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Redigeringsfelt, bokser og knapper

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2.3.8 Redigeringsfelt, bokser og knapper

A Estatística pode ser utilizada como forma de intervenção em discussões, e quando presente em sala de aula pode possibilitar ao aluno refletir sobre a presença dela na sociedade. Tendo isso em mente, ao organizar uma atividade de Modelagem, o professor deve propor projetos de modelagem que leve os alunos a analisar o papel da Estatística nas práticas sociais.

Ao promover a formação crítica do aluno, este se torna preparado para intervir em debates políticos, sociais e econômicos. Por isso, a perspectiva sócio-crítica tem um grande impacto na comunidade de modelagem matemática na educação estatística, influenciando não apenas práticas educacionais como também o desenvolvimento de pesquisas.

Nesta abordagem torna-se imprescindível a capacidade de discutir as implicações dos resultados estatísticos, decorrentes da resolução de situações problema, na sociedade. Segundo Araújo (2012, p. 851) “o uso de fórmulas ou modelos matemáticos sem o questionamento de sua origem é uma prática corriqueira entre profissionais de diversas áreas. Mas esse questionamento é desejável em uma abordagem de modelagem segundo a educação matemática crítica”.

Os argumentos baseados em matemática podem ser usados para restringir a possibilidade de se produzir contra-argumentos e dificultar a inclusão de mais pessoas no debate. Aqueles que não se sentem à vontade com a matemática podem simplesmente aceitar o argumento do outro (BARBOSA, 2001).

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Anais da XIII Semana de Matemática

e III Semana de Estatística SEMATES 2013 ISBN 978-85-7764-034-8

Portanto, se estamos interessados em construir uma sociedade democrática, onde as pessoas possam participar de sua condução e, assim, exercer cidadania, entendida aqui genericamente como inclusão nas discussões públicas, devemos reconhecer a necessidade das pessoas se sentirem capazes de intervir em debates baseados em estatística.

A Modelagem como exposta acima, vislumbra uma vivencia para os alunos de Engenharia Ambiental que busca romper com posturas baseadas no paradigma do exercício (Skovsmose, 2008), para uma perspectiva investigativa de observar a realidade por meio de um olhar carregado de significados sócio-matemáticos e ter a capacidade de nela intervir.

Para Campos, Wodewotzki e Jacobini (2011) uma educação Estatística que se proponha a seguir os princípios da Educação Crítica deve envolver alguns aspectos como:

a) Problematizar o ensino, trabalhar a estatística por meio de projetos, permitindo aos alunos que trabalhem individualmente e em grupos, valendo-se dos princípios da modelagem matemática, usando exemplos reais, contextualizados dentro de uma realidade condizente com a do aluno;

b) Favorecer e incentivar o debate e o diálogo entre os alunos e entre eles e o professor, assumindo uma postura democrática de trabalho pedagógico e delegando responsabilidades aos alunos;

c) Incentivar os alunos a analisar e interpretar os resultados, valorizar a escrita, promover julgamentos sobre a validade das ideias e das conclusões, fomentar a criticidade e cobrar dos alunos o seu posicionamento perante os questionamentos; d) Tematizar o ensino, ou seja, privilegiar atividades que possibilite o debate de questões sociais e políticas relacionadas ao contexto real de vida dos alunos, incentivando a liberdade individual, a justiça social e valorizando a reflexão sobre o papel da Estatística nesse contexto;

e) Utilizar bases tecnológicas no ensino, valorizando competências de caráter instrumental para o aluno que vive numa sociedade eminentemente tecnológica;

f) Adotar um ritmo próprio, um tempo flexível para o desenvolvimento dos temas; g) Evidenciar o currículo oculto, debater o mesmo com os estudantes permitindo que eles participem das decisões tomadas e do controle do processo educacional;

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h) Avaliar constantemente o desenvolvimento do raciocínio, do pensamento e da literacia, desmistificando esse processo de avaliação do aluno, permitindo que ele participe das decisões e assuma responsabilidades sobre esse processo.

Ao assumir a responsabilidade e tomar parte nas decisões corrobora com a corrente sócio-crítica considerando que “a educação, tanto como prática quanto como pesquisa, seja crítica, ela deve estar a par dos problemas sociais, das desigualdades, [...] e deve tentar fazer da educação uma força social progressivamente ativa” (SKOVSMOSE, 2001, p. 101).

O trabalho com projetos, nesse caso, tem como meta, promover uma educação problematizadora, incentivar a criatividade e a reflexão, estimular a inserção crítica do estudante na realidade em que vive, desvelando essa realidade para uma melhor compreensão do mundo, tornando-o um ator que não só assiste ao mundo, mas que dele participa (SKOVSMOSE, 2008).

METODOLOGIA

O desenvolvimento do trabalho com projetos de modelagem ocorreu nos anos de 2012 e 2013 na disciplina de Estatística II no curso de Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Rondônia.

Inicialmente, os alunos foram convidados a escolher temas que fossem de seu interesse, formar grupos e construir estratégias que os auxiliassem a compreender o fenômeno investigado, a estabelecer hipóteses, problematizar e investigar. Nesse processo, deveriam utilizar seus conhecimentos prévios para criar estratégias e selecionar variáveis, pesquisar para realizar as atividades necessárias à compreensão do fenômeno em estudo. Os alunos então se empenharam para realizar projetos em concordância de interesses e objetivos da Educação Estatística com projetos de modelagem envolvendo a Educação Crítica.

A pesquisa utiliza metodologia qualitativa, pois enfatiza mais o processo do que o resultado. Lüdke e André (1986) concebem a pesquisa qualitativa contendo uma coleta de dados descritivos, obtidos diretamente na fonte, através no contato do pesquisador com a situação, preocupando-se mais com o processo do que com o produto, de modo a retratar as perspectivas dos participantes.

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A modelagem e a Educação Matemática Crítica foram utilizadas conforme pressupostos teóricos de maneira que os alunos tiveram liberdade para investigar o tema escolhido e desenvolver um olhar crítico do papel da estatística na sociedade. Para isso, o professor tornou-se mediador e os alunos trabalharam ativamente, questionando e criticando o tema a ser trabalhado, seguindo a uma perspectiva sócio-crítica defendida por Barbosa (2001).

Os materiais elaborados pelos alunos, suas discussões e apresentações gravadas em áudio e vídeo foram utilizadas para analisar o desempenho dos grupos pelo professor-investigador responsável pela implementação do projeto.

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