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5. Sequence two: Qualitative data

5.4 Trust

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professor do ensino superior deve estar preparado para realizar um Coaching

Empreendedorial, isto é, prestar um serviço profissional que promova o sucesso

pessoal, académico e profissional dos seus alunos, a partir do desenvolvimento e orientação das suas mentes empreendedoras. Por conseguinte, é especializado em gestão emocional e empreendedorial que exerce de forma pedagógica.

A qualidade da vida de uma pessoa depende das competências emocionais e cognitivas, isto é, da forma como gere as suas emoções, cognições e motivações, pelo que, aprender e treinar técnicas de gestão emocional, cognitiva, motivacional e empreendedorial com um profissional em quem se confia profissionalmente, pode levar o aluno a melhorar a qualidade de vida pessoal, académica e profissional. Por conseguinte, a concepção da Escola a partir do Modelo de Educação Proactiva e

Empreendedora (Figura I) proporciona a construção de uma sociedade mais humana e

mais concentrada no desenvolvimento da inteligência cognitiva, emocional e empreendedorial em prole do bem-estar e da felicidade para todos. A formação dos professores do ensino superior deve contemplar os requisitos para por em marcha a educação proactiva e empreendedorial.

(Promoção do empreendedorismo ensino superior Em Portugal, estão a ser dados os primeiros passos para a construção da Escola Empreendedora e Sustentável. A Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular considera relevante a promoção de iniciativas que criem um espírito empreendedor nas escolas, que apoiem o desenvolvimento das competências dos alunos e o seu sucesso escolar e que contribuam para a cooperação, a equidade e a qualidade das aprendizagens. O Projecto Nacional de Educação para o Empreendedorismo, promovido pelo Ministério da Educação, através da Direcção de Inovação e de Desenvolvimento Curricular constituí-se como um desafio à comunidade educativa para que a escola do nosso tempo agarre as oportunidades e desenvolva iniciativas que conduzam à criação de competências e atitudes que permitam a acção de empreender. A valorização do empreendedorismo no ensino superior português tem passado pelo desenvolvimento de várias acções como é o caso da iniciativa Poliempreende, que considerando o contexto da diversidade das instituições de Ensino Superior Politécnico procura que estas instituições ministrem competências em Empreendedorismo e fomentem uma cultura empreendedorística. Partindo do facto, de que os Institutos Politécnicos IP) se

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encontram em diferentes áreas de formação e inserção geográfica e da existência de culturas organizacionais vigentes com uma reduzida exploração económica ao nível dos resultados de investigação este tipo de iniciativa surge como uma oportunidade para abrir novas portas que possibilitem vários tipos de acções empreendedoras no ensino superior. Contudo, no ensino superior politécnico e universitário português não existem licenciaturas em empreendedorismo. Contamos, apenas com os currículos dos cursos de Gestão de Empresas, II Seminário Internacional “Contributos da Psicologia em Contextos Educativos”. Braga: Universidade do Minho, em instituições como a Universidade Nova de Lisboa, Universidade Técnica de Lisboa ou a Universidade Católica Portuguesa onde se aborda esse tema. Mas, estão a surgir iniciativas que procuram mudar esta realidade. É no patamar da mudança positiva que as associações têm um papel importante para o fomento destas características. Uma associação relevante neste campo é a AIESEC (www.aiesec.org), que tem realizado trabalho ao nível o desenvolvimento de competências de liderança, gestão de equipas, gestão de projectos, através da realização de actividades que promovam o tema, bem como através dos seus estágios internacionais, que trazem outra riqueza à experiência pessoal de qualquer estudante. Actualmente a AIESEC é a plataforma internacional para os jovens descobrirem e desenvolverem o seu potencial. As suas abordagens pretendem ser inovadoras e estimulantes para desenvolver os jovens, pelo que focam as suas estratégias num papel pró-activo, de desenvolvimento do conhecimento e de uma visão própria, em construção de networks internacionais e no desenvolvimento da capacidade de ser um agente de mudança. Por isso, conseguem alcançar resultados surpreendentes através de uma plataforma internacional de oportunidades que promove mais de 5000 mil oportunidades de liderança, 4000 oportunidades de estágios internacionais e mais de 350 conferências por ano. No caso das pós- graduações, mestrados, formações avançadas e formações para executivos que o empreendedorismo ganha de facto uma nova dinâmica. A este nível, são já alguns cursos a serem ministrados em universidades portuguesas como é o caso Universidade de Évora, da Universidade da Beira Interior, da Universidade da Beira Interior, da Universidade do Porto, da Universidade Autónoma de Lisboa, da Universidade Lusófona do Porto, da parceria da Universidades de Coimbra, Aveiro e Beira Interior, da Universidade Católica Portuguesa de Lisboa, do IFEA - Instituto de Formação

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Empresarial Avançada de Porto Saldo, do IRICUP - Instituto de Recursos e Iniciativas Comuns da Universidade do Porto; e considerando a procura que registam, permite concluir que muitos mais poderão surgir, como é o caso do Curso de Mestrado em Desenvolvimento Comunitário e Empreendedorismo ministrado desde 2010 pelo Instituto Politécnico de Beja. Todos estes passos que estão a ser dados são importantes, contudo, é preciso mais. Tem de haver espaço e tempo para uma formação dos professores do ensino superior nas áreas do foro pessoal (inteligência empreendedora e inteligência emocional), da pedagogia no ensino superior, do empreendedorismo associado ao exercício de uma profissão, do coping proactivo e do coaching apreciativo no ensino superior.

5.4.Conclusão

De acordo com Bes (2008), empreender é uma maneira de enfrentar o mundo real, de compreender a vida e saber lidar com a incerteza e a insegurança do quotidiano e do futuro. Na perspectiva deste autor, existem dois tipos de empreendedores, os “empreendedores NIF”, que gostam de ir ao notário, e os “empreendedores felizes” com ideias de negócio; mas, o verdadeiro empreendedor é definido como aquele que vive o incerto com um especial prazer e gosta e emociona- se com o próprio acto de empreender, e quando as coisas não correm como o previsto, reflecte sobre o ocorrido, assume o erro e segue em frente.

Organizar um ambiente de ensino superior promotor de criatividade e empreendedorismo implica que os professores estejam preparados para aceitar desafios e preparar os seus alunos para uma vida profissional de sucesso, onde não basta a aquisição de conhecimentos e de técnicas, mas, é preciso possuir uma mente empreendedora. Para que os professores desempenhem a sua missão de agentes formativos na sua plenitude propomos que sejam criadas formações para professores do ensino superior, que sejam devidamente contextualizadas, cujo principal objectivo seja o de desenvolver a mente empreendedora dos professores, facilitando a aquisição de competências que lhes permitam o exercício de uma relação pedagógica assente num coaching empreendedorial.

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5.5.Referências bibliográficas

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Bes, F. (2008). O livro negro do empreendedor. Lisboa: Gestãoplus, Pergaminho.

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Capítulo VI-

Mentes dos Estudantes e Práticas Docentes no Ensino

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