6. ANÁLISIS ECONÓMICO-FINANCIERO DE RYANAIR
6.1.3 Ratio de estructura y endeudamiento
Para garantir o sucesso da implantação deste Plano de Ação Educacional, alguns fatores são críticos e necessitam de atenção. Muitos aspectos indicados para serem incluídos no escopo do Jovem de Futuro, ou mesmo em outras vertentes do programa, impactarão diretamente no planejamento, na rotina das equipes e no dia a dia da Organização. Se as sugestões do plano forem aceitas, será preciso que o Instituto Unibanco invista na transformação e na aplicação prática das propostas. Para isso, será necessário atentar para alguns elementos detalhados a seguir.
3.3.1 Capacitação e formação da equipe do Instituto Unibanco
Tendo em vista as mudanças a serem realizadas, do ponto de vista do escopo, estrutura e oferta do Projeto, será necessário atentar para a constante capacitação da equipe do Instituto Unibanco, que hoje conta com cerca de 120 colaboradores (INSTITUTO UNIBANCO, 2011).
Qualquer processo de mudança na estrutura do Projeto ou em sua oferta irá afetar toda a Organização. Nesse sentido, a cada entrega prevista no plano de ação, recomenda-se que exista uma ampla divulgação e disseminação das alterações realizadas, bem como o investimento na formação das equipes no que diz respeito aos aspectos do Projeto que sofreram alterações.
A compreensão das razões pelas quais as alterações foram propostas, assim como garantir que a equipe tenha clareza sobre possíveis novos conceitos, conteúdos, modos de fazer e de operar serão fundamentais para propiciar a mobilização e o engajamento da equipe do Instituto Unibanco.
Esse é um elemento fundamental para que as mudanças sugeridas nesse Plano de Ação Educacional ganhem contornos práticos, factíveis e aderentes à realidade e ao funcionamento da Organização como um todo.
3.3.2 Alinhamento com as Secretarias Estaduais de Educação e com as escolas participantes
Uma vez que toda a execução do Jovem de Futuro ocorre por meio do estabelecimento de parcerias entre o Instituto Unibanco, as Secretarias Estaduais de Educação e as escolas públicas de Ensino Médio, recomenda-se que toda e qualquer mudança a ser realizada no escopo do Projeto seja repactuada entre as partes envolvidas.
O processo de divulgação e disseminação das alterações na implantação do Projeto, em sua estrutura e formato ou mesmo no Curso de Gestão Escolar para Resultados deve ser comunicado de maneira transparente e em tempo hábil para que as Secretarias e escolas parceiras possam conhecer e até mesmo opinar no processo de construção da nova proposta.
Aliás, fica a recomendação para que o Instituto Unibanco, na estruturação de suas propostas, convoque diferentes atores de diferentes redes de ensino para participar desde a elaboração até a avaliação de qualquer ação futura. Tal prática potencializaria as possibilidades de aderência dos projetos realizados em parceria com as escolas e sistemas de ensino.
3.3.3 Constante atenção para captura de novas práticas de gestão voltadas para o combate ao abandono
A presente pesquisa analisou a realidade de apenas três escolas participantes do Jovem de Futuro. Nessas escolas, foi possível perceber a variedade de atividades e práticas de gestão desenvolvidas.
Com este estudo, foram estruturadas quatro possíveis práticas de gestão que podem servir de inspiração para outras escolas no combate ao abandono escolar.
Tendo em vista a quantidade expressiva de escolas previstas para participarem do Jovem de Futuro nos próximos anos, recomenda-se que seja criada uma estratégia para captar, consolidar e disseminar, nas diferentes redes de ensino, outras possíveis práticas de gestão que estejam contribuindo para que os alunos permaneçam na escola e concluam os estudos.
O monitoramento da implantação das ações sugeridas pelo Plano de Ação Educacional será um dos elementos mais importantes para garantir uma melhor aderência e compatibilidade do Projeto com as escolas participantes.
Tendo em vista que em 2014 há a previsão de que novas escolas ingressem no Projeto, vale investir no cumprimento das ações no tempo sugerido para o Plano. Assim, se todas as ações puderem ser monitoradas para que sejam implantadas até dezembro de 2013 ou janeiro de 2014, as novas escolas ingressantes já receberiam o Projeto com os novos arranjos propostos.
Nesse sentido, o monitoramento da implantação do Plano de Ação Educacional ocorreria entre agosto de 2013 e janeiro de 2014, atentando para as seguintes dimensões, em cada uma das estratégias indicadas no Plano:
Prazo (data de início e fim prevista/ data de início e fim real);
Status das atividades (no prazo, atrasadas, em andamento, entregues);
Riscos (possíveis gargalos, interferências e barreiras na execução das atividades que tenham sido identificados no processo);
Execução financeira (percentual dos recursos orçados já realizados);
Qualidade das entregas (os produtos parciais estão seguindo as orientações recomendadas?).
Recomenda-se que os aspectos acima listados sejam foco de análise de relatórios quinzenais que apresentem o status do andamento das atividades. O relatório deve ser encaminhado ao corpo diretivo do Instituto Unibanco pelas áreas responsáveis pela execução das estratégias e entrega dos produtos.
Quanto à avaliação da efetividade do Plano de Ação Educacional, se as ações forem implantadas para serem oferecidas às escolas que iniciam em 2014, será possível comparar os resultados das escolas desse novo ciclo com as dos ciclos anteriores, visando identificar se existem mudanças significativas nos resultados de abandono escolar das novas escolas participantes em relação às anteriores.
Assim, será possível utilizar o próprio sistema de avaliação do Projeto Jovem de Futuro já existente para verificar se as escolas que ingressaram depois de tais
mudanças apresentam melhores resultados do que as escolas que participam ou participaram do Projeto em seu formato atual.
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Com base nos resultados da pesquisa e na análise comparativa das três escolas à luz da revisão de literatura sobre as causas, consequências e soluções do abandono escolar, este capítulo buscou estruturar um Plano de Ação Educacional voltado para a revisão do escopo do Jovem de Futuro, inclusões no Curso de Gestão Escolar para Resultados, bem como propôs práticas de gestão que possam auxiliar gestores a combater o abandono escolar em suas escolas.
Foi possível aventar caminhos inspiradores que podem levar ao alcance de resultados positivos no sentido de melhorar a atratividade da escola junto aos jovens, aumentando a capacidade de retenção e conclusão do Ensino Médio.
Foram descritos os eixos, as estratégias e seus desdobramentos, bem como foram enfocados os possíveis fatores críticos de sucesso, que devem ser analisados como pontos de atenção para que o plano ganhe concretude e seja aplicado. Espera-se que as recomendações realizadas possam ser adotadas pelo Instituto Unibanco e que as práticas de gestão sugeridas sejam disseminadas e difundidas para as demais escolas participantes do Jovem de Futuro.