Eksempler på mangelfulle noter om tvister
1.6.8 Rapporteringstidspunkt Aktuell regulering
O estudo, ao se sustentar na educação por viés crítico, buscou-se adentrar em algumas conceituações como a evidenciada por estudo de Mészáros (2005), onde, busca-se transpor a educação para além do capital. Neste modo de produção, considera-se que a sociedade se sustenta na reprodução de contradições que impulsionam uma perspectiva linear, imediata, do pensamento e da realidade, fundada em um modelo de educação capitalista. Assim, Mészáros (2005) nos ensina que a educação tem papel determinante no sentido de elaborar “estratégias apropriadas e adequadas” de combate à reprodução pela formação política dos indivíduos e de processos educativos com fins emancipatórios.
Pensando acerca dessa proposição de Mészáros (2005) que combate à reprodução pela formação política e educativa emancipatória, buscou-se contato com o estudo de Gramsci (1988), pois, neste, observa-se que é preciso reverter à condição da intelectualidade humana, pois, apesar de todos os homens serem intelectuais nem todos os homens exercem esse princípio. O que nos permite inferir que o homem enquanto sujeito da educação pode tanto se relacionar com esta, desempenhando papel de sujeito, ou, contrariamente se colocando na condição de objeto. Trazendo essa relação para a sociedade capitalista, o ideal é que se tenha uns poucos que pensam as relações de trabalho e uma grande maioria que executa essa, enquanto
atividade, modo pelo qual trabalhadores intelectuais se relacionam com os trabalhadores manuais.
Através dessas leituras, fica evidente que o objeto de ambos, Mészáros e Gramsci, é a educação pelo seu caráter crítico, pois, tanto para um como para o outro, ela tem papel de negar a forma como o conhecimento é apropriado e adequado ao domínio do capital. Nesse sentido, adentra-se ao caminho pelo qual se pretende investigar a EA optando-se por construção epistemológica fundada no materialismo histórico-dialético, no intuito de confrontar o problema da pesquisa com uma proposta de investigação que traz a possibilidade de apreender o movimento da educação crítica de forma a analisar criticamente a EA.
Para tanto, buscou-se relacionar com este método, no sentido de apreender a co-relacão de duas importantes categorias analíticas, materialismo dialético e materialismo histórico, observadas para o contexto da pesquisa no sentido da inserção a dinâmica histórica da EA e seus avanços sobre a materialidade das problemáticas ambientais. Por definições conceituais, o materialismo dialético se propõe por “explicações coerentes, lógicas e racionais para os fenômenos da natureza, da sociedade e do pensamento” fundado em princípios, como, “a matéria, a dialética e a prática social”, assim como, “aspira ser a teoria orientadora da revolução do proletariado. ” (TRIVIÑOS, 1987).
Com essa descrição enquanto método, elementos e perspectiva de transformação de uma classe, buscou-se em Copnin (1978) o entendimento da dialética a qual se apresenta enquanto lógica que não está nas formas que estruturam o pensamento, mas nos conteúdos que provem da natureza, da sociedade e do próprio pensamento. Então, a presença da dialética no materialismo, revela para o pesquisador que sua atividade requer um esforço e uma dependência da capacidade que o cérebro humano tem de apreender o reflexo das suas percepções e produzir o movimento do pensamento pelas determinações e causas implícitas a mera percepção dos sentidos. Nessa função que se reserva ao cérebro humano, o reflexo se revela não com uma função biológica, mas como uma criação pensada, ou melhor, resulta da busca do sujeito por uma intenção subjetiva em apreender o objeto na sua objetividade, na sua materialidade.
O que se tenta demonstrar pela efetivação da categoria dialética materialista são as leis e o movimento do pensamento na busca que se processa para alcançar uma verdade que seja objetiva, da superação de uma apreensão cognitiva por uma outra mais completa e mais aprofundada. Nesse exercício, a leitura cognitiva criada sobre o movimento da EA pelo pensamento, se relaciona por aproximação cada vez maior com o movimento imprimido pelo próprio contexto em que esta se apresenta para as escolas de Anilzinho e Joana Peres, pois, o pensamento se lança pelo movimento do conteúdo, objetivo do objeto da pesquisa. Mas é claro que o movimento do objeto pode mudar, pois, a natureza dos objetos não permanece a mesma na realidade objetiva. No plano das discussões teóricas, por exemplo, pode-se observar que a matéria transformada (o objeto: EA conservador) pode metamorfosear-se, transformando-se em outra matéria (o objeto: EA crítica), mudando suas propriedades.
Em Copinin (1978), observa-se que a leitura do desenvolvimento do pensamento pode ser demonstrada quando se substitui, por exemplo, “uma imagem cognitiva por outra, à transição do desconhecimento ao conhecimento, do conhecimento superficial e unilateral do objeto ao conhecimento profundo e multilateral (Copinin 1978, p.127). Para este autor, a dialética se revela na mudança do objeto e na mudança de consciência sobre o objeto que se transforma e supera a todo instante o seu estágio anterior. Assim, levando em consideração o princípio da matéria Triviños (1987, p. 56) vai dizer que: “A matéria é incriada e indestrutível, eterna. É capaz de autodesenvolver-se. [...] em condições favoráveis, permitindo o surgimento da vida orgânica e, mais tarde, depois de milhões de anos, dos seres capazes de ter ideias, de pensar. ”
Diante dessa construção, observa-se que a EA adentra a esse campo de conceituações e para a pesquisa tem importância na produção da consciência e da prática social dos seres humanos envolvidos com questões ambientais. Nesse sentido, podemos sugerir que os indícios da existência dos homens como ser que vem construindo novos processo educativos justifica-se por outros resultados alcançados historicamente, como o surgimento dos átomos, moléculas, partículas elementares, campos... e posteriormente, no homem com ideias para pensar e repensar sua organização social.
Então, materialismo dialético potencializa o ser de consciência para refletir a realidade objetiva em que se dá à prática social. Logo, “[...] A consciência é um tipo de reflexo, a propriedade mais evoluída de reflexo, peculiar só à matéria altamente organizada [...]” (TRIVIÑOS, 1987, p. 62) o cérebro humano. Sendo assim, a prática social de comunidades tradicionais revela que o homem desempenha uma atividade de enfrentamento da realidade objetiva, originando sobre a matéria a criação de técnicas, desde os primeiros instrumentos para poder caçar, pescar, agricultar, que se movimentam pela superação dos seus conteúdos reunindo novas características sintetizadas em instrumentos totalmente sofisticados, como armas de fogo, redes de pescas, as máquinas agrícolas, usados pela sociedade moderna.
Por essa análise, observa-se que a relação do dialético com o histórico vem demonstrar que “muito tempo teve que transcorrer para que as sensações se transformassem em percepções, representações e, em seguida, em conceitos e juízos” (TRIVINÕS, 1987, p. 63). Assim, o surgimento do homem está inscrito em infinitas superações dialética envolvidas com a construção de uma totalidade de relações históricas na sociedade. No materialismo, essa construção, o materialismo histórico, é considerado, como, “[...] a ciência filosófica do marxismo que estuda as leis11 sociológicas que caracterizam a vida da sociedade, de sua evolução histórica e da prática social dos homens, no desenvolvimento da humanidade” (TRIVIÑOS 1987, p.51).
Sendo assim, o materialismo de conceituação dialética-histórico se sustenta em categorias e leis que podem revelar a relação do homem com o mundo. O materialismo histórico-dialético trata do desenvolvimento material com inúmeras propriedades que definem a transformação material. Assim, na criação de um objeto o homem busca uma superação qualitativa porque, este, detém uma função, finalidade, estrutura, propriedades e, outra quantitativa pelo peso, volume, dimensão, intensidade, sustentadas numa lógica de criação e transformação que sofre a matéria até atingir a condição de objeto. (TRIVIÑOS 1987).
11 Para este mesmo autor a “[...] lei uma ligação necessária geral, interativa ou estável [...] interna, essencial e, dadas certas condições, assinala o caráter de desenvolvimento [...]” (TRIVIÑOS 1987, p.54).
Trazendo essa exemplificação para refletir a prática social das comunidades tradicionais, subentende-se que transformações só acontecem quando se muda o conteúdo de uma relação “quanti-qualitativa” na sua totalidade. O que, logicamente, nos dá à possibilidade de interpretar a construção da EA nas reservas extrativistas “de forma muito mais ampla que circunscrita ao simples dado objetivo” (TRIVIÑOS, 1987, P.120), atrelada a um processo educativo. Por esse motivo, atenta-se para o envolvimento da EA com as relações empíricas necessárias a leitura do movimento teórico exigido pelo pensamento Histórico-dialético.