Kapittel 10. Tilgift og konkurranser/utlodninger
10.4 Rabattkuponger og - merker
O conceito de produtividade já existe há muito tempo (KARIMI; GIDADO, 2012) tendo sido utilizado cientificamente por Quesnay (1766) no periódico Journal de l'Agriculture, ou seja, há mais de dois séculos (TANGEN, 2005). Com o passar dos anos, a busca por uma maior produtividade, tornou-se essencial para quaisquer empresas de bens tangíveis ou intangíveis (MARQUES, 2010) principalmente a partir dos anos de 1990 (ISMAIL et al, 2010). Atualmente, para uma organização obter êxito em suas metas, o desempenho expressado pela produtividade de seus funcionários é de vital importância (CLEMENTS-CROOME, 2011). Sob um prisma científico, fisiologistas, engenheiros, economistas e gestores podem definir a produtividade em relação à sua temática de aplicação (NIEMELA et al, 2002). Neste sentido, o conceito tornou-se amplo, conforme corrobora os construtos teóricos de Limongi-França (2004), ao alertarem que a definição de produtividade pode variar de acordo com os setores nos quais se desdobram o trabalho. No tocante ao cenário industrial, a produtividade é definida como a produção por hora de cada empregado, verificando se a qualidade do trabalho está dentro da margem considerada (HOOFT; ROELOFSEN, 2008). Assim, ressalta-se que o conceito da produtividade é normalmente associado à expressão econômica do desempenho humano (SAARI; AALTO, 2006) no qual é afetado pelas condições do ambiente de trabalho (KOSONEN et al, 2011). Um dos métodos mais utilizados para mensurar a produtividade evidencia-se na relação entre a saída e a entrada de insumos, em que o total de entrada inclui todos os recursos utilizados na produção (INGVALDSEN et al, 2004; MATTILA, LI; PACOCK 2007). Este método é tipicamente mais utilizado em setores complexos, conforme corroboram Huang, Chapman e Butry (2009), no qual explicitam que as medidas de produtividade são formuladas como uma relação entre a produção de uma ou mais entradas, ou seja, para a realização de um produto ou serviço complexo, pode-se ter várias entradas distintas que são relevantes para a mensuração da produtividade. Portanto, por mais óbvio que o significado de produtividade seja a taxa de produção de um determinado item por unidade de esforço (HUMPHREYS; NICOL, 2007), alguns setores não seguem essa premissa, de entre os quais se destaca o setor da construção. Assim, devido à complexidade do setor da construção, adoção de um índice de produtividade padronizado é um processo complexo (ALINAITWE; MWAKALI; HANSSON, 2005). Os estudos que cernem a gestão de construção são passíveis de críticas por adotar métodos que cientificamente podem ser considerados inadequados (CHAN et al, 2013).
Segundo Cunha (2011) a partir da década de 80 do século XX, vários setores industriais tiveram que buscar melhorias em seus processos e, no caso da construção civil, foram desenvolvidos sistemas de indicadores que permitem efetuar práticas de benchmarking. De acordo com Cavalcanti (2004) o interesse pelos sistemas de medição na indústria da construção emergiu a partir dos programas de qualidade baseados nas normas da série ISO 9000, buscando melhor qualidade e aumento da produtividade no referido setor. No entanto, Lee, Yu e Kim (2004)
comentam que o uso de medidas de desempenho e seus indicadores em projetos de construção não parecem ter sido exaustivamente examinadas, o que possibilita maiores estudos em sua aplicação.
Segundo Cunha (2011) a produtividade na construção civil é definida pela quantidade de trabalho realizado, atendendo à relação entre recursos utilizados e recursos obtidos. Em sintonia com este fato, Ingvaldsen et al, (2004) explicita que no processo de edificações a produtividade pode ser relacionada ao total de metros quadrados que um grupo de trabalhadores está produzindo por um intervalo de tempo pré-determinado. Desta forma, os autores afirmam que a classificação da produtividade em elevada ou baixa é realizada por comparações com dados normativos oriundos da própria organização ou por comparação com outras organizações. Os estudos de Panas e Pantouvakis (2010) ratificam esta ideia, ao dissertarem que normalmente para equipamentos de operações intensivas (escavação, entre outras) a produtividade é definida pela relação de saída e entrada, enquanto que para trabalhos intensivos (exemplo as operações de cofragem), a produtividade das operações é definida pelo rácio da entrada e saída.
Os construtos de Liu et al (2011a), afirmam que a variação no tempo de conclusão das tarefas pode desempenhar um impacto significativo na produtividade. Assim, é necessário verificar os aspectos que causem influência nas distintas tarefas da edificação. Neste sentido o estudo de Oliveira (2003) tem por objetivo criar uma metodologia de averiguação da produtividade e qualidade na construção.
Destaca-se que uma das premissas do estudo de Oliveira (2003) é a repetibilidade das tarefas desempenhadas assim como a repetibilidade das obras em cada pavimento do edifício. Isto se deve ao chamado efeito de aprendizagem que pode ser compreendido quando os trabalhadores já começam a se adaptar às fases da obra conforme a construção vai progredindo, reduzindo a mão- de-obra e aumentando a produtividade (DANTAS, 2011). Assim, estes mesmos trabalhadores tornam-se mais produtivos se comparados com o início das atividades. No tocante aos arranha- céus residenciais, Sacks e Goldin (2007), afirmam que a construção é caracterizada por ciclos repetitivos de atividades realizadas consecutivamente em cada pavimento. Portanto, o efeito de aprendizagem pode ocorrer nos arranha-céus. Outro estudo relevante é o de Liu et al (2011b), no qual relaciona a variação do fluxo do trabalho com a produtividade das tarefas desempenhadas no setor da construção.
Deve-se destacar que tanto nos estudos de Oliveira (2003) e do Liu et al (2011b), implicitamente tem-se a mão-de-obra do trabalhador como fator decisivo para mensurar a produtividade. Neste aspecto a produtividade da mão-de-obra é variável, pois alguns trabalhadores apresentam rendimentos superiores a outros (CARNEIRO, 2010). O autor ainda sugere que a medição ocorra através de equipes, dado que podem fornecer informações acerca da produtividade observada e da adequação dos métodos usados.
Karimi e Gidado (2012), afirmam que a melhoria e desenvolvimento de métodos e técnicas para aumentar a produção econômica da indústria da construção são significativas e importantes para qualquer nação. Portanto, os autores ainda ressaltam que a melhoria da produtividade do setor da construção é uma das principais áreas de foco de muitos países e governos em todo o mundo.
Desta forma é imprescindível que os gestores entendam completamente a produtividade e os fatores de impacto que a produtividade causa na construção (FISCHER, 2009).