KAPITTEL 7- TIPPELIGAKLUBBENES ØKONOMISTYRING OG CORPORATE GOVERNANCE:
7.3 R ISIKOSTYRING I T IPPELIGAKLUBBER OG TILKNYTTEDE SELSKAPER
Apesar dos métodos de diluição em caldo representarem um importante avanço no desenvolvimento de testes de susceptibilidade a antifúngicos, seja por suas características de reprodutibilidade e boa correlação clínica observada, tratam-se de métodos laboriosos e de difícil execução em laboratórios de rotina. Por estes motivos, vários pesquisadores tiveram a necessidade de desenvolver ensaios mais adequados à rotina de laboratórios clínicos, cujos resultados fossem equivalentes àqueles gerados pelo método de referência (Martin-Mazuelos et al., 1999; Koc et al., 2000; Laverdiere et al., 2002).
Na tentativa de encontrar ensaios que pudessem ser utilizados em laboratórios de rotina para obter maior rapidez e praticidade, foram desenvolvidos métodos alternativos de difusão em ágar, como o teste de disco- difusão e o E-test, com a finalidade de determinar in vitro a susceptibilidade de
leveduras frente a várias classes de antifúngicos (Colombo et al.,1995; Koc et al., 2000; Matar et al., 2003; Maxwell et al., 2003; Hospenthal et al., 2004).
O E-test (AB Biodisk, Solna, Suécia) é um teste de difusão em ágar, que fornece valores quantitativos referentes à CIM do antifúngico para o microrganismo em estudo. Este método consiste numa fita plástica contendo droga em diferentes concentrações expressas no reverso da tira. Uma vez colocada na superfície do meio solidificado, a droga contida na fita difunde-se rapidamente para o meio, mantendo por longo tempo um gradiente fixo de concentração em torno da fita. A difusão da droga a partir da fita para o ágar
inibe o crescimento do microrganismo inoculado no meio, gerando área de inibição em formato de elipse. A CIM é lida como sendo a concentração da droga superior àquela expressa na fita no ponto em que a tira de E-test intercepta a borda da zona de inibição. Deste modo, este método reúne a vantagem na simplicidade de execução de testes de difusão em ágar, com as informações quantitativas fornecidas pelos ensaios de diluição (Baker et al., 1991; Sanchez, Jones, 1993; Colombo et al., 1995).
Colombo et al. (1995) analisaram a concordância de dois
métodos: E-test e NCCLS M27-T (1992). Foram avaliados 100 isolados de
Candida spp. frente a fluconazol, cetoconazol e itraconazol. A correlação entre
as metodologias para fluconazol foi maior em ensaios envolvendo as amostras de C. glabrata (95%) e C. albicans (84%), sendo menor para os isolados de C. tropicalis e C. parapsilosis (53%). Em ensaios envolvendo cetoconazol a
correlação foi maior entre as amostras de C. albicans (88%) e C. parapsilosis
(87%), tendo menor correlação para isolados de C. tropicalis (73%) e C.
glabrata (45%). Em relação a itraconazol, houve maior concordância em
relação as amostras de C. glabrata (100%) e C. parapsilosis (87%), tendo
menor concordância entre os isolados de C. albicans (76%) e C. tropicalis
(33%). Em conclusão, o E-test apresentou correlação variável com o método de referência, com maior acurácia em ensaios com itraconazol e fluconazol e menor para cetoconazol. Entre as espécies testadas houve menor performance apenas para amostras de C. tropicalis.
Em estudo desenvolvido por Martin-Mazuelos et al. (1999) foi
avaliada a utilização do E-test em relação ao teste padronizado pelo NCCLS M27-A, (1997) para ensaios com fluconazol e itraconazol. Foram testadas 102
amostras de Candida spp. isoladas da cavidade orofaríngea de pacientes
admitidos no Hospital da Universidade de Sevilla, Espanha. A concordância entre as metodologias avaliadas foi de 74,5%. A concordância para ensaios
com fluconazol foi maior nos testes envolvendo amostras de C. tropicalis
glabrata (66,6%). Em relação a itraconazol, a correlação foi maior entre os
isolados de C. glabrata (88,8%) e C. tropicalis (82,3%), apresentando menor
correlação para C. albicans (60,5%) e C. parapsilosis (42,9%).
Koc et al. (2000) avaliaram a concordância do E-test com o teste de microdiluição em caldo frente a anfotericina-B, fluconazol, itraconazol e
cetoconazol. Foram selecionados para o estudo 102 isolados de Candida spp..
A concordância entre as metodologias para anfotericina-B foi boa em relação a
todas as amostras avaliadas: C. parapsilosis (100%), C. albicans (96,7%), C.
tropicalis (90%) e C. glabrata (87,5%). Em ensaios com fluconazol e itraconazol
houve maior concordância entre as amostras de C. albicans (83,3%) e C.
tropicalis (80%) e menor para C. parapsilosis e C. glabrata (75%). Ensaios
envolvendo cetoconazol foram similares a fluconazol e itraconazol, mudando
apenas em relação aos isolados de C. albicans (86,7%). Sendo assim, pode-se
concluir que houve maior concordância entre as metodologias nos ensaios envolvendo anfotericina-B, sendo menor com azólicos. Entre as espécies
analisadas houve menor correlação para as amostras de C. glabrata quando
testadas com azólicos.
Laverdiere et al. (2002) determinaram a susceptibilidade a
anfotericina-B, fluconazol, itraconazol e caspofungina através de dois métodos:
E-test e NCCLS M27-A (1997). Foram testadas 178 amostras de Candida spp.
isoladas de hemoculturas, provenientes de dois centros canadenses. A correlação entre as duas metodologias com a variação de até duas diluições para as espécies avaliadas variou de 81% à 97%. A correlação para
anfotericina-B foi boa para todas as amostras avaliadas: C. albicans, C.
glabrata, C. tropicalis (100%) e C. parapsilosis (90%). Em relação a fluconazol
houve maior correlação entre as amostras de C. parapsilosis (90%), C. albicans
Em relação a itraconazol houve maior correlação para C. tropicalis (86%), C. parapsilosis (85%) e C. albicans (84%), sendo menor para C. glabrata (77%).
Já para caspofungina, houve boa correlação em relação a todas as amostras
testadas: C. tropicalis (100%), C. parapsilosis (90%), C. albicans (88%) e C.
glabrata (85%). Em conclusão, os autores confirmaram que apesar da
correlação satisfatória entre os dois métodos, há variáveis de concordância conforme a droga e espécie avaliada.
Maxwell et al. (2003) avaliaram a performance do E-test para fluconazol e voriconazol frente aos resultados das CIMs determinadas pelo
método NCCLS M27-A (2002). Foram avaliadas 279 amostras de Candida spp.
isoladas de hemoculturas, obtidas de 68 diferentes laboratórios. A concordância entre os resultados das metodologias avaliadas em ensaios com fluconazol foi boa para todas as espécies testadas. Já em relação a voriconazol
houve maior concordância para C. lusitaniae e C. rugosa (100%), sendo menor
para amostras de C. guilliermondii (79%). Os autores concluíram que houve
boa correlação para as duas drogas avaliadas, tendo baixa correlação para os isolados de C. guilliermondii quando testado voriconazol. O E-test pareceu ser
um método alternativo para determinar a susceptibilidade de espécies
incomuns de Candida.
Os resultados dos vários estudos demonstram que o E-test apresenta significativa concordância com o método padronizado pelo NCCLS M27-A2 (2002). Conseqüentemente, este teste também foi aprovado pelo FDA para utilização em laboratórios de rotina. Deve-se mencionar que vários autores sugerem que E-test gera maior variação de valores das CIMs para anfotericina-B quando comparado ao NCCLS. Esta qualidade permite maior poder discriminatório para o E-test na identificação de espécies resistentes a anfotericina-B (Koc et al., 2000; Peyron et al., 2001, Pfaller et al., 2004c).