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Real-­‐time  monitoring

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2   Theory

2.6   Logistics

2.6.1   Real-­‐time  monitoring

Por esta pesquisa se tratar de um estudo exploratório, suas próprias conclusões são passíveis de verificação e aprofundamento através de estudos futuros mais específicos. As limitações e restrições apresentadas também revelam oportunidades para novos trabalhos. A seguir são apresentadas algumas sugestões de temas para investigação.

1) Foi observada uma regularidade entre as expectativas iniciais e os resultados alcançados nos casos analisados, em termos de destinação do produto ou serviço após o projeto, tempo de desenvolvimento dos projetos e de natureza dos produtos ou serviços desenvolvidos. Tal regularidade aparenta ser condizente com os mecanismos de causation (SARASVATHY, 2001). Uma pesquisa futura poderia buscar identificar a possibilidade de haver casos de corporate venturing interno que se utilizem de mecanismos de effectuation, descritos também por Sarasvathy (2001).

2) Uma nova pesquisa poderia analisar os resultados de diversos projetos de corporate venturing interno e relacioná-los aos resultados obtidos no venturing realizado por empreendedores fora do ambiente corporativo. Com isso seria possível confrontar o processo de geração de negócios dentro e fora das empresas.

3) Uma análise quantitativa abordando os resultados obtidos com diversas configurações de processos e organização pode tentar definir os modelos mais eficientes de corporate venturing interno para cada intenção estratégica. 4) Dos projetos analisados neste trabalho, dois haviam sido caracterizados como

novos negócios logo em seus momentos iniciais, e outros foram concebidos, a princípio, como novos produtos ou novos canais. Poderia ser alvo de um novo estudo a discussão de em que medida a consciência de que se está desenvolvendo novos negócios pode afetar os processos ou os resultados. 5) Projetos baseados no exploration foram observados apenas na empresa que

possuía um processo definido de prospecção de iniciativas e uma separação da unidade de corporate venturing. Um estudo futuro poderia analisar em que medida é necessária a implementação de um processo específico de prospecção e de uma estrutura ambidestra para o surgimento de iniciativas dedicadas ao exploration.

6) Através da observação de mais casos onde se constate a separação da unidade de corporate venturing do negócio tradicional, pode ser possível buscar a compreensão dos fatores que motivam a implementação de estruturas que permitem a ambidestria organizacional.

7) Uma nova pesquisa poderia analisar em que casos as subsidiárias de multinacionais podem ter autonomia, frente à matriz, para implementar projetos de desenvolvimento de novos negócios. A pesquisa investigaria se a autonomia decorreria da relevância da subsidiária em termos de faturamento, do papel estratégico do país ou região, do tipo de subsidiária, da cultura da corporação ou de outros aspectos.

8) Também é possível questionar, em um novo estudo, se a característica multinacional da organização agrega um benefício decisivo para a condução dos projetos, ou se os apoios que tal estrutura gera poderiam ser substituídos por investimentos ou trabalhos realizados localmente. Isso poderia revelar se as corporações multinacionais teriam vantagens na geração de novos negócios em relação às empresas nacionais.

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APÊNDICE I – PROTOCOLO DE PESQUISA DO ESTUDO DE CASO

O protocolo de pesquisas abaixo procurou refletir os questionamentos buscados em nosso estudo, os apresentando de maneira palatável ao público executivo, que seria alvo das entrevistas e abordagens realizadas.

Este protocolo seria utilizado, sobretudo, pelo próprio entrevistador. No entanto, como poderia ser eventualmente mostrado em seu todo ou em partes ao entrevistado, foi utilizada, em sua elaboração, uma linguagem mais adequada a esse público.

1 - INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE CASO E PROPÓSITO DO PROTOCOLO

O presente estudo de caso fará parte da pesquisa realizada por Ricardo Kahn, pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo – FGV-EAESP, buscando a obtenção do título de Mestre em Administração de Empresas, na linha de pesquisas Gestão de Operações e Competitividade.

Através do estudo de múltiplos casos de projetos de desenvolvimento de novos negócios, serão estudados os esforços orientados à geração interna de novos negócios em empresas atuantes no Brasil, em vista dos principais artigos e estudos, acadêmicos e práticos, já produzidos em torno do tema de corporate venturing.

Iniciativas de corporate venturing são os projetos de uma empresa já estabelecida, orientados para a geração de novos negócios. O corporate venturing pode ser externo, quando o desenvolvimento do negócio se encontra fora do domínio corporativo (como no caso das aceleradoras de negócios ou do Corporate Venture Capital), ou interno, que se dá quando o projeto é desenvolvido dentro da empresa, com seus recursos e por seus próprios empregados e executivos, reportando direta ou indiretamente para a direção corporativa.

A qualificação da empresa e do projeto para a participação na pesquisa se dará através de perguntas prévias que possibilitarão a sua caracterização no universo pesquisado. Cada empresa deve:

 atuar no Brasil há pelo menos cinco anos;

 ser subsidiária de multinacional com relevante autonomia estratégica e operacional, ou seja, que possam ser caracterizada como líder estratégico ou contribuidora, segundo a tipologia de Bartlett e Ghoshal (1986);

 ser capaz de reconhecer em sua estrutura esforços específicos de corporate venturing, desenvolvimento de novos negócios ou inovação orientada à criação de novos negócios;  não ser dedicada exclusivamente, como grupo econômico, ao fomento da inovação,

desenvolvimento de negócios ou investimento (como fundos de private equity e venture capital);

 ter experiências relevantes concluídas nos últimos cinco anos (isso é, a partir do início de 2007), de projetos de desenvolvimento de novos negócios.

Quadro 1 – Qualificação das empresas para a pesquisa

Para que se alcance os objetivos da pesquisa, serão respondidas quatro questões principais sobre cada projeto, através da análise de documentos, dados históricos e entrevistas pessoais. As perguntas estão no quadro abaixo:

1. De que maneira as estruturas organizacionais utilizadas pelas empresas atuantes no Brasil para a condução dos projetos de corporate venturing interno apresentam características de separação da unidade de negócios ou ambidestria?

2. Quais os principais processos utilizados por essas empresas na condução desses projetos e como esses se correspondem com os conceitos de “funil de desenvolvimento” e “inovação aberta”?

3. Quais as intenções estratégicas dos projetos de corporate venturing interno praticados no Brasil?

4. Quais as particularidades encontradas no desenvolvimento de projetos de novos negócios no ambiente brasileiro?

Quadro 2 – Questões a serem respondidas sobre o projeto

Para a análise da primeira questão buscaremos entender o nível de separação que a estrutura dedicada ao desenvolvimento de novos negócios tem em relação ao negócio tradicional da empresa. Caso seja encontrada uma separação, essa será analisada diante dos conceitos de “organização ambidestra”, conforme o esquema teórico apresentado a seguir:

Figura 1 – Referencial teórico de “Organizações Ambidestras”

A segunda questão será respondida através do mapeamento dos principais processos envolvidos na condução do projeto. Será tomado como modelo básico o “funil de inovação”, contendo as fases da prospecção de idéias ao lançamento comercial. No entanto, o modelo de processos será elaborado especificamente para cada projeto analisado.

Dentre as considerações endereçadas nessa questão estarão: a identificação das etapas do processo, a obrigatoriamente ou não do cumprimento de todas as etapas, a existência de um prazo previamente determinado, os mecanismos de controle e indicadores sobre o processo e a maneira com que o desenvolvimento interno se relaciona com o mundo exterior à empresa.

Para a resposta à terceira questão será utilizada uma matriz bidimensional elaborada por Susan Hill e Julian Birkinshaw em artigo de 2008 (figura abaixo). Essa matriz buscará classificar a intenção estratégica em um quadrante de acordo com a lógica estratégica do projeto (exploration ou exploitation) e o foco da oportunidade (interno ou externo).

Figura 2 – Matriz de Intenções Estratégicas

A quarta questão será respondida com a análise das particularidades do processo devido à inserção no cenário brasileiro, tais quais: o uso de benefícios fiscais ou de meios de financiamento com subsídio estatal, as ações tomadas diante de particularidades da legislação, ou outras.

Este protocolo servirá como orientação geral para a coleta de dados e evidências e orientará o pesquisador de maneira a extrair todas as informações necessárias à sua pesquisa em seus contatos com as empresas abordadas.

2 - PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS

As empresas que serão visitadas, os projetos que serão analisados e as pessoas de contato estão no quadro a seguir:

Projeto Empresa Cargo das Pessoas de Contato TecTotal Telefônica  Diretor de Inovação

 Diretor de Inovação (à época do projeto)

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