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A nossa análise, quer descritiva quer econométrica, contribuiu para dar respostas às hipóteses que orientaram a nossa pesquisa.

Começando por analisar as hipóteses secundárias, é clara a relação entre o trabalho temporário ou a proporção de trabalho temporário tanto com o empreendedorismo como com o autoemprego. Sendo o empreendedorismo também uma forma de autoemprego e sendo este, a par com o trabalho temporário, uma das novas formas de trabalho flexível, é de esperar que exista uma relação positiva entre as duas, confirmando a nossa primeira hipótese secundária.

Quanto à nossa segunda hipótese secundária, a relação entre o empreendedorismo e a dívida pública é claramente positiva, o que é demonstrado pelos modelos econométricos 2 e 9. No entanto, não foi possível estimar a relação com o nível de desemprego.

A nossa terceira hipótese secundária é confirmada pelos modelos 1 e 2. No modelo 1 vemos que as compensações de desemprego distorcem o nível de autoemprego e no modelo 2 vemos que estas contribuem positivamente o empreendedorismo, confirmando os resultados de Román, Congregado e Millán (2010b).

Quanto à quarta hipótese secundária, temos que recorrer aos coeficientes estandardizados estimados pelos nossos modelos em relação às variáveis de educação. Em 2005, no modelo 1, a participação em educação e formação explica o autoemprego em cerca de 30%; em 2010, o autoemprego é explicado pelo modelo 5, tendo como única variável independente a participação no Ensino Superior, a qual tem um impacte estandardizado igual ao nível explicativo do modelo. Quanto ao empreendedorismo, em 2005, o modelo 4 usa a variável participação no Ensino Superior para explicar negativamente a variável dependente, diminuindo-a em cerca de 30%; em 2010, a influência desta variável no empreendedorismo passa a ser positiva, tendo no modelo 6 um impacte positivo de quase 50%.

Não podemos inferir com clareza se as variáveis de educação têm maior poder explicativo sobre o autoemprego ou sobre o empreendedorismo, podendo apenas concluir que i) o ensino superior influenciava negativamente o empreendedorismo em 2005 a influenciá-lo positivamente em 2010, e que ii) o autoemprego é tanto em 2005 como em 2010 influenciado pela educação.

Por fim, quanto à hipótese central do nosso estudo, a primeira impressão que podemos tirar da nossa análise descritiva é a de que, uma vez ocorrida a quebra no nível de empregadores em 2008, as políticas europeias não foram capazes de reverter a tendência decrescente do fenómeno. No entanto, pela mesma análise, vemos que em 2009 o autoemprego começou a recuperar da quebra que iniciou em 2007.

Pela análise econométrica, as variáveis que selecionámos enquanto representativas de medidas de estímulo das políticas de empreendedorismo, parecem sortir apenas efeito sobre o autoemprego, à exceção das contribuições para a segurança social por parte dos empregadores. A variável impostos sobre os lucros das empresas tem um efeito positivo sobre o nível de autoemprego em 2005, o que deverá querer dizer que políticas de redução dos custos tributários das empresas não levarão a um aumento do mesmo, ao contrário daquilo que deve ser expectado pelas políticas de apoio à criação de empresas. A variável indicativa da transição para uma economia intensiva em conhecimento, investimento em I&D, aparece também negativamente correlacionada com o autoemprego, tanto em 2005 como em 2010.

Ou seja, quanto à hipótese central do nosso estudo, que era a de que as políticas da EL estiveram mais orientadas para estimular o autoemprego do que do empreendedorismo, esta não pode ser totalmente confirmada pelos modelos. Podemos sim, tanto pela análise descritiva como pela análise econométricas, inferir que as políticas europeias não tiveram efeito sobre o nível de empreendedorismo. Quanto ao autoemprego, embora a análise descritiva aponte para uma recuperação do mesmo a partir de 2009, esta pode ser meramente devida ao ciclo económico, embora também possa ter sido influenciada pelas políticas da EL. No entanto, a nossa análise econométrica, sugere que algumas medidas de política possam ter sortido um efeito negativo sobre o autoemprego. Ainda assim, nada podemos inferir sobre a relação entre as políticas da EL e o autoemprego.

Conclusão

O nosso estudo foi iniciado com a pergunta de partida qual o impacte das políticas

europeias nos níveis de empreendedorismo e autoemprego na UE-15, dadas as condições macroeconómicas que se fizeram sentir no período da Estratégia Europeia para o Crescimento e Emprego (2005-2010)?

Depois de fazermos o necessário enquadramento teórico e de, recorrendo à informação disponível, analisado estatisticamente os fenómenos, pensamos poder dar algumas respostas à pergunta.

A escolha das variáveis quer dependentes que independentes, foi condicionada pela disponibilidade dos dados, quer em termos de variedade, quer em termos de períodos temporais disponíveis. Esta escolha terá, naturalmente, tido uma forte influência nos resultados obtidos, tendo limitado o espetro de estimação dos modelos. Por sua vez, nada nos garante que os fenómenos estudados tenham uma relação linear com a variável dependente, tendo alguns dos autores de estudos anteriores usado outros tipos de modelos e dados.

Estudos futuros poderão procurar horizontes temporais mais alargados, os quais deverão levar a resultados mais precisos. Análises logit ou de séries temporais e o uso de dados de painel poderão contribuir para aumentar a precisão do estudo, bem como uma escolha mais alargada de variáveis dependentes e independentes.

A crise económica e financeira mundial veio não só distorcer a eficácia das políticas da EL, como colocar em causa muitos dos resultados anteriormente alcançados pelas mesmas, o que poderá ter posto em causa alguma das hipóteses do nosso estudo. Ainda assim, foi um fator que tivemos em conta desde o início do estudo, tendo tido em conta o seu impacte ao longo de todo o estudo.

Quanto ao nível de empreendedorismo, o qual foi medido pela generalização do autoemprego com empregados (empregadores), defendida por Román, Congregado e Millán (2010a), não nos foi possível encontrar nenhuma relação de impacte direto das políticas europeias no mesmo nem em 2005 nem em 2010. Dadas as nossas hipóteses, esta conclusão está de acordo com o previsto.

No entanto, esperávamos encontrar uma relação de impacte positivo entre as políticas da estratégia e o nível de autoemprego, uma vez que colocámos como hipótese inicial que as políticas orientadas para o empreendedorismo fossem na verdade medidas

‘disfarçadas’ de ativação do mercado de trabalho, dado o longo histórico de taxas de desemprego elevadas na Europa. Dados os resultados obtidos, não podemos retirar nenhuma conclusão clara acerca do impacto das políticas europeias sobre o nível de autoemprego.

Ainda assim, pudemos observar que as despesas em I&D influenciam negativamente o autoemprego, quer em 2005, quer em 2010, o que demonstra que alguma incompatibilidade entre o autoemprego e as políticas para uma economia intensiva em conhecimento.

Foi-nos possível confirmar a tendência de reatividade face ao ciclo económico por parte dos empreendedores, a qual nos fora referida por Koellinger e Thurik (2009), dado que o nível de dívida pública gera um impacte positivo no nível de empreendedorismo.

Também foi confirmado o postulado de Román, Congregado e Millán (2010a) de que qualquer tipo de rendimento, entre os quais as compensações de desemprego, aumentarão a probabilidade de um indivíduo transitar para uma situação de empregador. Quanto aos novos paradigmas do mercado de trabalho, à novas relação laboral e à flexibilidade, é evidente a existência de uma relação de causalidade entre o trabalho temporário e ambas as variáveis em estudo, o empreendedorismo e o autoemprego, o que sugere que todas estas são formas de emprego a emergir na sociedade.

Foi encontrada evidência para uma relação entre a procura doméstica e ambas as variáveis do estudo, empreendedorismo e autoemprego, o que sugere que ambas são guiadas pela oportunidade (opportunity-driven).

Outra das falhas do nosso estudo foi provar a relação entre empreendedorismo e Ensino Superior, a qual se tornou inconclusiva, não podendo confirmar as relações estudadas por Román, Congregado e Milán (2010b) e por Block, Hoogerheide e Thurik (2013).

Em suma, embora não tenhamos confirmado a existência de uma relação entre as políticas europeias da EL com o autoemprego, podemos confirmar parcialmente a hipótese central do no nosso estudo, uma vez que estimámos não ter havido qualquer tipo de relação entre essas políticas e o nível de empreendedorismo, o que nos remete para o argumento de que a transição de uma economia de gestão para a economia do empreendedorismo é ainda uma realidade distante.

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Anexo A – Outputs do SPSS

Modelo 1

Descriptive Statisticsb

Meana Root Mean Square N Self-employment (15-74) 05 1751,3786 2407,49428 14 gov consolidated gross debt / % gdp 05 61,3500 65,58862 14 particip in ed and training (25-64)% 05 12,5214 14,93512 14

Temporary employees 05 1448,8500 2162,46197 14

unemp benef / % gdp 05 1,7807 1,93160 14

Model Summaryf,g

Model R R Squareb Adjusted R Square Std. Error of the Estimate Durbin-Watson

1 ,975e ,950 ,930 634,99875 1,431

ANOVAf,g

Model Sum of Squares df Mean Square F Sig.

1 Regression 7,711E7 4 1,928E7 47,810 ,000e

Residual 4032234,078 10 403223,408 Total 8,114E7 14 Coefficientsa,b Model Unstandardized Coefficients Standardized Coefficients t Sig. Collinearity Statistics

B Std. Error Beta Tolerance VIF

1

Temporary employees 05 ,789 ,104 ,709 7,557 ,000 ,565 1,770

gov consolidated gross debt / % gdp 05 31,845 5,059 ,868 6,295 ,000 ,262 3,823 unemp benef / % gdp 05 -1125,883 211,043 -,903 -5,335 ,000 ,173 5,770 particip in ed and training (25-64)% 05 54,563 18,728 ,338 2,913 ,015 ,368 2,716 a. Dependent Variable: Self-employment (15-74) 05

Modelo 2

Model Summarye,f

Model R R Squareb Adjusted R Square Std. Error of the Estimate Durbin-Watson

1 ,962d ,925 ,905 246,88995 1,315

f. Linear Regression through the Origin

ANOVAe,f

Model Sum of Squares df Mean Square F Sig. 1 Regression 8321269,001 3 2773756,334 45,505 ,000d Residual 670501,139 11 60954,649 Total 8,992E6 14 Coefficientsa,b Model Unstandardized Coefficients Standardized Coefficients t Sig. Collinearity Statistics

B Std. Error Beta Tolerance VIF

1 Temporary employees 05 ,285 ,041 ,768 7,029 ,000 ,567 1,763

gov consolidated gross debt / % gdp 05 8,110 1,967 ,664 4,124 ,002 ,262 3,821

unemp benef / % gdp 05 -189,736 66,706 -,457 -2,844 ,016 ,262 3,813

a. Dependent Variable: Self-employment WE (15-74) 05 b. Linear Regression through the Origin

Descriptive Statisticsb

Meana Root Mean Square N Self-employment WE (15-74) 05 576,9857 801,41705 14 gov consolidated gross debt / % gdp 05 61,3500 65,58862 14

Temporary employees 05 1448,8500 2162,46197 14

Modelo 3

Descriptive Statistics

Mean Std. Deviation N

Self-employment (15-74)/act pop 05 13,8801 5,73088 14

net saving / %gdp 05 7,2214 4,96994 14

gov consolidated gross debt / % gdp 05 61,3500 24,07139 14

taxes on the income or profits of corporations including holding gains 05 3,1214 ,58858 14

Temporary employees 05 1448,8500 1665,92678 14

Soc protec expenditure / % gdp 05 26,7064 3,87186 14

R&D expend / %gdp 05 14,8586 48,40314 14

Model Summaryg

Model R R Square Adjusted R Square Std. Error of the Estimate Durbin-Watson

1 ,997f ,994 ,989 ,61249 1,994

ANOVAg

Model Sum of Squares df Mean Square F Sig.

1 Regression 424,333 6 70,722 188,519 ,000f

Residual 2,626 7 ,375

Coefficientsa Model Unstandardized Coefficients Standardized Coefficients T Sig. Collinearity Statistics

B Std. Error Beta Tolerance VIF

1 (Constant) 22,364 2,257 9,909 ,000

net saving / %gdp 05 -,259 ,047 -,224 -5,540 ,001 ,536 1,864

Soc protec expenditure / % gdp 05

-,866 ,049 -,585 -17,851 ,000 ,818 1,222

gov consolidated gross debt / % gdp 05

,201 ,012 ,842 16,992 ,000 ,358 2,797

R&D expend / %gdp 05 -,045 ,004 -,377 -10,032 ,000 ,621 1,611

Temporary employees 05 ,000 ,000 -,177 -5,771 ,001 ,929 1,077

taxes on the income or profits of corporations including holding gains 05

1,842 ,383 ,189 4,814 ,002 ,569 1,759

Modelo 4

Descriptive Statisticsb

Meana Root Mean Square N

Self-employment WE (15-74) / act pop 05 4,5024 4,65485 14

domestic demand / %gdp 05 98,4429 98,63480 14

particip in ed and training (25-64)% 05 12,5214 14,93512 14

Model Summaryd,e

Model R R Squareb Adjusted R Square Std. Error of the Estimate Durbin-Watson

1 ,988c ,976 ,972 ,77403 2,685

ANOVAd,e

Model Sum of Squares df Mean Square F Sig.

1 Regression 296,157 2 148,078 247,159 ,000c Residual 7,189 12 ,599 Total 303,346b 14 Coefficientsa,b Model Unstandardized Coefficients Standardized Coefficients T Sig. Collinearity Statistics

B Std. Error Beta Tolerance VIF

1 domestic demand / %gdp 05 ,058 ,004 1,230 15,625 ,000 ,319 3,137 particip in ed and training (25-

64)% 05

-,097 ,025 -,312 -3,965 ,002 ,319 3,137

a. Dependent Variable: Self-employment WE (15-74) / act pop 05 b. Linear Regression through the Origin

Modelo 5 Descriptive Statisticsb Meana Root Mean Square N Self-employment (15-74) 10 1702,5500 2415,53073 14 tertiary educ particp (trends

in nº stud) 10 1011,9857 1374,69681 14 Model Summaryc,d Model R R Squareb Adjusted R Square Std. Error of the Estimate Durbin-Watson 1 ,966a ,933 ,928 646,67574 2,609 ANOVAc,d

Model Sum of Squares df Mean Square F Sig.

1 Regression 7,625E7 1 7,625E7 182,335 ,000a

Residual 5436463,708 13 418189,516 Total 8,169E7 14 Coefficientsa,b Model Unstandardized Coefficients Standardized Coefficients t Sig. Collinearity Statistics

B Std. Error Beta Tolerance VIF

1 tertiary educ particp (trends in nº stud) 10

1,698 ,126 ,966 13,503 ,000 1,000 1,000

a. Dependent Variable: Self-employment (15-74) 10 b. Linear Regression through the Origin

Modelo 6 Descriptive Statisticsb Meana Root Mean Square N Self-employment WE (15-74) 10 553,0500 800,59785 14

tertiary educ particp (trends in nº stud) 10 1011,9857 1374,69681 14

Temporary employees 10 1436,8500 2098,68205 14

Model Summaryd,e

Model R R Squareb Adjusted R Square Std. Error of the Estimate Durbin-Watson 1 ,973c ,948 ,939 197,87997 2,074 ANOVAd,e

Model Sum of Squares df Mean Square F Sig.

1 Regression 8503519,181 2 4251759,591 108,584 ,000c Residual 469877,769 12 39156,481 Total 8,973E6 14 Coefficientsa,b Model Unstandardized Coefficients Standardized Coefficients t Sig. Collinearity Statistics

B Std. Error Beta Tolerance VIF

1 Temporary employees 10 ,194 ,069 ,508 2,803 ,016 ,133 7,540 tertiary educ particp (trends

in nº stud) 10

,281 ,106 ,482 2,658 ,021 ,133 7,540

a. Dependent Variable: Self-employment WE (15-74) 10 b. Linear Regression through the Origin

Modelo 7 Descriptive Statisticsb Meana Root Mean Square N Self-employment (15-74)/act pop 10 12,2660 12,77201 14

gov consolidated gross debt / % gdp 10

70,8286 75,40800 14

temp empl / act pop 10 10,3128 10,98921 14

Model Summaryd,e

Model R R Squareb Adjusted R Square Std. Error of the Estimate Durbin-Watson 1 ,985c ,971 ,966 2,35690 2,035 ANOVAd,e

Model Sum of Squares df Mean Square F Sig.

1 Regression 2217,078 2 1108,539 199,557 ,000c Residual 66,660 12 5,555 Total 2283,738b 14 Coefficientsa,b Model Unstandardized Coefficients Standardized Coefficients t Sig. Collinearity Statistics

B Std. Error Beta Tolerance VIF

1 gov consolidated gross debt / % gdp 10

,123 ,017 ,725 7,091 ,000 ,233 4,297

temp empl / act pop 10 ,333 ,119 ,286 2,799 ,016 ,233 4,297

a. Dependent Variable: Self-employment (15-74)/act pop 10 b. Linear Regression through the Origin

Modelo 8 Descriptive Statisticsb Meana Root Mean Square N Self-employment (15-74)/act pop 10 12,2660 12,77201 14 domestic demand / %gdp 10 95,1786 95,65705 14 R&D expend / %gdp 10 2,2321 2,36834 14

Model Summaryd,e

Model R R Squareb Adjusted R Square Std. Error of the Estimate Durbin-Watson 1 ,981c ,962 ,955 2,70473 2,505 ANOVAd,e

Model Sum of Squares df Mean Square F Sig.

1 Regression 2195,951 2 1097,975 150,087 ,000c Residual 87,787 12 7,316 Total 2283,738b 14 Coefficientsa,b Model Unstandardized Coefficients Standardized Coefficients t Sig. Collinearity Statistics

B Std. Error Beta Tolerance VIF

1 domestic demand / %gdp 10 ,185 ,022 1,387 8,347 ,000 ,116 8,615 R&D expend / %gdp 10 -2,396 ,896 -,444 -2,675 ,020 ,116 8,615 a. Dependent Variable: Self-employment (15-74)/act pop 10

Modelo 9 Descriptive Statistics Mean Std. Deviation N Self-employment WE (15-74) / act pop 10 4,0221 ,85275 14

gov consolidated gross debt / % gdp 10 70,8286 26,85506 14 Model Summaryb Model R R Square Adjusted R Square Std. Error of the Estimate Durbin-Watson 1 ,660a ,436 ,389 ,66677 1,544 ANOVAb

Model Sum of Squares df Mean Square F Sig.

1 Regression 4,118 1 4,118 9,264 ,010a Residual 5,335 12 ,445 Total 9,453 13 Coefficientsa Model Unstandardized Coefficients Standardized Coefficients t Sig. Collinearity Statistics

B Std. Error Beta Tolerance VIF

1 (Constant) 2,538 ,519 4,887 ,000

gov consolidated gross debt / % gdp 10

,021 ,007 ,660 3,044 ,010 1,000 1,000

In document Å bli integrert (sider 111-119)