3.1 Material og metode
3.1.2 Registrering av fôropptak
A presença da música na escola está relacionada a dois pensamentos: a importância da ―música pela educação‖ ou ―educação pela música‖.
O objeto principal da Música pela Educação é a própria música, o método de ensino está direcionado à técnica de tocar um instrumento, ser um maestro ou cantor; Nela, o professor é um músico especializado em tocar instrumentos e formar um profissional músico, os seus principais representantes foram os pedagogos Émile Jacques.Dalcroze (Suíça, 1865-1950), Willems (Suiça,1890-1978), Carl Orff (Alemanha,1895-1982) entre outros, eles desenvolveram metodologias de ensino com o propósito de despertar na criança, o mundo dos sons (Sousa, 2003, p. 22).
Por outro lado, Ciavatta (2003), defende que o ensino da música deve ter um caracter universal de integração. De acordo com este autor, todo e qualquer individuo que se propõem a aprender música, tem todo esse direito e pode constituir um futuro potencial nesta vertente (música).
Deste modo, Ciavatta (2003), criou em 1996 um novo método de educação musical, designado de ―O Passo‖, atualmente posto em prática em diversos pontos do Brasil. No fundo ―O Passo‖ é a junção da dinâmica corpórea e do ritmo advindo da música popular brasileira com a formalização de uma dinâmica mais erudita. O Passo pode ser um método dirigido para um aluno que queira formação profissional, ou para um mero aluno que tenha a curiosidade e a necessidade de experienciar o universo da música.
Ciavatta (2009), veio assim revolucionar e permitir que a educação da música seja acessível a todo e qualquer tipo de aluno, incluindo alunos com dificuldades de aprendizagem, portadores de diversos síndromes e com dificuldades de ritmo e de afinação. Este autor procura explicar o método do Passo através da experiência realizada entre uma gota de óleo num copo de água. Estes dois elementos não se misturam e só é possível verificar alguma alteração, se o copo for tapado e virado ao contrário, podendo ser visualizado o facto de a gota de óleo ter penetrado toda a estrutura da água e armazenar-se no fundo do copo, nem que seja por alguns instantes.
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Esta experiência vem reforçar a lei da integração social, em que o individuo deve participar e interagir com um grupo, adotando uma postura dinâmica, de modo a fazer a diferença e sempre que possível introduzir aspetos e propostas inovadoras de forma a garantia da integridade do grupo.
Tendo em conta o contexto sala de aula, por vezes o aluno pode não demonstrar motivação suficiente para se poder movimentar nesta formação musical. Nesse caso, o professor passa a ser o principal responsável pelo acompanhamento do aluno e disponibilizar todo um conjunto de materiais e ferramentas que facilitam a motivação e o sucesso do processo ensino aprendizagem.
Assim, a formação musical do aprendiz só tem sucesso se movimentar como a gota de óleo, ou seja, deve penetrar-se numa dinâmica diferente através do movimento, da sua iniciativa em poder melhorar o que já está implementado e acima de tudo alargar o seu leque de experiências e conhecimentos.
Por outro lado, a presença da música na escola começou por ser uma atividade extracurricular, primeiramente como canto coral, em seguida como educação musical, e hoje em dia educação pela música, ou seja, educação através da música.
É importante evidenciar que o principal objetivo da educação pela música é o desenvolvimento do aluno, tanto no processo ensino-aprendizagem quanto no seu desenvolvimento ―como ser, como pessoa, o desenvolvimento equilibrado da sua
personalidade‖ (op. cit., p.18). Não interessa o ensino do saber, mas a formação do
saber.
Para tanto, não é necessário que o professor possua conhecimento musical a nível da escrita (partitura) ou habilidades com instrumentos musicais, apenas tenha afinidades com música e conhecimentos psicopedagógicos.
Hoje em dia, é desnecessário introduzir logo no início, o estudo da partitura ao aluno, e só depois a técnica de um instrumento, até porque, na vida, primeiro se aprende a falar, depois a ler. E temos de levar em conta que a música não é somente aquela executada por instrumentos musicais e vozes harmoniosas, ela é também o ruído das águas, o canto dos pássaros, o som das folhas das árvores, o bater palmas, a própria ― fala é representação sonora de pensamentos…A Expressão verbal será, portanto, uma
área da expressão musical, considerando-se a fala como um instrumento musical. O mais extraordinário e perfeito instrumento musical‖ (op. cit., p.125).
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A relação homem/som vem desde o útero materno, a partir do sexto mês de gestação, visto que a audição é o primeiro sentido a ser formado, a criança já ouve o som dos batimentos cardíacos, a voz da mãe que a carrega no ventre, e de outros familiares, por tanto, o som sempre estará presente na vida da criança, até porque, ouvir é um ato involuntário, enquanto a visão: fecha-se os olhos, caso não se queira ver, na audição: ouve-se tudo mesmo que não se queira ouvir. ―O som penetra no corpo
humano e por isso está em mais íntima ligação com ele; aliás, o som é uma penetração física sobre a qual o ser humano não tem qualquer domínio‖ (Barenboing, 2009, p.32).
O papel do educador é, primeiramente, aproveitar essa integração sonora da criança, sua experiencia em ouvir, localizar, explorar, entender os sons, para depois, utilizá-la (a música) tanto como o objetivo de expressar emoções e sentimentos, quanto para estimular a criatividade infantil.
A música ajuda a desenvolver as estruturas neurológicas como por exemplo, novas sinapses, novos neurónios, e consequentemente o desenvolvimento de capacidades (cognição, criação, perceção, memória, atenção) e a organização da personalidade, as quais iremos falar mais adiante.
A metodologia da educação pela música é usar a música como ferramenta pedagógica, no ensino das disciplinas (Português, Matemática, Ciências, Inglês, etc.) sem que essas percam seus objetivos e conteúdos próprios.
Num contexto interdisciplinar da Educação pela Arte, a fala ou a leitura não pertencem à área das Letras ou Português, mas a área da música, pois a fala advém da voz, por outro lado, a leitura não se distingue as palavras de uma pauta musical, e a escrita, ser representada por ter um traço, um desenho, está incluída na expressão plástica.
Assim a criança, através da educação pela música, chega ao fim de cada ano letivo com maior desenvolvimento das competências gerais, no sentido da música na construção social e cultural, pois a história da música trás os seus períodos históricos, seus géneros e estilos enriquecendo o vocabulário, propiciando um uso correto da língua falada e escrita, estimulando a criação de novas linguagens; O uso de termos como: métrica, rima, ritmo, timbre, intensidade, expressividade, contribui para um melhor entendimento da língua de determinado país; O estudo de canções e peças musicais em línguas estrangeiras motiva o treino e uso de outras línguas.
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Cabe ao sistema educativo de cada país, desenvolver uma política educativa que corresponda as necessidades dos seus educandos. No caso do Brasil, como já foi referenciado neste trabalho, a Lei 11.769/08, não especifica os conteúdos a serem trabalhados, ficando a critério das escolas e os seus professores. Esta lei não torna obrigatório que o professor tenha formação académica na área musical, tendo em vista que esta tem como principal objetivo desenvolver a criatividade, a sensibilidade e a integração dos alunos sem ter a preocupação de formar músicos.
Contundo, é necessário um tempo para se trabalhar esta realidade, e depois coletar os resultados para serem analisados para que consequentemente a presença da música na escola possa ser ampliada e melhorada.
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