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Realisering av /r/ som sibilant foran /k/ i nordnorsk

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3.2.1. Velocidade da Onda de Pulso (PWV)

 

A PWV é a medição do valor médio da velocidade de propagação da onda de pulso arterial na aorta  (a principal artéria que recebe o sangue do coração e o encaminha para o resto do corpo) e nas restantes  artérias.  [92]  Esta  velocidade  é  um  marcador  da  elasticidade  das  artérias  (elásticas  e  musculares),  que  reflecte, sobretudo, as propriedades mecânicas da parede arterial. 

 

O  envelhecimento  é  acompanhado  por  um  aumento  do  endurecimento  das  paredes  das  grandes  artérias elásticas (designadas artérias centrais ou proximais), conduzindo a um aumento da velocidade da  onda de pulso. Um envelhecimento arterial prematuro, determinado por um elevada PWV, é actualmente  reconhecido como um factor crucial no desenvolvimento de patologia cardiovascular. [86]      A PWV é um método standard de avaliação da rigidez arterial bastante enfatizado, sendo um bom  marcador da ATS. [93] A medição desta velocidade é geralmente aceite como o método mais simples, não‐ invasivo, robusto e reprodutível para avaliar a rigidez arterial. [52][87]    

Esta  velocidade  depende  de  factores  como  a  idade,  pressão  arterial,  ritmo  cardíaco,  sexo  (F/M),  localização dos sensores entre outros. [94] Com a idade é comum o aumento da pressão arterial, sobretudo  a sistólica (PAS). Estudos feitos por Lemogoum [54] e Maguire [95] mostraram que existe uma relação linear  entre a pressão arterial (PA) e a PWV. Sendo que uma redução na PA pode causar uma atenuação da rigidez  arterial. [96]     Quanto ao aumento do ritmo cardíaco, também promove um aumento de PWV, se bem que de uma  forma evidente, tal seja mais visível quando o ritmo é superior a 80 BPM. [52][93] O valor de PWV também  vai  variar  consoante  o  local  onde  é  medido,  assim,  o  normal  será  o  PWV  aumentar,  quanto  maior  a  distância  a  percorrer.  Quanto  ao  género,  devido  a  questões  hormonais,  as  mulheres  têm  maior  predisposição  a  uma  PWV  mais  alta.  Além  desses,  depende  também  de  factores  respeitantes  aos  vasos  sanguíneos,  como  a  espessura  e  diâmetro  do  vaso,  como  é  explicado  na  equação  de  Moens‐Korteweg  (Equação 2.3) uma forma de calcular a PWV. 

 

A  idade  afecta  nitidamente  a  PWV  que  toma  valores,  aproximados,  de  5  a  8  m/s  na  aorta  de  um  adulto  jovem  e  de  cerca  de  12  a  15  m/s  na  aorta  de  um  individuo  hipertenso  com  cerca  de  60  anos  de  idade.  Logo  que  se  possa  inferir  que  uma  duplicação  da  idade  leva,  praticamente,  a  uma  duplicação  de  PWV. [97] Como a PWV depende da localização dos sensores, esta velocidade vai diferir consoante o local  de  detecção  do  pulso  arterial.  Esta  aumenta  de  4‐5  m/s  na  aorta  ascendente,  para  5‐6  m/s  na  aorta  abdominal e passa a 8‐9 m/s nas artérias ilíacas e femoral. [52] 

 

A PWV carótida‐femoral é uma medida directa e considerada a medição ‘Gold‐standard’ de avaliação  da rigidez arterial. [52][86][98] A medição desta velocidade feita ao longo do percurso aorta – aorta ilíaca, é  o mais clinicamente relevante, porque a aorta e os vasos mais próximos, são o que o ventrículo esquerdo  contacta  primeiro,  e  portanto  os  principais  responsáveis  pelos  efeitos  fisiopatológicos  da  rigidez  arterial.  [52][92] Existem dois métodos principais, patenteados há relativamente pouco tempo, para a determinação  da PWV, são eles o Método Original (‘PWV Original Method’) e o Método de Frank (‘PWV Frank Method’).  [99][100]     De acordo com o Método Original (‘PWV Original Method’), a propagação da onda de pulso pode ser  medida recorrendo a dois sensores de detecção do pulso arterial localizados nas artérias carótida e femoral  (Figura 3.13). Os pulsos são adquiridos em simultâneo com um Fonocardiograma e um Electrocardiograma  (ECG). O propósito do Fonocardiograma é permitir determinar o momento de abertura da válvula aórtica  através dos sons cardíacos registados. [99][100]     Este método de determinação de PWV carótida‐femoral é dado pela seguinte equação: 

 

 

    ,   

      

Equação (3.1)

 

    Nesta equação, o L representa o comprimento da artéria (D, distância directa entre a válvula aórtica  e artéria femoral) multiplicado por um factor 1,3 (factor de correcção para a linearidade de D). Quanto a T,  é um tempo dependente de tc, diferença do tempo entre a geração do 2º som cardíaco até ao nó dicrótico  do  pulso  da  carótida  e  de  t,  intervalo  de  tempo  entre  o  começo  do  pulso  carotídeo  e  o  início  do  pulso  femoral. [100]  

 

 

   

 

Já o Método de Frank (‘PWV Frank Method’) permite a determinação da velocidade de propagação  da onda de pulso, unicamente, através dos pulsos adquiridos na artéria carótida e na artéria femoral. De  acordo  com  este  método,  são  usados  dois  sensores  para  detectar  a  onda  de  pulso  em  cada  uma  dessas  localizações, [99][100] sendo a PWV facilmente determinada pela seguinte equação: 

 

     

Equação (3.2)

 

 

 

Nesta equação, a é a distância entre a válvula aórtica e a artéria carótida e b + c a distância entre a  válvula aórtica e a artéria femoral. Já T é o intervalo de tempo entre o início de ambos os pulsos, intervalo  ‘foot‐to‐foot’.  Na  Figura  3.14,  podem  visualizar‐se  as  localizações  exactas  de  detecção  e  aquisição  dos 

pulsos. [99]  

 

Figura 3.14: Imagem esquemática da determinação de PWV pelo Método Frank. (adaptado de [99]) 

 

A  PWV,  medida  por  ambos  os  métodos,  varia  de  forma  dependente  da  pressão  sanguínea  (velocidade não calibrada em pressão). Isto acontece porque quando a pressão sanguínea aumenta, o vaso  sanguíneo expande, tornando‐se o vaso, aparentemente, mais rígido. [99][100] Assim, os mesmos autores  determinaram um novo método, baseado nos anteriores, e que não depende da pressão, sendo portanto  calibrado em pressão. [99]     O novo índice, capaz de avaliar a rigidez vascular e baseado no PWV, é o CAVI (‘Cardio ankle vascular  index’).  Este  pode  ser  determinado  por  duas  expressões,  Equação  3.3  e  3.4, baseadas  num  rácio entre  a  Pressão  Arterial  Sistólica  (PAS)  e  a  Pressão  Arterial  Diastólica  (PAD),  e  no  PWV  medido  segundo  um  dos  métodos  descrito  anteriormente.  Nestas  expressões  K1  e  K2  denotam  constantes  e  o  PWV  indica  uma  velocidade não calibrada em pressão. 

 

 

 

 

 

   

      Equação (3.3)     

 

 

 

 

   

    

Equação (3.4)

 

   

Um  método  diferente  de  determinação  da  velocidade  de  propagação  da  onda  de  pulso,  PWV,  mistura  ambos  os  métodos  descritos  acima,  o  Método  de  Frank  e  o  Método  Original.  Aqui,  a  PWV  é  determinada pelo método foot‐to‐foot de dois pulsos. Onde o foot (início da onda – ponto a da Figura 3.12)  é definido no fim da diástole, antes da subida repentina da componente incidente.   

 

Os  pulsos  são  normalmente  obtidos,  transcutaneamente,  na  artéria  carótida  direita  e  na  artéria  femoral  direita,  e  o  atraso  temporal,  o  ‘pulse  transient  time’  ou  PTT,  é  determinado  pelo  tempo  de  propagação entre os foot dos pulsos. Ou seja, sabendo a distância entre a carótida e a femoral, o PTT é o  tempo  que  separa  os  foot  de  ambos  os  pulsos.  [52][87]  Assim,  é  possível  determinar  a  velocidade  de  propagação do pulso entre essas duas localizações, através da divisão da distância determinada pelo PTT.  [87]   

 

Para determinar a PWV, podem ser usados diferentes formas de pulso, isto é, neste trabalho a OPC  foi  determinada  por  FPG,  mas  poderia  ser  determinada  por  tonometria  de  aplanação,  por  US‐Doppler  e  outros,  técnicas  que  poderiam,  igualmente,  ser  usadas  na  determinação  do  PTT  e  que  permitiriam  a  determinação de  PWV.  Apesar  de  actualmente  grande parte  dos  estudos  e  desenvolvimentos  nesta  área  recorram à técnica de FPG, como nos estudos de Allen [68] e Millasseau et al [101]. Isto porque com esta  técnica, a velocidade medida implica uma avaliação global do sistema arterial, contrariamente à técnica de  tonometria  que  só  permite  uma  análise,  unicamente,  numa  base  regional.  [87]  Além  disso,  a  técnica  de  tonometria usada para estimar o valor de PWV, é mais cara e dependente do operador do que a técnica de  FPG. [92] 

 

Neste  estudo,  foi  considerada  uma  metodologia  de  medição  de  PWV  diferente  das  já  muito  conhecidas  e  validadas,  PWV  carótida‐femoral,  PWV  carótida‐braquial,  PWV  aorta‐digital  e  PWV  digital‐ dedo,  a  medição  de  PWV  aorta‐radial.  [52]  Para  a  determinação  directa  desta  velocidade  utilizou‐se  um  sensor para adquirir o pulso, a nível da artéria radial, e na aorta, em vez de se adquirir o pulso, foi utilizada  a onda R – do ECG como forma de determinar o foot do pulso aórtico. [52][77][102]  

   

     

 

O ECG desempenha um importante papel no sentido de permitir determinar o momento exacto de  formação  do  pulso,  isto  porque  a  onda  R  –  do  ECG  indica  o  momento  preciso  em  que  ocorre  a  sístole  ventricular, servindo de referência temporal. Assim, determinando o tempo exacto ‐ PTT, entre o momento  de formação do pulso e o momento em que este chega à radial, local onde é detectado, é possível calcular a  PWV aorta‐radial. Isto, depois de medida a distância entre a válvula aórtica e a radial.   Finalmente, pela divisão desta distância pelo PTT (ver Figura 3.12) obtém‐se a PWV:     /

 

PTT      ,           Equação (3.5)      Apesar de ser um método simples de cálculo de PWV aorta‐radial, é preciso ter em atenção que a  distância  medida  deve  ser  precisa  porque  ligeiras  variações  podem  influenciar  o  valor  absoluto  da  velocidade. Logo, e tendo em conta a maneira possível de determinar o D, à superfície do corpo [103], foi  medida a distância da válvula aórtica (bordo entre as segundas intercostais subexternas) ate à artéria radial  (zona  do  carpo).  O  valor  de  D  foi  multiplicado  por  um  factor  de  correcção  de  1,3  [100],  para  que  sejam  consideradas as normais tortuosidades das artérias, que tendem a aumentar com idade, na estimação de  PWV. [103] 

 

Um  aspecto  importante,  analisado  em  alguns  estudos  comparativos  dos  dois  métodos  de  determinação do  PTT,  mostraram  que  o  uso  da  onda  R  ‐ do  ECG  como referência,  apresenta  uma  ligeira  discrepância  em  relação  ao  método  foot‐to‐foot,  com  uma  correlação  a  indicar  que  existe  uma  relação  moderada  entre  ambas  as  medições,  logo  que,  de  uma  forma  geral,  esta  seja  uma  forma  viável  de  determinar o PTT. [95]     Todos os pontos de detecção do pulso arterial têm potencial interesse, pois permitem efectuar uma  avaliação do estado arterial, não apenas dessa localização, mas também do restante sistema arterial. Neste  estudo, as medições foram feitas na artéria radial (periférica, situada no carpo), que é um bom local para a  avaliação do estado vascular, pois não sofre grandes oscilações de fluxo sanguíneo, nem é influenciada pela  temperatura, sendo bastante acessível e de fácil detecção.        

 

3.2.2. Índice de Reflexão (I. Reflexão)

 

O  I.  Reflexão  é  um  dos  parâmetros  de  análise  da  forma  da  onda  de  pulso.  Este  índice  percentual  pode ser calculado através da expressão:  

I

R f ã %

 

AA

100     

Equação (3.6)   

 

Nesta  expressão,  Ab  é  a  amplitude  da  componente  incidente  da  OPC  e  Ad  é  a  amplitude  da  componente reflectida da OPC (ver Figura 3.12). Assim, neste índice é medida a proporção entre a onda  incidente e a onda reflectida. [92] 

 

O  I.  Reflexão  depende  do  tónus  vascular  das  arteríolas,  importante  na  formação  da  componente  reflectida, sendo portanto, uma medida da vasodilatação periférica. Então qualquer factor que influencie o  tónus  vascular  periférico,  como  a  cafeína,  pode  influenciar  o  I.  Reflexão.  Assim,  é  fácil  verificar  que  este  índice não depende da idade. [86] 

 

Este índice varia pouco com a pressão sanguínea mas varia razoavelmente com o ritmo cardíaco. Em  parte, isto verifica‐se porque uma reflexão reduzida está associada a taquicardia (ritmo cardíaco acelerado).  [85] Este índice pode ser usado para avaliar a função endotelial através da sua medição na resposta a um  vasodilatador  dependente  do  endotélio,  sendo  que  este  tipo  de  avaliação  será  explorado  no  Índice  de  Função do Endotélio (IFE). [85]     Em indivíduos normais o I. Reflexão, nas artérias digitais toma valores entre 60‐90%, logo a nível das  artérias radiais este valor deverá ser mais reduzido, porque a distância percorrida será menor, logo existem  menos pontos de reflexão. [85]                    

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