• No results found

REGULERING A V MAKRELLFISKET FØRSTE HAL V ÅR 1997

REGULERING A V FISKE ETTER MAKRELL FØRSTE HALV ÅR 1997

3. REGULERING A V MAKRELLFISKET FØRSTE HAL V ÅR 1997

Considerando, especificamente, o Distrito do Butantã quanto aos serviços da área da Saúde, não há URSI para atendê-lo; apenas uma equipe, dentre as cinco que

80 existem, presta assistência à região. E quanto aos serviços da Assistência Social, há dois NCIs e uma ILPI, mas esta atende ao município de São Paulo, em sua totalidade.

Como podemos observar, a região do Butantã está desamparada quando se trata de serviços oferecidos aos seus idosos.

81

CAPÍTULO 4

CAMINHO DA PESQUISA

82

A questão de saber se cabe ao pensamento humano uma verdade objetiva não é uma questão teórica, mas prática. É na práxis que o homem deve demonstrar a verdade, isto é, a realidade e o poder, o caráter terreno de seu pensamento. A disputa sobre a realidade ou não-realidade do pensamento isolado da práxis – é uma questão puramente escolástica. Marx, 1999, p. 12

Trata-se de pesquisa cientifica, decorrente do resultado de vinte anos de prática profissional enquanto assistente social, com vivência na saúde, e assistência social com ênfase no idoso.

Para Potyara, a pesquisa é uma prerrogativa do assistente social, e nunca se deve separar teoria de empiria, assim como academia de prática profissional.

‘…de que a pesquisa longe de ser um luxo intelectual é uma

necessidade de realização consequente da profissão e condição de possibilidade de rupturas com atitudes e práticas voluntaristas, tópicas e impensadas. (POTYARA, 2005 p 18)

Portanto, o profissional atua cotidianamente, não pelo senso comum, ou por intenções pouco firmes, mas deve dispor de um quadro teórico e comprovadamente cientifico, pois busca a Academia para realizar uma pesquisa, o faz por necessidade de reflexão e teorização de sua pratica.

Potyara comenta que:

“que dispensasse processos de identificação do problema a ser enfrentado, de escolha do método a ser empregado, de estabelecimento dos objetivos a serem perseguidos, de reflexão científica, os quais, como sabemos, são sempre subsidiados por pesquisas guiadas por paradigmas, que podem variar de acordo com a visão de mundo adotada” (POTYARA, 2005 p 19)

Assim a pesquisa se constitui parte integral e intrínseca da profissão; não podendo ser refutada, sob pena de esvaziar o Serviço Social do seu cunho de produção de conhecimento em quanto status de profissão de nível superior que se apoia em embasamento teórico nutrido por contínuas e sistemáticas investigações da realidade.

83 Partindo deste pressuposto Lara afirma que:

“A pesquisa que, necessariamente, gera a produção do conhecimento tornou-se pré-requisito ao assistente social, sendo que por meio da investigação científica, que na verdade é a sistematização de uma determinada realidade social, o profissional consegue apreender as intrincadas conexões do real e, assim, construir um caminho mais seguro para aproximar-se de respostas concretas tão almejadas nas suas intervenções”

De acordo com Lamamoto e Carvalho (1998, p. 88), "O Serviço Social em sua trajetória não adquire o status de ciência, o que não exclui a possibilidade de o profissional produzir conhecimentos científicos, contribuindo para o acervo das ciências humanas e sociais, numa linha de articulação dinâmica entre teoria e prática". Salientamos ainda, que as pesquisas diferem no tocante a diversidade de objetos e perseguem objetivos diferentes, com utilização de referenciais teóricos distintos.

Na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES- a pesquisa em Serviço Social encontra –se alocada na área de conhecimento da Ciências Sociais Aplicada.

Minayo discute que a pesquisa aplicada – abrange estudos elaborados com a finalidade de resolver problemas identificados no âmbito das sociedades em que os pesquisadores vivem, além de contribuir para ampliação do conhecimento cientifico e sugerir novas questões a serem investigados.

Minayo discute que a pesquisa aplicada – abrange estudos elaborados com a finalidade de resolver problemas identificados no âmbito das sociedades em que os pesquisadores vivem, além de contribuir para ampliação do conhecimento cientifico e sugerir novas questões a serem investigados.

A escolha por uma abordagem metodológica está vinculada a visão de mundo que o pesquisador tem, diante da realidade social que vive.

Para coleta e análise dos dados escolhemos o método quantitativo e qualitativo, pois entendemos que a escolha por uma abordagem metodológica, não representa apenas a possibilidade de análise, “mas uma luta ideological que, por sua vez, tem a ver com a luta política mais ampla na sociedade”. (Minayo, p 20).

84 A pesquisa qualitativa preocupa-se, portanto, com aspectos da realidade que não podem ser quantificados, centrando-se na compreensão e explicação da dinâmica das relações sociais. Para Minayo (2001),

“a pesquisa qualitativa trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis. Aplicada inicialmente em estudos de Antropologia e Sociologia, como contraponto à pesquisa quantitativa dominante, tem alargado seu campo de atuação a áreas como a Psicologia e a Educação. A pesquisa qualitativa é criticada por seu empirismo, pela subjetividade e pelo envolvimento emocional do pesquisador (MINAYO, 2001, p. 14).

Quanto a pesquisa quantitativa Fonseca esclarece:

Diferentemente da pesquisa qualitativa, os resultados da pesquisa quantitativa podem ser quantificados. Como as amostras geralmente são grandes e consideradas representativas da população, os resultados são tomados como se constituíssem um retrato real de toda a população alvo da pesquisa. A pesquisa quantitativa se centra na objetividade. Influenciada pelo positivismo, considera que a realidade só pode ser

compreendida com base na análise de dados brutos, recolhidos com o auxílio de instrumentos padronizados e neutros. A pesquisa quantitativa recorre à linguagem matemática para descrever as causas de um fenômeno, as relações entre variáveis, etc. A utilização conjunta da pesquisa qualitativa e quantitativa permite recolher mais informações do que se poderia conseguir isoladamente.(FONSENCA, 2002, p. 20)

Por isto, a nossa escolha por uma metodologia de análise qualitativa, pois acreditamos no nosso compromisso junto a uma profissão inserida no conjunto das relações de produção e reprodução da vida social, sendo de caráter interventiva e que atua no âmbito da questão social.

Essa aproximação da profissão com a realidade social, não é simplesmente um epifenômeno. Por tal questão, acreditamos que os objetos de estudos do Serviço Social, necessariamente, partem de uma realidade concreta que é determinada socialmente, ou seja, estabelece as suas mediações numa sociedade que se produz

85 e reproduz por meio de suas contradições inconciliáveis. Portanto, apontar uma referência teórico-metodológica que reconhece a realidade social como o ponto de partida das análises científicas e, consequentemente, da produção do conhecimento, nos aproxima de respostas concretas diante da mundaneidade social.