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Ramunė Mazaliauskienė

In document Hope and Resilience (sider 52-55)

O Touring Cultural é um dos 10 produtos turísticos considerados estratégicos e prioritários. O objetivo principal do Touring é “descobrir, conhecer e explorar os atrativos de uma região” e incluem atividades como os “percursos em tours, rotas ou circuitos de diferente duração e extensão, em viagens independentes e organizadas” (THR, 2006a:9). Os mercados deste tipo de produto turístico são o “touring genérico (Tours, rotas ou circuitos de conteúdo abrangente e diverso. O tour, rota ou circuito são, em si mesmos, a essência do Produto, representando este mercado cerca de 90% das viagens de Touring) ” e o “touring Temático (Tours, rotas ou circuitos focalizados num determinado tema, o qual constitui o núcleo da experiência. As cidades criativas como modelo dinamizador do destino turístico Exemplo: rota de castelos medievais,

representando este mercado cerca de 10% do total de viagens de Touring) ” (THR, 2006a:9). E representa 18% do total de viagens de lazer dos europeus e tem um crescimento de 5 a 7%/ por ano (THR, 2006a)1.

“Os fatores chave para competir com êxito no sector das viagens de

touring (…) são os seguintes: Ampla oferta de rotas e circuitos, quer de

conteúdo geral, quer de conteúdo temático; boas vias de comunicação principais e secundárias; ampla rede de áreas de descanso e serviços básicos como estações de serviço, oficinas, assistência na estrada, etc; um bom e eficaz sistema de sinalização dos recursos e atracões turísticas; adequação dos horários de abertura e encerramento das atrações turísticas às necessidades dos visitantes; disponibilidade de ampla e completa informação ao viajante, em diversos idiomas, sobre as rotas e circuitos existentes, o tempo de viagem, as condições e características das estradas, as ligações entre os diversos pontos, os horários das estações de serviço e outros serviços, etc; uma oferta de alojamento ampla, variada e de qualidade; ampla oferta de restaurantes; padrões de qualidade homogéneos em todos os serviços.” (THR, 2006a:18-19).

Na região Norte, o Touring cultural é um segmento prioritário e estratégico, “ (…) a região Norte conta com um amplo património histórico e cultural com grande capacidade de atracão turística. Porém, a acessibilidade aos recursos, às rotas turísticas, bem como à oferta hoteleira e gastronómica da região encontra-se num grau de desenvolvimento baixo.” (THR, 2006a:57). E nesse sentido, de acordo com THR (2006a), as linhas de atuação para o desenvolvimento deste produto turístico são as seguintes: investimento no aumento e melhoria da oferta hoteleira e do turismo rural/habitação, melhorar as acessibilidade e desenvolver e promover rotas turísticas. De acordo com Turismo de Portugal (2011:39), o Touring – turismo cultural deve definir “ (…) itinerários experienciais que sejam uma montra da diversidade do património histórico, cultural e religioso (…) ”.

Quanto ao City Breaks, o seu principal objetivo é “ (…) conhecer uma cidade e os seus atracões monumentais, arquitetónicas, culturais, comerciais, gastronómicas, etc.” e engloba atividades como “ (…) estadia de curta duração para visitar vários atracões de uma cidade.” (THR, 2006b:9). Os mercados deste tipo de produto são o “City breaks

standard: os turistas viajam para uma cidade com o objetivo de visitar atracões

relacionados com uma variedade de temas (histórico, cultural, social, etc.). Durante a

1 As viagens touring são realizadas de forma autónoma e em veículo particular. Sendo que este tipo de produto turístico têm que dispor de um

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sua estada, ficam alojados em hotéis confortáveis de 2-3 estrelas e procuram produtos e serviços com preços acessíveis” e o “City breaks upscale: os turistas viajam para uma cidade com o objetivo de visitar atracões relacionadas com uma variedade de temas (histórico, cultural, social, etc.). Durante a sua estada procuram serviços personalizados de alta qualidade, boutique hotéis, hotéis de 4-5 estrelas e com charme, menus de degustação e provas de vinho, etc”; “City breaks temáticos: os turistas viajam para uma cidade com o objetivo de visitar atracões e de viver experiências relativas a um tema específico, por exemplo, assistir a um evento musical, teatral, cinematográfico, desportivo, de moda, etc. ” (THR, 2006b:9). Representa 14% do total de viagens de lazer dos europeus e tem um crescimento anual de 12% a 15%. (THR, 2006a).

Segundo THR (2006b), para oferecer este tipo de produtos turísticos são necessários os seguintes recursos básicos: acessibilidades, oferta de um minino de atrações capazes de captar turistas, oferta de alojamento de qualidade e quantidade adequada e boas condições de segurança e de mobilidade.

“Fatores chave nos quais um destino deve alcançar um elevado desempenho são os seguintes: Ambiente urbano atrativo e cuidado; Elevado grau de limpeza e higiene; Elevado grau de segurança; Excelente preservação e manutenção do património arquitetónico/monumental; Ampla variedade de atividades culturais; Ampla oferta de entretenimento noturno; Diversidade de opções de compras, com a presença de marcas comerciais de prestígio internacional; Ampla variedade de oferta de alojamento; Variada oferta de restaurantes com cozinha regional e internacional; Flexibilidade e adequação dos horários do comércio e de visitas às atracões turísticas; Ampla cobertura de informação turística em locais estratégicos da cidade; Eficaz serviço de transporte público, especialmente de táxis, por exemplo, pontualidade, frequência, etc.; Padrões homogéneos de qualidade dos serviços; Comercialização de pacotes integrados que dão acesso a diferentes serviços e atracões; Ampla e variada oferta de itinerários temáticos dentro da cidade e zonas envolventes. ” (THR, 2006b:23).

As regiões devem deter recursos básicos que permitam obter o sucesso, ou seja, as cidades devem ter um conjunto de características que ajudem a obter vantagens competitivas em relação a outras regiões. Portanto, as regiões devem investir com objetivo de fomentar o Touring Cultural e Religioso e o City Breaks de forma a desenvolver a região. Os dois produtos turísticos distinguidos anteriormente, em 2011, representaram 41 milhões de viagens de circuitos turísticos, mais 4,4 milhões de chegadas que no ano transato. E prevê-se que 2015 atinjam 47,9 milhões de chegadas e

em 2020 sejam 58,3 milhões de chegadas (Turismo de Portugal, 2013a). Nesse sentido, definiu-se as seguintes ações futuras:

a) Consolidar os circuitos turísticos com objetivo de valorizar o património histórico, cultural, religioso e paisagísticos, qualificar e diferenciar a oferta de experiências que distingue o produto, isto quer dizer que há “ (…) necessidade de colocar os recursos georreferenciados em valor e desenvolver conteúdos e informação para o cliente, bem como incentivar e diversificar as experiências (…) ” (Turismo de Portugal, 2013a:28). Apesar dos efeitos da crise mundial sobre este produto turístico existe perspetivas que, nos próximos anos, obtenha um crescimento médio anual de 4%, tendo como principais mercados emissores deste tipo de produto turístico são principalmente países europeus (França, Itália, Escandinávia, Alemanha, Rússia, Reino Unido e Espanha) e representa 62% do mercado europeu. Para Portugal, o mercado europeu a par com o Brasil e EUA são estratégicos e importantes para o crescimento e desenvolvimento de circuitos turísticos, tendo como concorrentes o mercado espanhol, francês e italiano. Os fatores de competitividade do mercado português nos circuitos turísticos são os seguintes: i) o vasto e diverso património histórico e cultural; ii) património religioso; iii) Sítios e paisagens naturais de elevado valor ambiental e cénico; iv) Património civilizacional e universal; v) Fátima, local de peregrinação do culto mariano; vi) Cultura popular e tradições genuínas; vii) Diversidade cultural e paisagística a curta distância; viii) Alojamento em meio rural de qualidade e variado; ix) Hospitalidade (Turismo de Portugal, 2013a).

b) Impulsionar as estadias de curta duração e diversificar a oferta no sentido de integrar as atrações culturas com itinerários experienciais como forma de tornar as cidades e áreas envolventes atrativos, ou seja, as “(…) estadias de curta duração em cidade, deve-se requalificar e valorizar o espaço público, colocar recursos georreferenciados em valor e desenvolver conteúdos de informação para o cliente, bem como colocar o produto no mercado, promover a cidade e desenvolver ofertas que promovam o prolongamento da estadia.”. (Turismo de Portugal, 2013a:28). Na Europa, as estadas de curta duração são bem vistas por estimularem as viagens (preferência por viagens curtas, frequentes e baixo custo) sendo que nos últimos dez anos, cresceram 2% a 3% por ano, sendo que nos próximos anos atinja um crescimento anual de 5% a 6%. Portanto, este tipo de produto contribuí para aumentar a procura turística externa à cidade e com isso

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estimular atrações turísticas e o desenvolvimento da região (Turismo de Portugal, 2013a).

c) Importa referir que o Touring Cultural e Religioso é um produto consolidado para o Norte de Portugal, ou seja, a região dispõe de uma “(…) oferta organizada, procura primária e objeto de promoção externa (…)” (Turismo de Portugal, 2013a:22).

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