Etiske dimensjoner ved kunstig intelligente chatbots
5.1 Redegjørelse av funn
As abordagens admitem níveis diferentes de aprofundamento e enfoques específicos, conforme o objeto de estudo e objetivos visados, dando origem a diferentes tipos de pesquisas, cada uma possuindo procedimentos e peculiaridades próprias, de forma que possam atender à proposta do estudo. Dessa forma, optou-se por um estudo de caso único, com uma empresa supermercadista focal que passou a adotar uma estrutura de governança mais complexa do que a de mercado, nas transações com seus fornecedores de verduras. Apresenta-se, a seguir, uma descrição sucinta das atividades básicas que foram necessárias para execução desta pesquisa.
3.2.1 Estrutura da Análise do Estudo de Caso
A presente pesquisa é descritiva. Nela se observam, registram, analisam e correlacionam fatos e, ou, fenômenos sem manipulá-los; e exploratória, tema de interesse teórico-prático que apresenta mudanças nas transações e na governança adotada para coordená-las a partir da reestruturação do abastecimento de Frutas, Legumes e Verduras de uma das cinco maiores empresa de varejo no Brasil. A estrutura apresentada na Figura 3-1, abaixo, ilustra as etapas desenvolvidas na pesquisa empírica. A elaboração dos capítulos relacionados à descrição e análise do caso seguiu esta estrutura.
Figura 3-1: Estrutura analítica do estudo de caso
4 5 6 7 ) 8 ' - 6 / 4 9 9 ( : - 3 5 6 4 5 6 4 ' - 6 & 6 8 5 6 & & 3 ' 9 ' 9
3.2.2 Etapas metodológicas propostas:
i. Construção da Base Teórica - A fim de explicar as transações e a estrutura de governança observada entre produtores e a empresa supermercadista foram utilizadas teorias sobre Nova Economia Institucional (NEI), da Economia dos Custos de Transação (ECT) para o estudo das transações.
ii. Para análise das vantagens e desvantagens da relação direta entre supermercados e produtores rurais foi feita uma revisão bibliográfica sobre o assunto.
iii. Dados Primários para o levantamento de informações que permitiu caracterizar a estrutura de governança adotada nas transações entre o supermercado e os fornecedores de FLV e analisar as dimensões das transações entre a empresa e os produtores de verduras. Também para identificação das vantagens e desvantagens na transação, foram aplicados questionários apenas para os fornecedores de verduras, além da empresa supermercadista. Dados quantitativos e qualitativos foram obtidos mediante questionários e entrevistas presenciais.
• Delimitação do espaço de análise – Segundo dados do IBGE, do total de verduras produzidas, 20% são provenientes do Estado de São Paulo. O Estado de São Paulo também concentra mais de 40% das vendas. A empresa de varejo deste estudo possuía, em 2010, cerca de 500 lojas distribuídas pelo Brasil. Dessas, 300 lojas concentram-se na região da Grande São Paulo e participam com aproximadamente 65% da receita total gerada pela categoria de FLV. Assim, optou-se por delimitar análise sobre as transações entre a empresa e os produtores que abastecem as lojas localizadas dentro destes limites. Outro fator determinante desta escolha foi o fato de que a reestruturação do abastecimento de FLV da empresa iniciou-se primeiramente nessa região, em 2001. Portanto, trata-se de um caso que apresenta uma estrutura de governança que já vem se consolidando há cerca de 10 anos. • Empresa de varejo - a empresa alvo deste estudo estava, em 2010, entre as cinco
maiores empresas de supermercado do Brasil. Foram utilizados questionários semi-estruturados para entrevistas. As entrevistas foram feitas com os três gerentes de compras: frutas, legumes e verduras, com ênfase para a subcategoria de verduras, foco da análise das transações e das vantagens e desvantagens. O gerente do departamento de Garantia da Qualidade e o consultor técnico responsável pelo desenvolvimento dos fornecedores e pelas auditorias também foram entrevistados. O objetivo dessas entrevistas foi contextualizar as mudanças na estrutura de
governança e nas transações, além de identificar as vantagens e desvantagens do ponto de vista do supermercado.
• Seleção dos Fornecedores (amostra de produtores rurais) – Para a identificação das vantagens e desvantagens e para análise das dimensões das transações foram entrevistados fornecedores de verduras situados no interior do Estado de São Paulo. A escolha das verduras ocorreu, principalmente, pelo fato de ser uma subcategoria abastecida por pequenos e médios fornecedores, na sua totalidade compostos por produtores rurais, os quais são mais fortemente impactados pelas exigências das empresas compradores que detêm maior poder de barganha, caso do supermercado. Outro fator decisivo foi a identificação, durante o levantamento preliminar de informações na montagem do caso, de um processo de reorganização produtiva e formação de arranjos informais entre os fornecedores desta subcategoria, visando atender aos requisitos impostos para o abastecimento da empresa, como escala mínima, economias de escopo, custo e qualidade. Estes arranjos entre os produtores de verduras poderiam facilitar o acesso de pequenos produtores que se situam no entorno dos fornecedores de Nível 1 às transações com grandes empresas compradoras. Finalmente, o fato dos produtores de verduras se adequarem à dinâmica exigida pela empresa focal reforça a hipótese de que há vantagens e desvantagens na relação entre estes agentes, supondo-se haver uma sobreposição das vantagens sobre as desvantagens, o que justificaria a permanência dos fornecedores na relação e seus investimentos para atender às exigências da transação. Segundo levantamento preliminar, em 2010, as 300 lojas da Grande São Paulo foram abastecidas por 13 fornecedores de verduras ou hortaliças, aproximadamente 50 de legumes e 50 de frutas. Os fornecedores de verduras estão distribuídos pelo estado. Há, no entanto, uma concentração da produção de verduras em dois pólos no entorno da Grande São Paulo: Ibiúna e Mogi das Cruzes. Foram aplicados questionários semi estruturados junto aos fornecedores de verduras, tanto de caráter quantitativo, abordando área de cultivo, renda gerada com a produção, canais de comercialização adotados, dentre outras; quanto qualitativo, focando a percepção que os fornecedores têm das vantagens e desvantagens da relação. Foi selecionada uma amostra intencional de seis dos treze fornecedores Nível 1, os quais possuíam um histórico de transações que permitiu contextualizar o ambiente no qual se desenvolvem as transações com a empresa supermercadista. Todos são produtores se encontravam no Nível 1 da relação com
a empresa. Cada um dos seis entrevistados possui seus próprios parceiros, outros produtores que os abastecem e participam das transações com a empresa focal de forma indireta, estando no Nível 2 da relação. Estes fornecedores Nível 2 não foram entrevistados por não transacionarem diretamente com a empresa. Além disso, o mapeamento destes agentes ainda depende da implantação do rastreamento até este nível da cadeia. Até o momento da pesquisa, o sistema de rastreamento só permitia coleta de informações até o Nível 1 de fornecedores. iv. Análise dos Dados - inicialmente, foi feita uma breve descrição dos agentes. Em
seguida, foram descritas as mudanças no modelo de abastecimento, iniciadas em 2001, e das quais decorreram as mudanças nas dimensões das transações, na governança e no relacionamento entre a empresa e seus fornecedores. As transações foram analisadas considerando-se a seus atributos (especificidade de ativos, freqüência e incerteza). Na sequência, foi feita a caracterização da estrutura de governança, tendo como referência proposta de Ménard (2004), quanto às formas híbridas. Para análise da governança foram também analisados o contrato comercial de fornecimento e os elementos complementares, adotados para detalhá-lo e monitorá-lo. Foram também identificadas e analisadas as vantagens e desvantagens para os agentes quanto à transação.
3.2.3 Aplicação de Questionários
A pesquisa seguiu a lógica do esquema apresentado na Figura 3-2. Os elementos relacionados à coordenação e às transações foram analisados de acordo com a relação a que se referem. O questionário com as questões aplicadas consta no Anexo.
Figura 3-2: Esquema de análise das transações e da coordenação
)8 ) 8 0 ; 0 ! 0 ! 0 ; 0 ! 0 ! ; ! ; ! 9 8 < • • 6 4 • 9 9 • • 6 4
As transações entre o varejo e seus fornecedores foram denominadas T1. O relacionamento entre fornecedores foi denominado T2, com transações que ocorrem dentro dos arranjos formados.
4 Análise da estrutura de governança implantada pela empresa supermercadista nas transações das Frutas, Legumes e Verduras
As seções que se seguem objetivam apresentar a governança implantada por uma empresa de varejo de grande porte, posicionada entre as cinco maiores empresas do setor supermercadista no Brasil, segundo ranking da Associação Brasileira de Supermercados, no caminho da aproximação com produtores rurais, visando maior controle sobre os processos produtivos e maior garantia do abastecimento. Para isto, são descritas as mudanças no modelo de abastecimento, a implantação de sistemas de controle de desempenho para os fornecedores, as dimensões das transações, o contrato comercial que formaliza as transações e estabelece as condições de fornecimento, a reorganização dos produtores rurais em novos arranjos, e as vantagens e desvantagens para os agentes em se inserirem nessa nova governança.