4 REKLAMASJONENS REKKEVIDDE – SAMME MANGEL
4.4 Ny mangel forårsaket av utbedringsforsøket – et særtilfelle
PALLOFF e PRATT (2002) relatam que muitos professores, erroneamente, pensam que lecionar online envolve mudança curricular. Entretanto, os autores ressaltam que não é o currículo que muda, mas sim a pedagogia. “A criação de um curso online eficiente envolve uma mudança de paradigma, referente ao modo de apresentação do material do curso”. (ibid., p.115)
Em cursos presenciais é o professor quem atua como mediador pedagógico entre a informação oferecida e a aprendizagem dos alunos. Na EAD online, esta mediação acontece por meio dos textos e outros materiais colocados à disposição no ambiente virtual. Supõe-se, então, que esses recursos sejam pedagogicamente diferentes daqueles utilizados em cursos presenciais. De acordo com Gutiérrez e Prieto, “a diferença passa inicialmente pelo tratamento dos conteúdos, que estão a serviço do ato educativo. [...] De outra forma, não interessa uma informação em si mesma, mas uma informação mediada pedagogicamente.” (1994, p. 62)
Ainda, segundo esses autores, “há propostas tradicionais de educação a distância nas quais o texto básico é tratado sem nenhuma concessão ao leitor, pensando exclusivamente no desenvolvimento de um conteúdo programático. Depois, com a sugestão de alguns exercícios e de alguns guias didáticos, pretende-se cumprir o objetivo. Quer dizer, a proposta pedagógica é externa ao texto”. (id., ibid.)
Com a seleção e organização dos conteúdos, foram produzidos quatorze textos utilizados nos seis módulos do curso. Quatro foram textos escritos por mim. Três foram escritos por mim e pela Profª Vani Kenski. Um dos textos é de autoria do próprio Sebrae. E os outros seis foram adaptações realizadas a partir de textos considerados importantes para tratar dos assuntos propostos.
Entendo-se que os materiais disponíveis aos alunos em um curso a distância online devem proporcionar interlocução entre professor e alunos, trabalhou-se com a concepção de mediação pedagógica como “o tratamento de conteúdos e das formas de expressão dos diferentes temas, a fim de tornar possível o ato educativo dentro do horizonte de uma educação concebida como participação, criatividade, expressividade e relacionalidade”. (id., ibid.)
Como já apresentado no capítulo 2 desta investigação, GUTIÉRREZ e PRIETO (1994) definem três fases de mediação pedagógica para a elaboração dos materiais:
Tratamento com base no tema: o autor do texto faz uso de recursos pedagógicos para tornar a informação acessível, clara e bem organizada.
Tratamento com base na aprendizagem: desenvolve os procedimentos mais adequados para que a auto-aprendizagem converta-se num ato educativo.
Tratamento com base na forma: refere-se aos recursos expressivos postos em jogo no material: diagramação, tipos de letras, ilustrações, entre outros.
No “Curso de Capacitação de Tutores”, o tratamento com base no tema é presente, pelo fato de que os materiais32 foram escritos, pensando-se nas pessoas que os leriam. Em outras palavras, os textos foram redigidos para os alunos como forma de potencializar a intercomunicação didática. Para isto, procurou-se adequar a linguagem a uma forma de conversação (HOLMBERG, 1988) que tinha como objetivo explicar e/ou esclarecer o assunto abordado. Como se tratava de um curso de capacitação para tutoria, e, segundo informações do Sebrae-SP, nenhum dos alunos tinha experiência em trabalhar com EAD online, no intuito de contextualizar o máximo possível o tema com a realidade deles, o texto explicativo trazia como complementação situações exemplos.
No tratamento com base na aprendizagem está a “interlocução como base do ato educativo” (Gutiérrez e Prieto, 1994, p. 81). Dentro deste entendimento, os textos foram escritos com a consciência de que eram apenas apoio ao trabalho, ou seja, sozinhos não realizariam o ato pedagógico. Eles representavam o primeiro elo do processo de conhecimento sobre um determinado assunto. Continham os conceitos principais que por meio das atividades e das interações online foram trabalhados com maior aprofundamento.
O tratamento com base na forma foi realizado a partir de imagens que recuperassem a identidade visual do Sebrae-SP junto aos alunos. Algumas figuras já lhes eram familiares, pois são usadas pela instituição nas apostilas de seus cursos - como, por exemplo, a de “Estudo de Texto” (figura 10) colocada no início de cada leitura. Outras imagens foram incluídas como ilustrativas sobre um determinado assunto, mas sempre procurando fazer relação da imagem com o conteúdo do texto. Todos os textos foram elaborados para serem de
32 Utiliza-se aqui o termo “materiais” para falar de tudo aquilo que é disponibilizado ao aluno em diferentes
linguagens (escrita e imagética); texto de início dos módulos, descrição das atividades, textos de conteúdo, materiais de apoio, apresentações, etc.
leitura rápida e simples. A maioria tem entre três e quatro páginas, apenas três textos têm entre cinco e seis páginas. Isso porque se considerou, no planejamento, a quantidade média de páginas a serem lidas em uma hora de dedicação, considerando que a participação semanal dos alunos correspondia a cinco horas e exigia, ainda, contribuição nos fóruns e realização das atividades individuais e em grupo.
Figura 10 – Estudo de texto
Esse cuidado com o tamanho do texto foi tomado com base nas experiências em outros projetos de cursos de Educação a Distância online, já realizados pela SITE Educacional. Neles foi possível constatar que, principalmente, para cursos de educação não formal como o “Curso de Capacitação de Tutores”, o ideal é que os textos sejam curtos, objetivos, comunicativos e com linguagem de fácil entendimento para que a leitura flua de forma atraente e não enfadonha.
Nesse sentido, os próprios textos são trabalhados de forma econômica, maximizando o espaço com os principais conceitos e idéias essenciais para informação, reflexão, posicionamento crítico e provocação.
1.5 Atividades
O planejamento e desenvolvimento do curso procuraram garantir aos futuros tutores a mais ampla vivência em um ambiente virtual de aprendizagem. As atividades33 do “Curso de Capacitação de Tutores” foram elaboradas de forma que os alunos adquirissem conhecimento sobre o tema proposto em cada módulo; conhecessem o máximo possível de ferramentas/dispositivos comunicacionais disponíveis no LMS; experimentassem situações
33 Todas as atividades elaboradas para o “Curso de Capacitação de Tutores” estão descritas no item 2 - Estrutura do
diversas em que essas ferramentas/dispositivos são possíveis de serem utilizadas; e vivenciassem situações individuais e coletivas, em atividades colaborativas.
Das várias estratégias pedagógicas possíveis de utilização em um processo de ensino- aprendizagem, “a opção por um modelo depende do conteúdo em questão e do projeto do curso, mas todas as estratégias são mais bem-sucedidas quando as estruturas e os papéis são bem definidos e a informação acessada é relevante a uma tarefa de aprendizagem específica” (Harasim et alli, 2005, p.165).
As atividades foram elaboradas para as finalidades deste curso e de acordo com o perfil dos alunos. Em cada uma delas foram tomados os cuidados de mediação pedagógica citados anteriormente. O objetivo foi o de lhes oferecer conhecimentos teóricos e uma base de experiência que lhes facilitasse o desempenho posterior, como tutores.
A elaboração de atividades centradas no aluno, como a interação entre colegas e os trabalhos em grupo, baseia-se nos princípios colaborativos de ensino que, como Palloff e Pratt explicam, “quando os alunos trabalham em conjunto, isto é, colaborativamente, produzem um conhecimento mais profundo e, ao mesmo tempo, deixam de ser independentes para se tornarem interdependentes” (2002, p.141).
Algumas das atividades individuais e em grupo (sempre com o intuito da colaboração), foram propostas em todos os módulos como, por exemplo, a contribuição para o glossário do curso e as discussões no fórum. Outras eram específicas sobre o tema principal do módulo.