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6.2 Regnskaps- og nøkkeltallsanalyser

6.2.10 Regnskapsanalyse av Sporting

A construção da rede social para o T1 e T2 , cujos dados e sociogramas foram apresentados no Capítulo 3 e 4, partiu de informações obtidas junto a fontes primarias por meio de entrevistas. Das 23 entrevistas realizadas durante a pesquisa, em 17 foram colhidas informações para a elaboração da rede; dessas, 7 geraram dados sobre os vínculos dos atores no T1. Foram os seguintes os atores entrevistados para a elaboração da rede (muitos foram entrevistas mais de uma vez): sete agentes de saúde do programa PACS (dentre os que se encontram uma moradora antiga e uma integrante da Pastoral), duas educadores do Sementinha, o ministro da Pastoral, o líder da comissão de moradores do T1, um representante da COMUL, três moradores antigos da comissão do T1, uma moradora antiga e dois técnicos locais da Prefeitura.

Junto ao pessoal da equipe da Prefeitura e à liderança de Capuava, foi construída a primeira lista de atores da comunidade, perguntando sobre pessoas que tivessem uma trajetória importante na comunidade, seja pelas atividades das quais participa (ministros da pastoral, lideranças, agentes comunitários), seja pelo tempo de moradia e envolvimento em atividades do T1 . Assim, surgiu uma lista de atores constituída pelos agentes comunitários de saúde (PACS) e do programa sementinha, lideranças, representantes e moradores antigos.

A coleta dos dados foi realizada partir da primeira listagem de atores, aos quais foram agregados por meio da técnica de “bola de neve”. A cada entrevistado foi pedido que vinculasse nomes a cada um dos atores da lista; quando surgiu um novo nome foi incorporado no final da lista e, assim, foram registrados os vínculos existentes entre os atores em ambos os períodos.

As entrevistas com os atores da lista tiveram inicio com os agentes de saúde. O contato com eles facilitou o ingresso na área de Capuava e localização da moradia dos outros entrevistados. O arranjo das entrevistas com os agentes foi feito pela equipe da Prefeitura com a coordenadora do posto de saúde de Capuava, onde foram realizadas todas as entrevistas aos agentes.

As sessões de entrevista foram organizadas em duas partes. Na primeira, eram feitas perguntas semi-estruturadas aos moradores referentes ao tempo de moradia ou de atuação na Capuava (no caso de representantes de organizações sociais) e ao trabalho que realiza ou

realizou na comunidade. Em seguida, era pedida a descrição dos eventos relevantes e atividades feitas pela Prefeitura tanto no T1, quanto noT2, e o envolvimento do entrevistado com algum desses eventos. A segunda parte foi dedicada à coleta das informações sobre as relações dos indivíduos para a construção da matriz de dados, e sobre suas filiações organizacionais ou partidárias, quando existentes.

Junto à pauta de perguntas, tinha uma listagem de eventos e atividades e outra de atores da comunidade sobre os quais se pedia informação ao entrevistado. Os novos dados eram incorporados às listas, gerando novas para cada sessão. Dessa forma, consegui ter um quadro mais completo sobre o sucedido em Capuava nos dois tempos em matéria de eventos, atividades do governo local e vínculos entre os atores e suas relações com entes organizacionais (partido político, movimentos, sindicato, pastoral). Uma vez que foram obtidas essas informações, elaborei perguntas mais específicas com a finalidade de conhecer em profundidade aspectos que se mostraram importantes para a pesquisa.

O contato com os agentes de saúde se mostrou relevante não só pela informação que eles outorgaram, mas também pela ajuda para estabelecer contato com outros informantes, pois as entrevistas aos moradores antigos (com exceção da liderança) e aos agentes de educação foram feitas na área; os agentes de saúde estabeleceram contato com as pessoas e agendaram as datas das entrevistas. Os informantes se mostraram dispostos a colaborar com as entrevistas, após as seções pedi a eles referências de contato para poder me comunicar com eles, caso necessitasse confirmar ou agregar informações para a pesquisa.

Após de observar se ainda existiam “buracos de informação” sobre os vínculos e fazer uma revisão dos dados coletados (detecção de erros de coleta de dado, verificação de relações improváveis, número de citações de cada vínculo), foi elaborada uma primeira matriz de relações e construída a rede social geral, incluindo nela as relações e os atores dos dois tempos. Paralelamente, iniciei a revisão do material das transcrições de todas as entrevistas feitas até esse momento para determinar as informações que precisavam ser aprofundadas sobre os eventos ou atividades do governo local.

Como resultado desse processo, foi detectada a necessidade de uma nova comunicação com os informantes. Assim, contatei quase a totalidade dos entrevistados para verificar vínculos que pareciam improváveis quando opostos ao conhecimento adquirido nas entrevistas, ou que foram citados só uma vez e sua inclusão na matriz de dados

mostrava-se significante para a análise. Também, pedi a identificação de atores que foram agrupados pelos próprios entrevistados (como “os agentes comunitários” “os da habitação”) e que no momento a pessoa não se mostrou disposta a citar de forma individual; com o novo contato consegui identificar separadamente a esses atores.

Para completar os dados sobre os vínculos, entrei em contato com a liderança antiga da comunidade. Por meio de novas entrevistas, consegui registrar os dados relacionais que faltavam, principalmente, no T1 e obter informação sobre determinados atores para o melhor entendimento de seus vínculos e filiações organizacionais ou para confirmar sua identidade, já que alguns foram citados com nomes diferentes ou de forma incorreta.

Uma vez finalizada a etapa de re-contato com os entrevistados, consegui a informação necessária para completar e modificar a matriz de informação sobre as relações dos atores. Assim, foi separada a primeira matriz em duas outras, também simétricas, com os correspondentes atores e seus vínculos registrados em cada tempo.