fotografias seguidas, uma com e outra sem cartão. Posteriormente, em laboratório, com um programa de tratamento de imagem, ajusta-se a cor, informando que o cinzento médio da imagem é aquele que apresenta o cartão cinzento da fotografia. Para o cartão de cores o tratamento é similar.
4.2.1.5. FICHA DE CAMPO
Como auxiliar do trabalho de campo elaborou-se uma ficha orientadora de registo e informação. São campos de registo a data, o número de foto de início e fim das séries panorâmicas; a hora do registo, e observações. São campos de informação, o local de registo, uma foto de início de registo das séries de 360º e 90º, a angular utilizada, e advertências para verificação como: qualidade da foto, utilização do cartão cinzento, altura do tripé, entre outros. Esta ficha apesar de muito simples, como se pode ver
123 RAW: Formato «bruto», onde o ficheiro de dados capturados pela máquina fotográfica fica não comprimido e não processado. CRW: Versão do RAW utilizada pela Canon.
124Segundo Austin, o cinzento médio não reflecte 50% da luz mas apenas 19%, é então o quarto cinzento [de uma escala de 10] que é o cinzento considerado pelo olho humano como médio. AUSTIN, S. 1998. Color in Garden Design. Tauton. p.34.
MARIA VERÓNICA FERNANDES . 2005 I 50 abaixo, revelou-se necessária logo após a primeira visita de campo, uma vez que a quantidade de acções a reter, poderia levar ao esquecimento de alguns passos.
Fig. 42 - Ficha de campo – Salinas de Samouco