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O objetivo é rodar PLS-PM e avaliar o modelo estrutural: VIF, betas, r, r*beta, f², R², R² ajustado e mapa de prioridade para avaliar o modelo estrutural, ou seja, envolve analisar a capacidade preditiva do modelo e as relações entre os construtos.

Para avaliação do modelo estrutural é proposto cinco passos: avaliar o modelo estrutural para questões de colinearidade, avaliar a significância e relevância das relações no modelo, avaliar o tamanho do feito f², avaliar R² (coeficiente de determinação), avaliar a relevância preditiva Q² e avaliar o tamanho do efeito q² (HAIR et al., 2017) conforme disposto no Quadro 13.

Objetivo Parâmetro Explicação Referencial Teórico

Multicolinearidade Fator de inflação de

variância (VIF) VIF < 5

Field (2009) , Hair et al. (2017)

Tamanho do efeito ( f²) efeito f²

os valores de 0,02, 0,15 e 0,35 são considerados como pequeno, médio e grande respectivamente

Cohen (1988)

Significância Estatística Teste Student t

Significâncias extraídas pelo teste t de Student: * p < 0,05; ** p < 0,01; *** p < 0,001; não significante (NS) Hair et al. (2009) Coeficiente de determinação (R²) Variável dependente é explicada pelas independentes os valores de 2% , 13% e 26% são considerados como pequeno, médio e grande respectivamente

Cohen (1988)

Relevância Preditiva (Q²)

valores maiores que zero sugere que o modelo tem relevância preditiva para um determinado construto

dependente

Q² igual a 0,02 é considerado pequeno, Q² igual a 0,15 é considerado médio e Q² igual a 0,35 é considerado grande

Hair et al. (2017)

Tamanho do efeito q² efeito q²

os valores de 0,02, 0,15 e 0,35 são considerados como pequeno, médio e grande respectivamente

Hair et al. (2017)

Quadro 13 - Avaliação do modelo estrutural Fonte: Elaborado pela autora

Figura 9 - Modelo de Computação em Nuvem Fonte: Elaboração da autora (saída do PLS)

Significâncias extraídas pelo teste t de Student: * p < 0,05; ** p < 0,01; *** p < 0,001; não significante (NS)

É necessário avaliar o modelo estrutural sobre a questão de colinearidade, utiliza-se o valor do fator de inflação da variância (VIF) maior que 10 é motivo de preocupação (FIELD, 2009), porém Hair et al. (2017), coloca como valor aceitável VIF < 5, assim um alto valor de VIF indica um alto grau de multicolinearidade entre as variáveis independentes.

Na Tabela 10 observa-se o VIF abaixo de 5, entretanto, com valores acima de 1 já é sinal de alguma multicolinearidade sendo que quanto maior o valor do VIF menos interpretáveis serão os coeficientes estruturais.

O f² indica o efeito, os quais os valores de 0,02, 0,15 e 0,35 são considerados como pequeno, médio e grande, respectivamente (COHEN, 1988).

Tabela 10 - Medidas da Importância Relativa dos Preditores

beta (*) r (correlação) r * beta VIF f² Efeito f²

Beneficios -> Adoção CN 0,184 0,408 0,075 1,312 0,051 pequeno

Riscos -> Adoção CN -0,360 -0,391 0,141 1,030 0,249 médio-grande

Compatibilidade -> Adoção CN 0,203 0,312 0,063 1,071 0,076 pequeno Complexidade -> Adoção CN -0,201 -0,317 0,064 1,110 0,072 pequeno

Observação -> Adoção CN 0,17 0,259 0,044 1,203 0,047 pequeno

Testagem -> Adoção CN 0,168 0,220 0,037 1,043 0,053 pequeno

Vantagem Relativa -> Adoção CN 0,184 0,383 0,070 1,189 0,057 pequeno Fonte: Elaborada pela autora Nota: (*) todos os betas são significantes a 1%

Na Tabela 11 há a significância dos parâmetros sendo que o valor p < 0,05 indica que há significância estatística. Neste estudo os valores obtidos de p foram todos menores que 0,05 apresentando significância.

Tabela 11 - Significância dos Parâmetros

Amostra

Original Erro Padrão Estatística T Valor P

Beneficios -> Adoção CN 0,184 0,068 2,704 0,007 Riscos -> Adoção CN -0,360 0,058 6,202 0,000 Compatibilidade -> Adoção CN 0,203 0,073 2,775 0,006 Complexidade -> Adoção CN -0,201 0,066 3,049 0,002 Observação -> Adoção CN 0,170 0,060 2,804 0,005 Testagem -> Adoção CN 0,168 0,062 2,691 0,007

Vantagem Relativa -> Adoção CN 0,184 0,059 3,138 0,002

Fonte: Elaborada pela autora

Nota: Intervalo de confiança de 95%

O Gráfico 3 mostra o efeito total das variáveis latentes preditoras da Adoção CN, o qual se observa que o de maior efeito negativo é o Risco Percebido e o de maior efeito positivo é o Benefício Percebido.

Neste caso, quanto maior o risco percebido pelo respondente, menor a disposição para adotar a CN e quanto maior o benefício percebido, maior a disposição para adotar a CN.

Gráfico 3 - Mapa de Importância Desempenho Fonte: SmartPLS 3.2

O coeficiente de determinação (R²) “medida da proporção da variância da variável dependente em torno de sua média que é explicada pelas variáveis independentes ou preditores” (HAIR et al., 2009, p. 150) e o coeficiente ajustado de determinação (R² ajustado) é a “medida modificada do coeficiente de determinação que considera o número de variáveis independentes incluídas na equação de regressão e o tamanho da amostra” (HAIR et al., 2009,

p. 150).

Considera-se o R² ajustado e calculado como exposto na Figura 10, em que n é tamanho da amostra e k é o número de variáveis latentes independentes usadas para prever a variável independente.

R² ajustado = 1 - (1 - R²) x n-1

n-k -1 Figura 10 - Cálculo do R² ajustado Fonte: Hair et al. (2017, p. 199)

Tabela 12 – Coeficiente de Determinação (R²) e Ajustado (R² ajustado) R² R² ajustado Beneficios -> Adoção CN Riscos -> Adoção CN Compatibilidade -> Adoção CN Complexidade -> Adoção CN Observação -> Adoção CN Testagem -> Adoção CN

Vantagem Relativa -> Adoção CN

0,494 0,467

Fonte: Elaborada pela autora

Cohen (1988) sugere a seguinte classificação quanto ao f² e R² conforme a Figura 11.

Efeito pequeno  f2 = 0,02  R2 = 2%

Efeito médio  f2 = 0,15  R2 = 13%

Efeito grande  f2 = 0,35 R2 = 26%

Figura 11 - Classificação f² e R² Fonte: Cohen (1988)

Com base nisso, R² de 49,4% representa um efeito grande no modelo proposto.

Adicionalmente ao coeficiente de determinação (R²) há o indicador de relevância preditiva (Q²), no qual os valores maiores que zero sugere que o modelo tem relevância preditiva para um determinado construto dependente (HAIR et al., 2017) e valores iguais a zero ou abaixo indicam falta de relevância preditiva.

Sendo que o valor de Q² igual a 0,02 é considerado pequeno, Q² igual a 0,15 é considerado médio e Q² igual a 0,35 é considerado grande (HAIR et al., 2009).

Na Tabela 13 tem a relevância preditiva (Q²) da variável latente (VL) dependente Adoção CN.

Tabela 13 - Relevância Preditiva (Q²)

VL Dependente Q² Predição

Adoção CN 0,278 Médio-Grande

Fonte: Elaborada pela autora (saída do blindfolding do SmartPLS)

O tamanho do efeito q² permite avaliar a contribuição de uma variável latente independente sobre o valor Q² de uma variável latente dependente, sendo que valores de 0,02, 0,15 e 0,35

representam relevância preditiva pequena, média e grande, respectivamente (HAIR et al., 2017).

Realizada a operação de retirar cada variável latente independente uma a uma e calculado o q² conforme a Figura 12.

Figura 12 - Cálculo do q² Fonte: Hair et al. (2017, p. 207)

Na Tabela 14 há o tamanho do efeito q² para cada relação.

Tabela 14 - Tamanho do efeito q²

Relação Q² (VL Ind.

Incluída)

Q² (VL Ind.

Excluída) q² q² efeito

Beneficios -> Adoção CN 0,278 0,267 0,015 pequeno

Riscos_ -> Adoção CN 0,278 0,204 0,102 médio

Compatibilidade -> Adoção CN 0,278 0,256 0,030 pequeno

Complexidade_ -> Adoção CN 0,278 0,262 0,022 pequeno

Observação -> Adoção CN 0,278 0,264 0,019 pequeno

Testagem -> Adoção CN 0,278 0,266 0,017 pequeno

Vantagem Relativa -> Adoção CN 0,278 0,264 0,019 pequeno

Fonte: Elaborada pela autora