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5. RESULTS

5.2. The Expansion of Upper Dividalen Landscape Conservation Area and National Park 48

5.2.2. Reindeer Herders

A primeira unidade dedicada exclusivamente à mamografia foi criada por Gros na França, em meados da década de 60 e ela continha um dispositivo radiológico que balanceava o contraste entre o parênquima, a gordura e as calcificações e um aparelho embutido para compressão a fim de diminuir a radiação espalhada e os artefatos de movimento, separando as estruturas mamárias. Em 1972, a introdução de uma combinação de um écran intensificador

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de imagem e um filme de alta definição revolucionou a mamografia, permitindo um rápido processamento, uma melhora na imagem e uma dose bem menor de radiação.

Na Figura 2.1 é apresentado um esquema do aparelho mamográfico durante a realização de um exame. Em uma mamografia, duas incidências de cada mama são indispensáveis: uma visão lateral ou oblíqua e uma crânio-caudal (Figura 2.2 e 2.3). No entanto, a incidência médio-lateral-oblíqua é a mais eficaz, pois ela mostra uma quantidade maior de tecido mamário e inclui estruturas mais profundas do quadrante súpero-externo e do prolongamento axilar, enquanto a crânio-caudal tem como objetivo incluir todo o material póstero-medial, complementando a médio-lateral-oblíqua (MITCHELL, 1988).

Figura 2.1. Esquema de um aparelho mamográfico durante a realização de um exame (WOLBARST, 1993).

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(a) (b)

Figura 2.3. (a) Incidência Crânio-Caudal (CC); (b) Incidência Médio-Lateral-Oblíqua (MLO).

O equipamento dedicado à mamografia não é o mesmo utilizado pelos sistemas de raios X convencionais, possuindo características próprias, pois a imagem gerada deve ser de alta resolução de contraste para que se possam visualizar as estruturas mamárias, que, por sua vez, são compostas de tecidos moles, cuja absorção de raios X é pequena e com densidades menores que a do osso, por exemplo.

O compartimento de compressão (Figura 2.4) é um acessório do sistema mamográfico, que tem como função comprimir a mama por uma placa de um material radiotransparente até que se consiga a menor espessura possível. Ele é responsável por melhorar a resolução de contraste, levando as estruturas da mama mais próximas do filme, por evitar a movimentação da mama, conseguindo assim uma dose menor de radiação, e por diminuir a espessura da mama, separando estruturas superpostas e ajudando na diferenciação entre massas sólidas e císticas.

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Figura 2.4. Compressão da mama.

Uma característica particular do equipamento mamográfico é a modificação do tubo de raios X: enquanto geralmente é usado tubo com alvo de tungstênio nos sistemas convencionais, o mamógrafo utiliza tubo com alvo de molibdênio ou ródio. Isto porque o feixe produzido num tubo com alvo de molibdênio é menos absorvido do que para tungstênio, por ser mais próximo de um feixe monoenergético, conveniente no caso de radiografia de mamas.

Outra característica é o campo de radiação que, no mamógrafo é um pouco maior que a metade do campo dos sistemas convencionais. Para isso são utilizados colimadores de feixes e restritores, que ajudam a diminuir a dose de radiação ionizante em outras partes do corpo da paciente e também colaboram com a melhoria da imagem. Os filtros, que geralmente são de ródio ou molibdênio, com cerca de 0,03mm, são os responsáveis por impedir que os fótons do feixe que nada acrescentam para o diagnóstico atrapalhem na formação da imagem e atinjam a paciente se somando à dose de radiação recebida.

O ponto focal é outro fator de grande importância no sistema mamográfico; ele deve ser bem pequeno, pois estruturas de até 0,3mm de diâmetro, como as microcalcificações, por exemplo, devem ser visibilizadas.

O chassi mamográfico apresenta somente um écran intensificador que, ao contrário do convencional, se posiciona em baixo do filme. Os fótons atravessam o filme,

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chegando pela sua base, atingem o écran, transformam-se em luz visível e são refletidos de volta, impressionando o filme. Esse posicionamento é utilizado para evitar o efeito crossover1, ajudar na obtenção de uma melhor resolução da imagem e prevenir uma grande absorção de fótons antes que eles se encontrem com o filme, pois como os raios X na mamografia são de baixa energia, um simples écran poderia absorver mais que 50% dos fótons que chegam nele.

O mamógrafo (Figura 2.5) deve ser operado com potencial constante ou trifásico, para proporcionar um feixe de energia média constante e mais penetrante. Geralmente a tensão usada para mamografia varia de 25 a 32 KVp, de acordo com a espessura da mama que, normalmente, depois de comprimida, fica entre 3,0 e 6,0 cm.

Figura 2.5. Mamógrafo Convencional.

A mamografia convencional utiliza o filme radiográfico não só como detector dos raios X (ou fótons de luz quando utilizado um écran), mas também como meio de

1 Efeito Crossover é o fenômeno do filme ser impressionado duas vezes pelo mesmo fóton de modo que isto

possa causar uma certa penumbra na imagem, deteriorando a resolução. O que acontece no crossover, é que o fóton de raio-X ao interagir com o écran intensificador e se transformar em luz visível, impressiona o filme (quando de dupla emulsão) na primeira camada com emulsão que encontra e pode atravessar e impressionar a camada inferior novamente provocando a penumbra (WOLBASRST, 1993).

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armazenamento e exibição da imagem mamográfica. Segundo Nishikawa et al. (1987), a detecção de pequenas estruturas numa mamografia convencional estará sempre limitada pela resposta sensitométrica do sistema tela-filme, que pode apresentar uma região de latitude insuficiente para produzir um bom contraste na imagem. Dessa forma, variações nos níveis de exposição que atingem o sistema de registro não produzirão grandes variações nas densidades ópticas da imagem, ou por saturação (se atingida a região de patamar da curva sensitométrica) ou por sub-exposição (se atingida a região de base da curva), prejudicando o contraste e a qualidade da imagem mamográfica. Além disso, a magnitude do ruído provocado pela granularidade do filme é muito próxima ao ruído quântico dos raios X, o que prejudica a detecção de estruturas que apresentam pouco contraste aos raios X, caso de imagens de mama densa, por exemplo. Para altas freqüências (pequenos objetos), o ruído do sistema tela-filme acaba excedendo o ruído quântico dos raios X, dificultando também a detecção de microcalcificações (MAIDMENT; YAFFE, 1994). Essas limitações dos sistemas analógicos de aquisição de imagem mamográfica podem ser minimizadas quando utilizado um aparelho de mamografia digital, onde o processo de aquisição, exibição e armazenamento da imagem são tratados independentemente.