3. Ulike framskrivingsforutsetninger for j 19
5.1. Regionale strukturtrekk i landbruket 46
A introdução de novas tecnologias no ensino tem sido um grande desafio para todos, porém cada vez mais é preciso lidar com ela para maior eficácia e atratividade do trabalho. Sua utilização é recomendada por vários documentos oficiais. Sobre a utilização do computador e o ensino de matemática no EM os Parâmetros Curriculares Nacionais apontam conforme transcrição a seguir.
É preciso ainda uma rápida reflexão sobre a relação entre Matemática e tecnologia. [...] O trabalho ganha então uma nova exigência, que é a de aprender continuamente em um processo não mais solitário. O indivíduo, imerso em um mar de informações, se liga a outras pessoas, que, juntas, complementar-se-ão em um exercício coletivo de memória, imaginação, percepção, raciocínios e competências para a produção e transmissão de conhecimentos. Esse impacto da tecnologia, cujo instrumento mais relevante é hoje o computador, exigirá do ensino de Matemática um redirecionamento sob uma perspectiva curricular que favoreça o desenvolvimento de habilidades e procedimentos com os quais o indivíduo possa se reconhecer e se orientar nesse mundo do conhecimento em constante movimento. (BRASIL, 2000b, p. 41)
Portanto o conhecimento sobre a tecnologia de modo geral pode ser inserido na prática em sala de aula. A utilização do computador é uma opção com a possibilidade de trazer vários benefícios para o processo de ensino e aprendizagem. As facilidades trazidas pelos softwares para o estudo da matemática são muitas, uma delas é em relação ao tempo, pois é possível realizar diversas operações com um simples clique, fato que possibilita o trabalho mais centrado nas análises ao invés de priorizar construções e resoluções. Sobre isso o PCNEM+(2002) traz sugestões de como seria possível fazê-lo, conforme a transcrição a seguir.
Compreender formas pelas quais a Matemática influencia nossa interpretação do mundo atual, condicionando formas de pensar e interagir. Por exemplo, comparando os cálculos feitos pelas máquinas com aqueles feitos “com lápis e papel”, e identificando a função, especificidades e valores de cada um desses meios na construção do conhecimento. (BRASIL, 2002a, p. 118)
Dessa maneira pode apresentar bons resultados de aprendizagem, além de trazer uma motivação a mais para os alunos, pois é um recurso mais atrativo. As orientações curriculares para o Ensino Médio – OCEM-EM (2006, p. 87) apontam a
tecnologia a ser trabalhada na escola em dois aspectos “[...] a Matemática como ferramenta para entender a tecnologia, e a tecnologia como ferramenta para entender a Matemática.” Ao considerar a matemática para a tecnologia, o trabalho deve contemplar a capacitação para o uso de ferramentas como a calculadora e planilhas eletrônicas.
Ao considerar-se a Tecnologia para Matemática o uso dos softwares apresenta- -se de maneira muito interessante.
Já se pensando na Tecnologia para a Matemática, há programas de computador (softwares) nos quais os alunos podem explorar e construir diferentes conceitos matemáticos, referidos a seguir como programas de expressão. Os programas de expressão apresentam recursos que provocam, de forma muito natural, o processo que caracteriza o “pensar matematicamente”, ou seja, os alunos fazem experimentos, testam hipóteses, esboçam conjecturas, criam estratégias para resolver problemas. São características desses programas: a) conter um certo domínio de saber matemático – a sua base de conhecimento; b) oferecer diferentes representações para um mesmo objeto matemático – numérica, algébrica, geométrica; c) possibilitar a expansão de sua base de conhecimento por meio de macroconstruções; d) permitir a manipulação dos objetos que estão na tela. (BRASIL, 2006c, p. 88)
Nessa linha, pretende-se usar um software a fim proporcionar o “pensar matematicamente”, as OCEM-EM (2006, p. 88-89) citam os softwares de geometria dinâmica como recursos interessantes, para sua manipulação exigem “[...] além de conhecimento em geometria, uma escolha de estratégia de resolução do problema, com a elaboração de um cronograma de ataque aos diferentes subproblemas que compõem o problema maior.” E consideram ainda a importância de trabalhar dessa maneira pois “É uma atividade que coloca em funcionamento diferentes habilidades cognitivas – o pensar geométrico, o pensar estratégico, o pensar hierárquico.”
Para o estudo da geometria analítica é importante salientar a existência de vários programas e o trabalho com eles permite várias maneiras de explorá-lo.
Para o estudo das funções, das equações e das desigualdades da geometria analítica (retas, círculos, cônicas, superfícies), tem-se uma grande variedade de programa de expressão. Em muitos desses programas, pode-se trabalhar tanto com coordenadas cartesianas como com coordenadas polares. Os recursos neles disponibilizados facilitam a exploração algébrica e gráfica, de forma simultânea, e isso ajuda o aluno a entender o conceito de função, e o significado geométrico do conjunto-solução de uma equação – inequação. (BRASIL, 2006, p. 89)
O Currículo do estado de São Paulo (2011) aponta a utilização de recursos tecnológicos de maneira muito positiva. O trabalho em matemática deve tirar proveito desses recursos.
Por um lado, certamente os numerosos recursos tecnológicos disponíveis para utilização em atividades de ensino encontram um ambiente propício para acolhimento no terreno da Matemática: máquinas de calcular, computadores,
softwares para a construção de gráficos, para as construções em Geometria
e para a realização de cálculos estatísticos são muito bem-vindos, bem como o seu uso será crescente, inevitável e desejável, salvo em condições extraordinárias, em razão de extremo mau uso. (SÃO PAULO, 2011, p. 33- 34)
A escolha de um software deve ser realizada de forma criteriosa a fim de contemplar objetivos preestabelecidos. Esse papel fica a cargo do professor que decidirá após análise de vários aspectos em relação aos alunos, conteúdos, recursos disponíveis etc.