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Radiative forcing in the high northern latitude atmosphere

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Para o Projeto Parceladas, o curso de Licenciatura em Matemática precisa romper com a visão de que o conhecimento matemático é para poucas pessoas. Assim, precisa considerar que a Matemática teve uma evolução histórica promover as mudanças para romper com a visão de que há uma Matemática para o especialista e outra para o cidadão. Para começar as mudanças foram traçadas

as seguintes metas para o curso de Matemática nas Parceladas traçou as seguintes metas: a) otimizar as condições para a apropriação; b) proporcionar ao licenciando, pela elaboração e construção do conhecimento, as condições para que ele aguce seu senso crítico e busque sua independência intelectual.

Para atingir estas metas, o seguintes objetivos foram definidos:

1) Formar professores para o ensino de Matemática de 1º e 2º graus (atual Ensino Fundamental e Médio) que possam atuar, fomentar discussões, bem como proporcionar mudanças em sua prática pedagógica, compreendendo que a Matemática não é uma disciplina de conteúdos prontos e acabados, mas sim uma disciplina dinâmica, de investigação no qual o aluno possa estar sempre motivado a usar sua criatividade para propor, solucionar e explorar problemas matemáticos;

2) Priorizar a elaboração do pensamento matemático;

3) Formar um profissional que tenha uma visão global da Matemática e que identifique suas relações com o contexto sociocultural;

4) Oportunizar a formação de um profissional que possa transitar por outras áreas do conhecimento, (DOCUMENTO Q. 1.7).

Com isso definido, a matriz curricular das Parceladas constituiu-se no diferenciador para o desenvolvimento das atividades letivas e construção do primeiro projeto de pesquisa durante as Etapas de Formação Fundamental Básica (EFFB). No próximo quadro virão as disciplinas que foram desenvolvidas nas Etapas de Formação Específicas.

Os dados do quadro abaixo listam as disciplinas e ajudam a visualização da operacionalização dessas etapas:

Quadro nº 1.4.1. Matriz curricular das Etapas de Formação Fundamental Básica

ETAPAS LETIVAS DISCIPLINAS C.h

Etapa I

Prática de Leitura e Produção de Texto I Fundamentos da Biologia, Física e Química I Elementos de História e Geografia I

Noções Fundamentais de Matemática I Métodos e Técnicas de Pesquisa

60 60 60 60 60 300h Etapa II

Língua Estrangeira Moderna (Inglês/Espanhol) História da Educação

Português I

Elementos de História e Geografia II Estatística Educação Física 60 60 60 60 60 60 360h Etapa III Língua Estrangeira Moderna II (Inglês/Espanhol) Prática de Leitura e Produção de Texto II

Noções Fundamentais de Matemática II Fundamentos da Biologia, Física e Química II

60 60 60 60 240h Etapa IV Fundamentos de Filosofia Fundamentos de Psicologia Fundamentos de Sociologia

Língua Estrangeira Moderna III (Inglês/Espanhol) Português

Epistemologia das Ciências da Educação Antropologia 60 60 60 60 60 60 60 420h Etapa V Didática e Avaliação Estrutura e Funcionamento do Ensino de 1º e

2ºGraus

Língua Estrangeira Moderna IV (Inglês/Espanhol) Estudos dos Problemas Brasileiros

60 60 60 60 240h Subtotal 1560h

Fonte: Processo de reconhecimento do curso de Matemática/1998; documento Q. 1.11 (anexo nº

01).

A Etapa de Formação Fundamental Básica tem como chegada a realização da Feira de Ciências e de Matemática. Esta feira constitui-se no momento de socialização e comunicação dos trabalhos de pesquisa realizados nessa fase. Para desenvolver seus projetos iniciais de pesquisa, os licenciandos foram orientados no sentido de seguir uma espécie de roteiro metodológico que ajudasse na sistematização dos trabalhos (DOCUMENTO Q. 1.5), que ficou assim organizado:

Primeiro momento: a escolha do tema, discussão e relato de senso comum dentro do grupo sobre o assunto;

Segundo momento: determinação dos objetivos que devem ser alcançados com o estudo do tema;

Terceiro momento: programação do trabalho a ser desenvolvido: a metodologia como experimentos, pesquisas e fundamentação teórica;

Quarto momento: sistematização do trabalho dentro da metodologia científica;

Quinto momento: apresentação da parte experimental e teórica em forma de Feira de Ciências e Matemática23.

A equipe de professores desta fase foi desafiada para pôr em prática a proposta de trabalho interdisciplinar, pois as áreas específicas de conhecimento eram “chamadas” de forma individual para lançar seu olhar sobre o objeto de pesquisa24 (DOCUMENTO Q. 3.11). Na visão do coordenador do curso de Matemática, na época, esta forma de trabalhar as pesquisas dos licenciandos prejudicou o ensino do conteúdo matemático porque a disciplina Noções Fundamentais de Matemática desenvolvida durante uma semana em 1993, trabalhou os conceitos de Geometria, proporcionalidade, redução, altura e diâmetro de maneira isolada, não conseguindo romper com as especificidades de cada área de conhecimento25. Esta foi outra dificuldade que a equipe de professores encontrou, além de sua pouca experiência com pesquisa de professor. Diante disso, cada disciplina do curso de Matemática buscou seguir seu caminho na Etapa de Formação Específica, quando “o ensino pela pesquisa” ficou em segundo plano, sendo retomado quando os licenciados realizaram suas pesquisas para a monografia.

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A Feira de Ciências e de Matemática passou a ser substituída pelo Seminário de Transição, implantado nos novos cursos de licenciatura em Matemática, a partir de 1995, nos outros núcleos em que este curso foi desenvolvido.

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O objeto de pesquisa era o chapéu de palha - construção em forma de círculo coberta com palha bastante comum em áreas indígenas. Nesse caso, o chapéu de palha estava servindo de sala de aula para os alunos das Parceladas. Era uma sala alternativa.

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O Plano de ensino da disciplina Noções Fundamentais de Matemática previa uma quantidade maior de conteúdo para ser trabalhado na etapa de julho de 1993. O relatório dessa disciplina registrou que sair do isolamento disciplinar não foi motivado pelos desafios impostos pela interdisciplinaridade pouca conhecida.

Ao final da Etapa de Formação Básica, os licenciandos começam a cursar as Etapas de Formação Específica (EFE). No caso do curso de Matemática, segundo Mário, coordenador do curso de Matemática ao responder o questionário, as disciplinas específicas devem propiciar os fundamentos e conteúdos matemáticos, dando ênfase às questões sobre o porquê da existência dos conceitos abordados, priorizando sua origem e desenvolvimento. Esse momento de formação teve duração de três anos e meio. Nele, a pesquisa deve continuar sendo um instrumento pedagógico, assumindo um caráter cognitivo apoiada na construção de um projeto de pesquisa que deve ocorrer durante o curso, com base nas diferentes disciplinas das duas fases de formação – EFFB e EFE.

No entanto, existe um relatório de disciplina revelando as dificuldades de colocar em prática a proposta do Projeto. Segundo o relatório, os licenciandos rejeitavam a proposta de trabalho com pesquisa e grupo de estudo. A situação obrigou a reformulação do plano de trabalho para a disciplina, assim, foi exposta que a proposta do Projeto de Licenciaturas Parceladas não foi bem entendida e aceita pelo corpo discente, obrigando a fazer algumas concessões.

A fase de formação específica do curso de Matemática deve, ainda, possibilitar ao licenciando vivenciar outras nuances de sua formação e do conteúdo com o qual se trabalha em sala de aula, como o saber, pois sua formação não se pauta somente no domínio do conteúdo de Matemática e na aplicação das técnicas de ensino, mas, na busca da compreensão de como a Matemática da escola se relaciona com a Matemática desenvolvida dentro de uma cultura, segundo os coordenadores Mario e Maria Rita (DOCUMENTO Q. 3.11).

Os dados do quadro abaixo ajudam a visualizar a matriz curricular do curso de Matemática das etapas de Formação Específica:

Quadro 1.4.2. Matriz curricular das Etapas de Formação Específica de Matemática26 ETAPAS LETIVAS DISCIPLINAS C.h

Etapa VI

Fundamentos da Matemática I Fundamentos da Matemática II Fundamentos da Matemática III Fundamentos da Matemática IV Cálculo I 60 60 60 60 90 330 h Etapa VII Introdução a Informática Física I Álgebra I Didática

Orientação para pesquisa

60 75 60 60 45 300h Etapa VIII Estatística Física II Cálculo II Álgebra II Modelagem 60 75 90 60 60 345h Etapa IX Cálculo III Física III Álgebra Linear História da Matemática Orientação para pesquisa

90 75 90 30 45 330h Etapa X Filosofia da Matemática Cálculo Numérico Desenho Geométrico Geometria Descritiva 60 60 60 60 240h

Etapa XI Apresentação das Monografias

Subtotal Carga horária da Etapa de Formação Básica 1560h Subtotal Carga horária das Etapas Específicas 1845h

Total Geral 3405h

Fonte: Processo de reconhecimento dos cursos de Matemática/1998, documento Q. 1.11, anexo

nº 01.

A Formação Específica “completa-se” com a produção dos trabalhos de conclusão de curso, quando os licenciandos elaboram o segundo projeto de pesquisa e produzem suas monografias. Estas pesquisas foram apresentadas no

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A Equipe de coordenadores pedagógicos queria que as etapas de conhecimentos específicos fossem desenvolvidas por professores experientes em cada uma delas. Para isso, contou com a participação de professores de outras universidades, como Unesp, Unicamp e UFMT, entre outras.

Encontro de Jovens Pesquisadores27 (DOCUMENTO Q. 1.10), momento de

socialização com as escolas e a comunidade local onde o curso foi desenvolvido.

1.4.1 Avaliação - vislumbrando novos caminhos no Projeto Parceladas As Licenciaturas Parceladas compreendem a relação pedagógica como um acontecimento coletivo sócio-histórico, como um encontro de individualidades que se propõem a conhecer melhor determinados fatos, relações como fatores de construir novos significados do mundo e da construção de si mesmo. Nesse processo, o Projeto assume que o essencial não está na relação professor/aluno, mas na relação de todos com o conhecimento e todos são avaliados em todos os momentos. A avaliação é parte constitutiva da prática pedagógica nas Parceladas, porque:

[...] deve ser prática, permanente, simultânea, iniciadora, conseqüencial, complementar e afirmativa, não podendo nunca funcionar como dispositivo finalizador, concluinte terminal do processo pedagógico. Antes, pelo contrário, é pela avaliação que se vislumbra novos caminhos, novos avanços, novos aprofundamentos, como força dinâmica de construção de sentido para participação efetiva no processo de aprendizagem e do ensino (DOCUMENTO Q. 1.1, 1999, p. 23, Q. 3.1 e Q. 1.17)

Sendo parte constitutiva da prática pedagógica, a avaliação nas Parceladas orienta-se pelos seguintes critérios e instrumentos, como seguem abaixo, DOCUMENTO Q. 1.1 e Q. 1.11:

A - Critérios:

a) Oportunidade e eficiência do acompanhamento e supervisão; b) Produção de conhecimento sobre a realidade educacional regional; c) Integração Universidade/Escolas da região do Médio Araguaia d) Atuação profissional dos licenciandos.

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B - Instrumento:

I – Expressão Oral que compreende: a) reuniões

b) seminários para socialização

c) Encontro de Ensino e Pesquisa do Médio Araguaia (ENENPE- MEAR)

II – Expressão Escrita:

a) relatório dos supervisores

b) síntese dos alunos (individual e grupal)

c) anais dos Encontros de Ensino e Pesquisa do Médio Araguaia ENENPE-MEAR.

In document 50-2002-oh.pdf (2.689Mb) (sider 22-25)