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Ratio estimator

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3 SURVEY DE:SIGN

4.5 Errors of the estimate

4.5.1 Spatial sampling errors

4.5.1.5 Ratio estimator

A avaliação é um processo de extrema importância e, como tal, deve ser tratado com o máximo rigor para que os alunos possam melhorar as suas aprendizagens.

Lopes e Silva (2012) afirmam, neste sentido, que a avaliação é um termo polissémico, uma vez que “possui múltiplos significados que dependem das diferentes perspetivas e contextos a partir dos quais se aborda o tema” (p.1).

Deste modo, para os mesmos autores avaliar, prevê a verificação, medição, interpretação, compreensão, comparação, entre outros termos que se subdividem em duas perspetivas sobre o ato de avaliar. Assim, a avaliação pode ter um aspeto de quantificação, no qual se medem e quantificam as avaliações de forma mais precisa e ainda uma avaliação com um caráter mais qualitativo, o que traduz claramente a diferença entre avaliar e classificar.

Desta forma, a avaliação é um processo que visa o controlo do ensino- aprendizagem dos alunos e “encontrar os caminhos necessários para que consigam atingir metas estabelecidas para o nível de ensino que frequentam” (Lopes & Silva, 2012, p.2).

Nesta perspetiva, surge ainda a avaliação formativa que deriva de todo um processo avaliativo e que tem como finalidade o aperfeiçoamento do rendimento escolar dos alunos de forma progressiva e o melhoramento da oferta formativa por parte do professor, podendo este, a partir dos feedbacks, reconhecer as principais dificuldades, perceber o que foi apreendido e, assim, ajustar a sua prática.

Deste modo, e segundo Morgado (1999), “A avaliação, através dos diferentes procedimentos e dispositivos que podem ser mobilizados, constitui-se como o principal instrumento de regulação do trabalho do professor e do trabalho dos alunos” (citado por Morgado, 2004, p.80).

Tendo como base teórica as diretrizes de uma avaliação formativa e qualitativa e, ainda, os pressupostos enunciados nos programas que regulamentam o processo de

ensino aprendizagem do 1º ciclo, realizei as avaliações da minha prática em contexto de 1º ciclo com o intuito de compreender a evolução do grupo de alunos com os quais trabalhei, em diversos níveis. A avaliação do trabalho cooperativo, intimamente ligado à minha investigação, a avaliação dos comportamentos e, ainda, a concretização dos objetivos propostos nas metas curriculares dos programas.

Desta forma, a partir da minha observação participante realizei uma avaliação preliminar, para detetar os pontos fracos e pontos fortes dos alunos nas diferentes áreas curriculares8.

Esta avaliação teve o intuito de caraterizar o grupo ao nível das suas dificuldades de aprendizagem e possibilitar uma planificação mais adequada às necessidades dos alunos, contemplando a sua singularidade e individualidade.

Além da caraterização dos alunos a partir da observação direta, realizei também a avaliação do processo de trabalho em grupo e aos pares, que ocorreu com frequência e até então era inexistente nesta sala de aula. Assim, aquando da realização deste tipo de trabalho, fui registando os comportamentos dos alunos e os níveis de aprendizagens dos mesmos.

Pude denotar, ao longo de todo o processo, que os alunos foram fazendo progressos, no entanto, durante todo o estágio, senti muitas oscilações a este nível, não podendo, por isso, retirar ilações precisas, dado o curto espaço temporal em que este decorreu, no entanto acredito que a continuidade deste tipo de trabalho seria benéfico e teria bons resultados a longo prazo.

A par destas avaliações, fiz ainda o registo dos comportamentos dos alunos, uma vez que esta era uma turma com problemas a esse nível, já referenciados pela professora titular da turma.

Deste modo, acompanhando a estratégia utilizada pela professora cooperante, que consistia na marcação dos comportamentos diários, por parte dos alunos, numa tabela colocada no caderno individual, de formação cívica, realizei uma tabela de registos semanais onde registei os comportamentos dos alunos9.

A este nível, observei que, de forma geral, os alunos demonstraram melhorias, à exceção de alguns alunos, cujo comportamento oscilava muito de dia para dia. Estes

8 Ver Apêndice 5 9 Ver Apêndice 6

comportamentos tiveram reflexo nas aprendizagens e no desempenho dos trabalhos em grupo ou a pares.

No que concerne à avaliação de competências10 nas diferentes áreas curriculares, esta foi realizada tendo em conta os descritores de desempenho e objetivos descritos nas planificações diárias.

Deste modo, ao nível do Português notei alguma instabilidade durante todo o processo, uma vez que as avaliações tiveram algumas oscilações durante as semanas de estágio. Como já referi algumas avaliações retiradas foram influenciadas por comportamentos menos próprios registados em diversos momentos.

De forma global, registei pequenas evoluções entre o início do processo e a parte final do mesmo, alguns alunos que mantinham uma avaliação negativa conseguiram evoluir para o “Satisfaz”, ainda que este fosse pouco consistente. Houve a registar uma subida ao nível do “Satisfaz” que evoluiu para o “Satisfaz Bem” e o “Satisfaz Bem” que progrediu para o “Satisfaz Plenamente”.

Gráfico 6. Avaliação de competências do Português na primeira e última semana.

No que concerne às competências Matemáticas destes alunos, as avaliações tiveram também oscilações ao longo de todo o processo de ensino-aprendizagem.

Registei a este nível que, entre a primeira e última semana, houve um decréscimo no nível de “Não Satisfaz” e também no, “Satisfaz” no entanto ao nível do

“Satisfaz Bem” e do “Satisfaz Plenamente” houve uma evolução, sendo que os dados do “Satisfaz Bem” mantiveram-se mas o “Satisfaz Plenamente” evoluiu positivamente.

Gráfico 7. Avaliação de competências da Matemática na primeira e última semana.

Relativamente às competências subjacentes ao Estudo do Meio, pude aferir que os alunos mantem-se nos níveis positivos, não existindo nenhum “Não Satisfaz”.

Como nas outras áreas curriculares as avaliações são influenciadas pelos comportamentos dos alunos e, como tal, sofreram ao longo de todo o processo oscilações.

Verifiquei que, nesta área curricular, todas as crianças estão no nível satisfatório e que a maioria está entre o “Satisfaz Bem” e o “Satisfaz Plenamente”. As crianças que estão no Satisfaz, são crianças cujo desempenho é influenciado pelos comportamentos ou por dificuldades interpretativas que também se refletem ao nível do Português.

Gráfico 8. Avaliação de competências da Matemática na primeira e última semana.

De forma global, no que diz respeito às competências das três áreas curriculares acima mencionadas, pude verificar que os alunos, devido às suas características, registam oscilações no desenvolvimento das competências. Semanalmente, pude atestar que alunos que têm bons rendimentos facilmente descem o rendimento, estando esse facto diretamente relacionado com a falta de concentração, comportamento e incumprimento de regras.

No geral, posso afirmar que, tendo em conta as avaliações, a turma apresenta maiores dificuldades no Português, sendo nesta área curricular que existe maior número de “Não Satisfaz” e “Satisfaz”.

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