4. REGNSKAPSANALYSE
4.6 A VKASTNINGSKRAV
4.6.3 Regresjon
A primeira rocha estudada é representada pelo microgabro Diamante Negro integrante da Suíte Intrusiva Itabuna, do município de Floresta Azul, estado da Bahia.
Vários corpos descontínuos de rochas alcalinas afloram no sul do estado da Bahia. Fujimori (1967) foi quem primeiro os descreveu, fazendo referência aos maciços de Santa Cruz da Vitória, Itaju do Colônia, Potiraguá e Itabuna.
Pedreira et al. (1975) mapearam mais detalhadamente a região de Itabuna, Ilhéus, Uruçuca e Itajuípe e conseguiram individualizar rochas alcalinas de composição sienítica, diorítica e gabróica, reunindo-as sob a denominação de Complexo de Itabuna. Neste complexo estão incluídos sienitos, traquitos, piroxênio sienitos, sienitos gnáissicos, nefelina sienitos, sodalita sienitos, dioritos, hornblenda dioritos, gabros, basalto e granodioritos. Os autores mencionados atribuíram origem ígnea para parte das rochas acima citada e admitiram a possibilidade de formação por ultrametamorfismo de rochas sedimentares e evaporitos, de acordo com sugestão de Fujimori (1972).
6Leonardos, Fyfe & Fuck, 1976, apud RADAMBRASIL, 1981, observaram que a presença de rochas alcalinas não deformadas na região sul do estado da Bahia associadas a diques de traquitos e fonolitos favoreciam uma origem intrusiva para estas rochas em lugar de origem metamórfica ligada a gnaisses e granulitos. Em oposição à Fujimori (1972), esses autores sugeriram origem por fusão de material crustal comum sob bordos cavalgados do manto ultramáfico.
Os sienitos, dioritos, gabros e diabásios de Itabuna foram posicionados no Proterozóico Médio (Ciclo Espinhaço) por correlação com datações em diques básicos nas vizinhanças de Salvador, Ilhéus e Una (7INDA & BARBOSA, 1978 apud RADAMBRASIL, 1981).
Maciços de composição granítica estão bem expostos em Floresta Azul, Itapebi e norte de Itaju do Colônia, os quais foram tentativamente incluídos nesta unidade em virtude de seus caracteres magmáticos (RADAMBRASIL, 1981), como também por terem sido identificados no maciço de Itabuna corpos de composição granítica, intimamente relacionados aos sienitos e dioritos.
Ainda segundo o RADAMBRASIL (1981), designa-se então por Suíte Intrusiva Itabuna todas as rochas de filiação alcalina já mencionadas, englobando parcialmente os corpos graníticos de Floresta Azul e Itapebi, uma vez que eles apresentam características intrusivas e quase não estão deformadas internamente.
A Suíte Alcalina Itabuna ocorre próxima das cidades de Itabuna-Itajuipe-Ilhéus. O pluton ocupa uma área de 430 km² com a maior dimensão paralela tectonicamente ao Rio do
6 LEONARDOS, O.H., FYFE, W.S. & FUCK, R.A. Panafrican Thrusting and Melting Within the Brazilian Continental Margin. Anais da Academia Brasileira de Ciências, Rio de Janeiro, 48: 153-8, 1976. Suplemento. 7 INDA, H.A.V. & BARBOSA, J.F. Texto Explicativo para o Mapa Geológico do Estado da Bahia. Escala 1:1.000.000. Salvador, Secretaria das Minas e Energia, Coordenação da Produção Mineral, 122p., 1978.
Braço e às falhas Buerama NE-SW (8PEDREIRA et al., l975 apud TEIXEIRA et al., 1997). Segundo RADAMBRASIL (1981), a Suíte Intrusiva Itabuna está relacionada a duas grandes feições estruturais, como sejam Alinhamento Ilhéus – Itabuna e Lineamento Itapebi – Boninal, mostrando-se intensamente cisalhados, tanto na direção NE – SW como NW – SE, cujas evidências de campo sugerem que estes últimos sejam mais novos. Postula-se deste modo que a origem destes magmatitos possa relacionar-se a falhamentos de blocos.
As rochas da Suíte Intrusiva Itabuna cortam os litotipos do Complexo Jequié e Caraíba – Paramirim, de idade Proterozóica inferior a Arqueana (CORDANI; IYER, 1979 apud RADAMBRASIL, 1981) e estão sotapostos aos sedimentos da bacia do rio Almada, de idade Cretácea. Os dados geocronológicos disponíveis sugerem um posicionamento no Pré- Cambriano Superior (RADAMBRASIL, 1981).
Teixeira, Kamo & Arcanjo (1997) denominam Suíte Sienítica Itabuna, a Suíte Intrusiva Itabuna, sendo que esta faria parte da Província Alcalina do sul da Bahia, situada na zona de transição entre o Cráton do São Francisco e a faixa marginal Araçuaí. Os autores supracitados defendem que a província é composta por vários stocks e batólitos, cuja intrusão é condicionada a importantes sistemas de fraqueza regionais, sendo que a suíte Itabuna, constituída em sua maioria por sienitos, é intrusiva nos terrenos de alto grau metamórfico do Cinturão Itabuna, cuja evolução crustal ocorreu durante o Paleoproterozóico. Isócronas Rb-Sr em rocha total existentes para vários corpos alcalinos desta província possuem idades entre 660 e 570 Ma, aparentemente sugerindo que a Província Alcalina foi formada por meio de vários pulsos magmáticos.
Na Suíte Intrusiva Itabuna são encontrados sienitos, feldspatóide sienitos, dioritos, monzodioritos, granitos e diques de basaltos alcalinos, traquitos, fonólitos e de básicas subalcalinas.
Petrograficamente serão descritos somente os diques alcalinos e subalcalinos da referida Suíte, haja vista estes englobarem o contexto da amostra de rocha estudada (Diamante Negro). Em quase todos os maciços sieníticos do sul da Bahia são encontrados diques de natureza alcalina. Em Itabuna eles estão representados por basaltos alcalinos, nefelinitos, fonolitos, traquitos e microsienitos.
Estes diques cortam as rochas alcalinas plutônicas e os gnaisses do embasamento. A orientação geral obedece às estruturas das rochas encaixantes, sendo que em Itabuna os diques também estão alinhados segundo a zona de cisalhamento homônima.
8PEDREIRA, A.J.C.L. et al. Projeto Bahia: Relatório Final (inédito) - Geologia da Bacia do Rio das Contas.
Os basaltos são melanocráticos, porfiríticos ou não, às vezes amigdaloidais e contém o anfibólio kaersutita com máfico principal; raramente se observam titano-augita e olivina magnesiana. O plagioclásio tem a composição de andesina tanto nos fenocristais como na mesóstase, sendo o conteúdo de anortita um pouco menor neste. Biotita e opacos aparecem disseminados juntamente com minerais secundários como carbonatos e serpentina; zeólitas e argilo-minerais preenchem as vesículas.
As rochas dos diques subalcalinos estão orientadas preferencialmente para NNE–SSW e secundariamente para NE–SW e NW–SE (RADAMBRASIL, 1981; GOMES et al., 1998). Elas são cinza escuro e negras, apresentam granulação fina a média e estão quase todas transformadas em uma associação de anfibólio verde e marrom, biotita, plagioclásio, opacos e algum quartzo, titanita, feldspato alcalino, clorita e carbonato. Ocasionalmente se observa o piroxênio augita nas amostras com feições magmáticas preservadas. As texturas variam de granoblástica a blastofítica e ofítica, predominando as duas primeiras variedades.
A Figura 4.1 abaixo ilustra a frente de lavra do material Diamante Negro, enquanto o esboço geológico do estado da Bahia, com a respectiva localização da amostra estudada encontra-se na Figura 4.4 ao final do capítulo.
Figura 4.1. Frente de lavra do material Diamante Negro (Floresta Azul – BA). Fonte: MM2 Mármores e Granitos Ltda.