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A study regarding the influence of MMC mobility on hyperthermia efficiency was conducted by  Ludwig and coworkers [280]. MMCs with diameters in the range 100–200 nm and different coatings

Os constrangimentos do edifício não passam somente pela pouca adequação do espaço às funções museológicas, mas, também, pelo seu estado de conservação e pelas condições envolventes que influenciam a estabilidade ambiental.

A primeira situação a evidenciar é a localização do edifício sobre algumas linhas de água subterrâneas e pluviais. Como forma de aproveitamento das águas, foi construída na sub-cave do Palácio uma cisterna que já se encontra desactivada, mas que durante o Inverno enche, libertando humidade para as estruturas do edifício81

.

Outra situação complexa e de difícil resolução é a ocorrência de sucessivas inundações. Este facto decorre da crescente urbanização do espaço envolvente, que, por um lado, conduziu a uma diminuição da permeabilidade dos solos, e por outro colocou o edifício na base de um declive sem solução de escoamento de água. Em alturas de chuvas intensas, dá-se uma excessiva concentração de água junto à fachada sul, o que, por não haver uma adequada drenagem, provoca a acumulação destas águas, ao longo da referida fachada, que acaba por

81 De acordo com o Relatório de Actividades do MNTr para o ano de 2008, foi lançado pelo INAG, I.P. um

concurso para o estudo e ordenamento da bacia do rio da Costa, onde desemboca a Ribeira do Parque Botânico do Monteiro-Mor, sendo também identificada a existência de um projecto da responsabilidade do Instituto Nacional da Água, I.P. que poderá vir a contribuir para a minimização do impacto dos caudais, no quadro de uma intervenção na bacia hidrográfica da zona.

escoar para dentro do Museu. As inundações já danificaram estruturas e levaram à perda de peças da colecção, assim como de vários livros existentes na biblioteca82

. Esta situação também tem condicionado, inevitavelmente, o uso dos espaços:

a) A cave, que já foi utilizada para acolher exposições temporárias, concertos e peças de teatro83

, deixou de assumir estas funções. De momento, apenas a parte mais segura é utilizada como armazém;

b) O r/c deixou, igualmente, de poder ser contemplado como área pública com colecções, passando algumas das salas a integrar os espaços disponíveis para eventos externos84

;

c) Os gabinetes da direcção e secretaria passaram a ocupar duas salas anteriormente destinadas a zona expositiva.

De forma a poder inverter esta situação, conseguiu-se que a Câmara Municipal de Lisboa duplicasse a canalização de recolha de águas pluviais e que assegurasse a limpeza regular e continuada dos sumidouros e valetas da rua. Apesar dos esforços, ainda não existe uma solução definitiva para este problema.

A juntar à ocorrência de inundações, o edifício apresenta, também, um elevado risco de infiltrações, devido à falta de limpeza nas coberturas85

e de telhas partidas. Consequentemente, existem algumas paredes que têm vindo a deteriorar-se86

. É ainda de referir que, em 2006, foi detectada uma infestação de térmitas em toda a estrutura interna de madeira; em Janeiro de 2009 caiu uma parte do tecto numa das salas de exposição; e em Novembro outra da sala das reservas. Apesar de, em 2003, se ter elaborado um relatório de diagnóstico e análise das patologias do edifício, e de se ter reportado todas as situações à tutela, ainda nada se fez para as solucionar e reverter.

A degradação do edifício contribui como factor de risco para a conservação das colecções, especialmente em reserva, por se localizarem no sótão do Palácio. Esta zona apresenta graves problemas de ordem climatérica, sendo impossível controlar os níveis de temperatura e humidade relativa.

82 Vd. Figura 23 – Pormenores do edifício após as inundações que destruíram parte do pavimento do rés-do-chão. 83 Vd. Figura 20, alínea a) - Planta da Cave e Figura 24 – Pormenores da Cave.

84 Museu Nacional do Traje. In Guia Técnico – Museus e Monumentos. Lisboa: Turismo de Portugal, 2009.

[Em linha]. [Consultado em 30 de Junho de 2010]. Disponível em WWW:<URL: http://www.turismodeportugal.pt/Portugu%C3%AAs/AreasActividade/ProdutoseDestinos2009/Documents/2 0_MuseuNacionalTraje.pdf.

85 Originando um crescimento espontâneo e abundante de plantas e uma acumulação de folhas caídas das árvores

do Parque Botânico nas caldeiras, entupindo-as nas entradas dos tubos de queda de água.

A própria segurança é igualmente posta em causa. Para além dos condicionalismos de planta, já referidos no ponto anterior, existem zonas com instalações eléctricas cujos fios são ainda revestidos a tecido, situação passível de aumentar o risco de curto-circuito e incêndio.

O caso agrava-se por se tratar de um edifício classificado como imóvel de interesse público87

e, por isso, protegido por lei. Segundo a Lei de Bases da Política e do Regime de Protecção e Valorização do Património Cultural, o detentor do bem tem o dever de conservar, cuidar e proteger devidamente o bem, de forma a assegurar a sua integridade e a evitar a sua perda, destruição ou deterioração88, e ainda executar os trabalhos ou as obras que o serviço competente, após devido procedimento,

considerar necessárias para assegurar a salvaguarda do bem89.

Ao longo dos vários anos de existência do Museu as intervenções realizadas pelo instituto de tutela têm sido obras de reparação, nomeadamente ao nível dos pavimentos e instalações eléctricas, realizadas em sequências das diversas inundações ocorridas no Palácio e não acções de conservação contínuas. Não se verificou, igualmente, nenhuma intervenção estrutural de fundo.

Na tentativa de averiguar as razões que afastaram este Museu das prioridades tutelares, dirigimo-nos à direcção do IMC, IP, que nos garantiu que tal intervenção de fundo ainda não foi possível unicamente por razões financeiras. O MNTr foi objecto de sinalização ao Programa Operacional de Cultura (POC), de forma a ser prevista a apresentação da respectiva candidatura. No entanto, dadas as limitações monetárias do POC para a região Lisboa e Vale do Tejo (LVT), cedo se constatou que não seria possível, no quadro das disponibilidades do antigo Instituto Português dos Museus (IPM), avançar com a candidatura. Com efeito, a existência de uma taxa mais reduzida de comparticipação financeira para as obras que decorressem na região LVT, obrigaria o instituto de tutela a possuir recursos orçamentais, atribuídos através do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC), muito significativos. Por outro lado, as regras do POC determinavam que as candidaturas não podiam contemplar apenas o projecto, mas igualmente a concretização das obras, o que significava que o IPM/IMC teria de avançar com os seus próprios recursos para custear integralmente o projecto, só sendo ressarcido, parcialmente, da despesa depois de aprovação da candidatura.

Sobre a situação geral do edifício, o Arquitecto Carlos Guimarães refere, ainda em 2004, que o actual estado de conservação do edifício, acrescido dos naturais estrangulamentos que coloca às

87 Decreto n.º 95/78, de 12 Setembro. 88 Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro, art.º 21.

exigências expositivas, imporá, a breve prazo, uma remodelação integral, sem a qual dificilmente o museu poderá continuar a funcionar. Quer no que respeita às condições de conservação, montagem e exposição, quer no que se refere a problemas de segurança, o desajuste face a exigências contemporâneas é imenso. E estas questões agudizam-se perante o aumento de intensidade de usos, como os que decorrem da realização periódica de exposições temporárias90.