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4.2 Increasing Revenue and Securing a Fair Contribution from the Financial Sector

4.2.2 Redistribution of Tax Burden Levied on the Financial Sector

Operacionaliz ar em atitudes e palavras as concepções que o indivíduo ou as pessoas que o cercam tem sobre masturbação. SITUAÇÃO 1.

M. não consegue se lembrar exatamente quando encontrou algumas revistas e vídeos pornográficos em casa e começou a ver esse material e assistir, mas costuma quando os vê, friccionar os genitais até atingir o orgasmo. Sexta passada, M. estava no quarto, masturbando-se, quando a mãe entrou no quarto

abruptamente e...

Como você acha que continuou a história? - Quais foram as atitudes da mãe?

- Quais foram as atitudes de M?

- Por que você acha que a situação se desenrolou desta forma?

Você imaginou M sendo alguém do sexo feminino ou masculino? Com quantos anos? Por quê?

SITUAÇÃO 2

S. costuma tocar seus genitais enquanto está no banho ou trocando de roupa em seu quarto. Em uma dessas ocasiões a avó de S. a surpreendeu no quarto e... Como você acha que continuou a história?

- Quais foram as atitudes da avó? - Quais foram as atitudes de S?

- Por que você acha que a situação se desenrolou desta forma?

Você imaginou S sendo alguém do sexo feminino ou masculino? Com quantos anos? Por quê?

SITUAÇÃO 3.

F. há muito tempo se masturba, mas nunca entendeu direito o que significava isso. Um dia, aconselhando-se com o pastor, lhe disse que costumava manipular os genitais porque achava gostoso e sentia prazer com isso. O pastor, então, ... Como você acha que continuou a história?

- Quais foram as atitudes do pastor? - Quais foram as atitudes de F?

- Por que você acha que a situação se desenrolou desta forma?

Você imaginou F sendo alguém do sexo feminino ou masculino? Com quantos anos? Por quê?

81 Procedimentos éticos

Esta pesquisa foi submetida, como projeto, a um Comitê de Ética, obtendo parecer favorável (N. CAAE: 03713012.0.0000.5398), em consonância com a Regulamentação do CONEP sobre pesquisas com seres humanos. O termo de consentimento livre e esclarecido foi entregue e assinado para todos/as os/as participantes, tal como constante no modelo presente no Apêndice 1.

Procedimento de Coleta de Dados

Optou-se por selecionar participantes pertencentes à ABUB – Aliança Bíblica Universitária do Brasil que é uma entidade evangélica que agrega diferentes denominações evangélicas. A entidade surgiu na década de 50. A iniciativa pela criação foi da missionária Ruth Siemens e do missionário Robert Young. Ruth e Robert foram impulsionados por diversos movimentos que estavam emergindo, todos vinculados à International Fellowship of Evangelical Students, ao qual a ABUB está filiada.

A entidade no Brasil é dividida em sete regiões: Centro Oeste, Leste, Nordeste, Norte, Minas Gerais, São Paulo/Mato Grosso do Sul e Sul. Cada uma destas regiões é composta por grupos locais. A região paulista é formada por 26 grupos locais espalhados pelo interior, litoral e grande São Paulo, especialmente nas cidades com grande concentração universitária como Campinas, Bauru, São Carlos entre outras. Cada região tem uma diretoria e cada grupo local um representante.

Durante a pesquisa, um antigo assessor e ex-presidente da Região São Paulo e Mato Grosso da ABUB foi entrevistado como forma de pesquisar a estrutura das reuniões e os conteúdos veiculados. Em nível nacional, a ABUB é coordenada e administrada pelo Conselho diretor, formado por três representantes das sete regiões. O grupo se reúne pelo menos uma vez ao ano. As eleições para o Conselho Diretor acontecem durante a realização do Congresso Nacional que acontece a cada dois anos. Neste evento também são feitas outras deliberações gerais e alterações estatutárias da entidade. As diretorias regionais realizam um Conselho semestral, que são reuniões de cunho deliberativo. Existem ainda formações (cursos, palestras, treinamentos e encontros) em nível nacional, regional e local de acordo com a necessidade ou interesse

82 de cada grupo local ou região.23 Anualmente acontece o IPL – Instituto de preparação de líderes, um dos eventos nacionais mais cobiçados. Em nível regional, o curso mais significativo é o de férias da região SP/MS.

O dia-a-dia da ABUB nas universidades tem como objetivo a evangelização. Os responsáveis locais organizam grupos de estudo, oração e louvor para divulgar a palavra de Deus no campus. As observações e participações no grupo da ABUB de uma universidade da Grande São Paulo revelaram que nos grupos de evangelização não existe discussão doutrinária, apenas discussões do evangelho e fé.

A participação nos grupos pareceu bastante aleatória, sem muito engajamento. Entre os/as participantes que aceitaram participar da entrevista, apenas um relatou ir efetivamente aos encontros formativos da ABUB. A ABUB tornou-se o meio pelo qual os jovens foram recrutados para pesquisa e o critério para permanecer na pesquisa foi pertencer atualmente a alguma filiação religiosa.

Assim, a busca pelos participantes ocorreu por meio da análise de diversas páginas de grupos filiados a ABUB na região São Paulo de uma rede social em função da receptividade do responsável por cada grupo local. Um contato foi feito com os coordenadores do grupo verificando a disponibilidade da realização da pesquisa com os/as membros do grupo. Após a concordância da coordenadora em participar da pesquisa, a pesquisadora passou a frequentar as reuniões do grupo para conhecer a estrutura dos encontros, estabelecer rapport, falar da pesquisa e convidar os/as participantes para participar da coleta. A pesquisadora participou de cinco encontros, divididos em estudo bíblico e louvor.

Os primeiros convites foram feitos após o terceiro encontro e houve pouca adesão, o mesmo aconteceu nos encontros seguintes. Por esta razão também foram feitos convites aos membros do grupo por meio da página do grupo no Facebook. As entrevistas foram agendadas pessoalmente e via e-mail.

23Nos treinamentos de cada região e micro região são oferecidas palestras sobre diversos temas. De

acordo com nosso informante, antigo conselheiro da ABUB, em certas ocasiões eles/elas organizam palestras sobre sexualidade, ministradas por médicos/as e psicólogos/as cristãos/ãs. Esses processos formativos acontecem com pouca frequência e são voltados para os responsáveis e organizadores dos grupos locais e diretoria regional.

83 Antes da realização da entrevista, os/as participantes foram informados/as sobre os objetivos gerais da pesquisa, bem como de que se tratava de uma participação voluntária. O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido foi assinado após a realização da entrevista.

Toda a coleta de dados ocorreu em um campus universitário de uma universidade pública localizada na Grande São Paulo. O dia e horário da entrevista foram previamente combinados e agendados entre pesquisadora e participantes. As entrevistas foram realizadas em salas reservadas da universidade citada garantindo privacidade e condições adequadas para a coleta de dados.

Todas as entrevistas foram gravadas em áudio por um gravador de voz digital Sony ICD-PX312 e a duração média das entrevistas foi de 58 minutos. Após a gravação, as entrevistas foram transcritas integralmente para análise dos dados. Além disso, também para registro de dados de contexto utilizou-se de um Diário de Campo, quando foram registradas observações e comentários fora do contexto da entrevista.

Procedimento de Análise dos dados

Os dados foram analisados qualitativamente, por meio da elaboração de categorias de análise do conteúdo das respostas dos participantes (BARDIN, 1979, SPATA, 2005). Após leitura flutuante e exaustiva das respostas, foram criadas categorias de análise de acordo com o conteúdo das respostas. Os dados foram agrupados em três categorias e subcategorias, tal como se apresentam no Quadro 3, abaixo.

CATEGORIAS SUBCATEGORIAS Descrição

Concepções sobre masturbação

9 Forma de obtenção de prazer sem relação com parceiro/a

9 Alívio de tensão

9 Algo que o cristão não deve praticar

Relatos dos/as participantes sobre conceito e representação da masturbação.

84 9 Comum 9 Mitos ou equívocos 9 Desvio da sexualidade normal Percepção de Educação Sexual sobre Masturbação 9 Educação Sexual recebida na família 9 Educação Sexual recebida na escola 9 Educação sexual recebida pela igreja

Relatos dos/as participantes sobre a educação sexual recebida pelos familiares, religiosas e em situações escolares, de modo intencional e planejado, ou de modo informal e não intencional. Constituição de ethos privado e religioso 9 Pontos de concordâncias e divergências entre os discursos; 9 Concepções e atitudes diante das divergências;

9 Rupturas e acomodações das crenças e

concepções;

Relatos dos/as participantes sobre as crenças religiosas que concordam ou discordam e suas atitudes diante disso.

Quadro 3. Categorias de análise

No caso das questões projetivas, foram elaboradas a priori questões que seriam analisadas diante das respostas dos participantes. Para cada situação, havia objetivos delimitados e as questões norteadoras. Tais questões e objetivos estão descritos no Quadro 4, abaixo.

TEMA