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Os experimentos foram conduzidos em vinhedos comerciais (Figura 1), em diferentes localidades do Estado de São Paulo, durante dois ciclos, nos anos de 1999 e 2000, de três cultivares de uvas de mesa: Vênus, Centennial Seedless e Niagara Rosada.

As principais características destes vinhedos são apresentadas a seguir:

CULTIVAR VÊNUS Anos de 1999 e 2000 Localização: Urânia-SP Ano de produção: 2º e 3º Porta-enxerto: IAC-572 ‘Jales’ Espaçamento: 5,0 x 2,0m Sistema de Condução: latada

CULTIVAR CENTENNIAL SEEDLESS Ano de 1999

Localização: Urânia-SP Ano de produção: 5º

Porta-enxerto: IAC-313 ‘Tropical’ Espaçamento: 5,0 x 2,0m

Sistema de Condução: latada Ano de 2000

Localização: Urânia-SP Ano de produção: 6º

Porta-enxerto: IAC-572 ‘Jales’ Espaçamento: 5,0 x 2,0m Sistema de Condução: latada

CULTIVAR NIAGARA ROSADA Ano de 1999

Localização: Jundiaí-SP Ano de produção: 18º

Porta-enxerto: IAC-766 ‘Campinas’ Espaçamento: 2,20 x 1,00m

Ano de 2000

Localização: Junqueirópolis-SP Ano de produção: 3º

Porta-exerto: IAC-572 ‘Jales’ Espaçamento: 3,0 x 2,0m Sistema de Condução: latada

4.2. Experimento 1: Efeitos do Thidiazuron e do Ácido Giberélico nas Características dos Cachos de Três Cultivares de Videira – I. Aplicações Antes, Durante e Depois do pleno florescimento

Neste experimento, conduzido no ano de 1999, foi utilizado thidiazuron a 5 ou 10 mg.L-1 e ácido giberélico, associados ou não, com todas as combinações possíveis de três épocas diferentes de aplicação: antes do pleno florescimento (AF), no pleno florescimento (PF) e 14 dias depois do pleno florescimento (DF) (Figuras 2, 3 e 4). O pleno florescimento foi considerado quando 70% das flores estavam abertas, e a aplicação antes do florescimento foi realizada aproximadamente 14 dias antes da data prevista para a antese, no estádio de inflorescências desenvolvidas com flores agrupadas.

As doses de ácido giberélico foram: 40mg.L-1 para o cultivar Vênus, 30mg.L-1 para o cultivar Centennial Seedless, e 100mg.L-1 para o cultivar Niagara Rosada.

Os tratamentos, totalizando 36, foram os seguintes: T1- Testemunha

T2 - thidiazuron 5mg.L-1 - AF T3 - thidiazuron 5mg.L-1 - PF

T4 - thidiazuron 5mg.L-1 - DF T5 - thidiazuron 5mg.L-1 - AF, PF T6 - thidiazuron 5mg.L-1 - PF, DF T7 - thidiazuron 5mg.L-1 - AF, DF T8 - thidiazuron 5mg.L-1 - AF, PF, DF T9 - thidiazuron 10mg.L-1 - AF T10 - thidiazuron 10mg.L-1 - PF T11 - thidiazuron 10mg.L-1 - DF T12 - thidiazuron 10mg.L-1 - AF, PF T13 - thidiazuron 10mg.L-1 - PF, DF T14 - thidiazuron 10mg.L-1 - AF, DF T15 - thidiazuron 10mg.L-1 - AF, PF, DF T16 - thidiazuron 5mg.L-1 + AG 3 - AF T17 - thidiazuron 5mg.L-1 + AG3 - PF T18 - thidiazuron 5mg.L-1 + AG3 - DF T19 - thidiazuron 5mg.L-1 + AG3 - AF, PF T20 - thidiazuron 5mg.L-1 + AG3 - PF, DF T21 - thidiazuron 5mg.L-1 + AG3 - AF, DF T22 - thidiazuron 5mg.L-1 + AG3 - AF, PF, DF T23 - thidiazuron 10mg.L-1 + AG 3 - AF T24 – thidiazuron 10mg.L-1 + AG3 - PF T25 – thidiazuron 10mg.L-1 + AG3 - DF T26 - thidiazuron 10mg.L-1 + AG3 - AF, PF

T27 - thidiazuron 10mg.L-1 + AG3 - PF, DF T28 - thidiazuron 10mg.L-1 + AG3 - AF, DF T29 - thidiazuron 10mg.L-1 + AG3 - AF, PF, DF T30 - AG3 - AF T31 - AG3 - PF T32 - AG3 - DF T33 - AG3 - AF, PF T34 - AG3 - PF, DF T35 - AG3 - AF, DF T36 - AG3 - AF, PF, DF

Figura 1. Vinhedo do cultivar Centennial Seedless, com cachos identificados para o experimento com reguladores de crescimento (Urânia-SP, 1999).

Figura 2. Inflorescência de videira do cultivar Vênus na fase de flores agrupadas, 14 dias antes da antese (Urânia-SP, 1999).

Figura 3. Cacho de uva do cultivar Centennial Seedless no pleno florescimento (Urânia-SP, 1999).

Figura 4. Cacho de uva do cultivar Centennial Seedless, aos 14 dias após pleno florescimento, bagos com 4 mm de diâmetro (Urânia-SP, 1999).

4.3. Experimento 2: Efeitos do Thidiazuron e do Ácido Giberélico nas Características dos Cachos de Três Cultivares de Videira – II. Aplicações aos 14, 21 e 28 Dias Após Pleno Florescimento

Neste experimento, conduzido no ano de 2000, foi utilizado thidiazuron 5 ou 10 mg.L-1 e ácido giberélico, associados ou não, com todas as combinações possíveis de três épocas de aplicação: 14, 21 e 28 dias depois do pleno florescimento (DF). O pleno florescimento foi considerado quando 70% das flores estavam abertas.

As doses de ácido giberélico foram: 40mg.L-1 para o cultivar Vênus, 30mg.L-1 para o cultivar Centennial Seedless, e 35mg.L-1 para o cultivar Niagara Rosada.

Os tratamentos, totalizando 36, foram os seguintes: T1- Testemunha T2 - thidiazuron 5mg.L-1 - 14 dias DF T3 - thidiazuron 5mg.L-1 - 21 dias DF T4 - thidiazuron 5mg.L-1 - 28 dias DF T5 - thidiazuron 5mg.L-1 - 14 e 21 dias DF T6 - thidiazuron 5mg.L-1 - 21 e 28 dias DF T7 - thidiazuron 5mg.L-1 - 14 e 28 dias DF T8 - thidiazuron 5mg.L-1 - 14, 21 e 28 dias DF T9 - thidiazuron 10mg.L-1 - 14 dias DF T10 - thidiazuron 10mg.L-1 - 21 dias DF T11 - thidiazuron 10mg.L-1 - 28 dias DF T12 - thidiazuron 10mg.L-1 - 14 e 21 dias DF T13 - thidiazuron 10mg.L-1 - 21 e 28 dias DF

T14 - thidiazuron 10mg.L-1 - 14 e 28 dias DF T15 - thidiazuron 10mg.L-1 - 14, 21 e 28 dias DF T16 - thidiazuron 5mg.L-1 + AG3 - 14 dias DF T17 - thidiazuron 5mg.L-1 + AG3 - 21 dias DF T18 - thidiazuron 5mg.L-1 + AG3 - 28 dias DF T19 - thidiazuron 5mg.L-1 + AG3 - 14 e 21 dias DF T20 - thidiazuron 5mg.L-1 + AG 3 - 21 e 28 dias DF T21 - thidiazuron 5mg.L-1 + AG3 - 14 e 28 dias DF T22 - thidiazuron 5mg.L-1 + AG3 - 14, 21 e 28 dias DF T23 - thidiazuron 10mg.L-1 + AG3 - 14 dias DF T24 – thidiazuron 10mg.L-1 + AG3 - 21 dias DF T25 – thidiazuron 10mg.L-1 + AG3 - 28 dias DF T26 - thidiazuron 10mg.L-1 + AG 3 - 14 e 21 dias DF T27 - thidiazuron 10mg.L-1 + AG3 - 21 e 28 dias DF T28 - thidiazuron 10mg.L-1 + AG3 - 14 e 28 dias DPF T29 - thidiazuron 10mg.L-1 + AG3 - 14, 21 e 28 dias DF T30 - AG3 - 14 dias DF T31 - AG3 - 21 dias DF T32 - AG3 - 28 dias DF T33 - AG3 - 14 e 21 dias DF T34 - AG3 - 21 e 28 dias DF T35 - AG3 - 14 e 28 dias DF T36 - AG3 - 14, 21 e 28 dias DF

4.4. Experimento 3: Efeitos de Doses Crescentes de Thidiazuron nas Características dos Cachos de Três Cultivares de Videira

Este experimento foi conduzido por dois ciclos consecutivos, nos anos de 1999 e 2000, sendo utilizadas sete doses de thidiazuron: 0; 2,5; 5,0; 7,5; 10,0; 12,5 e 15 mg.L-1. As aplicações foram realizadas aos 14 dias após pleno florescimento.

4.5. Condução e Delineamento Experimental

Todas as práticas culturais no vinhedo, exceto a utilização de ácido giberélico, foram idênticas ao sistema convencional de cada propriedade para toda a área experimental.

Os tratamentos com reguladores de crescimento foram efetuados através de única imersão dos cachos na solução contida em recipiente plástico, adicionada de espalhante adesivo Iharaguen-S 1%, formulação comercial com 20% de ingrediente ativo polioxietileno alquilfenol éter.

Para o preparo das soluções com reguladores de crescimento utilizaram-se os produtos comerciais Dropp, com 50% de thidiazuron; e Pro-Gibb, com 10% de ácido giberélico.

Em todos os experimentos o delineamento experimental foi em blocos casualizados com 6 repetições, e 2 cachos por parcela. Videiras semelhantes em vigor foram selecionadas para cada bloco, numa mesma linha de plantio, e os cachos foram sorteados dentro de cada um dos 6 blocos, para a realização dos tratamentos.

Os dados dos experimentos 1 e 2, em que estudaram-se os efeitos de aplicações de thidiazuron e ácido giberélico em diferentes épocas, foram submetidos à análise de variância e comparação de médias pelo teste de Duncan ao nível de 5% de probabilidade.

Para os dados do experimento 3, em que foram estudados os efeitos de doses crescentes de thidiazuron, efetuou-se a análise de variância, estudando-se a regressão através dos polinômios ortogonais.

4.6. Avaliações

A coleta dos cachos foi realizada quando o tratamento testemunha atingiu o ponto de colheita comercial, ou seja, com teor de sólidos solúveis totais mínimo de 14,0ºBrix (CEAGESP, 2000). Posteriormente os cachos foram acondicionados em sacos de polietileno, devidamente identificados, transportados em caixas plásticas para o Instituto Agronômico de Campinas, onde foram mantidos em câmara frigorífica a temperatura de 3ºC, durante o período de avaliação.

Foram determinadas para cada cacho as seguintes variáveis:

1. Massa do cacho, bagos e engaços, em balança de precisão. Após a medição da massa dos cachos, os bagos foram separados dos pedicelos, cortando-os com tesoura, para posterior pesagem dos bagos e engaços, separadamente.

2. Comprimento e largura do cacho, engaço e bagos, com paquímetro digital. Para as medições das dimensões dos bagos, utilizou-se de uma amostra de 20 bagos por cacho, calculando-se, posteriormente a média de cada amostra.

3. Relação comprimento/largura dos bagos. 4. Número de bagos por cacho.

5. Número de sementes por bago (sub-amostra de 20 bagos).

Para cada parcela, foram realizadas as seguintes análises do mosto de 100 bagos:

1. Teor de sólidos solúveis totais: com auxílio de refratômetro de mesa com autocompensação de temperatura (Carvalho et al., 1990);

2. Acidez total titulável: Por titulação em uma alíquota de 5ml do mosto com NaOH 0,1N, e expressa em g de ácido tartárico por 100ml de mosto (Carvalho et al., 1990);

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO